IMPORTÂNCIA

  • IMPORTÂNCIA
Eckhart Tolle
  • Muitas coisas podem ser importantes na sua vida, mas apenas uma tem importância absoluta.
É importante vencer ou fracassar aos olhos dos outros. É importante ter ou não ter saúde, estudar ou não estudar. É importante ser rico ou pobre – certamente isso faz diferença na sua vida. Sim, tudo isso tem uma importância relativa, mas não absoluta.
Existe algo mais importante do que todas essas coisas: é encontrar a essência do que você é para além dessa entidade de curta duração, que é a noção personalizada do “eu”.
Você não encontra a paz reorganizando os fatos da sua vida, mas descobrindo quem você é no nível mais profundo.
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O DESPERTAR ESPIRITUAL E A PRÁTICA

O
DESPERTAR ESPIRITUAL
E A PRÁTICA
Masaharu Taniguchi

Sempre surge, na vida de um homem, uma ou outra ocasião em que ele percebe subitamente que o seu corpo material não é o seu “eu verdadeiro”, e que existe algo muito superior à matéria, que vivifica o corpo carnal.Esse “despertar” ocorre, por exemplo, quando o homem é salvo por uma força misteriosa, no exato momento em que se vê perdido diante de um grande e iminente perigo; ou quando, de repente, dá-se conta da Vida que palpita dentro dele, no momento em que estava prestes a se entregar ao desespero por estar gravemente enfermo e ter sido desenganado pelo médico e pelos familiares. Em ocasiões como estas, o homem compreende que ele está vivo não pelo seu próprio poder, mas porque é vivificado por uma força superior, muito mais poderosa que a força humana.

Certas pessoas, embora tenham passado por semelhante experiência, não dão muita importância a ela e acabam esquecendo-a por completo. Mas existem outras que, impressionadas fortemente por tal experiência, mudam completamente o modo de encarar o “homem”.

Deixar de ver a si próprio como um pequeno “ser individual” e conscientizar-se do seu “Eu Universal” – eis o renascimento do homem. O verdadeiro “renascer” não consiste apenas em renovação do calendário civil em cada Ano Novo.

O “renascimento” do homem consiste na descoberta do “Eu grandioso” oculto no seu interior. Dito em termos budistas, é o Satori (despertar espiritual ou compreensão da Verdade). Mas muitas são as pessoas que não “vivificam” na sua vida cotidiana os resultados do seu “despertar espiritual”. Eis a razão por que, para elas, esse “despertar” é apenas um lampejo da alma que desaparece logo em seguida. O grande mestre budista Hakuin disse que ele teve dezoito vezes o “grande despertar espiritual”. Acredito que com isso ele quis expressar que não ficou estagnado quando atingiu um determinado nível espiritual; foi progredindo dia a dia, elevando o nível e ampliando o ângulo de seu “despertar”. Em outras palavras, foi um “despertar dinâmico”, vivenciado no dia-a-dia, e não um despertar estático, alheio à vida cotidiana.Toda força que não é utilizada, adormece. A nossa “grandiosa força interior”, da qual nos conscientizamos através do “despertar espiritual”, também não constitui exceção: se não a aplicarmos em nossa vida prática, ela acabará adormecendo novamente. Todos os que conseguiram vencer na vida são aqueles que, após conscientizarem-se da sua “grandiosa força interior” através do despertar espiritual, souberam utilizar-se dela livremente sem a deixar adormecer de novo.

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A RELAÇÃO ENTRE O PENSAMENTO E …

A RELAÇÃO ENTRE
O PENSAMENTO E A REALIDADE MATERIAL
Masaharu Taniguchi
Cristo disse: “Toda árvore boa dá bons frutos, porém a árvore má produz maus frutos. Pelo fruto se conhece a árvore”. Podemos afirmar que o fato de uma pessoa ter um destino infeliz é a prova de que os seus pensamentos não são corretos. Isto porque os pensamentos são a causa e a realidade material é a consequência.
Pensamentos “incorretos” são os que não vêm da Essência verdadeira da pessoa. São os pensamentos apegados aos fenômenos e que imaginam sempre as “imperfeições”, que não existem no Reino de Deus. Quando a pessoa aproximar mais o seu pensamento à claridade da Essência divina, eliminando o ódio e a agressividade, reconciliando-se com todas as coisas e tornando o seu pensamento tão harmonioso quanto a harmonia perfeita do Reino de Deus, apagar-se-ão todas as imperfeições do mundo do fenômeno e aparecerá uma situação perfeita e harmoniosa que reflete exatamente a Realidade divina.

PRINCÍPIOS BÁSICOS

PRINCÍPIOS BÁSICOS

Emmet Fox

Pela verdadeira compreensão da Metafísica, aprendemos que Deus como Causa é perfeito, que Ele Se individualiza como homem e que o homem, pelo exercício de seu livre-arbítrio, pode criar ou pensar o bem e o mal.

Se um homem tiver bons pensamentos, estará trabalhando em harmonia com a Lei Divina e o bem virá em seguida. Se tiver pensamentos errados, limita em sua própria experiência a expressão integral de Deus e experimentará o mal – e continuará a experimentá-lo enquanto continuar a ter pensamentos limitantes.

Aprendemos ainda mais: que o bem, que é a expressão de Deus, é imutável e eterno, enquanto os pensamentos errados, embora possam causar dor e sofrimento momentaneamente, não têm substância real (ou, para usar um termo técnico, não têm “realidade”) e assim podem ser destruídos, ou tornados sem existência.

Observe especialmente que a ciência metafísica correta não nega a existência do mundo físico, mas ensina que nossa compreensão dele é limitada, cheia de falhas e mutável. Daí decorre que nosso dever, assim como nosso interesse pessoal, exige que trabalhemos na nossa consciência até produzirmos uma compreensão correta que significará, para nós, o fim do pecado, da doença e a morte.

“Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”.

João 7:24

JEJUANDO

JEJUANDO

Emmet Fox

“Esta espécie só se expulsa pela oração e pelo jejum.”

Mateus 17:21

Havia um homem que tinha um filho epiléptico e os discípulos de Jesus não tinham conseguido curá-lo. O pai desesperado apelou para Jesus, que prontamente curou o filho. Os discípulos, vendo isso, perguntaram por que não tinham sido capazes de fazer o mesmo. Jesus replicou: “Por causa de sua descrença… Esta espécie só se expulsa pela oração e pelo jejum”.

Ora, jejuar de alimentos é uma boa coisa, ocasionalmente, em especial para aqueles que se entregaram a maus hábitos alimentares. Mas Jesus não podia ter-se referido ao jejum físico, pois, noutra ocasião, falou: “não é o que entra na boca que contamina o homem, mas sim o que sai da boca”.Em outras palavras, não é o que comemos, mas o que pensamos intimamente e expressamos que tem importância.

É sua dieta mental que determina o tipo de vida que você leva. Deve jejuar de pensamentos de medo, de raiva, ressentimento, condenação, e assim por diante. São estas coisas que anulam suas preces. Depois de ter limpado sua mente com esse tipo de jejum, você começou a dar todo o poder a Deus—e, naturalmente, suas preces passarão também a ser poderosas.

