"LARGA-LHE TAMBÉM A CAPA"

 
“E AO QUE QUISER PLEITEAR CONTIGO E TIRAR-TE O VESTIDO, LARGA-LHE TAMBÉM A CAPA; E SE QUALQUER TE OBRIGAR A CAMINHAR UMA MILHA, VAI COM ELE DUAS.”
MATEUS 5: 40-41

 

O Cristianismo é essencialmente transcendental. Uma visão mais alta nos é ensinada e, ao mesmo tempo, requerida! O Reino é espiritual! Nele, somos todos um!  Este entendimento está por trás de toda a fala de Jesus Cristo. Por isso, seu ensinamento enfatiza tanto que devemos “buscar o Reino em primeiro lugar”. Se quisermos aplicar seus ensinamentos diretamente na matéria, estaremos invertendo tudo! E poucos desejarão fazê-lo, por lhes parecer descabido ou até mesmo absurdo!
 
Como devemos discernir as recomendações espirituais?  Do seguinte modo: utilizando radicalmente a nossa visão espiritual, que, no caso, deverá ser dedicadamente reconhecida como nossa “visão real”, chamada por Jesus de “olho simples”. Na prática, isto significa que, em períodos de sliêncio contemplativo, iremos constantemente reconhecer que, no lugar dos supostos “olhos humanos”, existe a Visão espiritual manifestada como “nossa Visão real”.
 
Sem o aflorar desta “Visão crística”, o mundo (visível) ao nosso redor  estará se desdobrando, podemos dizer, numa mistura de luz e sombra, isto é, teremos o reflexo visível de uma Realidade invisível que, mesmo sendo Ela perfeita, acabará aparecendo como imagem  filtrada e distorcida pelos julgamentos mentais humanos! Porém, com a mente “transparente”, a Realidade infinita passa a surgir cada vez mais límpida em seu reflexo visível, e é quando as recomendações acima deverão ser seguidas!
 
As pessoas e fatos da aparência serão a pura manifestação visível da Vontade de Deus! Não teremos mais a noção de dualidade! Tudo estará automaticamente se desdobrando como “unidade”, de forma que, “se alguém nos pleitear o vestido”,  também “a  capa ser-lhe-á largada”, ou seja, estaremos tão conscientes de que TUDO É UM, que a “transferência” não mais será reconhecida!
 
O mesmo se dará se “nos for obrigado a caminhar uma milha”: saberemos que não existem “duas mentes”, uma nos obrigando a fazer algo que não desejamos; antes, estaremos reconhecendo a Mente única, aparecendo como sendo a “minha”, e como sendo a mente “daquele” que, supostamente, nos estiver fazendo a exigência.
 
Se realmente nos dedicarmos a reconhecer estas Verdades transcendentais, constataremos uma mudança incrível, e para melhor, nos fatos ou acontecimentos naturais de nosso dia-a-dia.
 
Passemos à meditação de reconhecimento da presença do Reino de Deus em nós: 
 

Aqui onde estou é o invisível Reino de Deus: este Reino, pela Graça do Pai, está em mim. Solto-me no simples reconhecimento consciente desta Verdade.

 
(permanecer durante alguns minutos neste suave reconhecimento, ciente de que não existe matéria, e que tudo é Deus, tudo é Perfeição, tudo é Espírito.)
 

QUEM É VOCÊ?

Mr.lopeslima

 

            Observando as pessoas que vêm e vão, todos os  tipos de pessoas, o caráter, o físico de cada uma, enfim, todas aquelas que pudemos observar por algum momento em nossas vidas, você já parou para refletir um pouco sobre quem são elas ? Com grande certeza, SIM! E quantas vezes nós as julgamos como aceitáveis ou não, como inocentes ou culpadas. Temos esse direito? Temos o direito de pensar por alguém, de agir por alguém? Somos alguém melhor do que os outros, o tempo todo e em todas as situações? Não precisa responder. Quando aprendermos a observar a nós mesmos, tirando a trave de nossos olhos e conhecendo profundamente o nosso ser REAL, veremos que essa sombra humana, que insiste em ter idéias soberbas sobre os outros, não passa de uma criação mental.

            Na Eternidade, somos apenas UM e somos eternos, UM com o PAI, e esse ser não sofre nada, não condena nada. Está apenas sonhando. Um sonho louco, engraçado ou triste, mas não importa o que ele sonha, importa o que realmente É. “Eu Sou Aquele que Sou…”

 

Somos os chamados Filhos de Deus, herdeiros de tudo o que é Dele… Deus. Mas não confunda herança espiritual com herança material. Aí reside um grande erro: querer justificar a matéria. A matéria não existe realmente, ela é criada para formar nossos sonhos, mas não tem poder algum.

            Somos seres espirituais livres; faça o que fizer, o nosso ser real já é perfeito agora: não evolui, não nasce ou morre, nada acontece com ele, pois, já é perfeito agora. O ser humano, que é uma criação mental, plasmada, moldada, materializada, enfim, seja qual for o nome com referência material que queiram dar a ele, não passa disso: matéria sujeita as leis materiais que governam o mundo da matéria.

            Muitos tentam justificar a todo custo o que acontece com o espírito. Talvez um dia, consigam medir isso de alguma forma, mas certamente, quando o fizerem, perceberão que perderam um bom e longo tempo para descobrir o que milenarmente os místicos  já sabiam, e que a grande maioria dos “normais” chamava de loucura.

            “Quem é você?” — eis uma pergunta provocante para iluminar a mente humana, para que esta desperte do sonho; porém, cabe, a cada um, escolher quando e como.

            Quem é você? Eu sou Um!

"TIRA AS TUAS SANDÁLIAS"

Dárcio

“E (Deus) disse: Não te chegues para cá, tira as tuas sandálias de teus pés, porque o lugar em que tu estás é terra santa.”
~Exodo 3: 5
Por mais avançada que esteja a nossa ciência, ainda dista infinitamente  da Verdade que temos conhecida por revelação. Há pouco tempo, a molécula, por exemplo, era considerada a menor partícula de matéria; depois, essa “verdade” acabou sendo desmentida pela própria ciência, que chegou ao átomo! E, o estado contínuo e científico de  informar, para desmentir em seguida, virou rotina! Uma lástima que toda a raça viva à mercê de supostas verdades que se tornam mentiras em questão de horas! A Bíblia diz: “Destruirei a sabedoria dos sábios!”
Quem quiser realmente desfrutar da Verdade deve viver a revelação agora! Teria sentido esperar? E aquele que fica vendo e lendo à distância os ensinamentos, torcendo para que a ciência deste mundo comprove algo a respeito, para então, e somente então, dar crédito a eles, por certo não está vivenciando exatamente agora toda a  herança divina a que tem direito!
As revelações falam somente do AGORA! Revelam que é AGORA que DEUS É TUDO, e que cada um de nós é Sua suprema EXPRESSÃO! Jesus Cristo não disse “eu e o Pai seremos um”; tampouco disse que “Deus era Pai unicamente dele”. A revelação é agora para todos! Como desfrutá-la? Abrindo mão da ilusão visível e acatando a Realidade infinita como “este local em que estamos agora”.  Moisés, ao ter esta revelação, ouviu que deveria “tirar as sandálias por ser o chão uma solo santo”. Que significa isso? “Tirar as sandálias” significa eliminar  o que parece nos isolar do Reino! As sandálias são o “isolante”,  aquilo que nos impede de ver que nossos pés já estão em Deus AGORA!
“Não te chegues para cá”, disse Deus a Moisés, “tira as tuas sandálias de teus pés, porque o lugar em que tu estás é terra santa”. É agora que estamos em Deus! Não precisamos “chegar para lá”!  É agora que estamos em “terra santa”! É agora que somos expressão perfeita de Deus” É agora que somos herdeiros de Deus! As “sandálias” são a ilusão; são a “crença” de que estamos separados da “terra santa”, ou seja, são “nada”, e são “tiradas” mediante esta simples PERCEPÇÃO!

