Seja Veemente com o Erro

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Um Cientista Cristão descreveu da seguinte forma a maneira como tratava do erro, ou da crença falsa: “Quanto trato do erro, trato-o rudemente!” Com frequência precisamos agir dessa maneira, a fim de que os sentidos materiais abandonem o seu testemunho. Conforme a sra. Eddy escreve, acredita-se ter certo magistrado feito o seguinte comentário a respeito de Jesus: “Sua repreensão é terrível”. E ela acrescenta: “A linguagem enérgica de nosso Mestre confirma essa descrição.” Adiante, escreve: “Se for necessário sacudir a mente mortal para lhe destruir o sonho de sofrimento, dize com veemência a teu paciente que ele precisa despertar”.

Por mais de dois anos servi na Marinha, à bordo de uma corveta. Os mares tempestuosos do Atlântico Norte sacudiam a embarcação como se ela fosse feita de cortiça, o que faziam com que eu sofresse enjoo crônico. Embora me tivesse sido possível pedir transferência para terra firme, eu sabia que o problema poderia ser resolvido através da Ciência Cristã. Solicitei ajuda a um praticista.

Certo dia, depois de alguns meses de infortúnio, como a tempestade rugisse e o navio jogasse violentamente, senti-me inspirado a me rebelar contra o erro com bastante veemência. Por diversas vezes cheguei a gritar: “Exatamente aí onde essa crença falsa parece estar, está apenas Deus, o Bem, ocupando todo o espaço!” Foi como se uma nuvem se tivesse retirado de mim e a luz apareceu. Eu estava curado. Desde então gostei de estar no mar, mesmo durante fortes tempestades.

Esta me foi uma boa lição. Percebi a importância de estarmos firmes na verdade. logicamente, o esforço de diversos meses tinha conduzido a esta cura, mas compreendi que, muitas vezes, um conhecimento superficial das verdades não é o suficiente para produzir a cura. Precisamos de grande certeza e convicção espiritual quando especificamente reivindicamos a verdade e nos atemos a ela, a fim de dissipar as pretensões mesméricas do mal.

Cristo Jesus falava com autoridade. Quando um pai lhe trouxe o filho epiléptico, para que Jesus o curasse, o Mestre disse: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai deste jovem e nunca mais turbes a ele.” Graças â firmeza, sustentada pela compreensão da supremacia de Deus, Jesus destruía as pretensões do mal, cujas afirmações não eram toleradas por ele, mas refutadas severamente, mesmo naqueles que lhe eram mais chegados – os seus discípulos.

Um centurião, cujo servo estava doente, sabia que, da mesma maneira em que os soldados sob suas ordens tinham de obedecer-lhe, assim também as reivindicações do mal estavam sujeitas à repreensão e autoridade espiritual do Mestre. Jesus louvou-lhe a perspicácia: “Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta.” E o servo do centurião foi curado.

Reconhecendo a onipotência de Deus, Jesus via o mal como um mito a ser denunciado e destruído. As pessoas sentiam o poder subjacente aos feitos de Jesus. Em comparação, a doutrina dos escribas e fariseus – baseada amplamente na letra da lei mosaica – parecia estéril.

Muitas vezes as crenças mesméricas e mortais estão tão enraizadas que se requer um esforço vigoroso para desalojá-las. Quanto mais rápida, vigorosa e persistentemente denunciarmos o erro, tanto mais rapidamente suas reivindicações ilusórias desaparecerão. Se nos recusamos a dar crédito ou autoridade a uma crença errônea, automaticamente colocamo-la no seu caminho de retirada e bastará uma expulsão enérgica para completar a ação. A Sra. Eddy afirma: “Insiste com veemência no grande fato, que tudo domina, de que Deus, o Espírito, é tudo, e que não há outro fora dEle. Não existe moléstia”.

O tratamento resoluto, mantido continuamente, é o golpe mortal para o erro e o força a desaparecer. Não sendo do tipo que se perde em cuidados e futilidades, esse tratamento é firme e definitivo, não deixando espaço ou terreno para nada além da verdade.

Quando nos recusamos a admitir a crença de que o erro é real ou tem lugar e a negamos persistentemente, destruímos qualquer fundamento que o erro pretende ter, quer seja com relação a tempo, matéria ou lei material. Dessa maneira, as decepções originadas no erro são postas a descoberto e anuladas pela ação da Verdade divina na consciência humana, através da lei suprema de Deus. O paciente tem de ser libertado da evidência mesmérica que os sentidos materiais lhe estão apresentando. Isso pode implicar em despertá-lo para os fatos espirituais e verdadeiros do ser – saúde,, santidade e harmonia. Então a luz do Cristo, a Verdade – dissipando o erro e o mesmerismo que o ofuscaram – passa a ocupar a consciência humana e a cura se manifesta.

Bem no início do meu estudo da Ciência Cristã, eu pensava que bastava proclamar a supremacia de Deus para vencer o erro. Entretanto, percebi logo que  normalmente era preciso também denunciar o erro vigorosamente, a fim de me libertar de suas pretensões insidiosas. É mais ou menos como impulsionar um barco. A fim de progredir precisamos usar ambos os remos; assim, a fim de progredir mentalmente, temos de negar o falso, bem como afirmar o verdadeiro.

A Bíblia nos confirma que a vitória está sempre com Deus: “Tua, Senhor, é a grandeza, o poder, a honra, a vitória”. Sendo assim, devemos ater-nos aos fatos espirituais do ser e rejeitar completamente qualquer outro testemunho. Dessa maneira, estamos lado a lado com Deus, superando as pretensões do erro e conquistando a vitória.