Enquanto você entretiver pensamentos de carência e limitação, o seu poder na oração não será grande, mas quando jejuar dessas coisas negativas, então suas preces serão atendidas para si próprio e para aqueles por quem ora.

CORPO NÃO MATERIAL

CORPO

NÃO MATERIAL

Vivian May Williams

Jesus nunca teria reproduzido Seu corpo se o tivesse considerado como “material”. Ele disse que ele era o templo do Deus-Vivo. Como poderia alguém perceber Sua presença, se Ele não surgisse numa forma?

O corpo do homem representa a totalidade dos poderes e capacidades de Deus individualizado; ele realmente representa o Universo. Jesus percebeu isto e exercitou o poder espiritual que Ele tinha sobre Seu Universo. ELE SABIA QUE ONDE QUER QUE ESTEJA Sua Mente, ou Consciência, Sua identidade (forma) deveria estar presente. Isto explica como ele aparecia no meio de Seus discípulos sem precisar dar passos de chegada, ou mesmo sem abrir portas. O corpo não é sólido e concreto como muitos presumem. Ele é tão etéreo quanto a Mente em si. Não é mais difícil para a mente passar através das paredes do que o é para a onda de rádio.

Talvez você pergunte: “Por que a minha forma não aparece na outra sala, quando eu visualizo minha presença dentro dela?” Ela apareceria, se você não acreditasse que seu corpo fosse sólido, concreto, “matéria”. Quando você perceber que seu corpo é tão espiritual quanto a Mente, então sua forma ou identidade aparecerá tão espontânea e tão automaticamente quanto o algarismo 2 acompanha a idéia de um 2.

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O AMOR ABRE AS PORTAS DO PARAÍSO

O AMOR ABRE AS PORTAS

DO PARAÍSO

Masaharu Taniguchi

Deus é Amor, e quando se emprega a chave denominada amor, abrem-se as portas do Paraíso em todas as partes. Quando se vive amando, abençoando e agradecendo, os terrenos íngremes se tornam planos, os caminhos fechados se abrem e surge o Paraíso. É preciso amar a Deus acima de tudo. “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento”, este é o primeiro mandamento de Cristo. E também, semelhante a este, o segundo mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Sobre como amar a Deus, Jesus ensinou: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”. Quais são estes mandamentos? Eles estão bem explicados no Sermão da Montanha. Resumindo, a sua essência seria: “Tudo quanto quereis que os homens vos façam, assim fazeis vós também a eles”. Onde as pessoas guardam esse mandamento, é certo que os negócios progredirão e surgirá o Paraíso tanto no lar como nas relações internacionais.

Ore silenciosamente pelas bênçãos de Deus sobre todas as pessoas relacionadas com você. Ore da seguinte forma: Ó Deus, tornai-as felizes”. A oração dirigida ao outro vem beneficiar a própria pessoa que orou.

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A PÁSCOA EM NOSSOS CORAÇÕES

A PÁSCOA EM NOSSOS

CORAÇÕES

William Suddaby

Após a noite escura vem o amanhecer dourado e silencioso. Após o inverno frio, irrompe a primavera, nunca deixando de causar admiração quando as flores esbeltas do croco abrem caminho através da neve congelada, e quando soam miríades de vozes alegres que do verde se levantam. Depois do fogo na floresta, folhas novas começam a brotar. Depois das bombas as cidades são reconstruídas. Depois que o coração sofreu profunda perda, um renovado amor começa. E após a crucificação, a hora mais negra do mundo, Cristo Jesus, não vencido pelo ódio e pela morte, foi caminhar no jardim da ressurreição.

A Páscoa dá prova consumada e gloriosa da renovação, e sua mensagem ecoa em um milhão de maneiras. A Ciência Cristã explica que aquilo que humanamente parece ser renovação é apenas um vislumbre da ordem divina –a criação do bem, sempre a se desdobrar, a brilhar através do cenário humano. A carreira de Jesus mostrou que sua vida era a consciência espiritual do bem interminável de Deus. Essa duradoura consciência divina de Jesus se evidenciou na cura de outras pessoas e na indestrutibilidade de sua própria vida. Sua consciência da pura bondade de Deus partilhou assim da eternidade. Ele orou por seus seguidores, dizendo: “A vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3)

A decisão de procurar Deus de todo o nosso coração torna-se a resposta natural à mensagem da Páscoa, pois vemos em sua promessa de vida eterna o bem subjacente que aguarda nossa rendição completa ao Amor divino. E, de fato, compreendemos que não estaríamos procurando Deus se o Seu amor já não nos tivesse alcançado.

Mas,  que é que parece se levantar entre nós e a eternidade do bem, o conhecimento de Deus? Que é a noite escura de nossa ignorância? No mundo, a evidência do bem parece crescer e minguar, desabrochar e nos ludibriar e então desabrochar outra vez. Por ignorância tomamos pela realidade a charada contínua do mundo em mutação. Olhamos à nossa volta e vemos objetos aprazíveis e a eles nos rendemos e nos afeiçoamos. E à proporção que nos afeiçoamos ao bem material, fugidio, do mundo, adiamos ficar afeiçoados ao bem eterno de Deus. A palavra grega traduzida na Bíblia como “pecado” também significa “errar” ou “sair do caminho que conduz à justiça”. O caminho que Jesus apontou revela a existência espiritual inteiramente separada de começos e fins, posta no bem eterno de Deus.

Os pecados da vida mortal procuram nos desviar de nossa meta suprema: conhecer a Deus. Mas, se aquilo que fazemos é puro, contribuindo para uma compreensão espiritual de Deus e para amá-Lo, nisso não há pecado. Lembremo-nos de que o cristianismo, com sua interpretação científica, inclui grande amor pelos pecadores, ao passo que condena no pecado o beco sem saída que nos despojaria da herança de alegria eterna no amor do Pai.

Quanto mais perto de Deus chegamos, tanto mais longe do pecado ficamos. “A missão da Ciência Cristã não é unicamente a de curar o enfermo”, escreve a Sra. Eddy, “mas sim a de destruir o pecado no pensamento mortal.” Logo, existe um caminho que nos leva para fora do pecado e do egoísmo, um caminho para fora do ódio, da falsidade, da indiferença. A ressurreição de Jesus, de que os homens tomaram conhecimento naquela sagrada manhã de Páscoa, abre diante de nós uma vereda de ofuscante significação. Podemos tomar essa vereda e unir nosso coração a Deus. Cedemos àquilo que Deus requer  de nós por toda a eternidade: sermos o reflexo de Seu próprio bem impecável.

A rendição ao que Deus requer eternamente de nós poderá desenvolver-se em nossos corações. Por vezes, a luz da Páscoa está quase imperceptível, e, de repente, irrompe em revivado esplendor. Como nos virá inexoravelmente a todos, que aqui quer no além, torna-nos humildes, remove o desespero, e nos enaltece infinitamente mais que o orgulho e, contudo, o faz sem arrogância. A luz da ressurreição revela o homem envolto no puro amor de Deus. E, em parte, a Páscoa significa o magnífico transformar do coração desde o que é terreno para o que é celestial, onde abundam paz e esperança indescritíveis.