DIÁRIA CONSCIENTIZAÇÃO

Joel S. Goldsmith

Precisamos conscientemente nos livrar das leis humanas, para nos colocarmos sob a Graça. Isto é necessário cuidarmos diariamente. Não há ninguém que possa se dizer suficientemente avançado ao ponto de poder omitir este  consciente reconhecimento diário:

Como eu sou “Eu”, não me acho sob a lei, mas sob a Graça. Como eu sou “Eu”, não há leis externas a mim e que possam atuar sobre mim. Eu sou a lei, e Eu sou o domínio, com relação a “este mundo”. 

FELICIDADE: UM FATO ESPIRITUAL ETERNO

Dárcio

Sempre que a vida é encarada a partir das imagens visíveis, tem-se a impressão de que a felicidade é mero alvo inatingível, ou mesmo uma questão de momentos da vida. Entenda que este ponto de vista é completamento falso e ilusório! A FELICIDADE é um Fato espiritual eterno e onipresente! Sua “contemplação” desta Verdade a tornará visível por simples desdobramento natural na tela do mundo.

Muitos lêem os princípios espirituais revelados sem se enquadrar neles de forma radical. Quem assim fizer, estará apenas lotando a mente com mais teorias, sem tirar benefício algum! As revelações não são para isso! São o alicerce para que você possa vivenciar a Verdade de que “DEUS É A SUA MENTE ATUAL, e que, em vista disso, a chamada “mente humana” é ilusória, algo de natureza hipnótica e sem realidade ou substância.

Aprenda a “deixar fluir” cada agora de sua vida! Deixe de encarar as aparências à sua frente como realidades! Firme-se na Revelação de que  “em Deus você vive, se move e tem sua existência”. De fato, “o Reino não é deste mundo”. Durante a “Prática do Silêncio”, contemple intuitivamente a Perfeição Onipresente deste Reino de Luz infinita! Assim, a cada instante, você terá visivelmente esta projeção se desdobrando como “vida harmônica”. O chamado “mundo visível” é uma manifestação temporal ilusória ou hipnótica, uma espécie de “sombra” da Felicidade eterna. Deus é Tudo! Assim, a Felicidade é realmente Onipresente! Deve, porém, ser “vista” primeiro espiritualmente, e jamais buscada na ilusória “matéria”.

Faça isso já! Feche os olhos e fite, sem forçar a mente, a Onipresença da Felicidade eterna! Lembre-se: “É do agrado do Pai dar-lhe o Reino”. RECEBA-O!

VER É SER

Marie S. Watts

 

 

 

 

Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, e, vendo, vereis, mas não percebereis; mas bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.

MATEUS 13: 13,14,16.

 

 

Que vem a ser o sentido de ver e perceber? Ele é bem claro: através da percepção é que podemos ver. Consciência significa percepção, e estar consciente da Verdade significa ver ou perceber a Verdade. Por estarmos existindo como Consciência, a percepção é algo intrínseco ao nosso ser. Assim, quando ouvimos a expressão “ver com os olhos da Alma”, seu significado é exatamente este que acabamos de expor.

 

Enquanto ficamos maravilhados com este conhecimento, o Ultimato vai mais além em sua revelação: a Consciência que percebe a Verdade é a própria Substância, Forma e Atividade do que é percebido. Esta conscientização é de extrema importância pelo seguinte: conhecer a Verdade sobre a Verdade não é o bastante. Há muito que vínhamos fazendo isto! É comum ouvirmos alguém declarar: “Eu estava apenas conhecendo a Verdade sobre alguma coisa”. E, também com muita freqüência, verificamos uma demora na manifestação da perfeição. Conhecer a Verdade sobre algo equivale a atribuir um conceito falso de separatividade entre o que somos e o que estamos conhecendo. Este é o elemento que tem contribuído para que haja um aparente intervalo entre a Verdade que conhecemos e a Perfeição que almejamos ver manifesta. Este intervalo não pode existir, se observarmos claramente que a Consciência que percebe algo abrange este algo por Ela percebido.

 

Se a Verdade for por nós conhecida mediante tal conscientização, a aparente separação entre a revelação e sua imediata manifestação deixará de se mostrar como existente.

 

Fora de sua Consciência não há mais nada que possa Se revelar. Realmente, ver é ser aquilo que estiver sendo visto. Esta compreensão nos faz discernir o ver na qualidade de ser, a revelação na qualidade de manifestação: tudo é simultaneamente Um. Isto é o que constatamos quando conscientizamos instantaneamente a Onipresença da Perfeição. Algo está lhe parecendo obscuro ou alarmante? Nesse caso, será viável fazer ao seu próprio Ser algumas perguntas.

 

Deus não é a única Mente conhecedora de algo? Deus conheceria alguma coisa fora de Sua Inteireza infinita? Existe algo ou alguém em posição relativa a Deus? Deus não seria a própria Substância, Forma, Alma, Vida e Atividade de tudo conhecido por Ele? Haveria uma Consciência apartada de Deus, capacitada a Se identificar como sendo a minha Consciência ou a Consciência de alguém? Haveria alguma pessoa ou mente pessoal fora da Consciência de Deus? A Mente divina estaria fragmentada em inúmeras mente menores? Poderia a Consciência divina ser Onipresente como a Consciência de uma Identidade sem ser de outra? Deus não teria consciência de ser a inteireza de tudo que Ele estivesse percebendo? Alguém me poderia ser revelado sem que já estivesse incluído em e como a própria Consciência divina que Eu sou? Alguém poderia estar fora desta Consciência? Se Deus é a única Consciência que pode estar individualizada, qual Consciência poderia estar existindo deixando de estar consciente de ser a Substância, Forma e Atividade de tudo percebido por Ela? Após formular estas perguntas ao seu Eu, aguarde com tranqüilidade que as respostas lhe cheguem reveladas. Não se esforce para respondê-las com o intelecto. Nenhuma revelação nasce do intelecto. Saiba que as respostas são intrínsecas ao seu Ser; assim, certamente lhe serão reveladas. Este tipo de revelação é o próprio Eu revelado a Si mesmo.

 

Como sabemos que existimos? Através da percepção, através da Consciência, através do reconhecimento consciente de que somos existentes. Com qual consciência somos conscientes de que existimos? Deus é a única Consciência. A consciência da existência e o Existente são uma e a mesma coisa. São idênticas. Nosso suposto erro tem sido a ilusão da existência de Consciência e Vida; Consciência e Substância; Consciência e Forma. De fato, existe somente UNIDADE, que é CONSCIÊNCIA. É a Consciência como Vida, Substância, Forma e Atividade.

 

Deus vê pela percepção, pela Consciência; e Deus é aquilo que Ele percebe. Sendo Você Consciência divina consciente, Você também vê pela percepção, E VOCÊ É AQUILO QUE ESTÁ PERCEBENDO. Além disso, estando Deus consciente de ser Aquele percebido por Ele, Você está consciente de ser Aquele que você está percebendo. Esta percepção exclui limitações ou restrições. Ela, por certo, não está confinada ao Corpo, mas inclui o Corpo. Se a Consciência não incluísse o Corpo, seria incompleta. Realmente, a percepção é a Substância, a Forma e a Atividade do Corpo por Ela percebido.