(Transcrito de O Arauto da Ciência Cristã – Março 1982)

 

 

O Cordeiro de Deus Destrói o Magnetismo Animal

 Na Ciência, não temos motivo para temer o magnetismo animal. Em nenhum momento e em nenhum lugar, jamais foi real, poderoso ou substancial. Alguém, talvez, tenha-lhe dito: Você tem de trabalhar. Tem de negar o magnetismo animal.” Isso o preocupou? Sim, temos trabalho a fazer. Precisamos enxergar através das imposições do erro e provar que são irreais. Isso, às vezes, requer muito trabalho.

Não há, porém, nenhuma razão verdadeira para nos alarmarmos, porque, do ponto de vista do raciocínio sadio da Ciência Cristã, o magnetismo animal não pode ser nada mais que o erro ou mente mortal. Na supremacia do Espírito que tudo permeia, nada dessemelhante do bem espiritual está presente nem em ação. A totalidade absoluta de Deus torna impossível que qualquer ação ou presença opostas – de substância material, inteligência demoníaca ou vida mortal – sejam verdadeiras.

O magnetismo animal, então, é apenas uma crença, um estado ilusório do pensamento. Efetivamente, há só uma consciência, a Mente divina ininterrupta e livre, que é Espírito. E o homem espiritual, a verdadeira individualidade de cada um de nós, é o reflexo dessa Mente para sempre consciente. Portanto, herda só as qualidades de seu Criador eterno, o único Deus, o bem.

Ora, se assim é, por que a Ciência Cristã nos diz que temos de tratar o magnetismo animal como algo a ser destruído? Por que não nos detemos, simplesmente, nos bons pensamentos? Esse modo de ver é falaz, porque o magnetismo animal parece ser um poder ao nosso sentido atual das coisas, e nos busca impedir de estar conscientes só do bem. Essa ação magnética, agindo sobre a natureza animal e por meio dela, pretenderia substituir nossa mentalidade verdadeira que reflete Deus, pela sugestão hipnótica de haver outra mentalidade: fraca, voluntariosa, desobediente, sensual e, consequentemente, suscetível às mentiras do erro. Esta ação magnética pretenderia atrelar sua natureza animal a nós, identificando a matéria como sendo nossa substância e o medo como sendo nossa atitude. Temos de adaptar nosso modo de pensar à realidade divina do bem sem fim e recusar sermos enganados por falsas sugestões. Contudo, não conseguiremos nada se perpetuarmos o magnetismo animal desde o ponto de vista de sua própria autoavaliação. Nossa base para enfrentar o mal deve ser a infinidade da única Mente onipotente e a consequente nulidade de toda alegação de uma mentalidade falsa.

Sim, precisamos defender nosso pensamento das imposições mesméricas do magnetismo animal, sempre, porém, com a arma da certeza da totalidade do bem divino. Seguimos adiante com confiança, não com medo. É importante manter em pensamento o fato de que não há mal real, não há verdadeiro magnetismo animal, há apenas uma crença nele, a ser destruída.

Na Bíblia, o mal recebeu vários nomes diferentes: serpente falante que engana e desmoraliza, “Satanás”, “diabo”, “Belzebu”, e, finalmente, “grande dragão vermelho” – o mal pronto para destruir-se a si mesmo. As narrativas bíblicas descrevem o triunfo do bem sobre o mal e a virtude daqueles que, com a ajuda de Deus, conseguiram vencer. Os nomes dados ao mal indicam sua natureza lendária, uma ficção a ilustrar uma lição moral.

Jesus demonstrou o Cristo, ao vencer o mal. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy diz: “O autor do Apocalipse se refere a Jesus como o Cordeiro de Deus, e ao dragão como o que guerreia contra a inocência.” A Sra. Eddy também escreve: “contra o Amor, o dragão não luta por muito tempo, pois o dragão é morto pelo princípio divino. A Verdade e o Amor prevalecem sobre o dragão, porque o dragão não os pode guerrear.” O autor do Apocalipse também mostra como enfrentar e vencer a soma total da maldade: “Então ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia, e de noite, diante de nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro” significa o sacrifício indispensável de um falso sentido do eu, a fim de despertarmos para a realidade. “Em face da morte, não amaram a própria vida” pode significar uma dedicação total ao nosso estado espiritual, imortal, e real, enquanto passo a passo renunciamos ao eu aparentemente mortal e material em troca do reflexo divino.

Os requisitos para a vitória sobre o magnetismo animal apresentados nesse trecho do Apocalipse nos alertam para a diferença que há entre a oração perfunctória (ritual de palavra) e o espírito do Cordeiro, que cura. Redenção individual, ao invés de mera repetição de palavras, é o que destrói a crença nas mentiras do magnetismo animal. Tais mentiras nunca foram reais, mas nossa crença nelas precisa ser extirpada. Um esforço obstinado de mudar o pensamento por presumirmos que vivemos aquilo que pensamos – apoiarmo-nos num tipo de profecia autorrealizadora – é fútil e não é redenção real, pois falta-lhe a inocência do Cordeiro.

No seu Sermão do Monte, o Mestre, Cristo Jesus, apresenta os requisitos para a oração curativa eficaz. Nossa motivação para amar, obedecer e abençoar tem de ser profunda. De fato, vivemos o bem que conhecemos, quando nossos pensamentos provêm de uma humilde sujeição à onisciência de Deus e à realidade daquilo que Deus conhece. Mantemo-nos despertos para a realidade quando aderimos persistentemente à verdade e, assim, podemos ajudar outros a despertarem também. O Cordeiro age quando temos desejos puros de glorificar a Deus e elevamos os conceitos que entretemos a respeito de nosso próximo, ao sermos receptivos sem restrições à orientação da luz da Verdade; ao confiarmos implicitamente na onipotência da vontade divina de prevalecer sobre toda forma de mal. Esses estados de pensamento são algumas das evidências da ação do Cordeiro no pensamento consciente.

 Jesus estava sempre consciente da falta de base de qualquer argumento da crença mortal.  Sabia muito bem que o mal nunca é uma entidade; é apenas uma negação. Uma negação não pode tomar a iniciativa. Só pode parecer inverter a realidade do bem. Por isso, o magnetismo animal é sempre o inverso do bem existente e real e é assim que devemos mantê-lo já tragado pela ação ininterrupta de Deus, através de Seu Cristo.