Entregar tudo a Deus não significa que nos tornemos eremitas, ou que nos descuidemos da família e dos amigos, ou que abandonemos o que é bom: mas temos de nos apegar à fonte divina do bem em vez de àquilo que é humano. E essa fonte é muito mais maravilhosa, muito mais cheia de amor, do que     qualquer coisa na terra que tenhamos conhecido. A Páscoa em nossos corações leva-nos para além dos conceitos de que a saúde e o amor e a justiça estão circunscritos humanamente. Capacita-nos a esperar e sentir a abundância espiritual, e a estarmos bem, não embaraçados pelas crenças mortais em hereditariedade, contágio e idade. Capacita-nos a abandonar o beco sem saída do pecado que nega Deus, e a sermos livres.;

A Páscoa faz ecoar em nossos corações a esperança e a felicidade invulneráveis porque Cristo Jesus provou que a vida do homem é indestrutível. Seus símbolos de renovação nos levam a conhecer o próprio Amor infinito. A Páscoa abençoa nossa vida terrena e faz-nos sentir os ventos da eternidade. Em Ciência e Saúde a Sra Eddy diz: “Um momento de consciência divina, ou compreensão espiritual da Vida e do Amor. é um antegozo da eternidade. Essa visão sublime, que se obtém e retém quando a Ciência do ser é compreendida, preencheria com a vida discernida espiritualmente o intervalo da morte, e o homem estaria na plena onisciência de sua imortalidade e harmonia eternas, onde o pecado, a doença e a morte são desconhecidos.” Essa pode ser a conseqüência gloriosa da Páscoa em nossos corações.

(O Arauto da Ciência Cristã – abril 1983)

"VESTINDO A CAMISA DA VERDADE"

“VESTINDO A CAMISA DA VERDADE”

DArcio

A primeira coisa que alguém que estuda a Verdade deve saber é que estas revelações são verdadeiras. Não são teorias a serem testadas! Quem “veste a camisa da Verdade” vive em seus princípios e neles se conserva destemidamente, de modo radical e inabalável. Se notar algum problema físico, saberá que este “corpo físico” não é ele! Saberá que este corpo físico é uma ilusão na forma de imagem de corpo! Saberá que esta imagem é falsa, uma imagem hipnótica de corpo, mais nada! Imagem hipnótica não pensa! Se há “algo pensante”, no sentido de admitir: “Há uma imperfeição aqui”, podemos sabemos que esta ideia não é de Deus, não é nossa, e é a ILUSÃO! Sim, pois uma ideia que não vem de Deus é ilusória! Precisa ser desconsiderada como tal!

O Corpo que temos é espiritual, “feito” com a única matéria-prima real e substancial que existe: O VERBO DIVINO! Separar conscientemente o CORPO da ILUSÃO (em meditação) é o que deve ser feito! Jamais o CORPO tem qualquer problema! Jamais o CORPO nasce, muda ou morre! É preciso “vestir a camisa da Verdade”, ou seja, fazer uma identificação plena com este eterno Corpo-Templo que somos, sem mais nos identificarmos com suas sombras projetadas no “chão da ilusão”. “Glorificai a Deus no vosso corpo”, disse Paulo.

Se notar algum problema financeiro, o que fará? Já postei um artigo sobre isso, dias atrás, intitulado “OLHOS AO CÉU”! A pessoa vive em Deus, mergulhada na Essência Autossuprida! E“formando” esta Essência de infinita abundância! Ela já é herdeira do Infinito inteiro! Irá cair no “trote” da carência? Assim não dá! É preciso “vestir a camisa da Verdade”, isto é, parar de olhar “miragens” de carência humana para se ver como Jesus, que dizia: “TUDO QUE É MEU É TEU, e TODAS AS TUAS COISAS SÃO MINHAS! Não é possível que um estudante da Verdade ainda perca tempo olhando se há suprimento em bolsos da matéria! Somos a expressão da Riqueza Infinita! Formamos o Autossuprimento absoluto! É preciso fazer a identificação plena com esta Verdade!

Se notar algum problema de relacionamento, solidão, depressão, tristeza, ou qualquer outro “tipo de nada”, a pessoa irá endossar esta farsa? Nem teria cabimento! Deverá “vestir a camisa da Verdade”,isto é, saber que “EU E O PAI SOMOS UM”, e sair confiante, ALEGRE e plena, consciente de que no VERBO que ELA É, não há mudanças e muito menos mudanças para pior!

Em suma, DEUS É TUDO! TUDO É DEUS! DEUS VIVE! DEUS É A NOSSA VIDA! Esta Verdade não será discernida por alguém que perca tempo dando atenção á mente humana e suas mentiras! “Vista a camisa da Verdade!” VOCÊ É A VERDADE!

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QUE É DEUS – III (Final)

QUE É DEUS?

(A VIDA E O ENSINAMENTO DOS

MESTRES DO ORIENTE)

Baird Spalding

(III Final)

“Por mais de cinquenta anos, depois daquele dia na cruz, ensinei e vivi com meus discípulos, muitos dos quais eu amava muitíssimo. Naqueles dias, nós nos reuníamos num lugar tranquilo fora da Judéia. Ali estávamos livres dos olhares indiscretos da superstição. Muitos adquiriram ali os grandes dotes e levaram a cabo um grande trabalho. Vendo, então, que, se eu me ausentasse por algum tempo, eu seria capaz de ensinar e ajudar a todos, ausentei-me. Além disso, eles estavam dependendo de mim em lugar de depender de si mesmos; e, no intuito de tomá-los autoconfiantes, era mister que eu me afastasse. Se eles tinham vivido em íntima associação comigo, não teriam podido encontrar-me de novo se o quisessem?

“A cruz foi, no princípio, o símbolo da maior alegria que o mundo jamais conheceu. O fundamento da cruz é o lugar em que o homem pisou na terra pela primeira vez e, portanto, a marca que simboliza a aurora de um dia celestial aqui na terra. Se vocês quiserem rastreá-la constatarão que a cruz desaparece de todo e que ela é o homem em atitude de devoção, de pé no espaço com os braços erguidos num gesto de bênção, mandando seus dotes a humanidade, derramando suas dádivas livremente em todas as direções.

“Quando vocês souberem que o Cristo é a vida apropriada dentro da forma, a energia crescente que o cientista vislumbra, mas não sabe de onde vem; quando sentirem com o Cristo que a vida é vivida de modo que pode ser dada livremente; quando aprenderem que o homem é obrigado a viver ao lado da constante dissolução das formas, e que o Cristo viveu para desistir do que o corpo dos sentidos ambicionava, pelo bem que ele não podia gozar naquele momento — vocês serão o Cristo. Quando se virem como parte da vida maior, mas dispostos a sacrificar-se pelo bem do todo; quando aprenderem a agir direito sem ser afetados pelo resultado da ajuda; quando aprenderem livremente a renunciar à vida física e a tudo o que o mundo tem para dar (isto não é nenhum sacrifício de si mesmo, pois quanto mais derem de Deus verificarão que têm mais para dar, embora, às vezes, o dever pareça exigir tudo o que a vida tem para dar. Vocês conhecerão também que aquele que quer salvar sua vida a perde) verão que o ouro puro está na parte mais profunda da fornalha, onde o fogo o purificou completamente. Vocês encontrarão grande alegria em saber que a vida que deram a outros é a vida que conquistaram. Saberão que receber é dar livremente; que, se abdicaram da forma mortal, uma vida mais elevada prevalecerá. Terão a alegre certeza de que uma vida assim conquistada é conquistada para todos.