 

Houve quem tenha dito: “O que vês, é o que tu és”. Quem chegou a dizer aquilo constatou uma tremenda Verdade. Deus é Consciência, e Deus é Tudo. Não há nada nem ninguém postos numa posição relativa a Deus. Para existir, é requisito necessário que alguém exista COMO Consciência divina. Para estar consciente, é requisito necessário que alguém esteja consciente COMO Consciência divina, pois inexiste outra. Deus não pode estar consciente de separação entre O QUE ELE É, e AQUILO QUE ELE CONHECE, pois a consciência de conhecer é a Consciência de Ser.

 

Você é a Consciência divina expressa, individualizada. Sua percepção se dá COMO esta Consciência, e nenhuma outra. Como Consciência divina identificada, você pode somente perceber como Deus percebe. Se você existe, e isto é um fato, você precisa existir na qualidade de Deus conhecendo, Deus sendo, Deus existindo. Caso contrário, não existiria nenhum Você. De fato, Você conhece como Deus conhece; vê como Deus vê; age como Deus age, e é consciente como Deus é consciente. Você percebe seu Eu sendo a Substância, Forma e Atividade de tudo que sua percepção abranja, pois esta Sua percepção é Deus percebendo; Sua consciência é Deus consciente; Seu próprio Ser é Deus sendo Você.

VIVER FORÇADO E MANSIDÃO

Vernon Howard

 

As vidas contrastantes de dois famosos mestres demonstram a diferença entre o Viver forçado e a Mansidão.

Confúcio foi a favor do comportamento público correto. Ensinava bons modos, reforma social e a sujeição aos códigos morais feitos pelo homem. Oferecia fórmulas superficiais para atravessar a vida, reconhecendo que tais banalidades tinham sido tomadas por empréstimo a outros homens. A vida interior da paz cósmica era desconhecida de Confúcio e, ele próprio, uma vítima do Viver Forçado.

Lao-tse foi o oposto. Não dava a menor importância ao desfile público de virtudes autoproclamadas. Fazia ver que as regras humanas de conduta não levam os homens a se tornar realmente morais; ao contrário, proporcionavam máscaras astutas para a hipocrisia e crueldade. Quanto a viver de acordo com os refrões populares, estes criam o sofrimento em massa e a neurose nacional. Lao-tse acentuava o esforço individual no sentido da liberdade pessoal, ensinando que a felicidade está na emanação espontânea do eu natural da pessoa. O próprio Lao-tse era exemplo vivo da Mansidão.

Confúcio beirava os trinta anios de idade, quando visitou Lao-tse, que era então um sábio com seus oitenta. Podemos imaginar o que o sábio disse ao jovem indagador. Entre outras coisas, Lao-tse pode ter mostrado que os reformadores humanos nunca procuram a justiça para seus seguidores; desejam apenas tomar o poder da justiça para si próprios. Podia igualmente ter dito que uma educação formal não significa inteligência, pois a verdadeira inteligência está em viver dentro do ritmo espontâneo da vida, sem astúcia e engano, com lucidez e naturalidade.

Lao-tse era um mestre do Taoísmo. Na marcha para o caminho superior, você pode desejar examinar a literatura taoísta.

O que é a verdadeira inteligência? Entre outras coisas, é ver as coisas materiais do ponto de vista cósmico. Tal ponto de vista demonstra como os artigos materiais se originam de fontes cósmicas. Essa inteligência proporciona a liberdade quanto à preocupação pelo dinheiro e outras posses físicas. Uma vez compreendido que o dinheiro só deve ser utilizado para apoiar a vida no nível físico, e não para a satisfação inconsciente do ego, toda a ansiedade para com o dinheiro desaparece para sempre.

Não se preocupe em ser deixado fora das coisas boas da vida. Não se sinta mal a esse respeito. Mediante o despertar cósmico, você verá que não ficou de fora, nunca esteve. O que costumava achar valioso é visto agora como algo sem valor, e aquilo que você antes ignorava tem agora em conta de tesouro.

Se colocar o desejo de alívio antes do desejo de compreensao, não obterá alívio verdadeiro, nem compreensão. Mas se colocar o desejo de compreensão antes do alívio, terá tanto o verdadeiro alívio quanto a compreensão.

As verdades  falam de modo direto ao eu intuitivo, a quem quer que se mostre receptivo.

SUA VIDA É DE DEUS E É SUA

Dárcio

Muitos vivem uma vida submissa ao ego de outras pessoas, achando, com isso, que estão anulando o seu próprio ego. Anular o ego é uma percepção interna de que nossa vida é a Vida de Deus! Não está sujeita aos caprichos da mente humana de pessoa alguma!

RECONHEÇA QUE A SUA VIDA É SUA! Saiba que a Vida de Deus aparece como a sua Vida plena e livre! Saiba, ainda, que a mesma Vida livre de Deus está viva como a Vida de todos! Logo, a manifestação da Vida UNA somente pode se dar com liberdade!

Anular o ego é saber dizer sim e saber dizer não! A nós mesmos e a todos os demais! Respeite-se! Medite e contemple sua Liberdade em Deus! E aja segundo os impulsos de sua própria consciência!

Sua Vida é a Vida de Deus, e este é o essencial motivo pelo qual ela é SUA!

VINHETA DE COMPREENSÃO DE DEUS

Vivian May Williams

Os indivíduos não estão demonstrando sua pura Cristo-Consciência, ou espiritualidade, por acreditarem em mente humana e corpo humano. Esse conceito de “dois” é um “reino dividido que é conduzido à desolação”. Enquanto alguém acreditar no bem e no mal irá ter confusão em suas experiências diárias.

AUTO-ESTIMA

José Hermógenes

A auto-estima que defende e promove o ego pessoal é mais um fascinante embuste, pois, quanto mais estimado o ego se sente, maior a decepção que lhe está reservada. Não esqueçamos que ele é um grande impostor com pés de barro. A auto-estima na direção do SER que eternamente somos, é a única que nos convém defender e promover, pois se ampara na eternidade.

DEUS: REALIDADE ÚNICA e LEI ÚNICA

Joel S. Goldsmith

A compreensão consciente de que Deus é o princípio dominador de tudo quanto existe como  a Realidade única e a lei única, dissolve todas as aparências que o mundo chama de doença. pecado, angústia e morte. Quando o homem vive do ponto de vista de conceitos e crenças, a sua experiência é a manifestação dessas crenças. Mas a atividade da Verdade na consciência é o Verbo de Deus que se faz carne numa vivência harmoniosa.

"VINHO NOVO EM ODRES VELHOS'

DÁRCIO

De nada adianta tentarmos expor a Verdade Absoluta da existência única de Deus à suposta mente humana, bitolada, endurecida e condicionada. Ela passaria a comparar o sentido do “novo” com seus padrões “velhos”. “E ninguém deita vinho novo em odres velhos; doutra sorte o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão; mas o vinho novo deve deitar-se em odres novos, e ambos juntamente se conservarão (Lucas 5; 37-38).”

O enfoque radical, que descarta ou desconsidera por completo a chamada mente humana e seus “poderes”, para admitir unicamente a “mente de Cristo”, corresponde a se abandonar os odres velhos para nos novos se entornar o Vinho (Revelação). O discernimento espiritual revela a UNIDADE, isto é, o Vinho (Revelação) e Odre (Consciência crística) já são UM, e assim, “juntos se conservarão”.