Em sua luta contra o diabo no deserto, Jesus rejeitou a sugestão do magnetismo animal de que o sonho do sentido mortal fosse real. Disse: Retira-te, Satanás.” Sua inocência espiritual, sua devoção ao Cristo, não deixaram espaço para a animalidade, o orgulho ou a negligência, que o tornariam vulnerável às imposições do dragão. Jesus nos deu a preparação específica necessária para destruir o dragão, quando disse a Satanás: “Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto”. O Cordeiro de Deus requer que adoremos e sirvamos a Deus com a inspiração da santidade.

O Cordeiro de Deus, agindo em nós, atinge o alvo: o pecado da adoração mundana, e o derruba de sua aparente entronização no pensamento. O poder e a presença do próprio Deus sustentam o Cordeiro e, por conseguinte, a oração genuína alcançará o erro básico em toda situação,  naquilo que parece ser e no que alega fazer – nada mais do que uma farsa ridícula. Então, regozijar-nos-emos insensatamente, quando a carnalidade da besta for rechaçada pela inocência de nossa verdadeira natureza dada por Deus. O que procurou subverter o bem naquilo que é semelhante ao Cristo pode ser visto em sua estupidez negativa, e a harmonia universal do Cordeiro do Amor reinará.

Quando as qualidades do Cordeiro de Deus ficam estabelecidas no pensamento, já temos os ingredientes neutralizadores para obter a vitória sobre qualquer mentira agressiva. Quando incorporamos a ideia do Amor divino como o nosso ideal, em nossas relações com outros, não podemos prejudicá-los nem ficamos ao alcance da maldade mortal. A doença desaparece ante o pensamento  que não se deixa mesmerizar pelas aparências materiais. Tal pensamento, calmamente controlado pela inocência que é dada por Deus e é tudo o que Ele conhece, brande a espada do espírito da Verdade sempre que há receptividade, banindo a crença na moléstia. Na ideia perfeita do Amor, não há medo e nada que possa engendrá-lo ou responder-lhe.

Saber que o homem está envolvido pelo Amor do Pai-Mãe nos torna corajosos e mantém-nos livres. E esse conhecimento é nossa única mentalidade real. Não traz indiferença à angústia do sofredor, mas seu oposto: compaixão que cura, pois reconhece na saúde o único efeito da Mente divina.

O que o Cordeiro pode fazer no clima aparentemente desarmonioso e sombrio do mundo de hoje? Pode despertar, e eventualmente despertará, cada indivíduo do sonho mortal de haver uma mente má – de haver na matéria poder para degradar, para acusar o inocente e exaltar o culpado, para seduzir o imprudente e roubar o pobre. Tudo o que é desprezível e corrupto tem de, por fim, fracassar. A fúria do magnetismo animal parece estar à solta em seu ódio contra tudo o que é bom; mas, espere-se um momento, ele não é real! A Ciência ajuda cada um de nós a demonstrar a consciência crística, o pensamento verdadeiro, ajuda-nos a não sermos nunca enganados pelo dragão que se propõe a fazer parecer real o que nunca foi real.

A matéria, o conceito errôneo do magnetismo animal sobre a realidade, é apenas a crença numa suposição impossível de que o Espírito infinito, a Vida real, a substância e a inteligência reais estejam ausentes. Assim podemos estar certos de que ele não exerce nem tem influência, seja como idolatria, imoralidade, infidelidade, seja como oportunismo cínico. A devoção ao Cordeiro nos manterá despertos para a verdade pela qual ajudamos a curar situações mundiais, ao invés de ficarmos perturbados por elas ou indiferentes a elas. O Cristo está em toda parte, a todo instante, e nosso conhecimento correto conta com sua força em favor de todo ponto de perturbação no mundo.

Há diferença entre ir ao encontro da besta assassina do Apocalipse no próprio nível dela e entre anulá-la desde a posição superior de se refletir a inocência do Cordeiro. As seguintes palavras de Ciência e Saúde são relevantes: “Cordeiro de Deus. A ideia espiritual do Amor; imolação de si mesmo, inocência e pureza, sacrifício”. Conhecer conscientemente o bem e estar firmemente convicto de que não há outra realidade a ser conhecida, permite-nos manter o pensamento livre de ser hipnotizado pelo magnetismo animal. E, ao progredirmos espiritualmente, aprendemos a permanecer cada vez mais no estado espiritual do ser, onde nossos pensamentos e vidas são uma transparência para o Cordeiro de Deus. Então, a exterminação do dragão tornar-se-á mais espontânea.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Maio 1983)

Como Vencer a Carência

Sharon Slaton Howell

É perfeitamente possível alguém atravessar, sem perturbar-se, esta época de desafios econômicos, tendo tudo o de que necessita. Na verdade, qualquer pessoa pode começar a eliminar a carência de seu pensamento e de sua vida agora mesmo. Todos têm o mesmo direito de estarem livres da pobreza, bem como do pecado e da doença. E essa libertação é possível pela compreensão de que o homem é a criação espiritual de Deus, o bem ilimitado, e que temos o direito de irradiar o bem infinito de nosso verdadeiro ser aqui e agora.

 A despeito da crença do mundo de que somos mortais com necessidades materiais, as quais terão, de alguma maneira, que ser supridas de fora de nós, somos, na verdade, os descendentes perfeitos e espirituais de Deus, mantidos por Deus num eterno estado de inteireza.