“Vocês precisam saber que a Grande Alma de Cristo pode descer ao rio e que o andar sobre as águas só tipifica a simpatia que vocês sentem pela grande necessidade do mundo. Então vocês serão capazes de ajudar seus semelhantes sem se jactarem de virtuosos; podem passar o pão da vida às almas famintas que vieram procurá-los, mas esse pão nunca diminuirá pelo fato de ser dado; precisam continuar com energia e saber plenamente que são capazes de curar todos os que vieram procurá-los, doentes ou cansados ou pesadamente carregados, com a Palavra que deixa inteira a alma; vocês são capazes de abrir os olhos dos cegos por ignorância ou por opção. (Não importa quão baixo esteja a alma do cego, pois ele precisa sentir que a alma de Cristo está ao seu lado, e precisa descobrir que vocês pisam com pés humanos o próprio solo que ele pisa. Então conhecerão que a verdadeira Unidade do Pai e do Filho está dentro e não fora. Saberão que precisam permanecer serenos quando o Deus exterior é posto para fora e somente o Deus interior permanece. Precisam ser capazes de conter o grito de dor e de medo ao soarem as palavras ‘Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?’ Mesmo assim, nessa hora, não precisam sentir-se sozinhos, pois devem saber que estão com Deus; que estão mais próximos do coração do Pai amante do que nunca. Precisam saber que, na hora em que tocam a tristeza mais profunda, é a hora em que começa o seu maior triunfo. Com tudo isso, vocês precisam saber que a dor não pode tocá-los.

“A partir dessa hora, sua voz soará com um grande canto livre, pois saberão que vocês são o Cristo, a luz que brilhará entre os homens e para os homens. Conhecerão a treva que existe em toda a alma que não encontra uma mão auxiliadora para apertar enquanto caminha pela estrada acidentada antes de descobrir o Cristo no seu interior.

“Vocês precisam saber que são realmente divinos e, sendo divinos, precisarão ver que todos os homens são como vocês. Saberão que há lugares escuros que terão de trans­por com a luz que levarão para o mais alto, e a alma de vocês ressoará em louvor do fato de poderem prestar serviço a todos os homens. E então, com um grito alegre e livre, subirão ao seu ponto mais alto na união com Deus.

“Agora sabem que não há substituição de sua vida por outras vidas, nem de sua pureza pelos pecados dos outros; mas que todos são espíritos alegres e livres em si mesmos e em Deus. Sabem que poderão alcançá-los, ao passo que eles não podem alcançar-se uns aos outros; que não podem deixar de dar sua vida pela vida de cada alma, para que ela não pereça. Entretanto, precisam ser tão reverentes para com essa alma que não derramarão sobre ela uma torrente de vida, a menos que a vida dessa alma se abra para recebê-la. Mas derramarão livremente sobre ela uma torrente de amor, de vida e de luz, de modo que, quando ela abrir as janelas, a luz de Deus entrará por elas e a iluminará. Saberão que em cada Cristo que nasce, a humanidade sobe mais um degrau. E saberão muito bem que vocês têm tudo o que tem o Pai; e, tendo-o todos, é para todos usarem. Precisam saber que à medida que se elevam e são fiéis, elevam consigo o mundo inteiro; pois à medida que palmilham o caminho, este se torna mais plano para os seus semelhantes. Precisam ter fé em si mesmos, sabendo perfeitamente que essa fé é Deus dentro de vocês. Finalmente, precisam saber que são um templo de Deus, uma casa que não foi feita com as mãos, imortal assim na terra como no céu.

“E eles cantarão de vocês, ‘Salve todos, Salve todos, Aí vem o Rei. E, vejam, Ele está sempre com vocês. Vocês estão em Deus, e Ele está em vocês’.”

Jesus levantou-se, dizendo-se obrigado a deixar-nos, porque devia estar em casa de outro Irmão, na mesma aldeia, naquela noite. Todos os presentes se levantaram. Jesus abençoou a todos e, em companhia de dois participantes da reunião, saiu da sala.

QUE É DEUS – (II)

QUE É DEUS?

(A VIDA E O ENSINAMENTO DOS

MESTRES DO ORIENTE)

Baird Spalding

( II )

“Quando eu disse, ‘Eu sou o Cristo, o único gerado por Deus’, não o declarei por mim mesmo apenas, pois, se o tivesse feito, não poderia tornar-me o Cristo. Digo claramente que, para produzir o Cristo, eu, assim como todos os outros, precisamos declará-lo; pois precisa­mos viver a vida, e o Cristo precisa aparecer. Vocês podem manifestar o Cristo quanto quiserem mas, se não viverem a Vida, o Cristo nunca aparecerá. Pensem muito, queridos amigos: se todos manifestassem o Cristo e depois vivessem a Vida durante um ou cinco anos, que despertar haveria? Não se podem imaginar as possibilidades. Esta foi a visão que eu vi. Queridos, vocês não podem, porventura, colocar-se onde eu estava e ver o que eu vi? Por que me cercam com as trevas e com o lodo da superstição? Por que não erguem a vista, a mente e os pensamentos para o alto e não veem com uma visão clara? Veriam, então, que não existem milagres, nem mistérios, nem dor, nem imperfeição, nem desarmonia, nem morte, exceto os que o homem fez. Quando eu disse, ‘Venci a morte’, eu sabia de que estava falando; mas foi preciso a crucificação para mostrá-lo a esses queridos.

“Existem muitos de nós reunidos para ajudar o mundo inteiro e esse é o trabalho da nossa vida. Houve momentos em que foram necessárias as nossas energias combinadas para repelir as ondas dos maus pensamentos, da dúvida, da descrença e da superstição, que quase engoliram a humanidade toda. Vocês podem chamar-lhes forças do mal, se quiserem. Sabemos que elas são más apenas na medida em que o homem as faz assim. Mas agora vemos a luz ficar cada vez mais brilhante, à medida que nossos amados se desfazem de seus grilhões. Pode ser que, ao desprender-se dessas cadeias, a humanidade se afunde por algum tempo, na materialidade; mesmo assim, porém, é um passo mais vizinho da meta, pois a materialidade não prende ninguém como prendem a superstição, o mito e o mistério. Quando andei sobre a água naquele dia, acham vocês que eu dirigi meus olhos para grandes profundezas, a substância material? Não, fitei meus olhos firmemente no Poder de Deus, que transcende todo poder do abismo. No momento em que fiz isso, a água tornou-se tão firme quanto uma rocha e pude caminhar sobre ela com perfeita segurança.”

Jesus parou de falar por um momento, e um membro do nosso grupo perguntou: ‘O fato de estarmos aqui conversando não o impede de prosseguir no seu trabalho?” Jesus respondeu: “Não se pode obstar a um dos nossos amigos que aqui estão, nem por um momento, e eu acredito estar incluído entre vocês.”Alguém sobreveio: “Você é nosso Irmão.” O rosto de Jesus iluminou-se com um sorriso ao dizer: “Obrigado. Eu sempre lhes chamei Irmãos.”