A sua Consciência é a Verdade; a Verdade é a sua Consciência. Portanto, o abandono natural da “mente humana”, e seus conceitos de bem e de mal, permite que haja a percepção do que realmente É, ou seja, a PERCEPÇÃO da Perfeição Absoluta Onipresente.

“E ninguém, tendo bebido o velho, quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho”. (Lucas 5; 39) Quando afirmamos que a mente humana não existe, que é uma ilusão, as pessoas dizem: “Então não existe nada? Você acha que não devemos usar a inteligência que Deus nos deu?” Para elas, a mente humana corresponde ao seu próprio ser, e chegam a acreditar que, sem ela, sequer teriam noção de existir. Desse modo, tentam preservar o conceito de existência que julgam possuir, repelindo o “vinho novo”. Aqui está sendo revelada, primeiramente, a inexistência do “odre velho”  O “Odre” existe, e Se constitui do próprio Vinho. Se a pessoa admitir a ausência de “mente humana”, perceberá a Revelação da Consciência iluminada como já sendo a Sua  Consciência atual e única.

Todos os acontecimentos registrados pela “mente humana” são fictícios. Esta é a Verdade Absoluta! Naturalmente, se a “mente humana” é inexistente, como poderiam ser reais os “acontecimentos” supostamente mostrados por ela? A “contemplação” desta Verdade mostra a nulidade de todos os chamados problemas desta aparência de mundo. As cenas contendo nascimento de pessoas, o seu desenvolvimento mediante boas e más experiências, e que culminam em morte, são todas INEXISTÊNCIAS. Em outras palavras, este suposto “mundo material” é NADA! A Consciência divina é a Liberdade em Si. Ao percebermos a inexistência da mente humana e seus conceitos mutáveis, teremos discernido a nossa legítima Consciência, iluminada ou crística, que é sempre livre e isenta de problemas.

A Verdade é uma só: DEUS É TUDO. A intenção de  transmitir a Verdade ao suposto estágio de cada leitor ou ouvinte, tentando adequá-la, seria “deitar vinho novo em odres velhos”. A Verdade É!  Assim, a Consciência da Verdade é a sua, a minha e a de todos. A suposta “mente humana” não É; logo, nunca poderia receber Verdade alguma!

A Consciência é Harmonia constante e eterna; a “mente humana”, por inexistir, não pode emitir conceituação legítima a respeito do que possa ser harmonia ou ordem.Os padrões de ética e moral são válidos para os que crêem na existência da mente humana. Eles nada mais são do que uma ilusão, que regulamenta e organiza o sonho da inexistência. Quando alguém percebe que sua Consciência já é iluminada, a Harmonia que já é, aparece aos olhos do mundo naturalmente, e nunca ocorrerá de ser algo meramente aparente ou de fachada, no sentido de camuflar os verdadeiros sentimentos íntimos das pessoas. Exemplificando, o mundo aparente pode mostrar uma sociedade, ou um casamento, que aos olhos do mundo se revele como harmônico ou bem-sucedido. No entanto, se tal harmonia for apenas uma farsa, a percepção da Consciência divina como sendo a Harmonia legítima que rege o TODO fará com que as coisas visivelmente mudem de rumo, indo em direção à representação que de fato corresponda à Realidade. O visível continuará sendo uma “aparência”, só que livre de pressões e artimanhas da “mente humana”. Assim, quem estuda a Verdade não deve se prender às mudanças visíveis, após ter reconhecido a Presença única de Deus como a sua Consciência. A antiga “harmonia humana” é o “vinho velho”, e, se aquele que o tiver bebido disser: “Melhor é o velho”, como poderá provar e desfrutar do novo?

A Consciência única revela a Harmonia geral, e esta inclui necessariamente a individual. Sejam quais forem as alterações visíveis, todas elas são inexistências, sonhos ou aparências; e, que rumo elas parecerão tomar ? Para a  visão do mundo, “o que é tortuoso se endireitará e os caminhos escabrosos se aplanarão” (Lucas 3; 5).

"FAÇA-SE LOUCO PARA SER SÁBIO"

Dárcio

Quanto mais a humanidade confia na “sabedoria deste mundo”, mais padece! A mente humana,  agindo livre e solta, faz de filhos e filhas de Deus verdadeiras marionetes sob seus barbantes.

Como a vida na matéria não é real, mas a mente humana leva a maioria a acreditar nessa ilusão, vez por outra encontramos revoltados contra Deus! “Por que Deus não acaba com a fome na África ou em outra parte qualquer? Por que tanto sofrimento no mundo?” Perguntas que nutrem a idéia de que Deus estaria ausente, e permitindo aberrações, existem aos montes! Há, inclusive, ensinamentos que “justificam”  sofrimentos e  dores, “explicando” que tudo faz o homem evoluir, crescer espiritualmente, etc. Uma lástima!

Este suposto “mundo material” é uma ILUSÃO! Não tem realidade! É simples “miragem”.
Em contrapartida, DEUS, a Perfeição, é TUDO!

Estas Verdades, se levadas a sério em reconhecimento, acabam com a ilusão, com os “sofrimentos” e com os supostos ensinamentos que lhes dão crédito, sob quaisquer circunstâncias!

“Mas que loucura!” — diz a mente humana!– “Dizer que este mundo é nada!!??

Por causa dessa análise “lógica”, fica a “loucura libertadora” jogada às traças, enquanto a “sábia” mente humana segue livre, apoiada pela lógica de sua “sanidade” para gerar mais e mais pesadelos ilusórios!

“Ninguém se engane a si mesmo; se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia. E outra vez: O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são vãos. Portanto, ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso.
I Coríntios 3; 18, 21.

“Fazer-se louco” é desprezar todas as aparências “deste mundo”, enquanto nos redescobrimos sendo a magna expressão de Deus!

“Fazer-se louco” é desprezar o “tempo”, para repetirmos exatamente as falas de Jesus: “Aquele que me vê, vê o Pai”.

“Fazer-se louco” é fecharmos os olhos para a ILUSÃO, convictos de que MIRAGEM ALGUMA existe ou tem poder para disputar espaço com a Onipresença divina perfeita!

“Fazer-se louco” é receber, como “criancinhas”, a revelação de Jesus, “Naquele dia conhecereis que eu estou no Pai, vós em mim e eu em vós”, cientes de que este “dia”, aqui citado, é exatamente
HOJE!

A IMPORTÂNCIA DO SILÊNCIO

Dárcio

É na “Prática do Silêncio” que contemplamos a Verdade e damos testemunho de que Deus é a nossa Vida, Mente e Corpo.

Feche os olhos; veja-se como um ser puramente espiritual, assuma que VOCÊ tem a Mente de Cristo, e se solte nas “mãos do Espírito Todo-amoroso”. Pela Graça, sua condição de Unidade com a Fonte da Vida é revelada!

“Prática do Silêncio”

Onde quer que esteja, entre no Silêncio conosco:

3as: 20,30-21,00H – 5as: 21,30-22,00H

PERSONA É MÁSCARA

Dárcio

A palavra “personalidade” vem de “persona”, que significa “máscara”. Como temos individualidade em Deus, na Realidade infinita em que já vivemos, mas que a mente humana não vê, gera-se, nesta mente cega, a imagem humana a que se atribui o nome de “personalidade”. Se olharmos as pessoas segundo esta “máscara”, estaremos lidando com todas as crenças falsas sobre ela, que o mundo da ILUSÃO aceita, e que ela própria, por se deixar levar, também acaba aceitando!

