O CORDEIRO DE DEUS DESTRÓI O MAGNETISMO ANIMAL – 1

Este artigo, de Freda S. Benson. é um dos melhores que conheci da Ciência Cristã, e pude escrever três séries diferentes de comentários sobre o seu conteúdo. Que cada leitor possa aproveitar ao máximo cada uma de suas linhas, pois, de fato, elas trazem detalhes fundamentais àqueles que desejam ir a fundo no desmantelamento da ilusão.

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Na Ciência divina, não temos motivos para temer o magnetismo animal. Em nenhum momento e em nenhum lugar, jamais foi real, poderoso ou substancial. Alguém, talvez, tenha-lhe dito: “Você tem de trabalhar. Tem de negar o magnetismo animal.” Isso o preocupou? Sim, temos trabalho a fazer. Precisamos enxergar através das imposições do erro e provar que são irreais. Isso, às vezes, requer muito trabalho.

Não há, porém, nenhuma razão verdadeira para nos alarmarmos, porque, do ponto de vista do raciocínio sadio da Ciência Cristã, o magnetismo animal não pode ser nada mais que o erro ou mente mortal. Na supremacia do Espírito que tudo permeia, nada dessemelhante do bem espiritual está presente nem em ação. A totalidade absoluta de Deus torna impossível que qualquer ação ou presença opostas – de substância material, inteligência demoníaca ou vida mortal – sejam verdadeiras.

O magnetismo animal, então, é apenas uma crença, um estado ilusório do pensamento. Efetivamente, há só uma consciência, a Mente divina ininterrupta e livre, que é Espírito. E o homem espiritual, a verdadeira individualidade de cada um de nós, é o reflexo dessa Mente para sempre consciente. Portanto, herda só as qualidades de seu Criador eterno, o único Deus, o bem.

Ora, se assim é, por que a Ciência Cristã nos diz que temos de tratar o magnetismo animal como algo a ser destruído? Por que não nos detemos, simplesmente, nos bons pensamentos? Esse modo de ver é falaz, porque o magnetismo animal parece ser um poder ao nosso sentido atual das coisas, e nos busca impedir de estar conscientes só do bem. Essa ação magnética, agindo sobre a natureza animal e por meio dela, pretenderia substituir nossa mentalidade verdadeira que reflete Deus, pela sugestão hipnótica de haver outra mentalidade: fraca, voluntariosa, desobediente, sensual e, consequentemente, suscetível às mentiras do erro. Esta ação magnética pretenderia atrelar sua natureza animal a nós, identificando a matéria como sendo nossa substância e o medo como sendo nossa atitude.

Temos de adaptar nosso modo de pensar à realidade divina do bem sem fim e recusar sermos enganados por falsas sugestões. Contudo, não conseguiremos nada, se perpetuarmos o magnetismo animal desde o ponto de vista de sua própria autoavaliação. Nossa base para enfrentar o mal deve ser a infinidade da única Mente onipotente e a consequente nulidade de toda alegação de uma mentalidade falsa.

 Sim, precisamos defender nosso pensamento das imposições mesméricas do magnetismo animal, sempre, porém, com a arma da certeza da totalidade do bem divino. Seguimos adiante com confiança, não com medo. É importante manter em pensamento o fato de que não há mal real, não há verdadeiro magnetismo animal, há apenas uma crença nele, a ser destruída.

 Na Bíblia, o mal recebeu vários nomes diferentes: serpente falante que engana e desmoraliza, “Satanás”, “diabo”, “Belzebu”, e, finalmente, “grande dragão vermelho” – o mal pronto para destruir-se a si mesmo. As narrativas bíblicas descrevem o triunfo do bem sobre o mal e a virtude daqueles que, com a ajuda de Deus, o conseguiram vencer. Os nomes dados ao mal indicam sua natureza lendária, uma ficção a ilustrar uma lição moral.

 Jesus demonstrou o Cristo, ao vencer o mal. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy diz: “O autor do Apocalipse se refere a Jesus como o Cordeiro de Deus, e ao dragão como o que guerreia contra a inocência.” A Sra. Eddy também escreve: “contra o Amor, o dragão não luta por muito tempo, pois o dragão é morto pelo princípio divino. A Verdade e o Amor prevalecem sobre o dragão, porque o dragão não os pode guerrear.” O autor do Apocalipse também mostra como enfrentar e vencer a soma total da maldade: “Então ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia, e de noite, diante de nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro” significa o sacrifício indispensável de um falso sentido do eu, a fim de despertarmos para a realidade. “Em face da morte, não amaram a própria vida” pode significar uma dedicação total ao nosso estado espiritual, imortal, e real, enquanto passo a passo renunciamos ao eu aparentemente mortal e material em troca do reflexo divino.

Os requisitos para a vitória sobre o magnetismo animal apresentados nesse trecho do Apocalipse nos alertam para a diferença que há entre a oração perfunctória (ritual de palavra) e o espírito do Cordeiro, que cura. Redenção individual, ao invés de mera repetição de palavras, é o que destrói a crença nas mentiras do magnetismo animal. Tais mentiras nunca foram reais, mas nossa crença nelas precisa ser extirpada. Um esforço obstinado de mudar o pensamento por presumirmos que vivemos aquilo que pensamos – apoiarmo-nos num tipo de profecia autorrealizadora – é fútil e não é redenção real, pois falta-lhe a inocência do Cordeiro.

 No seu Sermão do Monte, o Mestre, Cristo Jesus, apresenta os requisitos para a oração curativa eficaz. Nossa motivação para amar, obedecer e abençoar tem de ser profunda. De fato, vivemos o bem que conhecemos, quando nossos pensamentos provêm de uma humilde sujeição à onisciência de Deus e à realidade daquilo que Deus conhece. Mantemo-nos despertos para a realidade quando aderimos persistentemente à verdade e, assim, podemos ajudar outros a despertarem também.

O Cordeiro age quando temos desejos puros de glorificar a Deus e elevamos os conceitos que entretemos a respeito de nosso próximo, ao sermos receptivos sem restrições à orientação da luz da Verdade; ao confiarmos implicitamente na onipotência da vontade divina de prevalecer sobre toda forma de mal.

Esses estados de pensamento são algumas das evidências da ação do

Cordeiro no pensamento consciente.

 

continua na próxima segunda-feira

O MEIO DE SUPERAR OS MALES

A Grande Vida é o Bem; portanto, a sua finalidade também é o Bem. A Grande Vida não pode trabalhar para outra coisa que não seja o Bem.

Contanto que se entregue totalmente à correnteza dessa Grande Vida, o homem pode obter tudo que há de melhor. Esse espírito de “entrega total” é o “espírito natural e espontâneo” do homem, é o “espírito conforme a vontade de Deus”.

Quando o homem contraria a natureza, ele se desvia do curso da Grande Vida e atrai as infelicidades.

Os males, as desgraças e as doenças não existem originariamente. Tais estados não passam de fenômenos que se manifestam no momento em que o curso da nossa vida se separa do curso da Grande Vida, a qual se dirige unicamente para o Bem. Usei o termo “separar da Grande Vida”, mas trata-se apenas de força de expressão. Na verdade, no plano da Realidade absoluta, jamais podemos nos separar da Grande Vida. Mas, quando a nossa mente consciente (e também a subconsciente) fecha as portas de comunicação com a Grande Vida (assim como uma pessoa que, estando iluminada pelos raios do Sol, fecha os olhos e não vê a luz), começam a surgir coisas que parecem “males”.

O “mal”, porém, não tem existência real. Assim sendo, ele infalivelmente acaba desaparecendo, se não o retivermos na mente e vivermos totalmente entregues ao curso natural das coisas.

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TODA A VERDADE JÁ ESTÁ POSTA NA PRÁTICA!

O Universo real, tal como concebido por Deus, é a Sua própria Inteligência infinita em Autoexpressão. Quando Jesus disse “ser do agrado do Pai dar-nos o Seu Reino”, estava, de fato, nos disponibilizando esta vivência absoluta, exatamente aqui e agora! Quem parar para entender este ponto deixará de agir mecanicamente como faz a maioria, apenas recebendo a informação e continuando a encarar a vida como se ela estivesse, de fato, acontecendo nesta “crença coletiva” chamada “mundo terreno”.

Quando falamos em Universo Absoluto, logo a suposta mente humana pensa ser algo inacessível, destinado a supostos “seres iluminados”, “escolhidos de Deus”, etc.. Se assim fosse, Jesus não diria que “o Pai se agradou em DAR-NOS o Seu Reino”!

Acreditar que estamos fora do Universo Real já é a ILUSÃO! É acreditar que exista “lugar fora de Deus”, o que é uma aceitação completamente absurda e ilusória! Deus é Onipresente! Cada um que meditar e contemplar que a Onipresença é que Se expressa como o Reino dado a ele, e como ele, desprezando decididamente todas as opiniões ilusórias da suposta “mente humana”, verá o Universo de Luz Se manifestando como a totalidade da Existência e em unidade com seu próprio “Eu”, que é o Cristo tanto em SI MESMO como em todos.

As contemplações são a Oniação divina sendo discernida como a Verdade sobre o Universo e sobre o Ser que “já estamos sendo”. Por isso, é atividade sem esforço mental, que parte diretamente do Absoluto sem levar em conta “outra presença ao lado de Mim”.

O mundo se condicionou a “preces dualistas”, que partem sempre de “um lugar fora de Deus” para supostamente “alguém estar”, e, em seguida, se esforçar para “se unir a Deus”. É evidente que nada disso poderia ter realidade! DEUS É TUDO! Estas mensagens não são para alguém as ficar avaliando como “profundas”, acumulando-as no intelecto, e achando serem IMPRATICÁVEIS! A VERDADE NÃO SÓ É PRATICÁVEL, MAS É A ÚNICA COISA  JÁ NA PRÁTICA QUE HÁ! Deus está se expressando como Seu Reino, e, exatamente neste Reino, encontra-se expresso VOCÊ! Isto não é nem fácil nem difícil: É O QUE É! O FATO ETERNO em manifestação! Sempre que você imaginar “outra situação”,  “belisque-se e acorde”! Estará unicamente acreditando numa ILUSÃO!

Não existe alguém fora de Deus nem separado de Deus! Não existe ninguém meditando para “se unir a Deus”! HÁ UNICAMENTE A DIVINA INTELIGÊNCIA INFINITA SE EXPRESSANDO COMO UNIVERSO ONIPRESENTE, EM QUE, COMO DISSE O APÓSTOLO PAULO, “VIVEMOS, NOS MOVEMOS E TEMOS O NOSSO SER”!

As mensagens não são ensinamentos para “você” pôr a Verdade em prática!

SÃO A REVELAÇÃO DE QUE A VERDADE JÁ ESTÁ EM PRÁTICA COMO TUDO E COMO VOCÊ!

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“LEVANTA-TE DENTRE OS MORTOS!”

O “Senhor da Vida” é a imortalidade ou a eternidade Se expressando como tudo o que, de fato, tem realidade. Por que a Bíblia diz: “Levanta-te dentre os mortos”?  Por  a Verdade ser VIDA ONIPRESENTE, o que faz da suposta CRENÇA em nascimentos e mortes uma espécie de “pesadelo” com que a humanidade se ilude, se identifica, e nele supõe viver!

Ao  “pesadelo”, deu Jesus o nome de “mundo do pai da mentira”, e,  aos irreais “personagens sem vida”, aparentemente vivos no pesadelo, deu-lhes o nome de “mortos”. Por isso, Paulo que conhecia a Verdade, assim disse: “Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e a LUZ DO CRISTO te iluminará!”

O que aparenta SEPARAR O HOMEM DE SUA PRÓPRIA LUZ, é meramente um “pesadelo”! E este “despertar” revela o que Jesus disse: “É chegado o Reino de Deus, e nele vivemos como “Luz do mundo”.   Portanto, a IDENTIFICAÇÃO feita pela humanidade com o “pesadelo e seus habitantes” é ILUSÓRIA! E esta ILUSÃO SE DESFAZ MEDIANTE O “DESPERTAR DO PESADELO”.

“O Reino está PRESENTE no mundo inteiro, mas os homens não o enxergam”, disse Jesus. Não o veem porque se identificam com “seres do pesadelo”, e não com “deuses”!

O PASSO INICIAL E FUNDAMENTAL, PARA “ALGUÉM LEVANTAR-SE  DENTRE OS MORTOS”, reside na admissão da “Consciência ILUMINADA”  como SUA  PRÓPRIA CONSCIÊNCIA INDIVIDUAL!  As revelações absolutas são todas referentes à Verdade percebida por alguém que NÃO SE IDENTIFICOU com a suposta  “mente humana”. Por isso, Paulo foi radical e firme: “TEMOS A MENTE DE CRISTO”!  Com ela, constatamos que “EM  DEUS VIVEMOS, NOS MOVEMOS E EXISTIMOS”!

Com a Mente de Cristo, nossa Consciência iluminada, percebemos a TOTALIDADE E UNICIDADE DE DEUS, e, com isto, percebemos que “NOSSOS NOMES ESTÃO ESCRITOS NOS CÉUS”, como disse Jesus!

O conhecimento destas Verdades faz com que nos compenetremos do REAL EVANGELHO DE JESUS, que é A TRANSCENDÊNCIA ao “mundo do pai da mentira”, para simplesmente abrirmos os OLHOS DA ALMA e nos contemplarmos como sendo O CRISTO, A VIDA ETERNA. O SER VERDADEIRO QUE “SEMPRE FOMOS, SOMOS E SEREMOS!”

“JESUS CRISTO ESTÁ EM VÓS” (2 Cor. 13: 5) . Assim disse Paulo, chamando de REPROVADOS àqueles que “dormem, sonham e se identificam com os mortos do sonho”!

O CRISTO, que está em todos nós, é a NOSSA CONSCIÊNCIA ILUMINADA”, NOSSA VIDA ETERNA, A VERDADE QUE SOMOS!

Medite e se atenha a estas Verdades, ciente do que disse João:

“QUEM TEM O FILHO, TEM EM SI MESMO O TESTEMUNHO DA VIDA ETERNA; E QUEM NÃO CRÊ, CHAMA A DEUS DE MENTIROSO!

*

VOCÊ PODE CURAR, SEM HESITAÇÃO!

Será que você se sente hesitante quanto a exercer a prática da Ciência Cristã para auxiliar outras pessoas? Acaso você não se considera suficientemente bom, ou que não está tão adiantado espiritualmente, ou que não é capaz de prestar aquela forma de ajuda que você muitas vezes recebeu? Ou acha que poderia deixar para mais tarde, quando você estiver mais preparado para ajudar? Se for assim, entendo como se sente. Talvez você queira pensar novamente sobre o caso. Aconteceu comigo, eu tive de reconsiderar esse assunto e contarei a você quando o fiz.

Eu estava servindo como Primeira Leitora em minha filial da Igreja de Cristo, Cientista, quando, uma semana, a Regra Áurea constou na Lição Bíblica. Lembrei-me de que eu deveria fazer aos outros o que eu gostaria que eles fizessem por mim. Uma coisa que outras pessoas, certamente, tinham feito por mim, durante anos, havia sido dar-me apoio em oração, quando eu o necessitava.