Nesse momento, um do grupo voltou-se e perguntou a Jesus: “Podem todos revelar o Cristo?” Ele respondeu: “Sim, toda realização só tem um fim. O homem veio de Deus e precisa voltar para Deus. Aquele que desceu dos céus precisa subir de novo para o céu. A história do Cristo não começou com o meu nascimento, nem terminou com a crucificação. O Cristo passou a existir quando Deus criou o primeiro homem à Sua própria imagem e semelhança. O Cristo e aquele homem eram um só; todos os homens e aquele homem são um só. Assim como Deus era o seu Pai, assim também Ele é o pai de todos os homens e todos são filhos de Deus. Assim como o filho tem a qualidade dos pais, assim o Cristo está em cada criança. Por muitos anos, a criança viveu e compreendeu sua Messianidade, sua identidade com Deus, através do Cristo em si mesma. Começou, então, a história do Cristo e vocês podem fazê-la remontar ao princípio do homem. Que o Cristo significa mais do que o homem Jesus, não há dúvida. Se eu não o tivesse percebido, não teria produzido o Cristo. Para mim, esta é a pérola sem preço, o vinho velho em odres novos, a verdade que muitos outros já apresentaram e, desse modo, realizaram os ideais que eu realizei e provei.

Continua…>

QUE É DEUS (I)


QUE É DEUS?

(A VIDA E O ENSINAMENTO DOS

MESTRES DO ORIENTE)

Baird Spalding

( I )

Mais tarde a conversa derivou para Deus, e alguém do grupo confessou: “Eu gostaria de saber quem ou o que realmente é Deus.” Jesus tomou da palavra e respondeu: “Eu creio que compreendo o motivo da pergunta que vocês gostariam de ver esclarecida na sua própria mente. São os muitos pensamentos e idéias conflitantes que aturdem ou perturbam o mundo de hoje sem referência à origem da palavra. Deus é o princípio que está por trás de tudo o que existe hoje. O princípio por trás de uma coisa é Espírito; e Espírito é Onipotente, Onipresente, Onisciente. Deus é a Mente, causa direta e diretora de todo o bem que vemos ao nosso redor. Deus é a fonte de todo o Amor verdadeiro que mantém juntas umas às outras todas as formas. Deus é um princípio impessoal. Deus nunca é pessoal, a não ser quando se converte, para cada indivíduo, em amoroso Pai-Mãe pessoal. Para o indivíduo, Ele pode ser um Pai-Mãe pessoal e amoroso, que tudo dá. Deus nunca se transforma num grande ser localizado nos céus, num lugar chamado paraíso, onde tem um trono no qual se senta e julga as pessoas depois que elas morrem; pois Deus é a própria Vida e essa vida nunca morre. Isto é apenas um equívoco produzido pelo pensamento ignorante do homem, assim como inúmeras malformações produzidas que vocês veem no mundo à sua volta. Deus não é um juiz nem um rei que pode impor-lhes Sua presença ou arrastá-los à barra dos tribunais. Deus é um Pai-Mãe amante e pródigo, que, quando você se aproxima, estende os braços e o envolve. Não importa quem ou o que é você, nem o que você possa ter sido. Você é filho d’Ele, exatamente como quando O procura com o coração e para uma finalidade digna. Se você fosse o Filho Pródigo que virou as costas para a casa do Pai e está cansado das palhas secas da vida, que dá como forragem aos porcos, pode voltar novamente o rosto para a casa paterna e ter a certeza de uma acolhida carinhosa. Ali, o banquete está sempre à sua espera. A mesa está sempre posta e, quando você regressar, não ouvirá nenhuma censura do irmão que regressou antes de você.

“O amor de Deus é como uma fonte pura que jorra de uma montanha. Em sua origem, ela é pura, mas à proporção que flui em seu curso, torna-se turva e poluída até jogar-se no oceano tão impura que nem sequer se parece com a que emergiu do manancial. A medida que entra no oceano, vai se desfazendo da lama e da vasa e deixando-as cair ao fundo, de onde volta a subir à superfície como parte do oceano álacre e livre, do qual pode ser tirada de novo para retemperar a fonte.

“Vocês podem ver Deus e falar com Ele a qualquer momento, justamente como podem ver seu pai, sua mãe, seu irmão ou seu amigo, e conversar com eles. Com efeito, Ele está muito mais próximo do que qualquer mortal pode estar. Deus é muito mais querido e muito mais sincero do que qualquer amigo. Deus nunca está cansado, nem zangado, nem abatido. Nunca destrói, nem fere, nem estorva nenhum dos filhos, criaturas ou criações. Se Deus fizesse essas coisas, não seria Deus. O deus que julga ou destrói seus filhos, suas criaturas ou suas criações, ou que lhes nega alguma coisa boa, é apenas um deus invocado somente pelo pensamento irrefletido do homem; e vocês não precisam temer esse deus, a não ser que queiram fazê-lo. Pois o verdadeiro Deus estende a sua mão e diz: ‘Tudo o que tenho é teu.’ Quando um dos seus poetas disse que Deus está mais próximo do que a respiração e mais perto do que as mãos e os pés, ele foi inspirado por Deus. Todos são inspirados por Deus quando a inspiração é para o bem ou para o certo, e todos podem ser inspirados por Deus a qualquer momento; basta que o queiram.

Continua…>

HOMEM-ESSÊNCIA E HOMEM CARNAL

HOMEM-ESSÊNCIA

E HOMEM CARNAL

Masaharu Taniguchi

Sakyamuni disse: “A mente ressentida jamais poderá desfazer o ressentimento”. Da mesma forma, a mente iludida do homem carnal jamais poderá desfazer a ilusão. O homem carnal não existe verdadeiramente. Não sendo existência verdadeira, desintegra-se com o tempo. É natural que o que “não existe” seja imperfeito; existe somente o que é perfeito. É natural que “o que não existe” não possa compreender “o que existe”. Pergunta-se: “Por que o homem, filho de Deus, que deve ser perfeito, não consegue intuir a sua Essência?”; mas, o Homem-Essência, que é “filho de Deus” e que é perfeito, não precisa intuir a sua Essência, pois ele é a própria Essência.

Não adianta querer entender intelectualmente esse assunto, pois a inteligência do homem carnal é incapaz de entendê-lo. Entretanto, tornando-se menos densa a “inteligência do homem carnal” (ilusão), começa a se manifestar a luz da sabedoria da Essência (Deus), da mesma forma que o sol aparece quando a neblina cede. Ao fato de a luz da sabedoria da Essência começar a brilhar rompendo a treva da ilusão, dizemos “conhecer a perfeição do Homem-Essência através da intuição”.

A inteligência do homem carnal é como a treva, e o Homem-Essência é como a luz.

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ONDE SE ENCONTRA O MUNDO DA ESSÊNCIA – 2 (Final)

ONDE SE ENCONTRA

O MUNDO DA ESSÊNCIA

Masaharu Taniguchi

Parte 2 – Final

O mundo da Essência foi criado por Deus e tem como substância as ideias de Deus. É um mundo de vida eterna, repleto de paz infinita e sabedoria infinita. Todos os seus moradores são filhos de Deus. Nele não há nenhum pecador. Todos são puros, pacíficos, alegres, sadios e cheios de vitalidade.