Que devemos fazer? Entender que todo serjá  é o Cristo, que a Bíblia diz estar “oculto em Deus”. Por que oculto? Por estarmos vendo sobre ele a “máscara” da personalidade, em vez de darmos testemunho da presença da Luz, tanto em nós mesmos como nos demais!! Enquanto esse conhecimento não sair do papel para a vida prática, estaremos apenas “lendo” sobre a Verdade. Por outro lado, ao nos decidirmos por não mais sermos ludibriados pelas aparências, veremos, em nós e em cada ser, a Luz crística que brilhando! Esta sim, agora e eternamente, é a Verdade de nossa individualidade.

“Assim que, daqui por diante, a ninguém conheceremos segundo a carne,e, ainda que tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo, agora, já não o conhecemos desse modo” (2-Cor; 5-16).

QUE ENSINAMENTO É ESSE?

Dárcio
Que ensinamento é esse, que  afirma ter você perdido sua originária natureza à imagem e semelhança de Deus?

Que ensinamento é esse, que busca lhe convencer de que as “obras de Deus”, que incluem VOCÊ, não são boas e permanentes como nos revelam as Escrituras?

Que ensinamento é esse, que o faz crer ser doentio, carente ou sofredor, quando é revelado que “sois co-herdeiros de todas as riquezas celestiais”?

Que ensinamento é esse, que faz de sua vida uma batalha para evoluir, como se  Filho de Deus fosse néscio nascido para adquirir aprendizado, em vez de “semente divina” Se desdobrando em bem-aventuranças contínuas?

Que ensinamento é esse, que  coloca você separado de Deus, como se na Onipresença pudesse haver  “espaço” para personalidades   imperfeitas coexistirem?

Das crenças falsas, note bem, as mais difíceis de serem erradicadas são justamente as “religiosas”!

CONHEÇA A VERDADE!
DEUS É TUDO, TUDO É DEUS!

Rejeite todas as crenças ou ensinamentos contrários à Verdade de que
SOMENTE DEUS, ESPÍRITO, É REALIDADE! 

Receba, com “coração de menino”, a revelação de que VOCÊ, exatamente AQUI e AGORA, é Emanação perfeita do próprio Deus!
Desse modo, estará “colocando sua Luz bem no alto do alqueire”!
Ninguém é treva em mutação!

“VÓS SOIS
A LUZ DO MUNDO!” 

A CURA METAFÍSICA

JOEL S. GOLDSMITH

As curas sempre ocorrem na medida de nossa compreensão da verdade sobre Deus, sobre o homem, a idéia e o corpo. A cura nada tem a ver com alguém “externo” chamado de paciente. Quando alguém pede uma ajuda ou cura espiritual, termina aí o papel que desempenhava, até que nos alerte de sua chamada “cura”. Nós não nos preocupamos com o assim chamado “paciente”, com sua solicitação, com a causa da doença ou com sua natureza, nem com seus pecados ou medos. Estamos apenas interessados na verdade do ser — a verdade de Deus, do homem, da idéia e do corpo. A atividade desta verdade em nossa consciência é o Cristo, o Salvador, ou a influência curadora.

O fracasso na cura resulta de grande falta de compreensão da verdade sobre Deus, o homem, a idéia e o corpo, e estas noções erradas têm sua origem principalmente nas crenças religiosas ortodoxas, ainda arraigadas em nosso pensamento. Só poucos se apercebem de quanto foram cegos pela ortodoxia supersticiosa.

Só há uma resposta à pergunta crucial “Que é Deus?”, e a resposta é: “EU SOU”. Deus é a mente e a vida do indivíduo. Qualquer defesa mental ou reserva íntima do indivíduo resultará certamente em fracasso. Existe apenas um EU universal, quer seja dito por Jesus Cristo ou por um João qualquer.

Quando Jesus disse “Aquele que vê a mim, vê Aquele que me enviou”, revelou uma verdade ou princípio universal. E isto é insofismável. Ou entendemos esta verdade ou não a entendemos — e se você não a entendeu, não precisa nem procurar outras razões para o fracasso na cura. A revelação de Jesus Cristo é clara. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Se você não puder aceitar isso como um princípio e, por isso, como a verdade sobre você mesmo e sobre os demais indivíduos, não terá o alicerce sobre o qual se apoiar. A verdade é que Deus é a mente e a vida do indivíduo. Deus é o único EU.

A seguir surge a questão, “Que é o homem?”, e a resposta é que o homem é idéia, corpo, manifestação. Meu corpo é idéia, ou manifestação. E assim também meu negócio, meu lar e minhas posses, existem como idéia, como manifestação ou expressão. Por essa, e não por outra razão, meu corpo é a exata imagem e semelhança de minha consciência e reflete, ou exprime, as qualidades, o caráter e a natureza de minha própria consciência de ser.

Chegados pois a este ponto, entendemos que Eu sou Deus, que Deus é a mente e a vida do indivíduo, que o corpo existe como idéia de Deus. Deus, ou o EU SOU, é universal, infinito, onipotente e onipresente; por isso, a idéia de corpo é igualmente indestrutível, imperecível e eterna. Nunca nasceu e nunca morrerá. Nunca serei privado da percepção consciente de meu corpo e, por isso, nunca estarei sem meu corpo.

Quando olhamos para o mundo com nossos olhos, não vemos nosso corpo, não vemos esta idéia divina e infinita chamada corpo: o que vemos é um conceito, mais ou menos universal, desta idéia. Quando vemos um corpo saudável, uma bela flor ou árvore, estamos vendo um conceito bom da idéia de corpo, árvore ou flor. Quando vemos um corpo envelhecido e adoentado, uma flor murcha ou uma árvore seca, estamos vendo um conceito errôneo da idéia divina. Quando melhoramos nosso conceito de idéia, de corpo ou manifestação, chamamos esta concepção melhorada de cura. Na realidade, nada aconteceu ao tal paciente, ou ao seu corpo — a mudança ocorreu apenas na consciência do indivíduo, e se tornou visível como crença melhorada, ou cura. Por esta razão, apenas o curador deve aceitar sozinho a responsabilidade da cura e nunca tentar repassar a culpa do fracasso para a pessoa que lhe pediu ajuda. Pois todo indivíduo é EU SOU, Vida, Verdade e Amor, e seu corpo existe como idéia eterna, espiritual e harmoniosa, sujeita apenas às leis do Princípio, da Alma, do Espírito, e é nosso privilégio, dever e responsabilidade conhecer esta verdade, e a verdade libertará todos aqueles que se voltam para nós.

Como consciência individual, espiritual e infinita, eu corporifico meu universo, corporifico ou incluo a idéia de corpo, de casa, de atividade, de rendimento, saúde, riqueza e amizade, e estas estão sujeitas apenas às leis espirituais e à vida. O corpo não age sozinho: ele é governado harmoniosamente pelo poder espiritual. Quando o corpo parecer discordante, inativo, superativo, instável ou aflito por dores, sempre há a idéia subjacente a isso de que ele possa agir sozinho, que tenha o poder, por si, de se mover ou não, de sofrer, de doer, de adoecer ou de morrer. E isto não é verdade. Ele não dispõe de atividade ou inteligência próprias. Toda ação é espiritual, portanto, ação boa e onipotente. Quando reconhecemos esta verdade, o corpo responde ao conhecimento ou compreensão da verdade. Nenhuma mudança ocorre no corpo, pois o erro nunca esteve nele. O que muda completamente é o conceito de verdade que é, que foi e que sempre será. Lembremos aqui de que não há nenhum “paciente externo”, nenhum corpo fora daqui a ser curado, melhorado ou corrigido. Trata-se sempre de uma falsa idéia ou crença no pensamento do indivíduo que deve ser corrigida.