Recentemente notei que, para ser justa, eu deveria fazer o mesmo para os outros. De fato, despontou-me na consciência que para cada benefício que eu havia recebido pelas orações devotadas de alguém, eu tinha a obrigação de prestar assistência semelhante ao meu próximo. Passei a encarar a prática da Ciência Cristã em prol dos outros, não como uma atividade que eu escolheria no futuro, mas como uma exigência moral e espiritual que se me apresentava no presente. Reconheci que eu tinha de estar disposta a cumpri-la.

Não muito depois disso, uma praticista da Ciência Cristã, que atendia sempre a muitos pacientes, perguntou-me se, ocasionalmente, ela poderia dar meu nome a alguém que lhe pedisse ajuda, caso estivesse, no momento, impossibilitada de atender. Recordando o discernimento que tivera sobre a Regra Áurea, respondi que sim.

Passaram-se vários meses. Quase esqueci do acordo. Então, um dia, no meio do verão, recebi um chamado. Eu havia estado descontente todo o dia devido a diversas contrariedades e, praticamente, a última coisa no mundo que naquele momento eu me sentia capaz ou inclinada a fazer, era ajudar alguém em espírito de oração.

Quando atendi ao telefone, entretanto, as primeiras palavras que ouvi do outro lado da linha foram: “A senhora é praticista da Ciência Cristã?”  De repente, lembrei-me do acordo com a outra praticista e respondi, sem muita convicção: “Sou sim, pelo menos sou estudante da Ciência Cristã”. A voz era de mulher e parecia preste a chorar. Ela falava em nome do marido, que havia tido, há algum tempo, uma constrição na garganta que o impedia de falar. Parecia que estava com medo e perguntou-me se eu podia ajudá-lo, ao que respondi afirmativamente.

Como eu nada sabia acerca da mulher, perguntei-lhe se possuía uma Bíblia. Ela disse que sim. Então, pedi-lhe que lesse para o marido o Salmo 23, usando a palavra Amor, um sinônimo de Deus, em substituição a Senhor, onde esta palavra aparece no texto. Ela disse que o faria e combinamos de conversar novamente na manhã seguinte.

Quando larguei o fone, pensei: “Em que eu me meti? Como posso ajudar alguém?” Senti-me tão deprimida todo o dia, que eu é que deveria pedir ajuda a alguém.

Enquanto eu estava em silêncio, na cozinha, acabando de jantar, meu pensamento começou a mudar. Lembrei-me de como eu havia me comprometido com a praticista que se sentia tão ocupada. Para ser exata, recordei a Regra Áurea. No mesmo instante, um pensamento bom ocupou-me a consciência: “Se Deus quer que eu ajude alguém, Ele também deverá dar-me a capacidade para fazê-lo”. Percebi que possuía essa capacidade, sem levar em consideração minha sensação do contrário. Eu sabia que Deus era inteiramente justo e não exigiria mais do que eu podia fazer. Também comecei a reconhecer que era Ele, e não eu, quem curava.

Fui à sala de estar e sentei-me no sofá. “Bem, admiti, devo agir como uma praticista”, pensei. “Como devo fazer?” Lembrei-me que a Sra. Eddy inclui em Ciência e Saúde um capitulo intitulado: “A Prática da Ciência Cristã”. Abri-o e comecei a ler.

Começa contando com pormenores a ocasião em que Cristo Jesus foi convidado à casa de Simão, o Fariseu, quando numa mulher, mais tarde identificada pela tradição como Maria Madalena, entrou sem ser convidada. Ela regou os pés de Jesus com suas lágrimas e ungiu-os com óleo. À medida que eu lia, tornou-se claro para mim que essa história era decisivamente importante, que representava uma profunda verdade espiritual fundamental para a prática da Ciência Cristã.

Pareceu-me que o que estava sendo enfatizado no capítulo escrito pela Sra. Eddy era a atitude da Madalena diante do Cristo. Aí estava uma mulher que, tendo sido pecadora, se arrependera e buscava perdão. Sua atitude mental, sua contrição e humildade estavam sendo recomendadas ao praticista da Ciência Cristã. Até mesmo um “pecador” pode praticar a Ciência Cristã, desde que se haja arrependido completamente, é o que esta parte do capítulo parece dizer. Esse pensamento me reconfortou.

Jesus disse que os pecados da mulher foram perdoados porque “ela muito amou”. Obteve o perdão por causa de seu amor. Comentando esse fato, Ciência e Saúde diz: “Se o Cientista tem bastante afeição cristã para conseguir seu próprio perdão e tal louvor como o que Madalena recebeu de Jesus, então ele é bastante cristão para exercer a prática científica e tratar seus pacientes com compaixão; e o resultado corresponderá à intenção espiritual.”

Não li além dessa frase. Vi claramente o que devia fazer. Precisava obter meu próprio perdão mediante a afeição crística, para que eu pudesse exercer a prática científica da Ciência Cristã. Como poderia eu obter meu próprio perdão? Fazendo exatamente o que Madalena fizera, curvando-me em humildade e arrependimento e permitindo que esse profundo amor espiritual a Deus, que exprime o verdadeiro caráter cristão, varresse da consciência humana tudo o que fosse dessemelhante de Deus. Durante mais ou menos uma hora, senti como se estivesse sendo batizada espiritualmente, pondo fora todas as impurezas, submissa ao Cristo, a Verdade. À medida que eu sentia a presença de Deus, via meu paciente de modo mais claro, nós dois tocados pelo espírito do Cristo, ambos perdoados, enaltecidos, curados. Quando fui dormir, naquela noite, sentia-me mais feliz do que vinha me sentindo havia dias.

Logo depois do desjejum, na manhã seguinte, falei com a esposa do paciente. Ela disse que o marido tivera uma verdadeira batalha no começo da noite, mas mais tarde as coisas começaram a melhorar. Então ela disse: “Aguarde um minuto. Irei buscá-lo. Ele mesmo falará com a senhora”. E ele veio ao telefone e agradeceu-me pelo que eu fizera.

Imagine quão grata eu fiquei ao único bom e grande Deus que “sara todas as tuas enfermidades” (Salmos). Todavia, eu estava menos impressionada com a cura, que ocorreu exatamente como eu esperava, do que com o outro aspecto do ocorrido.

Eu havia estado todo o dia anterior sentindo-me deprimida, imprestável, inútil. Mas Deus e Seu Cristo, em nenhum momento, me haviam abandonado. O que eu precisava fazer era corresponder ao bem sempre presente, sempre ao meu dispor. Acho que nunca mais me deixarei enganar pela crença de não estar preparada para ajudar.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Abril 1992

Andando Pelos Caminhos Mantidos Retos De Deus!

 

“Retos são os caminhos do Senhor, e os justos andarão nele, mas os transgressores nele cairão”

Oséias 14: 9

Além da cegueira da “mente carnal”  traduzir o RESPLANDECENTE UNIVERSO DIVINO em limitadas e passageiras “imagens hipnóticas”, fundamentadas em meras falsas crenças no bem e no mal, esta mente falsa induz a todos a crer que SOMOS OS CARNAIS HIPNÓTICOS que aparentam se mostrar presentes nesta suas imagens ilusórias! Por esse motivo, tantos são os que se DESVIAM DOS CAMINHOS RETOS DE DEUS para se verem caminhando nos “CAMINHOS TORTUOSOS DA ILUSÃO”.

Ao revelar a Verdade ao mundo, disse Jesus: “EU SOU O CAMINHO”!  Declarava a Verdade UNIVERSAL Absoluta de que DEUS É TUDO, SENDO O  CAMINHO E SENDO TODOS  OS JUSTOS  QUE NELE ANDAM!

Quem são os JUSTOS que andarão nos “caminhos retos de Deus”? SÃO AQUELES QUE BUSCARAM O REINO E A JUSTIÇA DIVINA EM PRIMEIRO LUGAR. Quem são os APARENTES TRANSGRESSORES, que “nele cairão”? SÃO OS ILUSÓRIOS CAMINHANTES QUE ACREDITAM VIVER E SE MOVIMENTAR OU ANDAR PELO “MUNDO DO PAI DA MENTIRA”!

Estando aparentemente “neste mundo”, Jesus fez as seguintes declarações: “Eu de mim mesmo nada faço; o Pai em MIM faz as obras”; “o Filho faz aquilo que vê o Pai fazer”; “a minha vontade é fazer a vontade daquele que me enviou”. São três afirmações que nos levam a “SER JUSTOS”, POR NOS LEVAREM AO “JUÍZO JUSTO”!

O suposto “homem natural” se julga “justo” quando avalia o próximo segundo sua “justiça aparente”; desse modo,  vive endossando a CRENÇA EM DOIS PODERES, dividindo  a Existência em “pares de opostos”,  sempre julgando a todos como BONS OU MAUS!  SEQUER  PERCEBE QUE “SE TORNA HUMANAMENTE MAU”, QUANDO SE PRENDE A ESTE JUÍZO PELAS APARÊNCIAS!

QUE MAL HÁ NESTE JUÍZO? A NEGAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS! A NEGAÇÃO DA LUZ DIVINA QUE TODOS SOMOS!

A Escritura explica que DEUS NÃO NOS VÊ PELAS APARÊNCIAS, MAS SIM PELO CORAÇÃO! Jesus fazia o que via o Pai fazer: NÃO JULGAVA PELAS APARÊNCIAS!  Por isso disse abertamente aos judeus: “SOIS DEUSES”!

O ENFOQUE ABSOLUTO É UNICAMENTE ESTE:

DEUS É TUDO! DEUS É TODOS! E AFORA DEUS, NADA EXISTE!

PORTANTO, OS “JUSTOS” SÃO AQUELES QUE “ANDAM NESTE CAMINHO”, NO “EU SOU O CAMINHO”, ENTENDIDO COMO SENDO  “O CAMINHO RETO DO SENHOR”!

*

 

A Oniação E Você

O Espírito infinito, como Mente Infinita, está em plena ação em cada ponto deste Universo. É a energia espiritual igualmente ativa em todo tempo e espaço. Sua ação é somente para expandir o bem de todas as pessoas em todas as situações. Ela não tem oposições. É uma energia afirmativa que desconhece as negativas. Realiza tudo que precisa ser feito onde quer que qualquer atividade seja requerida. Esta é a Ação de Deus, e esta  Ação é onipotente e onisciente.

Toda Vida, Verdade, Inteligência, e  Amor são esta Ação. Tudo isso está instantaneamente disponível a você. Para constatar essa  Ação em sua consciência, bastará o seu conhecimento de que Ela É! Afirme em seu próprio pensamento que assim está sendo, pois assim realmente é, para aquele que crê na Verdade que o torna livre para ser tudo o que você decide ser. Ao permitir a entrada da Oniação em sua consciência, estarão sendo abertos os portões que o conduzem  ao que você pode ser e deseja ser. O ínico requisito é este: saber que Ela E!

Conhecendo esta Ação perfeita, toda a Mente e todas as Ideias ficam imediatamente disponíveis em seu campo de  sensibilidade. Jamais terá hesitações quanto a tomar as decisões corretas. Antes que a necessidade seja conhecida, a Ideia Correta estará à espera dela. Tudo que Deus é, está dentro de você, em todas as épocas e lugares. Você é o Amado da Consciência Todo-sapiente. Todas as grandiosas Ideias  incondicionadas buscam sua manifestação no mundo por palavras tais como passado, presente e futuro Elas são Ação do Todo, e o Todo é sempre AGORA!

Para estar consciente da Oniação, deve você anular todos os males, temores e negatividades. Todos estes elementos lhe são desnecessários. Expulse-os e caminhe livre, num presente melhor e num futuro muito mais grandioso de bons acontecimentos e maravilhosos relacionamentos pessoais. Isto é possível porque na Mente única eles já existem. O preço único é uma diária disciplina mental voltada ao reconhecimento de que somente o Bem pode existir e ser a sua experiência. Toda Mente, Vida e Amor instigam-no para que aja fundamentado nesta Verdade.

*

 

Curando O Que Não Foi Curado

Vezes sem conta, curas baseadas na confiança em Deus, iluminada pelos ensinamentos da Ciência Cristã*, têm sido rápidas e permanentes. Às vezes, porém, um seguidor devoto dos ensinamentos de Cristo Jesus talvez se encontre lutando durante meses para obter a cura de algum problema em particular que não tenha cedido à oração. Surge a pergunta: “Que mais poderá ser feito para provar o poder curativo de Deus?”

A resposta pode estar em aprofundar nossa capacidade de adorar “o Pai em espírito e em verdade”1, como Jesus indicou. Isso implica em fazer novas descobertas acerca da natureza incorpórea de Deus como Espírito infinito, e de Sua perfeição como Verdade todo-poderosa. Leva-nos a uma percepção ampliada da espiritualidade atual do homem como exata expressão de Deus – indestrutível, sadio e completo. Expandir dessa maneira nossa compreensão espiritual acerca de Deus e do homem leva-nos ao domínio dado por Deus sobre tudo quanto parece ser material.

Talvez a dificuldade esteja em que continuamos a procurar vida, saúde e felicidade na matéria, em vez de desenvolver a convicção de que o homem é desde já espiritual dentro da totalidade de Deus. Em vez de continuar a nutrir o ponto de vista popular de ser a vida material e limitada, de estar ela sujeita  à doença e à discórdia de toda espécie, e em vez de tentar mudar a coitada da matéria em matéria melhor, permaneçamos firmes e alegremente com a compreensão esclarecida de que a individualidade imortal e perfeita do homem está completamente fora da matéria.

Todos nós podemos adquirir esse ponto de vista mais elevado e científico que inevitavelmente traz a cura. Para isso talvez seja de proveito estudar a Bíblia novamente numa atitude mental atenta. Persista em se conscientizar de que o ser verdadeiro, espiritual, do homem é de fato demonstrável. Jesus compreendia que o homem tem sua origem em Deus. Por isso ele estava certo da espiritualidade presente do homem. Essa compreensão da unidade do homem com Deus e de sua semelhança a Deus era o alicerce de seus notáveis trabalhos de cura. Sua ressurreição mostrou a natureza indestrutível do “Homem Cristo”.

Depois da ressurreição do Mestre, alguns dos seus seguidores ainda estavam tão convictos de que a materialidade é a base da vida, que deixaram de captar o significado espiritual das obras de Jesus. Maria, no entanto, a primeira a ver o Mestre depois da ressurreição, discerniu a condição perfeita de homem espiritual, pura e sem jaça, que Jesus estava demonstrando. Falando na fidelidade do ponto de vista espiritual de Maria e na materialidade dos inimigos de Jesus, Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, escreve em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Esse materialismo perdeu de vista o verdadeiro Jesus; mas a fiel Maria o viu, e para ela Jesus  representava mais do que nunca a verdadeira ideia de Vida e de substância.”2 

Apreciar mais profundamente as convicções espirituais que sublinham a obra da vida de nosso Mestre ajudar-nos-á a desenvolver convicções semelhantes acerca de nossa própria espiritualidade  no presente. Ajudar-nos-á a nos identificarmos com o Cristo, “a verdadeira ideia de Vida e de substância”, que traz cura.