A maioria das pessoas procura a felicidade, a paz e a harmonia no mundo material e se desgasta na tentativa incessante de obtê-las. Mas a verdadeira paz, a verdadeira harmonia e a verdadeira felicidade não podem ser encontradas no mundo material. É preciso despertar para a Verdade de que a matéria é nada. É preciso compreender que as coisas materiais, por serem existências falsas, não nos suscitam uma alegria verdadeira, por mais que as acumulemos. Quando abandonamos completamente o espírito de dependência à matéria e passamos a confiar em nossa natureza originalmente perfeita, ou seja, em nossa Essência, dotada de força infinita proveniente de Deus, tornamo-nos capazes de não considerar o obstáculo como obstáculo nem o sofrimento como sofrimento. E então surge a verdadeira harmonia, não só no plano mental, como também na vida concreta.

ONDE SE ENCONTRA O MUNDO DA ESSÊNCIA

ONDE SE ENCONTRA

O MUNDO DA ESSÊNCIA

Masaharu Taniguchi

Parte 1

O mundo da Essência (mundo perfeito criado por Deus) não é um mundo material que pode ser percebido pelos cinco sentidos ou pelo sexto sentido. E, no entanto, é um mundo muito mais real e consistente do que o mundo material. O mundo perceptível aos cinco sentidos ou ao sexto sentido não pode ser percebido pelos sentidos do corpo carnal, pois é um mundo infinitamente maravilhoso e majestoso, que se encontra além do mundo perceptível aos cinco sentidos ou ao sexto sentido. O mundo verdadeiro – ou seja, o mundo da Essência – existe à parte deste mundo material. Sendo assim, poderia chamá-lo de “outro mundo”, “mundo celestial” ou “paraíso”, mas tais denominações fazem supor um mundo muito distante de nós, o que não é verdade, pois não há nenhuma distância separando-nos da Essência.

Aqui mesmo, onde estamos agora, é o mundo da Essência. Em outras palavras, estamos vivendo no mundo material e, ao mesmo tempo, no mundo da Essência invisível aos olhos carnais. Isso é comparável ao fato de vivermos num meio material visível e, ao mesmo tempo, num meio atmosférico invisível. O mundo da Essência é diferente do mundo material, mas não está distante deste. O mundo da Essência não se encontra nas alturas. Longe do nosso alcance. Na verdade, encontramo-nos exatamente dentro dele.

Continua…>

O PARAÍSO JÁ EXISTE


O PARAÍSO JÁ EXISTE

Masaharu Taniguchi

A oração tem a função de fortalecer a fé. Pela oração, “Seja feita a sua vontade, assim na terra como no céu”, podemos constatar que Jesus também sabia que no céu, (mundo da Imagem Verdadeira) a vontade de Deus já está realizada. Não há como modificar, pela oração, o reino dos céus ou o mundo da Imagem Verdadeira já concretizado. O mundo da Imagem Verdadeira já esta totalmente consumado de acordo com a vontade de Deus e nem se pode cogitar em reformá-lo. Ele é um mundo já pronto.

Se você tem fé em Deus, basta aceitar docilmente, com gratidão sincera, as afirmações:

“O mundo criado por Deus já é perfeito”, “O homem real criado por Deus já é perfeito”.

Não é necessário argumentar nem questionar. Basta aceitar tudo docilmente. Se lhe for dito: “Você é filho de Deus, criado por Deus; o filho de Deus não adoece”, deve responder: “Sim, muito obrigado. Compreendi que, sendo filho de Deus, não sou doente”. Agradecer a Deus é a oração correta. Achar que Deus pode ter esquecido de lhe dar algo e interpelá-lo de vez em quando para lembrá-lo é desprezar a onisciência de Deus.

LIVRE-SE DA POEIRA DA SUPERSTIÇÃO

LIVRE-SE DA POEIRA DA SUPERSTIÇÃO

Masaharu Taniguchi

É uma superstição a crença de que “o homem precisa de um mediador para chegar a Deus”. E aquele que acredita em tal superstição será iludido pelos impostores que dizem: “Vocês, que são pecadores, não poderão chegar a Deus com suas próprias forças. Eu sou o medidor que os conduz a Deus. Sigam a minha religião para não cairem no inferno”. E as pessoas que se deixam iludir por tais palavras serão vítimas dos embusteiros.

Cristo ensinou: “O Reino de Deus está dentro de vós”, e Buda pregou: “Todas as criaturas possuem a Natureza Búdica”. O mediador que liga o homem a Deus é o “Reino de Deus” ou a “Natureza Búdica” que já está dentro do próprio homem. Um antigo adepto da Seicho-no-Ie fundou uma nova religião e está dizendo: “Eu sou o mediador. Sem mim ninguém poderá entrar no Reino de Deus”. Sinto pena das pessoas iludidas por tal superstição.

O único mediador que nos leva a Deus é o nosso “Deus interior”. Nenhum objeto material que se chama “Gohonzon” poderá ser mediador entre Deus e o homem. Quanto mais o homem adotar tais objetos materiais, mais escravizado será pela matéria. Quando se conscientizar do Cristo Interno ou da Natureza Búdica que habita o seu interior, o homem terá conhecido a Verdade e será livre. Então, o Paraíso se realizará aí onde ele estiver.

Falando de modo direto e claro, não existem dois seres distintos, um chamado “homem” e outro chamado “Deus”. Existe unicamente Deus, e o homem é a Sua suprema expressão. O próprio fato de você estar vivo significa que Deus está aqui, agora, dentro de você. Por isso, os seus desejos já estão realizados. Se irá recebê-los materialmente ou não, depende só de sua mente.

Não seja enganado pelos falsos profetas que sugestionam as pessoas com palavras hipnóticas como: “O homem é pecador, é fraco, está maculado”, e as ameaçam dizendo: “Vocês não poderão entrar no Paraíso a não ser pela minha mediação”. Limpe a poeira da superstição e inicie uma nova vida

DE HOJE EM DIANTE ÉS O FILHO DE DEUS"

“DE HOJE EM DIANTE ÉS
O FILHO DE DEUS”
Gustavo Rocha


“Deus é o Todo de tudo.
Sendo Deus o Todo e o Absoluto, nada há além de Deus.
Deus cobre toda a Realidade.
De tudo aquilo que há, nada há que
não tenha sido criado por Deus.”
(Seicho-No-Ie: Sutra Sagrada – ‘Chuva de Néctar da Verdade’)


O que possibilita ao homem ser um filho de Deus é apenas uma única coisa: O fato de Deus ser tudo, o fato de Ele estar em todos os lugares, de ser Ele eterno, infinito e onipresente. Deus existe sozinho! Ele já é a existência toda, porque é infinito. Se houver alguma outra coisa, além de Deus, ocupando um espaço existencial, Deus perdeu sua infinitude. Deus não pode ver outra coisa além de Si mesmo, não pode interagir com nenhum outro ser existente além de Si mesmo. É essa característica e natureza de Deus que faz com que o homem seja”Um” com Deus.