Quando começamos a compreender que o corpo não age sozinho, que ele apenas responde aos estímulos da mente, podemos desconsiderar as chamadas condições físicas desarmônicas e nos fixar apenas na verdade de que a Vida sempre se expressa harmoniosamente, perfeitamente e eternamente como a divina idéia de corpo.

A compreensão de que EU SOU consciência espiritual, individual e infinita, que corporifica toda idéia correta e a governa com harmonia, nos trará saúde, harmonia, lar, emprego, reconhecimento, paz, alegria e domínio. Compreender que isto é verdade para todos os indivíduos, desfaz a ilusão de ódio, inimizade e hostilidade. E isto também faz de você um praticante, um curador ou um mestre, mesmo que não faça desse trabalho uma profissão.

Passemos agora a encarar nossas superstições ortodoxas, para delas nos livrarmos. Jesus foi enviado ao mundo para livrá-lo do pecado, da doença ou da escravidão? Não, Deus, o Princípio infinito, a Vida, a Verdade e o Amor não conhece o erro, o mal, o pecado nem o pecador. Jesus viu tão claramente esta verdade que tal visão fez d’Ele o Salvador, o curador, o mestre; e o mesmo poderá ocorrer conosco. A ação da Verdade na consciência individual é o único Cristo. O Cristo nunca é uma pessoa. A ação da Verdade na consciência individual constitui o único Cristo, sempre presente, aquele que era “antes de Abraão”. Esta atividade da Verdade dentro de você é o seu Cristo. A ação da Verdade na consciência de Buda revelou a natureza do pecado, da doença e da morte como sendo ilusões ou miragem. Esta mesma ação de verdade na consciência de Jesus Cristo revelou a nulidade da matéria; desdobrou-se como consciência curadora, diante da qual desapareciam o pecado e a doença, e a própria morte era vencida. Todo conceito errôneo, quer do corpo, do negócio, da saúde ou da igreja, deve desaparecer na medida em que a idéia correta sobre isso se instala na consciência individual e coletiva.

E que dizer da imaculada concepção, ou nascimento espiritual? A imaculada concepção ou nascimento espiritual é o alvorecer da ação da Verdade na consciência individual, ou a Cristo-Idéia. Apareceu em Jesus como a revelação de que “Eu sou o caminho, a verdade e a vida… eu sou a ressurreição e a vida… Aquele que me vê, vê Aquele que me enviou”. A ação da Verdade na minha consciência, o Cristo de meu ser, está revelando que eu sou consciência espiritual individual, infinita, que corporifica meu universo, incluindo meu corpo, minha saúde, prosperidade, meu lar, minhas amizades, a eternidade e a imortalidade.

Deixemos que a ação da Verdade em nossa consciência seja o primeiro e único objetivo, e nosso Cristo se nos revelará, em seu modo individualizado.

Não existe o mal. Por isso, paremos de resistir a uma discórdia específica, ou a uma desarmonia da existência humana que se nos depara agora. Tal aparente discórdia desaparecerá assim que formos capazes de abandonar a resistência contra ela. E nossa capacidade de fazer isso está na proporção de nossa percepção da natureza espiritual do Universo. E uma vez que isso é verdade, é evidente que nem o céu nem a terra podem conter o erro de qualquer natureza; assim, o pensamento humano não iluminado vê o erro bem ali onde Deus brilha, a discórdia ali onde há harmonia, o ódio onde transborda amor e o medo onde de fato está a confiança.

O trabalho em que nos envolvemos é a conscientização de que somos consciência espiritual, infinita e individual, que incorpora dentro de nós mesmos todo o bem. Este é o cântico que cantamos, o sermão que pregamos, a lição que ensinamos e, até que nos venha a realização, será nosso tema, nosso leitmotiv. É o fio prateado da verdade que une todas as mensagens.

Nada pode vir de fora de nós; nada pode nos ser acrescentado. Já somos o vertedouro da consciência de onde jorra o Infinito. Aquilo que recebe o nome de humano em nós deve ser aquietado, para se tornar uma clara transparência através da qual nosso infinito Ser individual possa aparecer, se expressar ou revelar.

Quando olhamos as cataratas do Niágara, podemos até imaginar que, com tanta água a correr continuamente, venha a secar; mas, se olharmos para além do quadro próximo, veremos o Lago Erie e perceberemos que se trata de fato não de cataratas de Niágara, mas que este é o nome dado ao Lago Erie no lugar onde se derrama no precipício formando a cascata. A inesgotabilidade da cascata de Niágara é garantida pelo fato de que sua origem, aquilo que constitui o Niágara, é na realidade o Lago Erie.

E assim é conosco. Nós somos o ponto onde Deus se torna visível. Nós somos Deus-sendo o Verbo feito carne. Nossa fonte, aquilo que nos constitui, é Deus — o Ser divino e infinito. Nós somos Deus-sendo, Deus-aparecendo, Deus-se manifestando.

Conta a história que Marconi, quando ainda bem jovem, estava seguro que seria aquele que daria ao mundo a comunicação sem fio, e não os muitos cientistas mais velhos que o vinham tentando havia anos. Após cumprir sua promessa, foi-lhe perguntado porque tinha tanta certeza de que seria bem-sucedido. Ele respondeu que os demais cientistas estavam buscando primeiramente um meio de vencer a resistência do ar às mensagens enviadas através dele, enquanto ele já havia descoberto que não havia resistência alguma.

O mundo combate uma força do mal, porém nós descobrimos que não há tal força. Enquanto a matéria medica busca vencer ou curar as doenças e a teologia luta para superar o pecado, nós aprendemos que não há realidade na doença e no pecado, e as nossas assim chamadas curas se efetuam por causa desta compreensão.

Sabemos que existem estas aparências humanas chamadas pecado e doença, mas também sabemos que por causa da natureza espiritual infinita do nosso ser, pecado e doença não são realidades; não são o poder do mal; elas não têm um princípio de sustentação; por isso, elas existem apenas como irrealidades aceitas por reais, ilusões aceitas como fatos, a interpretação errônea daquilo que de fato é.

Nós nos amarramos com a crença de que haja um poder fora de nós mesmos — o poder do bem e do mal. Todo o poder foi dado a nós. E este poder é sempre bom, por causa da Fonte infinita de onde emana. O reconhecimento deste grande fato nos traz uma paz e uma alegria indizíveis, mas sentidas por todos aqueles que entram na esfera de nosso pensamento. Isto nos torna amados. Traz o reconhecimento e a recompensa. Garante-nos um lugar no coração dos homens e se torna a base de infindável boa vontade.

Sempre que se defrontar com um problema, independentemente de sua natureza, busque a solução dentro de sua própria consciência. Em vez de correr de um lado para outro, de buscar uma resposta com esta ou aquela pessoa, em vez de buscar a solução fora de si mesmo, volte-se para dentro. Na quietude e no silêncio de sua própria mente, deixe que a resposta para o problema brote por si mesma. Se fracassar uma, duas ou três vezes, tendo se voltado para a paz de seu reino interior, em perceber a resposta como um todo, tente de novo. Nunca será tarde demais, nem a solução aparecerá tarde demais. Quando aprendemos a nos tornar dependentes deste meio para lidar com nossos problemas e nossas experiências, nos tornamos cada vez mais hábeis em reconhecer rapidamente a revelação da harmonia por parte de nossa mente.