A convicção que Jesus tinha de sua completa espiritualidade, ficou revelada nos seus ensinamentos, em magníficas obras de  cura que redimiram a humanidade das várias limitações do materialismo. Jesus mostrou desdém pela pretensão de que há poder na matéria, ao silenciar as tempestades, andar em cima das ondas, curar os doentes desenganados e ressuscitar os mortos. Essas ações mostraram o elevado nível espiritual de seu pensamento e sua recusa em se deixar impressionar pelas pretensas leis da matéria.

Embora não fosse mundano, Jesus transformou o mundo. Sua lealdade a Deus e sua unidade com a Verdade infinita deram-lhe domínio sobre o que o rodeava. Deu prova do poder todo-poderoso de Deus e da substancialidade ilimitada do homem como ideia espiritual que representa exclusivamente a Deus.  Em vez de se desesperar diante de alguma suposta ameaça material à sua vida, Jesus calmamente seguiu avante, confiante no controle de Deus e na espiritualidade do homem, o que o exime de todas as discórdias da existência física.

Certo dia, na sinagoga, Jesus leu para o povo, o livro de Isaías. Depois de ter lido o trecho que profetizava a vinda do Cristo, profecia que se cumpria na sua própria experiência, começou a repreender a falta de receptividade deles. Então o povo se enfureceu. Agarraram-no, arrastaram-no para fora da sinagoga, levaram-no pela cidade até à beira de um monte, onde planejaram lançá-lo penhasco abaixo. O ódio do pensamento material que resistia ao Cristo, a Verdade, era tão grande que momentaneamente Jesus parecia estar sendo presa dos materialistas ao seu redor. A Bíblia conta-nos que “Jesus, passando por entre eles, retirou-se”3. É claro que Jesus nem sequer por um instante abandonou sua elevação espiritual de pensamento. Estava continuamente dando testemunho de Deus, insistindo em demonstrar a totalidade e o poder que tem Deus de libertar a outros, e de livrar a ele mesmo. O poder de sua confiança crística concretizou-se à beira do abismo para o qual o povo o havia levado, e Jesus foi libertado.

Às vezes uma condição física assustadora e desanimadora procuraria nos levar até à beira de um abismo, isto é, de uma situação material extrema, desde a qual parece que seremos lançados morro abaixo. Todavia, aí mesmo, num suposto precipício de materialidade, também nós podemos passar pelo meio das crenças materiais ao nosso redor. Podemos reconhecer nossa espiritualidade, reivindicar nosso domínio e nossa cura, e seguir nosso caminho – o caminho do Cristo – com alegria.

Há alguns anos sofri de um distúrbio físico grave que me causava grandes dores. Orei com fidelidade, e fui ajudado pelas orações de um consagrado praticista da Ciência Cristã. Mas o problema persistiu por muitos meses. Sua gravidade aumentou a ponto de me ser difícil caminhar ou ficar de pé.

Certa feita, durante essa experiência, fui tentado a procurar conselho médico. Entre meus colaboradores militares havia vários médicos. A tentação era a de pedir a opinião de um desses amigos quanto à natureza da doença. No entanto, recusei ceder a tal tentação, pois eu era capaz de discernir que seria impossível ao diagnóstico médico dar-me qualquer informação sobre uma ideia de Deus, espiritual e perfeita. E eu estava determinado a não remexer no entulho da materialidade à procura do verdadeiro ser do homem. Estava-me claro que o  único modo certo de achar e comprovar minha condição de homem em Cristo era o de adquirir compreensão melhor a respeito de Deus e desenvolver convicção mais sólida da indestrutível espiritualidade do homem.

Procurando pela luz divina, fui inspirado a tornar a ler o relato da vida de Jesus e suas curas, sua espiritualidade vital, sua firme obediência a Deus e sua capacidade de vencer todos os obstáculos. Certa noite meu estudo da Bíblia me levou ao Salmo 139, que diz em parte: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? (…) Se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares: ainda lá me haverá de guiar a tua mão e a tua destra me susterá.”4  De repente, fiquei convencido de que, apesar do que me acontecesse materialmente, eu nunca poderia ficar separado de Deus. Eu era de fato uma ideia espiritual de Deus e nunca poderia ser destruído. Discerni que esta convicção espiritual de que a vida está em Deus, abandonando toda fé na assim chamada vida da matéria, era uma lei de restauração para o corpo físico – uma lei de cura. Embora não ocorresse mudança física imediata, eu sabia que estava curado.

A enfermidade física ainda continuou esporadicamente por mais ou menos dois meses;  mas a consciência, libertada pelo poder de Deus, desenvolvia melhor sentido de identidade, ou corpo. Foi-me muito proveitosa em relação a este caso uma referência que se encontra em Ciência e Saúde: “A consciência constrói um corpo melhor quando vencida a fé na matéria. Se corriges a crença material pela compreensão espiritual, o Espírito formar-te-á de novo. Nunca mais voltarás a ter medo, a não ser de ofender a Deus, e nunca mais acreditarás que o coração ou qualquer parte do corpo possa destruir-te.”5 

Prossegui com intrepidez e alegria, na convicção de ter sido curado. Não levou muito tempo, todos os sintomas da doença desapareceram, para nunca mais voltar. Desde aquela ocasião até o presente tenho participado normal e vigorosamente de vários esportes — tênis, natação, caminhadas pelas montanhas, corridas — sem a menor dificuldade.

Dessa cura ficou claro que era preciso descartar-me do medo e da preocupação com aquilo que poderia acontecer a uma individualidade material. Quando o poder da presença contínua de Deus foi trazido à luz, viu-se que a materialidade é irreal. A dificuldade foi dominada pelo poder do Cristo, a Verdade, a transformar a consciência humana.

Em aditamento à própria cura, senti devoção mais profunda por melhor apreciar e compreender como as curas do Mestre do cristianismo transformavam a consciência, elevando-a de uma base material para uma espiritual. Jesus discernia que o controle todo-poderoso de Deus alcançava cada faceta da vida, subjugando a matéria. Podia dizer impunemente: “Destruí este santuário,  e em três dias o reconstruirei.”6

A identidade espiritual, proveniente de Deus, que Jesus viveu e ensinou, é o Cristo, a ideia divina da espiritualidade perfeita. Esta é a verdadeira natureza de cada um de nós. No entanto,  a influência divina do Cristo parecerá oculta enquanto basearmos nossa vida e nossas expectativas nas limitações da materialidade. A Ação libertadora do Cristo vem à luz na proporção em que raciocinarmos desde o ponto de vista de ser o homem verdadeiramente a expressão da totalidade do Espírito e da bondade, da onipresença e da onipotência da Mente.

Que ânimo curativo se desenvolve quando raciocinamos com a certeza de que Deus é Espírito, e o homem é espiritual; que Deus é Vida, e o homem é imortal; que Deus é Amor, e o homem é desprendido e amoroso; que Deus é Verdade, e o homem é perfeito, ilimitado. Podemos insistir em que Deus – Mente, Espírito, Princípio, Verdade, Amor, Alma, Vida – é a lei irresistível do bem, que expulsa toda e qualquer pretensão da mortalidade. Finalmente, segue-se a gloriosa compreensão de que, sendo Deus e Sua ideia, o homem espiritual, inseparáveis, isso constitui-se em lei de cura e regeneração para toda necessidade humana específica. Satisfeitos e serenos nessas convicções, podemos ter confiança em que Deus está realizando Sua santa obra.

Ciência e Saúde declara: “A individualidade do homem não é menos tangível por ser espiritual e por não estar sua vida à mercê da matéria. A compreensão de sua individualidade espiritual torna o homem mais real, mais formidável na verdade, e o habilita a vencer o pecado, a doença e a morte.”7

Deixando de estar preocupados com a materialidade e de dela depender, ficamos cônscios de que o homem já é espiritual no presente. Podemos comprovar progressivamente, pela redenção e pela cura, “a verdadeira ideia de Vida e de substância”. Tal espiritualidade desenvolvida nos trará saúde, vigor e vitalidade — o reino do céu dentro de nós.

1João 4:23, 2Ciência e Saúde, p. 314, 3Lucas 4:30, 4Salmos 139:7, 9, 10, 5Ciência e Saúde, p. 425, 6João 2:19, 7Ciência e Saúde, p. 317.

“De ‘Mim’ Sai O Poder!”

“Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem”.

Hebreus 11: 1

“A tua fé te salvou” – disse Jesus à mulher que, tocando a orla de suas vestes, se viu curada da hemorragia que, aparentemente, por anos a atormentara! O mais importante, nesta passagem, é o princípio espiritual revelado por Jesus, pouquíssimo levado corretamente em conta por toda a humanidade.

Paulo assim declarou: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem”. Entendida esta definição de “fé”, também entendida ficará a fala de Jesus àquela mulher, ou seja, antes de se ver curada, havia nela a CERTEZA DA CURA, e a CONVICÇÃO DE SUA PERFEIÇÃO ainda não vista! Jesus, em poucas palavras, disse à mulher que ela estava aplicando corretamente a Verdade Absoluta a SI MESMA!

Sem esta CERTEZA ou CONVICÇÃO, os princípios espirituais ficarão sem suas bases de demonstração! Isto porque as ilusórias “APARÊNCIAS” ficariam falando mais alto! O enfoque absoluto da Verdade revela que “tocar a orla das vestes de Cristo” significa “tocar o CRISTO que é TUDO EM NÓS”, isto é, erradicarmos por completo a dualidade falsa e nociva para nos firmarmos na Verdade de que UNICAMENTE A PERFEIÇÃO É REALIDADE. JÁ E SEMPRE EM SUA EVIDÊNCIA ONIPRESENTE!

Caso a suposta “mente carnal” nos sugira, por exemplo,  um cenário em que “alguém é visto” sofrendo no leito de um hospital, esta “APARÊNCIA” não sumirá “milagrosamente”, caso não a TROCARMOS PELA FÉ, PELA CERTEZA OU CONVICÇÃO DE QUE UNICAMENTE DEUS ESTÁ PRESENTE COMO AQUELE SER INDIVIDUAL. A “aparência”, portanto, seria a TREVA  OU “MIRAGEM HIPNÓTICA”,  encobrindo a LUZ DIVINA QUE VERDADEIRAMENTE  TODOS SOMOS, e que, em vista disso, precisa ser reconhecida, enaltecida, afirmada e contemplada, com alegria, entusiasmo, confiança e fé! E sem esmorecimentos!

A convicção deve estar presente tanto em quem supostamente vê a APARÊNCIA como em quem nela aparenta estar! DEUS É TUDO! É, PORTANTO, O CENÁRIO ESPIRITUAL, DE PERFEIÇÃO ONIPRESENTE, EM EVIDÊNCIA RESPLANDECENTE! Caso houver dúvidas, quanto ao reconhecimento desta Verdade, “estará faltando a fé que salva”, como aconteceu com Jesus em sua terra, que, sendo visto como mero “carpinteiro e filho de Maria”, não pôde “trazer à luz” a Verdade que era e que conhecia!

Jamais aquela mulher estivera sofrendo de hemorragia! SEU CORPO DE LUZ, DE PERFEIÇÃO INCÓLUME, ERA A VERDADE ALI EVIDENCIADA, EMBORA “OCULTA” PELA “SUGESTÃO MENTAL” DA MENTE CARNAL! TENDO “FÉ”, ENDOSSOU A VERDADE ETERNA QUE ESTAVA SENDO, E A ILUSÃO DE DOENÇA SUMIU EM SEU “NADA ORIGINÁRIO”!

O ensinamento absoluto requer dedicação absoluta na aceitação de que DEUS É TUDO: sendo O CRISTO QUE SOMOS, e sendo O UNIVERSO EM QUE ESTAMOS! Caso esta Verdade pareça não ser “vista”, terá de ser aceita “pela FÉ”, com a CERTEZA ou CONVICÇÃO de SER A VERDADE, COMO SE A ESTIVÉSSEMOS “VENDO MANIFESTADA”. Desse modo, COMO DISSE Jesus, “DE MIM SAIRÁ O PODER”!

*

“O Entendimento Da Chamada Cura Metafísica!”

“Eu Sou O Senhor Que Te Sara”

Exodo 15:26

Se fizermos barulho alto e repentino, próximo a um gato dormindo, como um raio, ele saltará rapidamente de susto. Que teria se assustado e pulado? A mente dele ou seu corpo? É claro ter sido a mente do gato, uma vez que o seu corpo, segundo a crença coletiva, seria “matéria”, algo que sequer percebe ruídos!

Este fato exemplifica quão iludida vive a humanidade, diante de suas crendices e falsos conceitos! Se alguém diz sentir uma “pontada no peito”, em vez de entendê-la estando na suposta “mente humana”, corre para exibir ao médico o suposto “corpo carnal”, que jamais percebe sintoma algum! Tal como o “salto do gato”, todo aparente sintoma é “reflexo da mente”, e não “ocorrência física”. Em vista disso, a Ciência Mental explica que “o corpo físico é projeção da mente”.

Os princípios da Verdade Absoluta revelam a Saúde como “bem vindo de acréscimo”. Transcende a “mente ilusória” e transcende o “corpo ilusório” que, aparentemente, a reflete.

“Eu Sou o Senhor que te sara”, diz a Bíblia! Esta revelação é verdadeira, porém, não lida com “fé cega”, e sim, cientificamente, baseando-se no “conhecimento da Verdade” e no “correto uso da mente”.

A Saúde REAL é condição permanente do Corpo de LUZ, Templo de Deus, que somos! Jamais pode ser obtida nem perdida! Assim, quando nos identificamos com a Consciência divina iluminada que somos, reconhecemos  esta Consciência Se expressando como Saúde Perfeita. Esta prática contemplativa leva-nos à percepção de que “TEMOS A MENTE DE CRISTO”, quando rechaçamos a ILUSÃO de que “temos mente humana”, capaz de se envolver em atritos, preocupações, temores, ansiedades, etc..

Caso alguém viva sempre agitado e, fazendo alguma coisa, bata com a perna em algum móvel, por exemplo, ao se deparar com alguém, irá dizer que se machucou por ter “batido a perna no móvel”; entretanto, a causa estaria em sua agitação mental, ocultada pelo racionalismo falso e aparentemente convincente. Caso esta agitação seja constante, será constante o surgimento de “resultados físicos” negativos, que só terão fim quando houver uma efetiva harmonização da mente.

Onde entra a Ciência Mental? No endosso da Verdade Absoluta, quando afirmamos estar harmonizados com tudo e com todos, e quando, na SUPOSTA VIDA COTIDIANA, deixamos a mente POSITIVA E SELETIVA, aceitando unicamente o “bem” como Verdade, e todo “mal” como falsidade. Não há realidade em “aparências”, que somente refletem crenças e conceitos mentais humanos!

Medo, raiva e ressentimentos são os fatores mentais que mais geram “corpos físicos” desarmônicos, ou seja, são as ilusões mentais causadoras das ilusões vistas como materiais! A dedicação sincera à IDENTIFICAÇÃO COM A MENTE PERFEITA DO CRISTO, que é a verdadeira Mente de todos nós, é “O SENHOR QUE NOS SARA”, eliminando todo vínculo com a ilusória “mente humana” e seus “pensamentos enganadores”.