O homem filho de Deus é o “homem Um com Deus”. Somente dentro dessa unicidade  o ser humano é verdadeiramente o filho de Deus. Unicidade significa que Deus e o homem são um, de forma que não se sabe onde o homem termina e Deus começa; não há sequer que falar em tais coisas como “homem” e “Deus”, porque isso gera dualidade, e Deus não conhece a existência do homem. Em Deus, o homem não existe: somente Deus existe! É somente dentro dessa conscientização, dentro deste estado espiritual de consciência, que o homem consegue sentir: “sou filho de Deus”.

Deus não conhece pessoas, não conhece a humanidade, conhece apenas a Si mesmo. Se “existe” um homem doente, Deus não conhece/não vê tal homem nem tal doença, porque, para Deus, este homem não existe; o homem só existe para o próprio homem. O homem doente existirá somente aos olhos do homem que pensa, julga e está convicto de que Deus e ele não são um.

Deus é o homem. Porém, isso não deve ser avaliado como se existisse um “Deus” e um “homem”. Este ensinamento não tem a mínima pretensão de querer tornar o homem equivalente a Deus, pois o homem nunca é Deus — somente Deus é Deus. O que queremos, aqui, é fazer com que o leitor pare de ver as coisas de modo dualista (avaliação errônea que faz com que o homem caia dentro de determinado estado de percepção) e compreenda a frase sob a perspectiva da unicidade: Dizer “Deus é o homem” é o mesmo que dizer “Deus é Deus”. O homem não existe. Essa outra forma de avaliar a mesma frase elimina da mente o estado de percepção mostrado pelo enfoque dual, e faz surgir uma percepção mais aprofundada, transcendental, que não pode ser captada pela mente que assume o homem como sendo uma existência real, existente ao lado de Deus. Deus é o homem! A mente divina é a mente humana! A realidade é a ilusão! Só existe UM. Entenda isso! E permaneça na contemplação silenciosa desta compreensão. Então lhe será revelado silenciosamente em sua consciência: “Tu és o filho de Deus”, “eis que estou contigo desde o princípio até o fim dos tempos”, “filho, eu te amo! Todas as tuas coisas são minhas e tudo o que é meu é teu.”

Compreende de uma vez por todas que você já é o filho de Deus. Quando compreender, assuma de uma vez por todas esta compreensão como sendo a realidade, e não deixe jamais que a percepção dual torne a ocupar o espaço de aceitação de tua mente — porque isso será possível de acontecer. Mesmo após compreender, você terá de lutar para manter-se dentro da visão correta; terá de manter-se sempre vigilante, alerta para não deixar a influência hipnótica-dual absorver-lhe a atenção. Fora de Deus o homem não é o filho-de-Deus. É somente alguma outra coisa mostrada pela percepção dual, e portanto é falsa.

Deus é tudo! Portanto não há espaço para nada mais existir. Deus está aí exatamente onde você está, sendo exatamente quem você é, vivendo a sua vida. O fato de você ser “Deus vivendo” não é mérito seu. Deus Se manifesta como você e Se expressa como a sua vida unicamente para a glória d’Ele! Só existe Ele! Você nem entra na questão. Você só existe porque essa é a vontade de Deus. Deus o  conhece  como sendo Ele mesmo. Se quer se conhecer como filho de Deus, aprenda a enxergar-se da mesma maneira como Deus o vê: perfeito, uno, em glória com Ele.

Em Deus você é saudável. Em Deus doença alguma existe. Em Deus desarmonia alguma existe. Houvesse desarmonia em Deus, que é infinito, tal desarmonia seria infinita. Houvesse desarmonia em Deus, a existência de Deus e de todo o Universo estaria em jogo — seria instável –, porque “a casa que é dividida contra si mesma jamais consegue subsistir”. Esse é o motivo por que Deus é eterno. Esse é o motivo por que Deus é harmonia, sabedoria, perfeição. Aprenda a ver Deus em todos os seus caminhos, e Ele lhe dará prova de Sua presença. Deus é onipresente. A questão não é saber se Deus está “ali” ou não. A questão é: você tem olhos para ver?

Uma vez que compreenda a sua filiação espiritual divina, jamais olhe para trás novamente. Deixe para trás tudo o que era conhecido e considerado como Verdade para você. Siga em frente mantendo sempre a consciência de que “Deus está aqui onde estou”.

“Retira dos teus pés as tuas sandálias, pois o lugar em que estás é solo santo.”

Quando compreender que o lugar em que está pisando é solo santo, retirará as suas sandálias, reconhecerá e exaltará: “tudo é santo!” Não há nenhum outro solo, a não ser o solo santo de Deus. Toda a existência é esse solo santo. Onde Deus estiver, ali o lugar será santo.

Agora, tome a resolução: “Abandona o teu velho”eu”. De hoje em diante és o filho de Deus.” (Masaharu Taniguchi)

UMA EXPERIÊNCIA EMOCIONANTE

UMA EXPERIÊNCIA

EMOCIONANTE

Emmet Fox

Como estudante da Verdade você acredita que Deus tem todo o poder e inteligência infinitos, e que Sua natureza é a bondade e o amor infinitos.Você também crê que Ele o conhece, o ama e se interessa por você, e que, na realidade, você é uno com Ele.

Por que não fazer a seguinte experiência, que será não apenas emocionantemente interessante, mas certamente trará um bem novo e definido à sua vida? Esta experiência também lhe ensinará mais em um dia do que você poderia aprender em livros ou palestras num período de muitas semanas.

Eis o que você tem a fazer:

Durante um dia todo, pense, fale e aja exatamente como o faria se estivesse absolutamente convencido da Verdade das afirmações do primeiro parágrafo.

É claro que você acredita nelas “teoricamente”, mas agir literalmente de conformidade com essa crença é outra coisa. Para que essa experiência tenha algum significado, você deve fazer o seu papel positivamente.

Pensar dessa maneira o dia todo será o mais difícil, porque o pensamento é muito sutil. Falar segundo essas Verdades será mais fácil, se você estiver atento. Agir de conformidade com elas será a parte mais fácil, embora possa exigir muito em termos de coragem moral.

Se acreditássemos nessas Verdades com a mesma confiança sem questionamento com que acreditamos na existência do metrô, por exemplo, ou do sistema telefônico, nenhum problema, sofrimento ou medo permaneceriam por muito tempo conosco.

"Não te esqueças de Mim" – Parte 2 (Final)

“NÃO TE ESQUEÇAS DE MIM”

Gustavo Rocha

Parte 2 – Final

O post anterior conta a história do Gênesis; revela que Deus ao individualizar-se e criar seu Universo, sussurra uma pequena advertência a cada uma de Suas consciências individuais: “não coma do fruto da árvore do conhecimento, ou então você me esquecerá”.