Encontramos na Bíblia inúmeras afirmações que mostram ser a carência ilegítima. Por exemplo, no primeiro capítulo do Gênesis é-nos revelado claramente que Deus deu ao homem que ele criou, domínio sobre toda a terra. Mas quão pequeno domínio há ao labutarmos por ganhar com árduo esforço o dinheiro suficiente para despesas com alimentação e aluguel! A solução é compreender que não somos mortais, que nosso Pai-Mãe nos criou como Sua expressão espiritual, para expressarmos a Sua abundância—não para rastejarmos pelo bem. “A Ciência Cristã revela a possibilidade de se conseguir todo o bem, e põe os mortais a trabalhar para descobrir o que Deus já fez…”, escreve a Sra. Eddy. O Princípio divino concluiu o seu trabalho. Quando Deus nos criou, não deixou faltar coisa alguma, nem mesmo um til, a tudo o de que Lhe temos de prestar alegre e perfeito testemunho. Tudo o que os falsos sentidos físicos podem fazer é fechar nossos olhos -segundo a crença – para o bem espiritual infinito que sempre tivemos.

 Cristo Jesus mostrou à humanidade como dominar o receio de não ter o suficiente. Revelou o lugar exato de todo o bem verdadeiro  –  sua infinidade – quando declarou: “Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro em vós”.(Lc 17:20-21).

Jesus também revelou o cuidado magnânimo de Deus por Seus filhos na parábola do filho pródigo, que dissipara a sua herança. Recobrando finalmente o bom senso, o jovem retornou à casa, conta-nos Lucas. Para aquele pecador maltrapilho, quaisquer roupas velhas serviriam, mas, não! O pai amável e generoso mandou que preparassem para o filho a melhor roupa, um anel, sandálias e uma festa suntuosa. Disse-nos o Mestre que é desta maneira que nosso Pai celeste nos trata quando recuperamos a consciência e voltamos para casa—quando despertamos por meio do Cristo, a Verdade, para nossa verdadeira condição de descendentes espirituais de Deus e para o bem que nos pertence eternamente. Jesus também nos ensinou como demonstrar abundância continuamente: “Dai, e dar-se-vos-á: boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”.  Qualquer que seja o nosso campo de trabalho, colocando em prática nossa verdadeira identidade através de atividades altruísticas, através de ações amáveis para com outros, recebemos, em troca, o suprimento de nossas próprias necessidades.

Alguém pode não estar conseguindo demonstrar a abundância de seu ser verdadeiro porque, como o incrédulo Tomé, está pensando: “Mostre-me o dinheiro e então acreditarei que Deus pode me suprir com o suficiente para o pagamento do aluguel”. Mas Deus exige que tenhamos igual confiança radical nEle quando estamos passando por necessidades financeiras como quando temos dificuldades físicas. A pessoa deve olhar além do que os sentidos materiais estão dizendo a seu respeito e acerca de sua situação financeira e reconhecer-se como a idéia completa do bem inexaurível, incapaz de experienciar limitação de qualquer espécie. Para curar a crença de carência precisamos compreender que a onipresença do Espírito é a única substância verdadeira. “Não acreditar no erro destrói o erro, e leva ao discernimento da Verdade”, é afirmado em Ciência e Saúde. Sendo a carência uma forma de erro, sabemos, então, que descrer da carência a destrói, e faz com que a afluência imutável do homem seja reconhecida e demonstrada.

 Quando alguém supera o pensamento limitado e recesso, deixa de delinear a maneira pela qual Deus vai suprir às suas necessidades. Desenvolve uma condição de naturalidade em relação ao suprimento e identifica os recursos infinitos do Amor divino. Se Jesus pôde encontrar na boca de um peixe os recursos necessários para o pagamento de impostos, será que precisamos nos preocupar com a maneira pela qual Deus satisfará às nossas necessidades?

 Quando a prosperidade se manifesta, a pessoa deve vigiar para que não venha a adorar no santuário de sua própria capacidade e engenho. A abundância deve fazer com que nos tornemos mais humildes, reverenciemos o trabalho maravilhoso de Deus, atentos para o fato de que somente Deus é a fonte do bem.

Às vezes, um indivíduo pode sentir-se mais do que simplesmente limitado de um ponto de vista financeiro. Perda de emprego, dívidas acumuladas e nenhuma forma visível de superar a situação podem mesmo fazer com que alguém fique tentado a desistir. Entretanto, tais condições não existem no reino de Deus, o reino do real. O bem nunca cessou para o filho de Deus: assim, não tem de ser arduamente reavido. Compreendendo-o, a pessoa verá que sua saúde financeira é restaurada na maneira incomparável da Mente.

É correto ter tudo o de que necessitamos – ter abundância. É impossível não tê-la quando alguém entende o fato de que, como ideia de Deus, reflete continuamente a abundância do Espírito infinito. A Ciência Cristã esclarece o mal-entendido de muitas pessoas tementes a Deus, que imaginam que, de alguma maneira, alguém se chega mais ao Pai quando está carente de bens mundanos. Quando alguém percebe que o seu verdadeiro ser é a própria ideia do bem ilimitado, simplesmente não pode continuar tendo carência.

 Um dos alunos da Sra. Eddy lembra suas palavras: “Quando comecei a estabelecer a Causa precisava de dinheiro, mas agora aprendi que Deus está comigo, que Ele me proporciona tudo e que não posso sentir falta de nada”.Ela também disse: “Quando você se coloca diante de um espelho e olha para o seu reflexo, este é o mesmo que o original. Ora, você é o reflexo de Deus. Se as mãos dEle estão cheias, as suas mãos também estão, se você O reflete. Você não pode conhecer a carência”. Manter persistentemente em nosso pensamento que o homem, como reflexo espiritual de Deus, tem tudo o que Deus tem, agora, transformará a experiência de qualquer pessoa, mantendo-a em linha com a Lei Divina do Bem Ilimitado.