Por tempo demais buscamos nossa saúde, nossa paz e prosperidade fora de nós mesmos. Voltemo-nos agora para dentro e aprendamos que aqui, no reino de nossa consciência, nunca há fracasso ou desapontamento; nem tampouco nos depararemos com delongas ou traições, sempre que encontrarmos a calma de nossa própria Alma e a presença do Princípio que guia, que protege e governa, e ampara cada passo de nossa jornada.

Não nos surpreendamos, pois, quando se nos revelar a grande verdade de que nossa consciência é todo-poderosa e é o único poder que atua nos nossos negócios, que controla e mantém nossa saúde, que nos dá a percepção e a orientação necessárias ao nosso sucesso em todos os caminhos da vida. Isso o espanta? Não é de admirar! Até agora acreditávamos que houvesse, algures, um Poder deífico, uma Presença suprema que, se pudesse ser encontrada, nos ajudaria, e até curaria nossos corpos de seus males.

Torna-se agora claro para nós que a Deus-consciência é a própria consciência do indivíduo; é a onipotência e onipresença que nunca nos deixará e nunca nos abandonará, mais próxima que nosso próprio alento. Não precisamos dirigir-lhe preces, fazer-lhe pedidos ou buscar de algum modo o seu favor: basta-nos este reconhecimento, que leva à completa percepção desta verdade. A partir de agora, podemos relaxar e sentir a segurança desta presença constante e o poder desta consciência iluminada. Agora podemos dizer: “Não temerei aquilo que um homem possa me fazer”. Não mais recearemos condições ou circunstâncias aparentemente externas ou fora do nosso controle. Sabemos agora que tudo o que possa se tornar conhecido em nossa vida, ocorre de fato dentro de nossa consciência e, por isso, sujeito a sua direção e controle.

Tampouco esqueceremos a profundidade do sentimento que acompanha esta revelação dentro de nós, assim como o sentido de confiança e coragem que imediatamente lhe vem a seguir. A vida já não é uma seqüência de eventos problemáticos, mas uma jubilosa sucessão de fatos agradáveis. O fracasso é visto como o resultado da crença universal em um poder externo a nós mesmos; enquanto o sucesso seria a conseqüência natural de nossa percepção do infinito poder interior.

O alívio do medo, das preocupações, da dúvida, deixa-nos livres para atuarmos normalmente, de modo saudável e confiante. O corpo reage imediatamente ao estímulo vindo do interior. Uma nova vitalidade, resistência e harmonia física se seguem tão naturalmente como o repouso segue ao sono. Bem pouco sabemos da vastidão de nossa riqueza interior até conhecermos o reino de nossa própria consciência, o reino da Alma.

Quando, em silêncio, nos adentramos ao templo de nosso ser para obter resposta a alguma pergunta importante ou a solução de um problema vital, será melhor não formularmos nenhuma idéia por nós mesmos, não traçarmos nenhum projeto nem permitir que nossa vontade sobre o assunto gere nossos pensamentos. No lugar disso, aquietemos o mais possível nossa mente “tagarela” e adotemos uma atitude de escuta. Não será nossa mente pessoal ou mente consciente que nos dará uma resposta, nem a mente educada e formada pelo nosso meio ambiente e nossa vivência, e sim a Mente de Deus, a nossa Realidade, a Consciência criativa. E esta é melhor ouvida quando os sentidos e a mente intelectual estão calados.

Esta divina Consciência não só nos mostra a solução de todo e qualquer problema e a direção correta a seguir em qualquer situação mas, sendo infinita, é a consciência de todo indivíduo e faz convergir todas as pessoas e circunstâncias para o bem de todos.

Obviamente não podemos esperar que esta consciência universal atue em nosso favor e provoque perdas ou destruição para outros. O que é conseguido dentro e através do reino de nossa mente é sempre construtivo, quer individual, como coletivamente. Por isso nunca pode ser um meio de prejuízo, perda ou injúria para os outros. E nós nem dirigimos nosso pensamento para os outros, ou projetamo-lo para fora de nós em qualquer direção. O que nossa mente estiver desdobrando para nós, estará, ao mesmo tempo, operando como consciência de todos os envolvidos na ocasião. Nós nunca precisamos nos preocupar em “encontrar” alguma outra mente ou influenciar alguma pessoa. Lembremos de que a atividade da Consciência da qual somos uma manifestação exerce sua influência sobre todos aqueles que podem estar afetados ou envolvidos na situação ou no problema.

Não há problemas sem solução na Consciência, e esta mesma Consciência, que é nossa consciência individual, é o único poder necessário para estabelecer e manter a harmonia de tudo o que nos diz respeito. É o nosso voltar para dentro que traz à luz as respostas que já existem. Nossa atitude de escuta nos torna receptivos à presença e ao poder dentro de nós. Nossos períodos de silente contemplação revelam a força infinita e a energia construtiva, a direção inteligente que sempre habita em nós. Descobrimos, pois, em nosso reino mental, nossa Lâmpada de Aladim. Em vez de esfregá-la e exprimir um desejo, nos voltamos para nosso interior em silêncio e ouvimos — e tudo o que for necessário para o sucesso e a harmonia da vida, flui em abundância; nós aprendemos a viver com alegria, saúde e sucesso —, não em função de qualquer pessoa ou circunstância externa, mas por causa da influência e da graça internas de nosso ser.

Já não há necessidade de tentar dominar nossos sócios ou membros de nossa família. A lei interior mantém nossos direitos e privilégios. Todo desejo bom de nosso coração é agora satisfeito sem conflitos, sem medos ou dúvida. Quanto mais aprendermos a relaxar e observar ligeiramente nossos desejos, mais rapidamente e facilmente serão satisfeitos. Não nos é solicitado que andemos sofrendo pela vida ou que lutemos sem descanso por algum bem desejado — embora tenhamos falhado em perceber a presença de uma lei interior capaz de determinar e manter nosso bem-estar material.

De início, pode nos parecer estranho perceber que leis interiores governem eventos materiais — e pode parecer difícil, de início, alcançar o estado de consciência em que tais leis do nosso ser profundo se tornam expressões tangíveis. Nós o alcançamos, contudo, na medida de nossa habilidade para relaxar mentalmente, para atingir uma paz e uma calma interiores, e a partir disso contemplar silenciosamente as revelações que nos vêm do nosso íntimo. A quietude e a confiança logo nos trazem à presença da realidade e das verdadeiras leis que nos governam.

Para que não surja em seu coração a pergunta de como uma lei atuante em sua consciência, sem esforço volitivo ou direção, possa afetar pessoas e circunstâncias externas, peço-lhe que observe o resultado do reconhecimento das leis interiores e que verifique isto pela observação.

Ainda teremos clara a percepção do fato de que abarcamos nosso mundo dentro de nós mesmos; que tudo o que existe, pessoas, lugares e coisas, vive apenas dentro de nossa própria consciência. Nunca poderíamos ter consciência de algo fora do reino de nossa própria mente. E tudo o que está dentro do nosso reino mental é alegre e harmoniosamente regido e mantido pelas leis interiores. Nós não dirigimos ou forçamos estas leis: elas operam eternamente dentro de nós e governam o mundo exterior.