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A Abundância De Deus É Sua Agora!

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Caro amigo, saiba que Deus é a Fonte infinita de seu suprimento. Não tema nunca a carência de paz, fé, coragem, fortaleza, sabedoria ou de meios materiais. Em estado de equilíbrio e positividade você pode sintonizá-Lo e ser provido abundantemente, porque você é Seu filho, herdeiro de Sua inesgotável riqueza!

De uma obra de V. Ingrattan, destaquei este trecho: “insisto no fato inalterável de que DEUS É MEU SUPRIMENTO, até que eu possa senti-Lo, vê-Lo e experienciá-Lo! Atualmente nada me importa mais do que a compreensão e certeza deste fato. Cultivo-o a cada dia! Dormindo ou acordado, todo o meu ser se firma nesta verdade, até possuí-la nas profundezas da minha alma.”

Conscientizando que tenho parte na abundância de Deus, clamo repetidamente por meu bem.Ela é minha agora mesmo! Rejeito complexos de inferioridade, conceitos negativos de que seja incompetente ou “sem jeito” para fazer as coisas. Ao contrário, aplico-me confiantemente às tarefas, sabendo que posso aprender e executar com primor tudo a que me dedicar! Se faço bem a minha parte, a abundância divina virá a meu encontro, às vezes de direções inesperadas ou canais inusitados. O fato é que, quanto maior seja a minha necessidade, tanto maior será a minha força de atração do suprimento para ela. E também, com mais abundância, o Pai preencherá meu intenso desejo!

Às vezes nos rebelamos contra as exigências e disciplina da vida. Achamos que merecemos mais conforto e despreocupação. Reclamamos a condição de “filhos bem-amados de Deus”: que o Pai nos assista em nossas lutas, inseguranças e desafios. É mais importante recordar-nos que o impedimento é nosso: nossos estados negativos não estão permitindo que Deus nos revele a Sua graça e suprimento, bem próximos e acessíveis!

Faça sua experiência desta verdade, com toda a sua alma! Jesus ensinou: “Pedi e recebereis: buscai e achareis: batei e abrir-se-vos-á”. É uma chave: se você não anseia, não se abre, como pode atrair o seu bem? Como pode entrar o sol em sua casa, se você não lhe abre as janelas? Assim, abra-se, deseje, peça o seu justo bem e ele lhe será suprido, além da medida que espera! Mas tenha cuidado com as crenças negativas já em seu subconsciente: de que você não merece; de que tudo se conquista com esforço humano e nada devemos esperar dos céus, etc. Você não tem o direito de rejeitar uma verdade, se ainda nada fez para confirmá-la, Em realidade, Deus está provendo incessantemente, por inúmeros meios, todas as nossas necessidades e insuficiências aparentes, quando não Lhe opomos bloqueios internos.

Seu entusiasmo está arrefecido? Julga-se incapaz de enfrentar e vencer algum desafio atual? Então abrace com fé esta verdade: “A ABUNDÂNCIA DE DEUS É MINHA, AGORA!” Ponha em primeiro plano esta verdade. Afirme-a e reafirme-a, substituindo, com ela, os temores e sugestões limitativas. Erga o seu íntimo para o suprimento infinito de Deus. Deixe-O abençoá-lo e supri-lo. Dê graças antecipadas por isto, na certeza de ele já estar a caminho. De sua parte, faça o melhor! Relembre o que diz a parábola do filho pródigo: “Filho, tudo o que é meu, é teu!” Estas palavras são dirigidas a você! Aceite-as e faça delas a sua experiência prática!

Reconstrua o conceito que tem de você mesmo: saiba que você é um filho bem-amado de Deus. Firme sua fé no direito que tem. Declare: “Nem as memórias passadas, nem as limitações do presente podem anuviar a minha consciência da verdade, Sou filho bem-amado e herdeiro de Deus. Desejo e me abro à Sua abundante provisão. Sei que Ele é Fonte inesgotável de bem. Aceito esta verdade agora!”

Se você já está usufruindo a graça desta verdade e está procurando ajudar alguém, o mais poderoso apoio que lhe pode dar é reconhecer, com absoluta convicção, que Deus é a Fonte infalível e amorosa de suprimento dessa pessoa. Não duvide! Varra as opiniões negativas que tenha tido dela. Se puder ajudá-la com folhetos ou com palavras (se ela o buscar), melhor. Se não, libere-a e entregue-a confiantemente a Deus! Faça disto um IDEAL. Seja isto a sua PRECE!

*

Abrace Tudo Com Amor!

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Caro amigo: V. tem, acaso, uma profunda necessidade de cura do corpo, no coração ou mesmo em sua mente? Comece abraçando isto com amor. Prepare-se para receber curas que antes V. jamais imaginou. Abrace suas emoções confusas, o mal-estar físico ou o eventual problema de relacionamento. Abrace tudo com amor e entregue-o aos cuidados de Deus, para que o abençoe e cure!

Não existe uma área sequer de desafio pessoal em sua vida, que Deus não possa penetrar e solucionar. Voluntariamente reserve alguns momentos cada dia para praticar esta afirmação: “Abraço isto (cite o problema) com amor. Ponho-o aos cuidados de Deus para que o abençoe e sane!”.

Esteja certo de que não há qualquer problema que esteja fora ou além dos cuidados de Deus. É impossível haver qualquer obstáculo que o divino amor não harmonize. Ele está atento para ajudá-lo, quando V. se abre e o aceita e solicite.

Às vezes a resposta parece tardar: é quando nossa oração guarda alguma resistência, mágoa ou tristeza. Tome consciência e livre-se disto. Deus o ama. Tenha fé e confie. Quando a sua consciência se funde ao infinito amor de Deus, produz-se uma poderosa combinação que realiza milagres. Afirme esta ideia a V. mesmo: “Abraço este desafio (cite o caso) com amor! Entrego-o aos cuidados de Deus, para que o sane e abençoe!”. Saiba: maravilhas acontecem!

Uma jovem advogada estava com sério problema. Pela primeira vez, nem mesmo o aluguel pôde pagar no vencimento. Pediu ao proprietário esperar uma semana. Não tinha a menor ideia de como conseguir o dinheiro. Começou a fazer esta prática espiritual. Repentinamente pareceu-lhe estar vendo a imagem de uma criança a chorar. Ao redor dela pessoas compadecidas procuravam ajudá-la. Esta visão a emocionou a tal ponto que, baixando a cabeça sobre a mesa, começou a chorar. Então o telefone tocou: era alguém de fora da cidade que precisava de sua assistência jurídica para a realização de um negócio. Prontificava-se a pagar-lhe um adiantamento. Esse foi apenas o começo do milagre, Desde então suas atividades têm sido ricamente abençoadas!

Que foi que atuou por trás desses acontecimentos? Foi a força do amor, a ideia de abraçar a situação com o amor, em todos os seus detalhes, pondo-a aos inteiros cuidados de Deus. Ela entregou o problema e aceitou a perfeita maneira de Deus agir, através de sua mente e coração. Aquela visão abriu-lhe o íntimo: tornou-se como uma criança e atraiu o fluxo da ajuda abundante, com facilidade e rapidez.

O grande amor de Deus encontra sempre um meio eficaz para expressar-se e abençoar. Em verdade o amor é a mais poderosa força de comunicação que se pode pôr em ação, quando delineado por uma afirmação de fé de que Deus é a Fonte de tudo que é bom!

Outro estudante relatou recentemente que foi picado por um inseto na mão e começou a sentir uma dor intensa, que se irradiou para o braço todo. Nenhuma medida parecia resolver, e ele ficou apavorado. Voltou-se, então, a Deus e abraçou o impasse com amor, confiando na resposta, que lhe veio com a sugestão: “Obrigado, Pai”.  Repetiu isso várias vezes mentalmente, depois em voz alta e finalmente começou a improvisar, cantando “Obrigado, Pai”. Sentiu-se elevado pela força do amor e da gratidão. Quando se lembrou da dor, já havia passado completamente!  E completou: “Agora afirmo constantemente: ‘Obrigado, Pai!’, para expressar o meu amor a Seu Amor;para exprimir minha fé em seu poder sanador”.

Abrace agora mesmo o seu desafio, com amor, querido amigo. Una o seu amor ao dEle. Deixe-O remover a sua dor, perturbação ou problema. Deponha isso aos seus cuidados amorosos e sábios. Esteja seguro de que Ele o ama e solicitamente vem a seu encontro, quando V. encara de frente e com amor a questão e e Lha entrega. Diga: “Abraço tudo isto e a mim mesmo com amor. Libero-me no Todo-envolvente amor e compaixão de Deus!”. Ao mesmo tempo vá se relaxando fisicamente. Sinta-se envolvido por uma suave luz emanada do amor e da paz de Deus e que o vão penetrando e abençoando, do alto da cabeça à planta dos pés, serenando-lhe a mente e as emoções.

Deixe-se penetrar por essa Luz envolvente e gentil. Permita que ela provoque o despertar de sua consciência, numa crescente expressão e desabrochar de seu Eu espiritual. Enquanto você vai fazendo esta relaxidão, e entrega, vá repetindo: “Agora estou abraçado ao amor de Deus”. Procure tomar consciência, mais e mais, do amor sanador do Pai, exprimindo-se  como cura e solução em sua vida.

Nunca deixe de reservar algum tempo, cada dia, para esta prática espiritual. Ela lhe vai dando consciência de sua unidade com Deus; vai confirmando o amor que Ele lhe tem, conforme mostrou Jesus através destas palavras: “Assim como o Pai me amor, também eu vos amei. Permanecei em meu amor. Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, assim  como eu vos amei” (João 15: 9-12).

Sim, caro amigo, abrace tudo com amor e depois entregue o seu problema ao perfeito amor do Pai, para que Ele o sane e abençoe. V. verá os milagres chegarem e saberá que V. foi criado para ser um Filho de Deus sadio, próspero, sábio, livre e cheio de paz!

*

 

O Plano Mais Elevado Na Demonstração

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Quer sejamos novos na Ciência Cristã, quer sejamos “veteranos”, é natural estarmos desejosos de demonstrar seus ensinamentos de modo mais eficaz. Para isso, precisamos elevar-nos a um plano mais alto.

Nossa demonstração se eleva na proporção em que aumentam nossa compreensão e espiritualidade. A Sra. Eddy escreve: “O caminho é a Ciência divina absoluta: andem nele; mas lembrem-se de que a Ciência é demonstrada em graus e nossa demonstração se eleva apenas na proporção em que nos elevamos na escala do ser”.

Que é a demonstração? Esse termo deriva de uma palavra latina que significa “mostrar”. A demonstração implica mostrar algo. Como, na Ciência divina, Deus e Sua ideia é tudo o que de fato existe, a demonstração é, em essência, uma mostra de Deus, ou o bem. É o aparecimento do ser real. É a exposição, ou descoberta, para o sentido humano, do que é verídico e divino. Por outro lado, o pecado, a doença e a mortalidade expressam a crença de que a mente carnal possa demonstrar-se, ou manifestar-se. Cada vez que ocorre a cura espiritual, tal alegação é refutada.

A demonstração na Ciência Cristã não origina uma nova situação, mas revela o que já está presente. Demonstrar é remover o véu que obscurece a realidade espiritual presente. É trazer à luz o que sempre existiu e sempre existirá.

O que é que faz a demonstração? A consciência espiritual, os praticistas da Ciência Cristã, a oração realizam a demonstração. Há várias respostas, mas quando nos situamos no plano mais elevado, reconhecemos que Deus é Tudo-em-tudo e faz tudo. Ele é o único agente, o único executante. Ele é o único Criador do universo espiritual e do homem. E Deus, como a Fonte única de todo ser, o iniciador de todo movimento, ação e evento reais é, num sentido profundo, o único demonstrador.

Admitir isso, praticar essa verdade da melhor maneira possível, significa elevar-nos a maiores altitudes na escala do ser. É elevar-nos ao mais alto plano possível. Em consequência, a noção de que sejamos demonstradores humanos desaparece.

Quando, partindo de uma base espiritual sólida, admitimos, com sinceridade, que Deus é o único agente, aquilo que aparece como sendo nossa demonstração de cura fica mais nítido. Nossas demonstrações ficam menos confusas e não se atrasam devido a uma visão mortal das coisas. Requerem menos labuta e são mais naturais e espontâneas. A origem e a espinha dorsal da demonstração são divinas e não humanas.

Demonstração requer que demos absolutamente tudo a Deus. É uma oportunidade especial de afirmar que tudo que é real começa com Deus, e não com o homem, nem mesmo com o homem real feito à semelhança de Deus. Isso é fato: nem mesmo o homem real origina algo. Considerando-se que demonstração é Deus expressando-se a Si mesmo e expressando Sua própria natureza, então até o homem é um aspecto da demonstração.

Nossa prova da verdade na Ciência Cristã melhora de modo considerável, quando aceitamos a ideia de que não há um mortal que comprove a verdade. A Verdade eterna, Deus, comprova-se a Si mesma. A Sra. Eddy salienta esse fato: “O melhor sanador é aquele que menos se impõe e, assim, se torna uma transparência para a Mente divina, a qual é o único médico: a Mente divina é o sanador científico.”

Outra vez, perguntamos: O que é que realiza a demonstração? Não é o corpo físico ou a mentalidade humana. A demonstração é sempre a Verdade e o Amor curativos se manifestando. Conquanto seja muito natural ser grato aos praticistas da Ciência Cristã que nos ajudam pela oração, saibamos que não é a pessoa propriamente dita que realiza a demonstração.

O profeta galileu, Cristo Jesus, sabia que não era ele quem dava origem a suas obras. Seu Pai-Mãe Deus é que, pelo Cristo, tornava as realidades do ser mais claras para a visão humana. “O Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai”, declarou Jesus. Longe de elevar o ego humano, Jesus baseou sua missão de cura na subordinação do senso humano das coisas, trazendo à luz a identidade espiritual. O Mestre exercia domínio sobre o sentido material.

Ao lavar os pés dos discípulos, não estaria Jesus renunciando à importância própria? Ele sabia que o orgulho mortal nunca apresenta nada de verdadeiro e real. O amor desinteressado e impelido pelo Amor é que realiza o trabalho de cura, e não a importância mundana e o amor egocêntrico. Por sua própria natureza, a cura espiritual é altruísta. Seu propósito é provar o que Deus é e o que Ele faz e, assim, abençoar aos outros. Não se destina a realizar algum propósito egoístico.

Se pensássemos que somos menos demonstradores humanos, será que sempre acertaríamos, que sempre obteríamos bons resultados? Não. “O demonstrador humano desta Ciência pode se enganar”, a Sra. Eddy diz, “mas a Ciência continua sendo a lei de Deus, infalível, eterna. A Vida, a Verdade e o Amor divino é o Princípio básico de toda Ciência, resolve o problema do ser; e nada que faça o mal pode entrar na solução dos problemas de Deus.”