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Atração, Amor e Sexo

.A revista TIME recentemente publicou o seguinte comentário de um jovem: “Os meios de comunicação tratam do assunto como se não tivesse nada a ver com amor….Hoje em dia, sexualidade é aparência física, o penteado. É tudo físico, não o que está dentro da pessoa.” (24 de maio de 1993). Alguma vez, já pensou na enorme diferença entre atração sexual e estar de fato apaixonado por alguém? É comum a atração baseada unicamente no corpo e na aparência tornar-se o centro da atenção, mas existe algo verdadeiro, algo significativo, num relacionamento que se desenvolve a partir de um fundamento mais espiritual. Desde a primeira vez em que você repara numa certa pessoa, até o momento em que dizem alguma coisa um ao outro, partilham atividades, desfrutam de coisas que têm em comum, é muito agradável explorar o que significa ter um relacionamento chegado com outra pessoa.

Há a alegria da descoberta, da compreensão mútua, de respeitar os sentimentos um do outro. As qualidades de fato boas, como honestidade, respeito, força, ternura, etc., têm base espiritual. Quando a atenção se focaliza nelas, e não na matéria, a espiritualidade torna-se a estrutura de um relacionamento que vai adiante. Como Deus criou todos de modo espiritual, essa espiritualidade genuína, essa realidade de nossa natureza como criação de Deus, é o que cada um de nós está descobrindo.

Você tem grande valor espiritual. Sua inteireza e autoestima são produtos de sua identidade como a expressão muito amada de Deus. As qualidades que Deus, o Amor divino, expressa em você, são, no mínimo, belas e atraentes. Vale a pena oferecê-las e desenvolvê-las.

É natural e apropriado mostrar afeto. Homens e mulheres são atraídos pelos outros e nem é preciso dizer que um beijo ou um abraço é uma maneira de expressar afeto. Também é natural e importante, para explorar e desfrutar de sua espiritualidade inata, controlar a atração sexual, e não se deixar arrastar por ela, e assim destruir aquilo que estão a construir juntos.

Como proteger uma boa relação? Deus, o Amor divino, é também Princípio e, na proporção em que a atividade sexual for governada por motivos altruístas e honrados, a relação progredirá e trará alegria. O Princípio não se expressa em luxúria ou em motivos egoístas e imediatistas. Pelo contrário, o Princípio manifesta respeito e assim por diante. Um aspecto de uma boa relação é o das pessoas envolvidas serem governadas pelo bom senso, a disciplina e a espiritualidade que a oração proporciona.

Por mais incrível que pareça, se o centro de atenção for o corpo, podemos perder de vista a pessoa verdadeira que tanto amamos. Isso porque a concentração no físico deixa de lado a identidade espiritual do homem, a única identidade verdadeira, nossa e de nossos companheiros (as qualidades que realmente contam). O físico perverte a intimidade genuína, na qual há estima mútua, encorajamento recíproco para o crescimento, progresso individual e interesse pelo bem-estar um do outro, e a tensão sexual passa a constituir quase 100% do relacionamento. Talvez você já tenha visto acontecer isso, ou até já tenha passado por isso.

Se assim for, sabe que passado um tempo, a obsessão física transforma o relacionamento num turbilhão emocional que não leva a lugar nenhum. A paixão sexual não deveria caracterizar relação alguma. No seu livro Ciência e Saúde, a Sra. Eddy escreve: “Ambos os sexos deveriam ser afetuosos, puros, ternos e fortes. A atração entre qualidades inatas será perpétua somente enquanto for pura e verdadeira, trazendo doces temporadas de renovação, como a volta da primavera.” Essas palavras são do capítulo “O Matrimônio”. Mesmo que você não esteja a pensar em casamento para já, esse é um excelente capítulo para ler, pois apresenta coisas importantes para uma boa relação e para que “vos ameis uns aos outros”, como Cristo Jesus encorajou as pessoas a fazerem.

Amar-se verdadeiramente um ao outro é o mais importante de uma relação. Se você ama de verdade, então quer o melhor para aquele ou aquela que tanto significado tem para você. Sim, o afeto humano é um componente normal dessa relação especial, mas nunca está certo deixar que a sexualidade seja a razão principal pela qual a outra pessoa quer estar na sua companhia. Se houver sexo antes do casamento, estará faltando uma coisa importante: compromisso permanente e total, o tipo de compromisso que o casamento proporciona. O casamento é a moldura moral e saudável para as relações íntimas e protege, de modo eficaz, sua preciosa identidade espiritual.

Às vezes, é difícil examinar a vida e decidir o que é apropriado e o que não é. Você pode achar que já foi muito longe num certo relacionamento. Mas não existe razão para não procurar no Princípio divino seus padrões e se firmar neles , neste exato momento. O que realmente interessa é o que você pensa e faz agora. A curto prazo, isso pode requerer muita determinação e coragem, mas todas as pessoas envolvidas serão beneficiadas, a longo prazo. E o que é maravilhoso é que você pode ser bem-sucedido, ao colocar a disciplina espiritual à frente dos desejos físicos, porque Deus, o Espírito, na realidade o governa. E Deus o ajudará a fazer aquilo que é bom e correto.

Estar apaixonado é maravilhoso. E quando você está apaixonado por Deus, o Amor divino, primeiro – e por sua espiritualidade como a expressão de Deus – qualquer outra relação será verdadeiramente satisfatória, produtiva e duradoura. Você determinará seus objetivos e o que é melhor para você e seu parceiro, a partir de uma base espiritual.

(Transcrito do The Christian Monitor, Boston, E.U.A)

A Cura com Base no Cristo

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A CURA COM BASE NO CRISTO

A fim de seguir o mestre e curar, nós necessitamos ponderar o significado espiritual de seus ensinamentos com profundidade.
Há muitos anos, quando eu comecei minha carreira de executivo, trabalhei na indústria de petróleo. Eu aprendi logo que, quando alguém nessa indústria referia-se a seu empregador, era habitual encurtar o nome da companhia para uma palavra. Normalmente se dizia: “eu trabalho para a “Gulf” ou para a “Shell” em vez de Gulf Companhia de Petróleo ou Shell Companhia de Petróleo. Nesse tempo havia diversas companhias de petróleo proeminentes com os nomes identificados geralmente com qualidades morais – companhias tais como o Cia. “Humilde” de Petróleo ou Cia. “Puro” de Petróleo ou Cia. “Plácido” de Petróleo. Seus empregados identificavam seu empregador como “Plácido” ou “Puro” ou “Humilde”…

Quando foi descoberto petróleo no Texas, os poços eram perfurados extensivamente. Os donos de terras ficaram muito excitados com a perspectiva de que pudesse ser encontrado algum poço em suas propriedades.