Antes de Deus desdobrar-Se e criar Seu Universo, Ele era uma existência concentrada, somente o Grande Oceano existia – silencioso, quieto, imóvel, ainda não havia ondas ondulando na superfície do Oceano. Esse estado anterior à criação do Universo é o estado em que Deus é compreendido como sendo o “Nada”, é o estado em que Deus existe como um Ser Não-Manifesto. Então, de repente, Deus, de Si mesmo, escolhe desconcentrar-Se, individualizar-Se, e Se manifestar em forma de muitos. É infinita a variedade de formas que Deus passa a criar e apresentar de Si mesmo. E é nesse “ponto” que surge o homem. E é exatamente nesse “ponto” que, agora, algo precisa ser dito. Algumas coisas muito importantes precisam ser compreendidas: Quando nasce a alma? Em que momento da história da criação de Deus esse acontecimento de “Deus escolher Se individualizar e Se manifestar” acontece? A resposta é: “a todo momento!”.

A história do Gênesis é somente uma alegoria criada para revelar o que está acontecendo, a cada instante, com cada uma das consciências individuais criadas por Deus. Não se trata de algo que aconteceu em algum momento do passado; o Gênesis descreve o que está acontecendo a cada instante; o Gênesis está acontecendo AGORA. A cada momento vivido, o homem está nascendo, está sendo criado e manifestado por Deus. Por que “a cada instante?” Como é possível ao Gênesis estar ocorrendo a cada momento? É possível compreender isso, se entendermos corretamente o significado do que venha a ser o “Agora”.

“Agora” é uma palavra quântica; e em seu sentido espiritual ela procura transmitir o significado de ser um fenômeno quântico. Significa que, assim como Deus, o Agora está livre, desvinculado, desconectado de toda e qualquer a espécie de coisas. Isso faz com que possamos dizer: “O Agora é! O Agora é o que é“. E nada mais pode ser dito sobre ele – absolutamente nada -, não há coisa alguma que possa ser usada como pretexto para explicar ou justificar o que existe e está inserido dentro do É.

A cada momento o homem está nascendo – e está nascendo pela primeira vez! O homem está sendo constantemente re-criado por Deus. Ele morre e renasce a cada instante, a cada “Agora”. O homem só existe Agora! E o que existe Agora nada tem a ver com o que estava existindo no Agora anterior. No plano da superfície parece haver continuidade, mas não é assim. Quando um “Agora” se vai, ele se vai totalmente, não sobrou nada dele, de modo que nada permanece – nem mesmo o rastro. O Agora nunca é uma existência alterada, transformada, modificada a partir do anterior. Não há elos. A Realidade mostra que cada “Agora” existe isolado. Compreender isso lhe dá condições de entender o sentido espiritual do verbo “é”. Quando se diz espiritualmente que algo é — que Deus é, que a Sabedoria é, que o Amor é, que a Harmonia é, que a Vida é — essas afirmações são feitas a partir desta compreensão espiritual sobre o Agora.

Mas a visão que o mundo conserva do “Agora” é a de que ele vem a ser um instante inserido no contexto linear de tempo (passado, presente e futuro). O mundo apresenta um conceito linear de tempo, e por isso enxerga o “Agora” de uma maneira completamente distorcida. O “agora” mundano nada mais é que o “presente” existente na linearidade do tempo. E o Agora espiritual é não-linear: ele é descontínuo, é desconexo, é quântico, e possui uma qualidade e significado diametralmente opostos àquilo que o mundo conhece e chama de “agora”. É importante ter essa visão em mente. A velha noção acerca do Agora precisa ser abandonada, e o entendimento de um “Agora” descontínuo deve ser conservado na mente. Por que “na mente?” Porque a nós nada é possível ser feito ou percebido sem a mente. Tudo o que existe de Real no Universo existe eternamente, existe intacto, sem nunca mudar. E dependendo do conceito ou idéia (crença) que a mente mantém do Universo que vê, ela distorce a Realidade com que está em contato e a vê segundo suas próprias noções, conceitos, idéias, crenças. A mente que apresenta a distorção da Realidade é semelhante a um espelho embaçado; para que ele possa refletir fielmente a Verdade/Realidade, precisa limpar-se completamente de seus conceitos, suas crenças, idéias. Quando isso é feito, a mente torna-se um espelho límpido, transparente como vidro cristalino, e assim a Realidade, a Verdade, poderá ser percebida pela mente tal como existe verdadeiramente.

O olhar que o mundo conserva do Agora faz com que a mente coletiva da humanidade tenha uma compreensão errada, distorcida; o mundo alimenta a crença/ideia de que cada momento do tempo existe alinhadamente, de modo que o momento presente esteja de alguma forma relacionado ao momento anterior. Isso retira do Agora a liberdade e o poder absolutos que lhe são inerentes, cria para ele uma relação de dependência para com “coisas passadas”. E se o homem, com sua mente individual, não conscientizar-se de tal crença coletiva que a humanidade alimenta, e não fizer esforços conscienciais, direcionando-os em sentido contrário, acabará por ser carregado pelas correntezas da mente coletiva, ficando preso às limitadas percepções/compreensões que a humanidade possui do mundo. E permanecerá imerso nessa ignorância junto com a humanidade até que desperte e realize esforços no sentido contrário às crenças e idéias do mundo. O homem pode libertar-se de seu passado a qualquer momento, assim que erradicar as crenças e idéias errôneas que possui arraigadas no fundo da mente. O homem existe em um estado de absoluta liberdade – apenas não sabe disso. E quando, afinal, ele compreender e souber que a Verdade é que ele existe em estado de absoluta liberdade, poderá libertar-se de todas as limitações (as quais ele próprio se agarrava/ segurava em sua mente) e desfrutar de tudo o que já existe na Realidade que Jesus chamou de “Reino de Deus”, que já está preparado/pronto “desde o princípio dos tempos”. Mas para isso, é importante que o homem compreenda e aceite totalmente a ideia e o sentido de que o Agora é descontínuo, e portanto completamente desvinculado de qualquer acontecimento do passado.

O tempo só existe quando o homem pensa nele em termos de continuidade, linearidade. Não há sentido em se falar de “tempo” quando se compreende que o Agora é não-linear, descontínuo, desconexo, isolado, livre, independente – o tempo simplesmente não existe. O homem que realiza esta compreensão desagarra-se e sai fora da ideia de “tempo”, transcende a crença alimentada pela mente coletiva da humanidade, e percebe que, na realidade, o tempo não existe. E passa a viver no eterno Agora.

Tudo isso foi dito apenas por um único motivo: fazê-lo compreender que a existência, o Universo inteiro, está sendo criado por Deus, a cada instante. A cada instante (que na verdade não existe, pois só o Agora existe) Deus está criando o homem e pedindo “não coma da fruto da árvore do conhecimento”. E se Agora você escolher “não comer” do fruto, então você não se esquecerá de Deus, então você não se esquecerá de “Quem você é”. Você não será “expulso do Jardim do Éden”, você permanecerá nele. E estará vivendo aquele estado de ser – absolutamente livre, absolutamente bem-aventurado – que os ensinamentos espirituais chamam “Iluminação”. A Iluminação é possível ser atingida a qualquer momento – só pode ser atingida Agora! Esses são os mistérios da existência. O Gênesis está acontecendo na história da criação exatamente Agora. Exatamente Agora, Deus está criando a sua Criação – e pela primeira vez. Entenda isto! PELA PRIMEIRA VEZ! E liberte-se das amarras do tempo! Aprofunde-se nessa percepção, contemplando-a, até finalmente perceber que Deus cria o Universo apenas uma vez: AGORA.