Dessa declaração podemos depreender que é melhor não nos considerarmos demonstradores pessoais, pois ficaríamos permanecendo nos níveis espirituais mais baixos. Quando lemos que “A Vida, a Verdade e o Amor divino é o Princípio básico de toda Ciência,” podemos aceitar com gratidão o fato de que é a Ciência eterna, e não a pessoa do Cientista Cristão, que gera a demonstração.

É a única Mente, o Princípio, expressando-se através do Cristo, e não a mente humana, o que impele a cura. No Prefácio do livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde, a Sra. Eddy menciona que há vários livros sobre cura mental, a maioria incorretos na teoria, e explica: “Consideram a mente humana um agente curativo, ao passo que essa mente não é um fator no Princípio da Ciência Cristã.”

A responsabilidade pessoal pela cura, se não for aliviada, causa tensão. Tentar fazer a mente humana efetuar uma cura espiritual seria árduo e condenado ao fracasso. Há um caminho mais elevado, o caminho da Ciência. Aprendemos que é privilégio nosso deixar de utilizar pessoalmente a Verdade e passar tudo às mãos daquele que tudo faz: Deus.

Agora, ceder a Deus como a fonte da cura não é uma questão de ficar inativo, pensando: “Graças a Deus, não tenho de fazer nada.” Dar tudo a Deus não é uma atitude passiva. Não significa tomar atitude neutra ou apática. É uma responsabilidade ativa, uma exigência de reconhecer constantemente que “a Mente divina é o sanador científico”. Nossa ocupação é aguçar o sentido espiritual, a fim de discernirmos cura e demonstração.

A demonstração e a cura requerem afeto e integridade humanos, mas mais se faz necessário: integridade espiritual. A demonstração requer que usemos a integridade que refletimos como imagem de Deus. Tal integridade não nos deixa pensar que a demonstração seja uma ferramenta engenhosa para satisfazer desejos humanos. A demonstração não é um meio de realizar uma lista de aspirações. A demonstração expressa a vontade de Deus e não a nossa. Refere-se a meios e fins espirituais, ainda que se evidencie na cena humana. É o Amor divino em operação, tornando o propósito de Deus, Seu universo e o homem real, visíveis ao sentido humano, por meio do Cristo. É a manifestação da Realidade divina.

Saber com clareza o que a demonstração não é, firma nossa assimilação do que ela é. Não sendo uma atividade humana, não é um ímpeto de esperteza humana. É uma mostra sagrada da inteligência e do amor divinos. Compreendendo isso, trabalhamos e oramos na Ciência Cristã com mais discernimento e mais paciência e somos elevados a um plano mais alto.

A mudança de crença na mente humana e a evidência externa dessa mudança não é demonstração. Não é indício do Amor divino. Não é mostra do ser real. A cura não é mera mudança de crença, como por exemplo, deixar de crer que somos pobres e passar a crer que estamos bem de vida, ainda que tal pensamento pareça muito agradável! Não, demonstração é a crença e a mentalidade materiais cedendo à consciência espiritual. E quando isso ocorre, o resultado pode incluir deixar de viver na penúria e usufruir do bem mais abundante.

Falando claramente, a demonstração não é o resultado de acrobacia ou manipulação mental. Resulta da ação do Cristo a inundar o pensamento humano, lavando-nos das crenças mortais. Se a solução de um problema não está se dando como deveria, a pessoa deve verificar qual é sua noção do que é que faz os ajustes e o trabalho de cura. Será que o trabalho de cura é humilde, espiritual e impessoal o bastante? É suficientemente científico?

Quando estudamos e praticamos a Ciência Cristã, aprendemos a aplicá-la cada vez melhor. Se segurarmos um martelo pela cabeça e não pelo cabo e aí tentarmos martelar um prego, teremos dificuldades. O prego mal se moverá. Aprendemos a não culpar o martelo, mas a usá-lo melhor.

A demonstração na Ciência Cristã nunca ocasiona algo que não existia: apenas o traz à luz.

(Extraído de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – Agosto 1994)

“O Altíssimo É O Seu Defensor”

defensor

A gripe A continua preocupando as pessoas à nossa volta. Mas aquele que mantém a sua mente em oração expulsa o medo. Você tem a oportunidade para procurar tranquilizar a você mesmo e as pessoas com quem tiver contato e que comentarem com você sobre seu medo e talvez até sintomas. Precisamos orar e trabalhar a corrente do bem e da saúde. É preciso ter certeza no que sabemos sobre Deus, sobre a Vida perfeita, e de como suas leis espirituais atuam no humano por meio do Cristo sanador. Desta maneira estaremos contribuindo de maneira ativa para diminuir a influência errônea que enfraquece o ser humano tornando-o vulnerável ao contágio e ao sofrimento. Estaremos contribuindo ativamente para sentir a “Glória de Deus nas maiores alturas do céu! E paz na terra para as pessoas a quem ele quer bem!” (Lucas 2:14.)

“A Mente [divina] exerce autoridade sobre os sentidos corpóreos e pode vencer a doença, o pecado e a morte. Exerce tu essa autoridade conferida por Deus. Toma posse de teu corpo e governa-lhe a sensação e a ação. Eleva-te na força do Espírito para resistir a tudo o que é dessemelhante do bem. Deus fez o homem capaz disso, e nada pode invalidar a faculdade e o poder divinamente outorgados ao homem” CeS p. 393.

Reconhecer que cada um de nós tem autoridade divina para exercer autoridade sobre os sentidos corpóreos nos liberta das imposições mentais sugeridas pela mídia e dos próprios sintomas quando vemos ou ouvimos sua manifestação à nossa volta. Nesta hora eu procuro pensar que estou respirando, me movendo, e tendo todas as minhas atividades na atmosfera do Amor divino.

Deus nos dotou a cada um de nós com a capacidade consciente para manifestar o poder divino de Deus, da Vida oniativa, em todas as nossas atividades do dia. O segredo é buscar, logo cedo pela manhã, uma comunhão com a Vida onipotente, Deus. Desta forma compreendemos que somos a consciente emanação da Vida perfeita e completa, livre de ser contaminada ou contagiada por alguma crença material. A partir desta base podemos ajudar ao nosso próximo a eliminar o seu medo e invertê-lo por uma compreensão de que o que realmente contagia é a harmonia do bem! Estar de bem com a Vida. Estar feliz.

A crença de gripe A fica circulando na mídia, engordando as estatísticas diárias. As diferentes aflições que angustiam o povo há dias em que os números são mais altos e noutros cai um pouco. As três fatalidades constatadas no pais, as autoridades do setor de saúde, esclarecem que já apresentavam algum tipo de problema orgânico ou fraqueza imunológica, e o organismo fraco não tinha defesas para enfrentar e vencer mais este ataque. A mensagem está clara: Não tenham medo.

Jesus Cristo quando confrontado com problema de saúde disse: “Não tenha medo; tenha fé.” (Lucas 8:50.) Jesus curava os enfermos de todo o tipo de aflição conhecida naquela época.

Mil anos antes de Jesus, já o salmista nos assegurava que podemos confiar em Deus como nosso protetor que deseja o melhor para cada uma de suas manifestações humanas. Vejam como o Salmo 91, conhecido como “O Salmo da Proteção”, nos traz esta certeza de modo que a podemos compreender, aceitar e sentir o seu efeito em nossa mente e em nosso corpo:

A pessoa que procura segurança no Deus Altíssimo e se abriga na sombra protetora do Todo-Poderoso pode dizer a ele: “Ó Senhor Deus, tu és o meu defensor e o meu protetor. Tu és o meu Deus; eu confio em ti.” Deus livrará você de perigos escondidos e de doenças mortais. Ele o cobrirá com as suas asas, e debaixo delas você estará seguro. A fidelidade de Deus o protegerá como um escudo. Você não terá medo dos perigos da noite nem de assaltos durante o dia. Não terá medo da peste que se espalha na escuridão nem dos males que matam ao meio dia. Ainda que mil pessoas sejam mortas ao seu lado, e dez mil, ao seu redor, você não sofrerá nada. Você olhará e verá como os maus são castigados. Você fez do Senhor Deus o seu protetor e, do Altíssimo, o seu defensor; por isso, nenhum desastre lhe acontecerá, e a violência não chegará perto da sua casa. …

Deus diz: “Eu salvarei aqueles que me amam e protegerei os que reconhecem que sou Deus, o Senhor. Quando eles me chamarem, eu responderei e estarei com eles nas horas de aflição. Eu os livrarei e farei com que sejam respeitados. Como recompensa , eu lhes darei vida longa e mostrarei que sou o seu Salvador” (Salmo 91).

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“O Pai, Em Você, Faz As Obras!”

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Quando alguém se queixa de alguma dor ou de qualquer desconforto físico, se desconhecer a Metafísica achará estranho ouvir que “corpo físico nada sente”, por ser aparentemente “matéria”. A suposta dor é sentida unicamente pela “mente carnal”, e nunca pelo corpo.

A chamada “cura espiritual” é um processo que desconsidera o corpo físico. A Metafísica ensina que a REALIDADE PERMANENTE é invisível aos sentidos humanos, e que JÁ É PERFEITA SEMPRE! Isto quer dizer o seguinte: se alguém disser que sente dor na coluna, em seu CORPO REAL esta dor jamais existe! E como ela é sentida? Ela só pode ser sentida pela “mente carnal”; assim, nunca o CORPO REAL ou o CORPO FÍSICO padecem de quaisquer sintomas. O CORPO REAL é Deus Se evidenciando como Corpo! É perfeito sempre! O “corpo físico”, por ser “matéria”, também não tem sensação nenhuma. Jamais se viu um cadáver sentir dor! Por quê? Por estar destituído da “mente”. Toda suposta “sensação física”, de fato, é puramente mental, razão pela qual a Metafísica lida com as questões descartando sempre a “existência material”.

“De mim mesmo nada faço; o Pai em mim faz as obras”, explicava Jesus. Dava as diretrizes da “cura espiritual”, quando meditamos e reconhecemos a nós mesmos, não como seres carnais, mas como Filhos de Deus, em unidade com Deus; assim,  damos o testemunho da Oniação divina sendo o Cristo que somos. Como a Oniação é atividade permanente do Pai em nós, podemos entender que, permanentemente, “o Pai em Mim faz as obras”, como disse Jesus.

Neste reconhecimento, incluímos a percepção de que “a Mente do Pai é a mesma do Filho”, que Se expressa individualizada, recebendo a denominação “Mente de Cristo”.

Decorrente desta nossa adesão ao Foco Absoluto, a atenção antes dada às “aparências” é delas removida. Toda atenção passa a ser dada à “AÇÃO DO PAI EM MIM”. Desse modo, fazemos com que unicamente a atividade perfeita seja testemunhada como presente em nosso ser real. Esta “permanência em Mim” exclui a chamada “mente carnal”, enquanto a atividade divina é vista como “o Pai em Mim fazendo as obras”. A “percepção” desta Oniação como onipresente, aos olhos do mundo, é traduzida como “cura física”. O que houve, de fato, foi a nossa consciente “soltura” da ilusória mente carnal, mediante nossa plena identificação com a Mente de Cristo, a real mente que temos, e que desconhece “matéria” e todos os seus ilusórios “males”.

A “Mente de Cristo” reconhece unicamente a Verdade de que DEUS É TUDO! Ela é a própria Mente de Deus sendo a nossa!

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A Prática Da Cura Pela Mente

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Não há coisa alguma que proporcione a um Cientista Cristão maior alegria e satisfação do que confirmar, na sua própria experiência ou na de outrem, a verdade contida na declaração de Mary Baker Eddy: “O poder sanador da Ciência Cristã é positivo, e sua aplicação é direta. Não pode falhar em curar todo caso de doença, quando empregado por alguém que compreende esta Ciência o suficiente para demonstrar suas mais elevadas possibilidades”.

Essas palavras e outras equivalentes, nas obras da Sra. Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, mostram que aqueles que fazem o esforço de compreender a Ciência do Cristianismo e percebem a natureza inteiramente espiritual de Deus e do homem, podem se apropriar do poder sanador da verdade do ser e comprovar sua aplicação às necessidades humanas.

Por exemplo: Um estudante de Ciência Cristã descobriu que sofria do que parecia ser um deslocamento de uma vértebra da espinha. A atividade física ficou-lhe tão reduzida que às vezes parecia estar acometido de paralisia parcial. Havia dias em que era difícil sentar-se ou deitar-se ou cumprir os deveres diários essenciais sem sentir dores atrozes. Os maus presságios que vinham como sugestões e anunciavam doenças extremamente ruins, o assediavam muitas vezes, querendo dominar sua faculdade de pensar, com argumentos de invalidez.

Como Cientista Cristão dedicado, consagrou-se a lidar com essas sugestões pela oração. Concedeu-se um tratamento tal como está indicado no livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras de autoria da Sra. Eddy. Negou a realidade desse estado, classificando-o como uma crença obstrutora e rejeitou os argumentos falsos que o queriam induzir a que os aceitasse como se fossem reais e capazes de causar-lhe sofrimento. Reconheceu com gratidão que Deus está sempre presente com Seu Amor sanador e reivindicou sua própria perfeição como filho de Deus. Dentro de pouco tempo recuperou-se completamente. Pois bem, que poder foi esse, no seu modo espiritual de raciocinar, que o tornou tão potente na destruição do erro?

No trabalho de cura, o Cientista Cristão compreende que tratar de uma falsa crença significa lidar com ela, e assim destruí-la. Significa utilizar a compreensão espiritual adquirida no estudo da Ciência Cristã a fim de eliminar do pensamento as falsidades da mente mortal e encher o pensamento com a verdade imortal. Essa atividade espiritual e mental eleva o nosso pensamento até a eterna verdade de que o homem, o reflexo do Espírito, é inteiramente semelhante a Deus, nunca sujeito às pretensões falsas e ilusórias de uma mente má separada de Deus, a qual exerce poderes imaginários sob a forma de pecado ou doença. Falando de um modo geral, isso é o que constitui um tratamento na Ciência da cura pela Mente.

O livro Ciência e Saúde estabelece uma regra para esse tratamento, a qual é cientificamente exata e eficaz para ser aplicada à vida diária. O Cientista Cristão inicia seu trabalho de cura a partir do Princípio, isto é, começa por afirmar a verdade acerca da lei de Deus, a da criação de Deus como sendo espiritualmente perfeita.

No livro-texto encontramos esta orientação específica: “O ponto de partida da Ciência divina é que Deus, o Espírito, é Tudo-em-tudo, e que não há outro poder ou outra Mente – que Deus é Amor, e por isso, Ele é Princípio divino.” Todo tratamento começa, portanto, com o Princípio, a lei da Mente divina, a estabelecer confiança na onipotência de Deus e na supremacia do bem. O tratamento põe claramente em destaque que é impossível existir qualquer outro poder ou inteligência que possa perturbar ou invadir a inquebrantável harmonia e a ordem eterna do ser do homem.