Um domingo em uma igreja local, um pastor, durante o sermão, falando das virtudes e qualidades morais do homem, disse em sua prece: “Senhor, lembra-te do puro e do humilde…” Nesse ponto alguém na congregação interrompeu gritando: “E não se esqueça da Shell; tenho um contrato com eles na minha propriedade!”

Obviamente, para o pastor, as palavras “puro” e “humilde” tinham um significado decididamente diferente da interpretação que o latifundiário tinha colocado nelas… Frequentemente esse é o caso com muitas palavras empregadas no nosso dia a dia.

Eu disse certa vez a uma repórter de um jornal, que a Christian Science ensina que nós não somos realmente materiais como parecemos ser. Ela ficou confusa, porque para ela a palavra material significava a substância usada para fazer roupas, por exemplo. O uso de algumas outras palavras em explicar a teologia da Christian Science conduz frequentemente a mal entendidos, e mesmo ao ridículo, aqueles que não entendem o significado pretendido por essas palavras em um contexto particular. Por exemplo, a palavra real, nesta Ciência, mais frequentemente se refere ao que é indestrutível e eterno; a Deus e ao que é derivado d’Ele.

O livro texto da Christian Science, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy, explica: “Toda realidade está em Deus e Sua criação, harmoniosa e eterna. O que Ele cría é bom, e ele fez tudo o que está feito.” Com base nisso, os Cientistas Cristãos insistem que a doença não é real, significando que Deus não a criou nem a causou. Não negam cegamente que as pessoas fiquem doentes, às vezes; mas os Cientistas Cristãos estão convencidos que Deus não produziu a doença, e certos de que ela não é parte de sua criação espiritual. Neste sentido não é real. E porque não tem nenhuma realidade dada por Deus, nós podemos ser livres dela.

Nosso grande Mestre, Cristo Jesus, disse: “Por que não reconheceis minha linguagem? É porque não podeis escutar minha palavra.” Ele usou muitas parábolas e ilustrações para esclarecer o significado espiritual de seus ensinamentos. Contudo aqueles a quem faltava a inspiração espiritual necessária para compreender o que Ele queria dizer, frequentemente O insultavam. Sem dúvida, nós precisamos ainda perceber o significado espiritual das palavras de Jesus a fim de compreender e demonstrar seus ensinamentos.

Em meu próprio esforço para seguir os ensinamentos de nosso Mestre, eu aprendi que é imperativo ponderar profundamente o significado espiritual das palavras que Ele usou. Por exemplo, em uma de suas afirmações que eu frequentemente revejo, diz: “Em verdade, em verdade, vos digo: o Filho, por si mesmo, nada pode fazer, mas só aquilo que vê o Pai fazer; tudo o que este faz o Filho faz igualmente. Porque o Pai ama o Filho e lhe mostra tudo que faz.”
Ponderando isto seriamente, percebi que, nestas relativamente poucas palavras, Jesus resumiu a Ciência Divina de nossa relação com Deus.

Quanto mais eu compreendo espiritualmente o que Ele disse, melhor equipado estou para demonstrar a autoridade de seus ensinamentos em resolver os problemas humanos.

No meu entendimento, Jesus explicava, nesta afirmação, a base espiritual de seu trabalho de cura. Mas estava também ensinando a seus seguidores que deveriam trabalhar na mesma base. Todos os indivíduos, em sua natureza verdadeira, espiritual, são descendentes de Deus. Reconhecendo isto, João escreveu: “Vede que prova de amor nos deu o Pai: sermos chamados filhos de Deus.” E Paulo escreveu: “Todos os que são conduzidos pelo espírito de Deus, são os filhos de Deus.”

Ao afirmar: ” o Filho, por si mesmo, nada pode fazer”, Jesus declarava um fato espiritual. Isto é, nem mesmo Ele poderia não fazer nada por si mesmo, independente de Deus. Se isso era verdadeiro nele, certamente tem que ser verdadeiro em todos os filhos de Deus. Na realidade, ninguém pode fazer nada, ou ser qualquer coisa, separado de Deus, porque cada um de nós existe eternamente como uma ideia espiritual de Deus, uma ideia na Mente divina, sempre “em unidade” com o Pai. Nenhum filho de Deus pode desenvolver um atributo ou qualidade que não tenha origem no Pai. Não podemos ser feitos para agir de uma maneira que não esteja em conformidade com o controle perfeito que Deus tem de Sua criação. Nós nem mesmo existimos como identidades separadas da Mente divina. Tudo que é verdadeiro em nós, deve estar em perfeita harmonia com o que o Pai expressa do Seu próprio ser infinitamente perfeito.

Foi com este princípio que o Mestre demonstrou a saúde e a harmonia nos assuntos humanos. E instruiu-nos a fazer como Ele fez. Através da oração nós necessitamos elevar o pensamento acima do que parece ser o estado de humanidade, e olhar para ver o que o Pai está fazendo, “porque o Pai ama o Filho e lhe mostra tudo que faz.” O filho deve ser compreendido somente como expressão do que é verdadeiro no Pai.

Aqui, em poucas palavras, Jesus nos estava dizendo, essencialmente, que o homem – e o termo homem é usado genericamente para referir-se à verdadeira identidade de ambos, homem e mulher, criados por Deus – reflete a Vida, que é Deus. A substância do homem é espiritual, refletindo a substância divina do Espírito. A individualidade, a consciência, a inteligência, a ação, e a identidade total do homem refletem perfeitamente a própria integralidade de Deus. No fato científico, então, nada pode ser atribuído ao filho exceto aquilo que expressa a perfeição do Pai.

