Você Continua a Cantar…-1

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VOCÊ CONTINUA A CANTAR A MESMA VELHA CANÇÃO?

Martha Smock

Novo. Que palavra expressiva! Ela está nos lábios de todos, nesta época do ano, nos mútuos desejos com que nos saudamos: “Feliz Ano Novo!” “Novo começo!” “Vida Nova!” Desejo-lhe algo novo e bom neste ano!”

Esta boa ideia de renovação só persiste, em muita gente, até meados de janeiro, porque logo se deixam envolver nos velhos hábitos condicionadores. Ainda que reconheçam a necessidade de mudar em muitos aspectos, para que sua vida seja melhor; ainda que tomem consigo mesmos a deliberação de que tudo será diferente; que o passado, como a noite, será sucedido pela radiosa aurora de um novo agora – são apenas o intelecto falando, sem consultar os hábitos firmemente estabelecidos. Entram no chamado ano novo com todo o cortejo de seus velhos pensamentos, sentimentos e reações. Em suma: continuam entoando a mesma velha canção!

Costuma-se dizer que o ano novo, como uma folha em branco, convida-nos a escrever novas expressões e recriações do ser; que o ano velho se vai como uma folha de calendário que se destaca. Mas o novo ano não nos será diferente, a não ser que nós o façamos novo. Nós somos os renovadores!

Escreve o Salmista: “Entoe ao Senhor uma nova canção”. E diz, ainda mais, para que reafirmemos a nós mesmos: “A vós, Senhor, cantarei uma nova canção”. Esta canção é a nossa consciência, é a expressão de nosso íntimo, do somatório do que psicologicamente somos. Nossa canção são os pensamentos habituais que nutrimos, as emoções que embalamos, as palavras que proferimos. Ninguém melhor do que nossos parentes e colegas, que nos observam continuamente, para dizer se fomos capazes de vigiar as velhas expressões e entoar novas canções, por um novo modo de pensar, de ver, de sentir a vida e as pessoas; ou, contrariamente, se continuamos a cantar nos mesmos ritmos e palavras, as melancólicas melodias de “coitadinho”, “frustrado”, “carente disso e daquilo”.

É hora de mudar nossa cantilena! E a única maneira é deixar de se identificar tanto com a personalidade, ao passo em que buscamos o verdadeiro Ser. A prece constitui a grande ajuda, quando correta e habitualmente feita. A sincera busca de Deus, em relaxidão, em esvaziamento e entrega, permite-nos ouvir as novas palavras que a mente carnal desconhecia:

De agora em diante te faço ouvir cousas novas e ocultas, que nunca conheceste. Antes deste dia não as ouviste, para que não digas: “Eis que já eu as sabia”

(Isaías 48: 6, 7).

Continua..>

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