Logo depois de termos considerado Deus, não no sentido de tempo, mas na ordem do ser científico, encontramos o tema do homem; portanto, nosso raciocínio a respeito do homem tem que ser específico. Não podemos pensar no homem de uma maneira vaga ou indefinida, porque o homem é tão definido e eterno quanto Deus. Em perfeita concordância científica com o primeiro capítulo do Gênesis, a Ciência divina define o homem como a imagem espiritual ou o reflexo de Deus. Com o discernimento do relacionamento eterno entre o homem e Deus, vemos que o conceito do homem como espiritual e sempre perfeito em Deus tem de ser a base de nosso tratamento. É preciso que se compreenda esse fato fundamental na Ciência Cristã. Essa é uma verdade subjacente à prática da cura bem sucedida.

Toda prática correta nesta Ciência tem de estar baseada nos fatos do Espírito, porque a cura na Ciência Cristã é a cura divina. A prática mental, portanto, tem de ser mais do que mental, tem de ser espiritualmente mental. Tem de ser uma afirmação científica e cristã da perfeição de Deus e do homem – uma perfeição que se evidenciou em Cristo Jesus e foi por ele demonstrada – fato esse que a Sra. Eddy elucida na sua explicação do Princípio da regra da Ciência Cristã.

O tratamento correto prova que a lei divina da cura metafísica exige uma clara percepção do relacionamento espiritual existente entre Deus e o homem. Lá onde a consciência humana obscurecida vê desarmonia, o praticista tem que ver a perfeição de Deus, e discernir o homem, a expressão de Deus, mantido em perfeição pela lei divina. Dessa maneira, faz com que a inteligência divinamente iluminada incida sobre quaisquer falsidades de crença que pareçam estar presentes.

Além de saber e de declarar aquilo que é verdadeiro sobre Deus e o homem, é importante conseguir uma visão científica daquilo que parece ser verdadeiro na experiência humana, mas não é. Assim como entendemos o poder da Verdade, também precisamos entender que o mal e a doença são destituídos de poder. A coisa mais importante que precisamos saber acerca do mal é que ele existe apenas na crença falsa, que é apenas o suposto poder da mente mortal em ação. A Sra. Eddy deu o nome de magnetismo animal à atividade oculta ou à atividade visível do erro em todas as suas formas. O Cristo é a atividade legítima da Verdade na consciência humana; por isso o magnetismo animal tem de ser o contrário, ou seja, a assim chamada atividade do erro na crença humana.

O praticista da Ciência Cristã esforça-se por despertar a outros do sonho do magnetismo animal, e por manter-se espiritualmente desperto. A cura mencionada no começo deste artigo exigiu a compreensão de que o bem é a verdadeira natureza de Deus. Fez com que o pensamento repelisse energicamente a crença no mal e ao mesmo tempo livrou o corpo dos efeitos da crença de haver algum mal em atividade.

Nos livros da Sra. Eddy acham-se muitas normas para tratamentos, as quais mostram o método prático de derrubar a mentira material pela aplicação do fato espiritual. Um desses trechos específicos diz: “A moléstia é sempre provocada por um falso conceito mentalmente cultivado, não destruído. A moléstia é uma imagem exteriorizada do pensamento.”

Um conceito metafísico e uma análise da doença tão exatos como esses fornecem elementos para que o praticista veja que a crença numa mentira ou um sentido falseado das coisas é tudo quanto propriamente tem de ser curado. A prática reside na percepção de que a doença é uma suposição da crença humana, e que essa suposição é o reverso da realidade – em outras palavras, a mentira sobre alguma coisa.

Lidar com uma mentira específica consiste em saber a verdade específica sobre tal mentira. O tratamento ocupa-se com a crença específica à qual alguém se apega ignorante ou voluntariamente, e substitui a crença na dor, ou no pecado, pelos fatos inerentes a um Deus perfeito e um homem perfeito. A idéia espiritual na consciência humana possui o poder, a lei e a regra para efetuar a substituição. Essa compreensão espiritual é o Cristo, o poder de ver o homem tal como este é em realidade.

Um tratamento requer um sistema de pensar claro, conciso, uma compenetração vívida dos fatos espirituais e uma compreensão da nulidade do mal que seja decisiva e tenha autoridade. O praticista tem de ter confiança naquilo que sabe ser espiritualmente verdadeiro acerca de Deus e do homem, e ser específico. Precisa possuir uma compreensão positiva da realidade. Para ele a verdade é definitiva, decisiva—a força dinâmica da salvação. Não encontra serventia em frases estereotipadas, em fórmulas, ou na simples repetição de citações.

As palavras de um tratamento na Ciência Cristã só podem exercer poder se forem compreendidas espiritual e praticamente. As palavras de nosso tratamento só têm poder se vivermos e pensarmos em concordância com o Cristo. Sem uma genuína similitude ao Cristo, o mero conhecimento da letra da Ciência divina é vão.

A percepção na cura dos doentes significa um profundo pendor para as coisas do Espírito e a ausência de um modo de pensar superficial. Viver as qualidades inerentes ao Cristo é fundamental na prática da cura pela Mente. Pautarmos nossa vida pelo cristianismo mais elevado é indispensável para adquirirmos poder espiritual no curar.

No capítulo intitulado A Prática da Ciência Cristã, do livro Ciência e Saúde, há muitas referências às qualidades cristãs essenciais para a prática da cura espiritual genuína. Elas dão destaque à necessidade de se ter compaixão, afabilidade, gentileza, meiguice, pureza e desprendimento.

O sanador faria bem em examinar seus pensamentos a fim de aquilatar o grau de sua similitude com o Cristo. O Cristo que vivemos é o mesmo Cristo que Jesus viveu e comprovou ter o poder de curar. Nas palavras de Paulo, é o crescer no “conhecimento do Filho de Deus”, até “à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo”, que nos dá autoridade no ministério da cura. O estudante imbuído do Cristo pode praticar, com confiança, a cura pela Ciência Cristã.

O mundo necessita daqueles que querem praticar a verdade pura e sanadora do cristianismo restabelecido pela Ciência Cristã. De fato, todo estudante sincero desta Ciência da cura pela Mente põe esta Ciência em prática em tudo quanto faz. E o conhecimento espiritual de cada um aborda o problema da salvação universal, pois que a visão da realidade espiritual não tem limites no alcance de sua influência sanadora.

 

F I M

 

Roteiro De Cura Através Da Oração Do Pai Nosso

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Você acredita estar doente? Sem forças para nada? Acredita estar passando por dificuldades? Vinha dependendo somente de tratamentos materiais? Contando apenas com a limitada ajuda do mundo? Este roteiro lhe abrirá novos rumos, dando-lhe informações sobre como extrair saúde e recursos infinitos de seu próprio interior.

Estas recomendações poderão ser seguidas por qualquer pessoa interessada. Aquelas que se dedicarem, verão em pouco tempo as melhorias desejadas, tanto quanto à saúde como ao suprimento em geral. São instruções simples e eficazes,  baseadas na revelação de que DEUS É TUDO COMO TUDO, o que nos leva a reconhecer nossa real identidade como FILHOS ESPIRITUAIS EM UNIDADE COM ESSE DEUS, SERES À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA.

O roteiro utilizará a ORAÇÃO DO PAI-NOSSO, em passos que, seguidos com confiança e dedicação, farão com que a pessoa se desligue de seus problemas visíveis, ao menos durante a prática, o que a fará receptiva à LEI DIVINA DE HARMONIA,  ou à ação de Deus em sua vida. Aqueles que estiverem se tratando com meios materiais, objetivando saúde, não terão de abandoná-los. Nossa sugestão é a de que esta “terapia divina” seja associada aos tratamentos convencionais, já que um campo não interfere com o outro, e ambos buscam um resultado comum: a cura.

PRIMEIRA SEMANA:
“PAI-NOSSO.”

O início já oração já mostrará seu efeito benéfico, ao ser entendido seu conteúdo espiritual.  Antes de passar à segunda semana do roteiro, a pessoa deve trabalhar unicamente com esta expressão: “PAI-NOSSO.”  E, é claro, com seu sentido espiritual pleno.

Repita umas quatro ou cinco vezes : PAI-NOSSO, PAI NOSSO,…PAI-NOSSO. Entenda, enquanto isso, que DEUS É SEU PAI ETERNO. Entenda que cabe ao Pai  cuidar bem do Filho, que, no caso, é reconhecidamente VOCÊ. Compreenda que, apesar de invisível para a mente humana, DEUS ESTÁ CUIDANDO COMPLETAMENTE DE VOCÊ, DA CABEÇA AOS PÉS, DE TODAS AS SUAS ATIVIDADES E NEGÓCIOS. Reconheça que a PRESENÇA DE DEUS é a Inteligência Infinita que age em todo o seu corpo, mantendo-o perfeito. Relembre, a todo instante, a expressão “PAI-NOSSO”, e que você, assim como Jesus,  pode também dizer: “MEU PAI”. Sinta o Amor Paternal Divino atuando em VOCÊ.

Ocupe-se com esta PRIMEIRA-PARTE durante uma semana, reconhecendo a validade destes princípios em períodos de Oração Silenciosa repetidos, duas ou três vezes ao dia, cerca de 10 minutos cada um. No restante do dia, esqueça o assunto e viva normalmente, até a chegada do período seguinte. As próprias Leis Espirituais darão continuidade ao “tratamento” nos intervalos entre os três períodos diários de oração. Após uma semana, você deverá seguir com a SEGUNDA PARTE do roteiro.


SEGUNDA SEMANA

Você colocou em prática a PRIMEIRA PARTE, durante uma semana? Percebeu que “PAI-NOSSO” é a expressão chave que lhe tira dos ombros toda a responsabilidade por sua saúde física ou financeira? Que é papel do Pai celestial cuidar de VOCÊ, seu Filho espiritual amado? Você parou,  três vezes por dia, para SENTIR a Presença desse Pai cuidando de VOCÊ? Apesar de esta ação de Deus ser invisível aos olhos humanos? Reconheceu que Deus é a Inteligência Infinita, e que VOCÊ é saudável justamente por poder contar com esta Inteligência trabalhando imutável e incessantemente por VOCÊ? Se assim se dedicou a este Roteiro, por certo já está percebendo que a repetição de “PAI-NOSSO”, feita com ENTENDIMENTO, está lhe trazendo resultados benéficos ou favoráveis. Passemos à SEGUNDA PARTE:

Após repetir “PAI-NOSSO”, pronuncie “QUE ESTAIS NOS CÉUS”… e pare. Faça uma pausa para perceber que “CÉUS” é exatamente o lugar em que VOCÊ ESTÁ AGORA; perceba que nada está mais próximo de VOCÊ do que Deus, que é SEU PAI. Feche os olhos e SINTA a proximidade do Pai. Saiba que Ele está mais próximo do que sua própria respiração. Saiba que ELE É UMA SÓ VIDA COM VOCÊ!

 

Relaxe! Deixe de lado toda tensão ou preocupação com seu corpo ou com suas finanças! REPITA, por duas ou três vezes,  “ESTOU NOS CÉUS… NOS CÉUS… NOS CÉUS”…  Saiba que VOCÊ está exatamente onde DEUS ESTÁ… EM UNIDADE. É desse modo que a glorificação do Pai é sentida pelo Filho. E este Filho Glorificado é VOCÊ! Saiba que “CÉUS” é DENTRO DE VOCÊ. Permaneça em quietude por alguns minutos, e reconheça: O REINO DE DEUS ESTÁ DENTRO DE MIM. Em seguida, deixe que o ESPÍRITO DE DEUS SE ANUNCIE DENTRO DE VOCÊ. Por uma semana, faça isso em três períodos meditativos por dia. E, no intervalo entre estes períodos, ocupe-se naturalmente com as demais atividades, seguindo os impulsos naturais que lhe forem surgindo, mas sem qualquer tipo de receio, dúvida ou preocupação. Após uma semana, passe à TERCEIRA PARTE deste roteiro.

TERCEIRA SEMANA

Este roteiro de benefícios espirituais está baseado na “Prática do Silêncio”, que é contemplativa. As Verdades contidas em cada frase do PAI-NOSSO são consideradas sem que façamos esforços mentais ou mentalizações de natureza humana. As Verdades são simplesmente postas na mente para serem contempladas interiormente, de modo que a Presença de Deus possa ser “sentida” dentro de cada um.

O mais importante, nesta prática silenciosa, é cada pausa feita para que, em quietude plena,  espaços sejam abertos para a ação curativa de Deus poder ser percebida.

Na primeira parte deste Roteiro, trabalhamos com a expressão “PAI-NOSSO”; na segunda parte, com a continuação da oração, ou seja, “QUE ESTAIS NOS CÉUS”. Nesta TERCEIRA PARTE, associaremos as duas fases anteriores em sequência, para que a VERDADE nelas contida seja amplamente percebida como a Bênção curativa e supridora objetivada por este Roteiro.

Repita a frase toda de uma vez: “PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS”; recorde o sentido espiritual de cada parte dela, em sequência. Faça desta lembrança uma atividade muito natural e espontânea, sem forçar a mente. Sinta o PODER DE DEUS, que é Amor Infinito, presente em cada parte de seu corpo e em seus negócios. Lembre-se: DEUS É SEU PAI… ELE CUIDA BEM DE VOCÊ! Portanto, não fique ansioso, temeroso ou preocupado com qualquer aspecto visível que se mostre como doentio, imperfeito ou carente de algo. Trabalhe com a frase “PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS”, tal como vinha já fazendo. Mas, ocupe-se em criar as PAUSAS INTERNAS DE QUIETUDE! Elas são o que de mais importante existe nesta prática. É quando DEUS, DENTRO DE VOCÊ, tem oportunidade de Se revelar como Presença e Poder. Esta TERCEIRA PARTE tem o seguinte objetivo: aproveitar o que as duas semanas anteriores lhe propiciaram, em termos de reconhecimento e  percepção, no sentido de RESSALTAR-LHE a vital importância destas PAUSAS EM SILÊNCIO, para que a Verdade possa atuar em VOCÊ, sem quaisquer influências da mente humana.

Em resumo, repasse as duas etapas anteriores, em períodos meditativos de cerca de 10 minutos, umas três vezes ao dia, CONSCIENTE de neles estar incluindo estas pausas de receptividade para “escuta interna”. Como já dissemos, são elas a parte mais importante de todo este roteiro. Após assim proceder durante uma semana, passe à QUARTA PARTE desta sequência.


QUARTA SEMANA


Esta quarta semana do roteiro é uma adoração ao nosso Pai Celestial, hoje tão esquecido pela humanidade, que cultua a matéria e seus valores como se fossem um deus.

Toda oração, quando entendida, é dirigida a nós mesmos, ou seja, tem por objetivo a criação de espaços mentais internos para percebermos Deus e Sua grandeza, bem como a Sua totalidade, além de percebermos que d’Ele e de Sua obra fazemos parte. Em resumo, a oração correta é um expediente para abandonarmos a crença na matéria e reconhecermos a natureza real do homem e do universo como sendo una, espiritual, perfeita e eterna. A chamada “cura divina” é o resultado natural desse tipo de oração.