Não nos instruía Jesus que, para sermos eficazes em curar com a oração, nós devemos saber que tudo que pode ser verdadeiro no homem é o que é verdadeiro em Deus? Ciência e Saúde explica que “Deus nunca poderia transmitir um elemento do mal, e o homem não possui nada que não lhe provenha de Deus.” Se este é o fato científico, a evidência da doença e da discórdia tem que ser uma má representação dos fatos. Compreender nossa relação espiritual com Deus elimina a má representação e produz a cura.

Então, o que fazer quando a evidência física é de doença e discórdia? Você está convencido que o filho pode fazer somente aquilo que expressa o que o pai está fazendo? Se assim é, então você percebe que todas as formas de discórdia são mentiras sobre você e suas possibilidades. E estão apresentando uma visão falsa de identidade. A assim chamada mente mortal, reivindicando insistentemente que a identidade é separada de Deus, e capaz de experimentar os efeitos de uma causa à parte do pai, nos levaria a ver-nos e aos outros como seres materiais, governados por uma mente na matéria. Mas, o conceito mortal de nossas identidades e possibilidades é uma farsa. O homem é espiritual, imortal, nunca separado de Deus. Cada um de nós tem a obrigação de testemunhar o que o pai está fazendo, e a nada mais.

Parece difícil entender o significado deste grande fato científico? Você é deixado sozinho para fazer tudo por você mesmo no seu esforço para compreender a realidade espiritual? Absolutamente não! Nós temos esta garantia do Mestre, que pode certamente ser visto nos estimulando a todos: “… o Pai ama o Filho e lhe mostra tudo que faz.” E em Miscellaneous Writings, Mrs. Eddy diz, “é a finalidade do Amor divino ressuscitar a compreensão, e o reino de Deus, o reino da harmonia já dentro de nós.” Deus o ama. Nunca o deixa desamparado. Ele lhe permite compreender a Ciência divina pela qual Ele tudo governa. Mantenha-se fielmente voltado a Ele, “grudado” à Sua revelação, e você perceberá que Ele está trabalhando com você. Ele lhe comunicará pensamentos puros, mensagens dos anjos, que você necessita a fim de compreender o que é verdadeiro e para experimentar a cura. Se você aderir firmemente ao que você compreende que o Pai está fazendo, você perceberá que o Amor cumpriu sua finalidade de fazer ressurgir a compreensão e a harmonia já existentes dentro de você.

(David E. Sleeper – Journal of Christian Science, Junho 2000)

Mensagem de Ação de Graças

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MENSAGEM DE AÇÃO DE GRAÇAS

Prof. Orlando Trentini

“Louvarei a Deus com uma canção; anunciarei com gratidão a sua grandeza.” Salmo 69:30

Ação de Graças é mais do que palavras. É gratidão que brota no mais profundo interior,
no âmago do cristão, e se traduz em uma oração de louvor e gratidão.
Um poema traduz este sentimento com esta mensagem de inspiração:

“Louvai o Criador, Mente que tudo fez; glória, poder, são só de Deus;
o sol e os céus criou, os montes Deus formou; cantemos hoje em Seu louvor.
Eterno é Seu poder, nós O chamamos Pai, sombras, tristezas, dissipou.
Brilhante luz raiou, alegres, nos tornou, e Deus, o Amigo, veio a nós.
… E vida nos legou, nos guia com bondade e amor.
O Cristo ressurgiu, conosco se uniu, e ao Amor nos confiou.” Hino 275

“E, Deus, o Amigo, veio a nós.” Esse Amigo dedicado, que é Amor incondicional, em todas as horas está à mão.
Nunca está longe que não possa ouvir, sua resposta é AGORA. Não depende de tempo como nós o contamos.
Seu poder onipotente está operando maravilhas na consciência e na vivência de todos os sinceros buscadores do Amor divino.
Um “Amor divino que sempre satisfez e sempre satisfará a toda necessidade humana.” (Ciência e Saúde, p. 494.)

Onde quer que você esteja sinta-se incluído neste IMENSO, infinito Amor que envolve a cada um, e a todos,
de modo completo em total proteção, provisão e saúde constante.
Sentir gratidão é estar feliz. É confiar inteiramente no Amor, Pai-Mãe. É na gratidão que fazemos a entrega do eu humano e
suas angústias, preocupações, medos, estresses, pressões, limitações. Esses, em presença do Amor oni-ativo se dissipam e desaparecem.

A eterna presença do grande “AMIGO” ocupa todo o espaço e nos circunda de modo completo e se constitui na
única Mente que podemos ter. Deus é o centro e a circunferência do ser, agora mesmo, para sempre e para todos.

Faça o dia de Ação de Graças uma comemoração de louvor a Deus, o Amigo fiel em todas as horas.
Seja uma expressão autêntica do grande “AMIGO ETERNO, AMOR”.
Deus, o teu Amigo eterno te ama muito, agora mesmo e para sempre.

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Que é a Mente?- 2

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QUE É A MENTE?

Mary Baker Eddy

– II –

Deus é o criador do homem, e como o Princípio divino do homem permanece perfeito, a ideia divina ou reflexo, o homem, permanece perfeito. O homem é a expressão do ser de Deus. Se alguma vez tivesse havido um momento em que o homem não expressasse a perfeição divina, então teria havido um momento em que o homem não teria expressado Deus, e, por conseguinte, um momento em que a Divindade teria deixado de ser expressa – isto é, teria ficado sem entidade. Se o homem perdeu a perfeição, então perdeu o seu Princípio perfeito, a Mente divina. Se o homem alguma vez tivesse existido sem esse Princípio perfeito, ou Mente, então a existência do homem teria sido um mito.