A paz interior se torna harmonia exterior. Assim que nosso pensamento assumir a natureza da liberdade interior, perderá o sentimento de medo, de dúvida e de desencorajamento. Quando a percepção de nosso domínio se fixa no pensamento, tornam-se evidentes uma certeza maior, uma grande confiança e firmeza. Tornamo-nos um novo ser, e o mundo reflete para nós este novo e mais alto conceito que temos dele. Aos poucos, desenvolve-se dentro de nós uma nova compreensão de nossos companheiros de jornada e de seus problemas, e brota de nós mais amor, mais tolerância, mais cooperação, mais ajuda e compaixão. Notamos que o mundo responde a este novo conceito que temos dele, e então todo o Universo vem a nós e deposita seus tesouros em nossas mãos.

Muitos tratados e convênios alentadores têm sido firmados entre homens e nações, e quase todos falharam, pois que nenhum documento pode ser mais valioso que o caráter de quem o assina. Quando estivermos envoltos pelo fogo de nosso ser interior, não precisaremos mais de contratos e acordos escritos, pois fará parte de nossa natureza básica o ser honesto, justo, inteligente e gentil — e estas qualidades são encontradas em todos que vêm compartilhar nossa experiência no lar, no escritório, nas lojas e em todos os caminhos da vida. O bem manifesto em nossa consciência volta a nós numa “medida sacudida, cheia e transbordante”.

Nesse novo estado de consciência, somos menos aborrecidos com as ações dos outros, menos impacientes com suas insuficiências, menos incomodados com seus erros. Do mesmo modo, em vez de sermos impedidos e limitados por condições externas, nós não as defrontamos, mas passamos por elas com quase nenhuma preocupação. Percebemos que algo dentro de nós rege nosso universo; uma Presença interior mantém a harmonia exterior. A paz e a quietude de nossa Alma são a lei da harmonia e do sucesso do nosso dia-a-dia.

Tudo o que nos ocorreu antes disso será uma nulidade, se não percebermos que, acima de todo conhecimento da verdade, devemos estar à sombra do Cristo.

Quando o Cristo penetra na consciência do indivíduo, o sentido pessoal de “eu” perde vigor. O Cristo se torna nosso ser verdadeiro. Não temos desejos, vontades ou poderes por nós mesmos. O Cristo estende sua sombra sobre nossa individualidade. Por vezes, ainda percebemos em nossa bagagem este sentido de finitude que tenta se reafirmar e mesmo dominar uma situação. “Pois o bem que quero, não faço; e o mal que não quero, este eu faço”, disse Paulo.

Deixemos, pois, claro que o “eu” pessoal não pode curar, ensinar ou dirigir com harmonia. Ele deve ser mantido sob controle para que o Cristo possa ter o completo domínio sobre nossa consciência.

O trabalho que é feito com a “letra da verdade”, com declarações e os chamados tratamentos, é insignificante se comparado com aquele conseguido quando rendemos nossa vontade e nosso agir ao Cristo.

O Cristo se torna mais claro à nossa consciência naqueles momentos em que nos deparamos com problemas para os quais não temos resposta, e não temos poder para superá-los; percebemos aí que “eu, por mim mesmo, nada posso fazer”. Nesses momentos de auto-anulação, o Cristo docemente estende sua sombra sobre nós, permeia nossa consciência e traz a “paz, sê quieto”, ó mente atribulada.

No Cristo encontramos o repouso, a paz, o conforto e a cura. O poder natural do sentido espiritual nos invade, e a discórdia e a desarmonia se esvaem, como a escuridão desaparece com a chegada da luz. De fato, isto só é comparável com o alvorecer; o influxo gradual de Luz divina clareia e dá cor à cena em nossa mente, e desfaz uma a uma as ilusões dos sentidos, os recantos mais escuros do pensamento humano.

A faina do dia-a-dia quer nos subtrair este grande Espírito, até que tenhamos o cuidado de nos recolher com freqüência ao santuário do nosso ser interior, e ali deixar que o Cristo seja nosso hóspede de honra.

Nunca permita que conceitos vãos ou crença em poder pessoal o afaste desta experiência sagrada. Esteja pronto. Fique receptivo. Aquiete-se.

RECONHECENDO A VERDADE

LILLIAN DEWATERS
Exatamente onde eu aparentemente expresso uma condição de limitação ou de discórdia de qualquer natureza, é exatamente o lugar em que passo a reconhecer e declarar a exata Verdade sobre mim como não sendo material, mas espiritual, como não sendo matéria, mas Espírito, em vista de Deus, Espírito, ser Tudoemtudo.
Não estou sonhando agora, mas sim desperto na Luz; assim,  compartilho da Realidade e da Perfeição. Verdadeira e jubilosamente, amo o fato de a minha Harmonia,  contínua e ininterrupta, ser eternamente minha por eu sempre existir no Cristo que é um com Deus. Sei que o meu remédio para toda e qualquer falsidade é a Verdade de que toda e qualquer discórdia é irreal, por não fazer parte de Deus.
Estou convicto de que é espiritualmente exigido de mim que, tanto quanto me for possível , devo empreender pronta e continuamente minha vida diária e contatar  pessoas e coisas consonantemente com minha Idéia espiritual e sentimentos reais, pois, tal atividade consistente é o modo de promover o meu despertar.
Eu agora entendo e aceito como verdadeiras as palavras escritas por uma grande luz espiritual: “O Corpo do Espírito é espiritual e não material(…) nós descobriremos Amor, Vida e Verdade por têlo compreendido.” Assim, dependo mais e mais da Realidade que EU SOU, com relação à minha saúde, riqueza e felicidade; e, cada vez menos, do homem pródigo e suas enganosas leis em uma “terra distante”.

REGRA DE OURO

Emmet Fox


“Tudo que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também vós a eles, porque esta é a Lei e os Profetas.”


Esse é o sublime processo que chamamos de “Regra de Ouro”. Aqui, Jesus reitera a Grande Lei por meio de um resumo conciso. Essa repetição segue a Sua extraordinária declaração da Paternidade de Deus. A explanação que sublinha a existência da Grande Lei é o fato metafísico de que todos somos, fundamentalmente, uma parte integrante da Grande Mente. Porque, em última análise, todos somos um, e ferir a alguém é, realmente, ferir-se a si mesmo, e ajudar a alguém é, realmente, ajudar-se a si mesmo. A Paternidade de Deus compele-nos a aceitar a fraternidade humana e, espiritualmente, fraternidade é unidade.

A compreensão dessa grande verdade inclui em seu íntimo todo o conhecimento religioso, e é, na antiga fraseologia, a lei e os profetas.

MENTE HIPNÓLOGA

Dárcio

A chamada mente humana é a “hipnóloga” que ilude até hoje a maioria das pessoas. Mesmo sendo cada pessoa um ser perfeito e que expressa unicamente as qualidades de Deus, esta “mente-hipnóloga” faz com que ela creia, erroneamente, ser a imagem hipnótica por ela sugerida; assim, ou sofre devido àquela sugestão, ou luta e até medita para “melhorá-la”. Que seria o certo? Meditar e discernir a Verdade! Jamais uma “imagem hipnótica” altera o ser que VOCÊ É! Jamais você necessita de aperfeiçoar o ser que VOCÊ É! A mente-hipnóloga em nada altera VOCÊ! Medite e reconheça: EU SOU O CRISTO! “QUEM ME VÊ A MIM, VÊ O PAI”, “EU SOU A LUZ DO MUNDO!”. Você é mantido PERFEITO por Deus!

Jamais VOCÊ sofre alterações! As “obras de Deus são permanentes”. Entenda que a “mente-hipnóloga” gera apenas uma ILUSÃO! Permaneça nesta suave “contemplação” até perceber se esvair a “sugestão”! Ela é puramente hipnótica! Puro NADA!

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