Recorde mentalmente as etapas anteriores deste roteiro, isto é, o sentido espiritual de “PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS”. Reconheça sua filiação divina; em seguida, reconheça que VOCÊ está exatamente onde DEUS está. Receptivo, perceba sua UNIDADE com DEUS: permita que ELE Se revele DENTRO DE VOCÊ de forma que sinta uma PAZ INTERIOR. Nesse estado, pense na frase “SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME”.

Concentre-se em Deus! Relembre mentalmente, por alguns minutos, tudo que d’Ele veio e vem recebendo  Reconheça que o Amor Divino sempre esteve ao seu lado. Santifique o nome de Deus! Admita que a obra divina é perfeita! Não aceite como reais as imperfeições vistas pela mente humana! Santifique o nome e a obra de Deus! Não se prenda às partes de seu corpo que aparentam estar doentias, ou aos segmentos de sua vida que pareçam se apresentar carentes ou com problemas. Em vez disso, louve a Deus por tê-lo feito à Sua imagem e semelhança! Ao mesmo tempo, concentre-se nas partes do corpo que já se mostram visivelmente saudáveis, e agradeça a Deus por isto. Reconheça a grandeza de Deus! Termine este Silêncio Contemplativo reconhecendo A SUA GRANDEZA como FILHO AMADO desse DEUS! Dedique-se a esta quarta fase do roteiro durante uma semana, nos três períodos habituais diários. Em seguida, dirija-se à QUINTA PARTE.

QUINTA SEMANA

Nas etapas iniciais, procuramos reconhecer nossa filiação divina e também glorificar a Deus. Ressaltamos a Verdade de que somos UM com Deus e, portanto, de natureza espiritual e perfeita. Praticamos os “minutos de silêncio receptivo”, em que abrimos a mente para as revelações divinas ocorrerem dentro de nosso próprio ser. A próxima etapa será uma das mais importantes, ou seja, ficaremos totalmente abertos e receptivos à manifestação espontânea do REINO DE DEUS em nós.

“VENHA A NÓS O VOSSO REINO.”

Confiante de que Deus lhe está mais próximo do que sua própria respiração, faça o convite proposto nesta etapa: “VENHA A NÓS O VOSSO REINO”. Repita-o mentalmente, por duas ou três vezes, tirando por completo a sua atenção deste mundo material. Faça de sua mente uma espécie de vaso acolhedor da Presença de Deus. O REINO DE DEUS SEMPRE ESTEVE PRESENTE EM VOCÊ! Esta Presença eterna, RECONHECIDA, é a SUA SAÚDE ( ou SUPRIMENTO ). Permaneça no convite feito: “VENHA A MIM O VOSSO REINO”. Conserve-se nele no intervalo de cinco a dez minutos, atento à atuação de Deus DENTRO DE VOCÊ. Sinta a PAZ, a HARMONIA, a QUIETUDE. Sinta a Presença de Deus em todo o seu corpo. Perceba a ORDEM DIVINA manifestada em cada célula, da cabeça aos pés. Crie as pausas de receptividade para a “VINDA DO REINO”. Pratique esta quinta etapa do roteiro por uma semana, duas ou três vezes ao dia. Em seguida, passe à SEXTA PARTE.

 

SEXTA SEMANA

“SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU.”

Esta passagem da oração nos explica que a Vontade de Deus já está manifestada “no céu”, isto é, em nosso interior, em nossa Consciência mais profunda, a Consciência divina em nós. Na linguagem espiritual, consideramos “céu” como sendo a Mente divina, e “terra” sendo a mente humana. NO “CÉU” A PERFEIÇÃO JÁ EXISTE, OU SEJA, A VONTADE DE DEUS JÁ ESTÁ REALIZADA. Quando determinamos que “SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA, COMO NO CÉU”, estamos endossando, na mente humana, a perfeição divina JÁ PRESENTE, mas que parecia estar ausente.

Dotado desta compreensão, repita mentalmente: “SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA, COMO NO CÉU.” Permaneça em quietude, como que percebendo que a Vontade de Deus, que é a PERFEIÇÃO, já existe DENTRO de você. Fique assim durante uns dois ou três minutos. Permita que Deus atue e desfaça as distorções ou limitações aceitas pela mente humana, como se elas fossem um bloco de gelo exposto ao calor do sol. Em seguida, após ter tido a sensação de profunda paz interior, diga a si mesmo: ESTÁ FEITA A VONTADE DE DEUS EM MINHA MENTE, ASSIM NA TERRA, COMO NO CÉU. Faça uma pausa de alguns minutos, aceitando esta Verdade como fato manifestado. Repita este “tratamento” durante uma semana, em três períodos por dia. Em seguida, passe à SÉTIMA PARTE.

 

SÉTIMA SEMANA

Esta sétima etapa leva-nos a parar com as preocupações quanto ao futuro. A oração nos lembra que, para Deus, o tempo não existe, e que é sempre AGORA, o AGORA ETERNO de Suas bênçãos ilimitadas. O Sermão da Montanha, proferido por Cristo, faz-nos a advertência: “Basta a cada dia o seu cuidado”. Que seria este “cuidado”? O reconhecimento absoluto de que somos Filhos espirituais de Deus, supridos por Ele, com todas as legítimas necessidades atendidas. Este Roteiro objetiva nos conduzir a este reconhecimento.


“O PÃO NOSSO, DE CADA DIA, NOS DAI HOJE.”

Feche os olhos para a existência material. Repita a frase “O PÃO NOSSO, DE CADA DIA, NOS DAI HOJE” por duas ou três vezes, lentamente. Entenda que a palavra “PÃO” representa o SUPRIMENTO ESPIRITUAL, a SUBSTÂNCIA DIVINA. “Eu sou o Pão da Vida”, disse Cristo. Analise o sentido da frase. Compreenda que PEDIR HOJE O PÃO DE CADA DIA quer dizer PEDIR QUE A PRESENÇA DE DEUS SEJA SENTIDA HOJE DENTRO DE VOCÊ. Permaneça com o pensamento afastado das chamadas necessidades materiais. Saiba que Deus, sendo ESPÍRITO, já o está suprindo espiritualmente. Saiba, ainda, que “o Pai conhece todas as suas necessidades”.  Fique tranquilo, receptivo, alerta e em silêncio, convicto de que a Presença de Deus, em VOCÊ, é a “Graça que lhe basta”.

O pedido “NOS DAI HOJE” é, na verdade, uma forma de fazer com que a mente humana se curve aos cuidados de Deus. DEUS (EM SEU ÍNTIMO) É A FONTE E A CAUSA ÚNICA DE TUDO. E, Deus está lhe dando esta totalidade exatamente AGORA. Assim, crie outra “pausa meditativa” em sua mente, e OBSERVE A AÇÃO DE DEUS A SUPRIR-LHE DE TUDO QUE HOJE SE LHE FAÇA NECESSÁRIO. Repita esta sétima etapa do Roteiro por uma semana, em três períodos diários. Em seguida, passe à etapa seguinte.

OITAVA SEMANA

Hoje em dia, qualquer um conhece o valor do perdão como ação terapêutica. Mágoas e ressentimentos, acumulados no subconsciente, são verdadeiros “filtros” para a cura interior. Para a mente humana, se não perdoarmos, também não receberemos o perdão de Deus. Cristo, ciente dessa crença coletiva, incluiu no “Pai-Nosso” esta prática.

É claro que Deus, a Perfeição, não vê o que se passa pela mente humana. Em Habacuque, 1:13, encontramos: “Tu és tão puro de olhos que não podes ver o mal…” Deus é Mente pura e amorosa, e Sua atividade se dá no Reino espiritual absoluto. Portanto, a Prática do perdão tem por objetivo desanuviar o nosso subconsciente, quando perdoamos a todos com quem tivemos qualquer tipo de desavença, discussão, etc. E incluímos, nessa prática, o perdão a nós mesmos, por termos guardado ódio, ressentimento, mágoa, por não termos agido como deveríamos. Sem tais sentimentos nocivos, a nossa  “sintonia” com o Pai, que é Amor,  se dá de forma perfeita.

“E PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES.”

Aqueles que vieram praticando com dedicação as etapas anteriores estão, certamente, recebendo a Graça divina em dose infinita. Nesta etapa, a pessoa eliminará possíveis obstáculos interiores ao fluir da Graça, através do perdão incondicional.

Diga a frase da oração, pausadamente: PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES.” Conserve-a em mente sem, contudo, procurar recordar humanamente algum conflito que porventura houvesse ocorrido com alguém ou consigo mesmo. Simplesmente diga a frase: “PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES.” De olhos fechados, sinta a leveza que a frase lhe dá. No caso de vir-lhe à mente ESPONTANEAMENTE alguma pessoa ou situação ligadas à questão do perdão, simplesmente associe esta lembrança com a sincera intenção de encarar o caso como perdoado e encerrado.

Lembre-se: esta prática é interior. Não será preciso procurar alguém para pessoalmente lhe pedir perdão. Entretanto, caso surja esta oportunidade, e  se sinta impulsionado a fazê-lo, faça-o. O importante, nesta etapa, é que estes sentimentos negativos o deixem de uma vez por todas. Dedique-se a esta “prática do perdão” durante uma semana, em dois ou três períodos diários com duração de 03 a 05 minutos. Em seguida, passe à NONA-PARTE deste Roteiro.

 

NONA SEMANA

Estamos na penúltima etapa deste Roteiro. Esperamos que VOCÊ tenha praticado por uma semana cada uma das fases anteriores. Recomendamos que cada semana seja dedicada a apenas uma das etapas, mas com a seguinte exceção: durante as práticas contemplativas, caso alguma outra parte da oração lhe venha espontaneamente à lembrança , é bom levá-la em consideração, pois isso não estaria acontecendo por acaso. Fora disso, cada semana deve ser trabalhada somente com sua etapa correspondente, para que seu significado espiritual pleno possa ser bem assimilado pelo subconsciente.

“NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO.”

Cair ou não cair “em tentação”, em nossa visão, equivale a dizer: acreditar ou não acreditar estar UNO COM DEUS. Se a pessoa acredita ser Filha espiritual de Deus, UMA com Ele, como veio reconhecendo nas etapas anteriores, já terá adquirido a convicção interna de que a percepção da UNIDADE – dela com o Pai—encerra o sentido total desta fase da oração.

Não existe Deus algum olhando outro suposto ser, chamado de humano, para impedi-lo de “cair em tentação”. Deus é Onipresença!Deus é UNO com toda a Sua obra, e esta “obra divina” nos inclui a todos, agora e sempre. Cabe, a cada um, preservar esta sensação da UNIDADE, o que será agora realizado.

Feche os olhos. Diga a frase da oração: “NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO.” Entenda seu sentido espiritual profundo. Analise que ela busca preservar o reconhecimento da UNIDADE COM DEUS, obtido nas etapas anteriores deste Roteiro ou da própria oração. Reforce este reconhecimento agora. Observe, bem em seu íntimo, que AÍ vive Deus, e Ele é a Sua Vida perfeita, exatamente aqui e agora. Não fique enumerando possíveis falhas ou defeitos, com pedidos para que “Deus os elimine de sua vida”.

AQUILO QUE DEUS IRÁ FAZER POR VOCÊ, A PARTIR DE AGORA, ELE JÁ O ESTAVA FAZENDO ANTES, DESDE SEMPRE! É SUA MENTE QUE DEVE MUDAR! É VOCÊ QUE PRECISA ENTRAR EM SINTONIA COM O AMOR DIVINO, PURO E IMACULADO, QUE INCESSANTEMENTE É JORRADO EM SEU PRÓPRIO ÍNTIMO!

Sinta a Presença de Deus; sinta sua Unidade com Ele. Repita esta “conscientização” em três períodos diários de 03 a 05 minutos, durante a semana inteira. Os resultados falarão por si. A seguir, passe à etapa final deste Roteiro, ou seja, à DÉCIMA-PARTE.

DÉCIMA SEMANA

(final)

Estamos na etapa final. Cada semana contemplativa procurou despertar em VOCÊ a Luz verdadeira, a Essência divina, presente em seu íntimo desde o princípio. Você reconheceu, passo a passo, a sua UNIDADE INQUEBRANTÁVEL COM DEUS, Verdade eterna que parecia oculta e distante, mas que, de fato, lhe estava disponível onde menos imaginava: DENTRO DE VOCÊ!

 

Aqueles que fizeram uso correto deste Roteiro, com dedicação e seriedade, devem ter notado o seu valor eterno e absoluto. A rapidez de resultados deve diferir, de pessoa para pessoa, pois depende do grau de dedicação e receptividade de cada uma. Aqueles que sentiram melhorias, mas que não obtiveram a solução integral, deverão repetir esta programação até atingi-la. As resistências do subconsciente acabarão cedendo. Houve casos em que as pessoas, após iniciarem a prática deste Roteiro, observaram que a situação aparentou ter piorado, ou mesmo que houve o surgimento de alguns “sintomas” antes não percebidos. Estas mudanças são um processo natural dentro da terapia metafísica: mostram que o subconsciente está sendo alterado diante do reconhecimento da Verdade Absoluta de que já somos Filhos perfeitos de Deus, governados por Deus e por Ele mantidos em plena saúde, prosperidade e felicidade. Após este período normal de rearranjo interior, os benefícios deverão surgir visivelmente. Passemos, agora, à etapa final.


“MAS LIVRAI-NOS DO MAL, AMÉM.”

Nesta última semana, faça primeiramente uma retrospectiva de toda a oração. Com a mente completamente aberta, reinicie cada frase da oração e, ao mesmo tempo, deixe que o sentido espiritual assimilado nas semanas anteriores lhe aflore e seja revelado. Não faça esforço mental para recordar o sentido espiritual de cada frase. Apenas repita cada uma delas, e aguarde o que elas lhe trarão espontaneamente à lembrança. Considere o início deste Roteiro: diga “PAI-NOSSO”, várias vezes, e AGUARDE! Em seguida, passe à frase seguinte, até chegar à desta semana. E então, diga com toda segurança e convicção: “MAS LIVRAI-NOS DO MAL, AMÉM”.

 

Faça este encerramento com decisão e vontade. Habitue-se a viver com este Roteiro; faça dele sua forma de “oração diária”. Assim, a oração terá PODER, deixando de ser uma simples “prece de repetições”.

F  I  M

 

Curando O Que Não Foi Curado

 

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Vezes sem conta, curas baseadas na confiança em Deus, iluminada pelos ensinamentos da Ciência Cristã, têm sido rápidas e permanentes. Às vezes, porém, um seguidor devoto dos ensinamentos de Cristo Jesus talvez se encontre lutando durante meses para obter a cura de algum problema em particular que não tenha cedido à oração. Surge a pergunta: “Que mais poderá ser feito para provar o poder curativo de Deus?”

A resposta pode estar em aprofundar nossa capacidade de adorar “o Pai em espírito e em verdade”, como Jesus indicou. Isso implica em fazer novas descobertas acerca da natureza incorpórea de Deus como Espírito infinito, e de Sua perfeição como Verdade todo-poderosa. Leva-nos a uma percepção ampliada da espiritualidade atual do homem como exata expressão de Deus — indestrutível, sadio e completo. Expandir dessa maneira nossa compreensão espiritual acerca de Deus e do homem leva-nos ao domínio dado por Deus sobre tudo quanto parece ser material.

Talvez a dificuldade esteja em que continuamos a procurar vida, saúde e felicidade na matéria, em vez de desenvolver a convicção de que o homem é desde já espiritual dentro da totalidade de Deus. Em vez de continuar a nutrir o ponto de vista popular de ser a vida material e limitada, de estar ela sujeita  à doença e à discórdia de toda espécie, e em vez de tentar mudar a coitada da matéria em matéria melhor, permaneçamos firmes e alegremente com a compreensão esclarecida de que a individualidade imortal e perfeita do homem está completamente fora da matéria.

Todos nós podemos adquirir esse ponto de vista mais elevado e científico que inevitavelmente traz a cura. Para isso talvez seja de proveito estudar a Bíblia novamente numa atitude mental atenta. Persista em se conscientizar de que o ser verdadeiro, espiritual, do homem é de fato demonstrável. Jesus compreendia que o homem tem sua origem em Deus. Por isso ele estava certo da espiritualidade presente do homem. Essa compreensão da unidade do homem com Deus e de sua semelhança a Deus era o alicerce de seus notáveis trabalhos de cura. Sua ressurreição mostrou a natureza indestrutível do Homem-Cristo.

Depois da ressurreição do Mestre, alguns dos seus seguidores ainda estavam tão convictos de que a materialidade é a base da vida, que deixaram de captar o significado espiritual das obras de Jesus. Maria, no entanto, a primeira a ver o Mestre depois da ressurreição, discerniu a condição perfeita de homem espiritual, pura e sem jaça, que Jesus estava demonstrando. Falando na fidelidade do ponto de vista espiritual de Maria e na materialidade dos inimigos de Jesus, Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, escreve em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Esse materialismo perdeu de vista o verdadeiro Jesus; mas a fiel Maria o viu, e para ela Jesus  representava mais do que nunca a verdadeira ideia de Vida e de substância”.

 Apreciar mais profundamente as convicções espirituais que sublinham a obra da vida de nosso Mestre ajudar-nos-á a desenvolver convicções semelhantes acerca de nossa própria espiritualidade no presente. Ajudar-nos-á a nos identificarmos com o Cristo, “a verdadeira ideia de Vida e de substância”, que traz cura.

 A convicção que Jesus tinha de sua completa espiritualidade, ficou revelada nos seus ensinamentos, em magníficas obras de  cura que redimiram a humanidade das várias limitações do materialismo. Jesus mostrou desdém pela pretensão de que há poder na matéria, ao silenciar as tempestades, andar em cima das ondas, curar os doentes desenganados e ressuscitar os mortos. Essas ações mostraram o elevado nível espiritual de seu pensamento e sua recusa em se deixar impressionar pelas pretensas leis da matéria.

 Embora não fosse mundano, Jesus transformou o mundo. Sua lealdade a Deus e sua unidade com a Verdade infinita deram-lhe domínio sobre o que o rodeava. Deu prova do poder todo-poderoso de Deus e da substancialidade ilimitada do homem como ideia espiritual que representa exclusivamente a Deus.  Em vez de se desesperar diante de alguma suposta ameaça material à sua vida, Jesus calmamente seguiu avante, confiante no controle de Deus e na espiritualidade do homem, o que o exime de todas as discórdias da existência física.

 Certo dia, na sinagoga, Jesus leu para o povo, o livro de Isaías. Depois de ter lido o trecho que profetizava a vinda do Cristo, profecia que se cumpria na sua própria experiência, começou a repreender a falta de receptividade deles. Então o povo se enfureceu. Agarraram-no, arrastaram-no para fora da sinagoga, levaram-no pela cidade até à beira de um monte onde planejaram lançá-lo penhasco abaixo. O ódio do pensamento material que resistia ao Cristo, a Verdade, era tão grande que momentaneamente Jesus parecia estar sendo presa dos materialistas ao seu redor. A Bíblia conta-nos que “Jesus, passando por entre eles, retirou-se”. É claro que Jesus nem sequer por um instante abandonou sua elevação espiritual de pensamento. Estava continuamente dando testemunho de Deus, insistindo em demonstrar a totalidade e o poder que tem Deus de libertar outros, de livrar a ele mesmo. O poder de sua confiança crística concretizou-se à beira do abismo para o qual o povo o havia levado, e Jesus foi libertado.

 Às vezes uma condição física assustadora e desanimadora procuraria nos levar até à beira de um abismo, isto é, de uma situação material extrema, desde a qual parece que seremos lançados morro abaixo. Todavia, aí mesmo, num suposto precipício de materialidade, também nós podemos passar pelo meio das crenças materiais ao nosso redor. Podemos reconhecer nossa espiritualidade, reivindicar nosso domínio e nossa cura, e seguir nosso caminho — o caminho do Cristo — com alegria.

Há alguns anos sofri de um distúrbio físico grave que me causava grandes dores. Orei com fidelidade, e fui ajudado pelas orações de um consagrado praticista da Ciência Cristã. Mas o problema persistiu por muitos meses. Sua gravidade aumentou a ponto de me ser difícil caminhar ou ficar em pé.

Certa feita, durante essa experiência, fui tentado a procurar conselho médico. Entre meus colaboradores militares havia vários médicos. A tentação era a de pedir a opinião de um desses amigos quanto à natureza da doença. No entanto, me recusei ceder a tal tentação, pois eu era capaz de discernir que seria impossível ao diagnóstico médico dar-me qualquer informação sobre uma ideia de Deus, espiritual e perfeita. E eu estava determinado a não remexer no entulho da materialidade à procura do verdadeiro ser do homem. Estava-me claro que o  único modo certo de achar e comprovar minha condição de homem em Cristo era o de adquirir compreensão melhor a respeito de Deus e desenvolver convicção mais sólida da indestrutível espiritualidade do homem.

 Procurando pela luz divina, fui inspirado a tornar a ler o relato da vida de Jesus e suas curas, sua espiritualidade vital, sua firme obediência a Deus e sua capacidade de vencer todos os obstáculos. Certa noite meu estudo da Bíblia me levou ao Salmo 139, que diz em parte: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? (…) Se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares: ainda lá me haverá de guiar a tua mão e a tua destra me susterá.” De repente, fiquei convencido de que, apesar do que me acontecesse materialmente, eu nunca poderia ficar separado de Deus. Eu era de fato um ideia espiritual de Deus e nunca poderia ser destruído. Discerni que esta convicção espiritual de que a vida está em Deus, abandonando toda fé na assim chamada vida da matéria, era uma lei de restauração para o corpo físico – uma lei de cura. Embora não ocorresse mudança física imediata, eu sabia que estava curado.

 A enfermidade física ainda continuou esporadicamente por mais ou menos dois meses;  mas a consciência, libertada pelo poder de Deus, desenvolvia melhor sentido de identidade, ou corpo. Foi-me muito proveitosa em relação a este caso uma referência que se encontra em Ciência e Saúde: “A consciência constrói um corpo melhor quando vencida a fé na matéria. Se corriges a crença material pela compreensão espiritual, o Espírito formar-te-á de novo. Nunca mais voltarás a ter medo, a não ser de ofender a Deus, e nunca mais acreditarás que o coração ou qualquer parte do corpo possa destruir-te”.

Prossegui com intrepidez e alegria, na convicção de ter sido curado. Não levou muito tempo, todos os sintomas da doença desapareceram, para nunca mais voltar. Desde aquela ocasião até o presente tenho participado normal e vigorosamente de vários esportes — tênis, natação, caminhadas pelas montanhas, corridas — sem a menor dificuldade.

 Dessa cura ficou claro que era preciso descartar-me do medo e da preocupação com aquilo que poderia acontecer a uma individualidade material. Quando o poder da presença contínua de Deus foi trazido à luz, viu-se que a materialidade é irreal. A dificuldade foi dominada pelo poder do Cristo, a Verdade, a transformar a consciência humana.

 Em aditamento à própria cura, senti devoção mais profunda por melhor apreciar e compreender como as curas do Mestre do Cristianismo transformavam a consciência, elevando-a de uma base material para uma espiritual. Jesus discernia que o controle todo-poderoso de Deus alcançava cada faceta da vida, subjugando a matéria. Podia dizer impunemente: “Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei”.

 A identidade espiritual, proveniente de Deus, que Jesus viveu e ensinou, é o Cristo, a ideia divina da espiritualidade perfeita. Esta é a verdadeira natureza de cada um de nós. No entanto,  a influência divina do Cristo parecerá oculta enquanto basearmos nossa vida e nossas expectativas nas limitações da materialidade. A Ação libertadora do Cristo vem à luz na proporção em que raciocinarmos desde o ponto de vista de ser o homem verdadeiramente a expressão da totalidade do Espírito e da bondade, da onipresença e da onipotência da Mente. Que ânimo curativo se desenvolve quando raciocinamos com certeza que Deus é Espírito, e o homem é espiritual; que Deus é Vida, e o homem é imortal; que Deus é Amor, e o homem é desprendido e amoroso; que Deus é Verdade, e o homem é perfeito, ilimitado. Podemos insistir em que Deus — Mente, Espírito, Princípio, Verdade, Amor, Alma, Vida — é a lei irresistível do bem, que expulsa toda e qualquer pretensão da mortalidade. Finalmente, segue-se a gloriosa compreensão de que, sendo Deus e Sua ideia, o homem espiritual, inseparáveis, isso constitui-se em lei de cura e regeneração para toda necessidade humana específica. Satisfeitos e serenos nessas convicções, podemos ter confiança em que Deus está realizando Sua santa obra.

 Ciência e Saúde declara: “A individualidade do homem não é menos tangível por ser espiritual e por não estar sua vida à mercê da matéria. A compreensão de sua individualidade espiritual torna o homem mais real, mais formidável na verdade, e o habilita a vencer o pecado, a moléstia e a morte.”

 Deixando de estar preocupados com a materialidade e de dela depender, ficamos cônscios de que o homem já é espiritual no presente. Podemos comprovar progressivamente, pela redenção e pela cura, “a verdadeira ideia de Vida e de substância”. Tal espiritualidade desenvolvida nos trará saúde, vigor e vitalidade — o reino do céu dentro de nós.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã)

 

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“Cura Instantânea”

Quando estudamos o Absoluto, o conceito comum sobre “cura instantânea” é banido de vez pelo discernimento iluminado e direto de que Deus é Seu Templo como o NOSSO CORPO. Desse modo, toda “cura” é instantânea, uma vez que não consultaremos “aparências” para fazermos avaliações. Não somos o “corpo físico” que a mente humana insiste em nos mostrar! O chamado “corpo físico” não existe! A mente presa a suposto “corpo físico”, para avaliar se há cura instantânea ou paulatina, é puramente ilusória. A Consciência iluminada que somos Se expressa como Corpo eternamente perfeito, e, unicamente esta Consciência é a Verdade. Em outras palavras, o Corpo é Consciência iluminada na Forma Corpo, e nunca algo de natureza material!

A ilusão de que há “corpo material” precisa ser descartada com vigor, quando, além das contemplações absolutas, negamos mentalmente “outro corpo” que não seja o perfeito Corpo de Luz que somos. A Seicho-no-Ie emprega o golpe verbal: “Corpo carnal não existe!”. Esta convicção abala a crença ilusória e a Verdade é defendida. “Toma conhecimento de que a saúde já está em ti”, diz também a Seicho-no-Ie. Não somos “corpo material”, e quando o descartamos totalmente como sendo “inexistente”, nossa atenção se volta inteiramente ao Corpo de Luz, eternamente “curado” e perfeito! A crença em “corpo doentio” é simplesmente varrida de nossa aceitação! Esta  visão absoluta e verdadeira do Corpo é o significado real da chamada “cura instantânea”.

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Deus, Cristo, Saúde

A crença na dualidade gera a impressão de que há “algo” que não seja Deus. Desta crença falsa decorrem as demais, ou seja, que este “algo” seja mutável, ou que possa ser um bem ou ser um mal. Se aceitarmos estas crenças falsas, entraremos na armadilha de querer transformar este “algo inexistente”, que se mostra sendo “mal”, no mesmo “algo”, porém “curado”, “melhorado” ou “transformado em bem”. Como podemos notar, se “algo além de Deus” não tem realidade, este tipo de pretensão somente poderia ser uma tremenda ILUSÃO.

As palavras que  são usadas para transmitir a Verdade precisam ser entendidas “espiritualmente”, e não apenas mentalmente. Elas dão as diretrizes para as “contemplações” e, exatamente por serem “mapa do tesouro”, mas não o” tesouro” em si, devem ser entendidas como anunciantes de” Algo absoluto” e não de “aparências mutáveis”. Exemplificando, encontramos na Bíblia Jesus dizendo: “Curai os enfermos”; estaria ele dizendo que há filhos de Deus doentes, padecendo de dores e sofrimentos, os quais  devêssemos curar?  Não! A creditar em filhos de Deus doentes é uma blasfêmia! Deus seria um Pai incapaz de manter perfeita a Sua própria Criação! Que Verdade há na ordem “Curai os enfermos”? A não aceitação dos mesmos! A não aceitação desta ILUSÃO! Leva-nos à convicção plena de que “Cristo é tudo em todos”, como revelou Paulo, sem acreditarmos, por uma única fração de segundo, no contrário exibido pelas “aparências”. Por isso os textos repetem exaustivamente que “aparências são irrealidades” ou puras “MIRAGENS”.

Se em dia ensolarado colocarmos na rua um objeto qualquer, e ficarmos observando a sua sombra , nós a veremos em seguidas mutações, por causa das mudanças de posição do Sol e da Terra durante o dia. Querer “curar aparência” seria equivalente a querermos “corrigir o objeto” em sua sombra! Que é o estudo da Verdade? FOCALIZARMOS O OBJETO! JAMAIS AS SOMBRAS!

No exemplo dado, sobre a “cura de enfermos”, ou sobre a “correção” do que quer que seja, o que há para ser feito é o RECONHECIMENTO de Deus sendo TUDO! Deus está sendo o CRISTO que todos somos! E este Cristo é PERFEITO SEMPRE! Portanto, seja em nós mesmos, ou seja em qualquer outro “Filho de Deus”, a SAÚDE É PERMANENTE!  Deus, Cristo e Saúde são UM! E este UM é Deus sendo o Cristo saudável! Quando nosso foco for unicamente este, a “aparência” se mostrará “curada”, sem que ali ocorra efetivamente qualquer “cura”. É como se a imagem, na TV, se mostrasse distorcida, e, sem que nela mexêssemos, a corrigíssemos pelo ajustar correto da posição da antena. Deus é a “Imagem Verdadeira” sendo irradiada constantemente em Sua perfeição! Ajuste sua percepção de ser UM COM DEUS! Quando nos esquivamos das “projeções” deste mundo para nos discernirmos perfeitos e em unidade com Ele, este “ajuste de antena” revelará o que o mundo denomina “cura”. Portanto, jamais busque “curas”, e sim DISCERNIR – e com clareza máxima –  que Deus e Você são UM. Lembre-se: UM COM DEUS É A PRÓPRIA  SAÚDE!

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