As relações entre Deus e o homem, o Princípio divino e a ideia divina, são indestrutíveis na Ciência; e a Ciência não concebe um desgarrar-se da harmonia, nem um retornar à harmonia, mas sustenta que a ordem divina ou lei espiritual, na qual Deus e tudo o que Ele cria são perfeitos e eternos, permaneceu inalterada em sua história eterna.

A dessemelhança da Verdade – chamada erro – o oposto da Ciência, e a evidência que se apresenta aos cinco sentidos corpóreos, não fornecem indício dos movimentos da terra ou da ciência da astronomia, baseados na autoridade das ciências naturais.

As verdades da Ciência divina devem ser admitidas – muito embora a prova relativa a essas verdades não seja sustentada pelo mal, pela matéria ou pelo sentido material – porque a prova de que Deus e o homem coexistem, é plenamente sustentada pelo sentido espiritual. O homem é, e sempre foi, o reflexo de Deus. Deus é infinito, portanto sempre presente, e não há outro poder ou outra presença. Eis por que a espiritualidade do universo é a única realidade da criação. “Seja Deus verdadeiro, e mentiroso todo homem [material].”

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F I M


Que é a Mente?

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QUE É A MENTE?

Mary Baker Eddy

A Mente é Deus. O exterminador do erro é a grande Verdade de que Deus, o bem, é a Mente única e que o suposto contrário da Mente infinita – chamado diabo, ou o mal – não é Mente, não é a Verdade, mas é o erro sem inteligência nem realidade. Só pode haver uma Mente, porque há um só Deus; e se os mortais não pretendessem ter outra Mente, e não aceitassem nenhuma outra, o pecado seria desconhecido. Só podemos ter uma Mente, se esta é infinita. Sepultamos o conceito de infinidade quando admitimos que, embora Deus seja infinito, o mal ocupa espaço nessa infinidade, pois o mal não pode ocupar lugar, porquanto todo o espaço está preenchido por Deus.

Perdemos o alto significado de onipotência quando, depois de admitirmos que Deus, ou o bem, é onipresente e tem todo o poder, ainda cremos que haja outro poder, chamado o mal. Essa crença de que haja mais de uma mente é tão perniciosa para a teologia divina, como o são a mitologia antiga e a idolatria pagã. Com um só Pai, isto é, Deus, toda a família humana consistiria de irmãos; e, com uma Mente só, ou seja, Deus, ou o bem, a fraternidade dos homens consistiria de Amor e Verdade, e teria a unidade do Princípio e o poder espiritual que constituem a Ciência divina. A suposta existência de mais de uma mente foi o erro básico da idolatria. Esse erro faz supor a perda do poder espiritual, a perda da presença espiritual da Vida, na sua qualidade de Verdade infinita sem nenhuma dessemelhança, e a perda do Amor, na sua qualidade de presença eterna e universal.

A Ciência divina explica a declaração abstrata de que há uma Mente só, pela seguinte proposição evidente por si mesma: se Deus, ou o bem, é real, então o mal só pode parecer real, atribuindo-se realidade ao irreal. Os filhos de Deus têm uma Mente só. Como pode o bem converter-se em mal, se Deus, a Mente do homem, nunca peca? A norma da perfeição foi originariamente Deus e o homem. Teria Deus rebaixado Sua própria norma, e teria o homem decaído?

Continua..>

“Monta Guarda”

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“MONTA GUARDA”

Mary Baker Eddy

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Monta guarda à porta do pensamento. Admitindo somente aquelas conclusões cujos resultados desejas ver concretizados no corpo, tu te governas harmoniosamente. Quando se apresenta a condição que, segundo dizes, causa moléstia, quer seja ar, exercício, hereditariedade, contágio ou acidente, então desempenha tua função como porteiro e veda a entrada a esses pensamentos e temores doentios. Exclui da mente mortal os erros nocivos; então, o corpo não poderá sofrer por causa deles. As alternativas de dor ou de prazer têm de provir da mente, e, como um guarda que abandona seu posto, admitimos a crença intrusa, esquecendo que com o auxílio divino podemos proibir-lhe a entrada.

O corpo parece agir por si mesmo só porque a mente mortal sabe a respeito de si mesma, de suas próprias ações e de seus resultados—não sabe que a causa predisponente, remota e excitante de todos os maus efeitos, é uma lei da assim chamada mente mortal, não da matéria. A Mente exerce autoridade sobre os sentidos corpóreos e pode vencer a doença, o pecado e a morte. Exerce tu essa autoridade conferida por Deus. Toma posse de teu corpo e governa-lhe a sensação e a ação. Eleva-te na força do Espírito para resistir a tudo que é dessemelhante do bem. Deus fez o homem capaz disso, e nada pode invalidar a faculdade e o poder divinamente outorgados ao homem.

Mantém-te firme na compreensão de que a Mente divina governa e de que na Ciência o homem reflete o governo de Deus. Não receies que a matéria possa doer, inchar e inflamar-se como resultado de uma lei de qualquer espécie, quando é evidente por si mesmo que não pode haver dor nem inflamação na matéria. Se não fosse a mente mortal, teu corpo sofreria tão pouco de tensão ou de feridas, como o tronco de árvore que golpeias ou o fio elétrico que esticas.

Quando Jesus declara que “são os olhos a lâmpada do corpo”, decerto quer dizer que a luz depende da mente não de um complexo de humores, não do cristalino, dos músculos, da íris e da pupila, que constituem o órgão visual.

O homem nunca está doente, pois a Mente não está doente, e a matéria também não pode estar doente. Uma crença errônea é ao mesmo tempo o tentador e o tentado, o pecado e o pecador, a moléstia e sua causa. É bom ficar calmo na doença; ter esperança é ainda melhor; mas compreender que a doença não é real e que a Verdade lhe pode destruir a aparente realidade, é o melhor de tudo, pois essa compreensão é o remédio universal e perfeito.

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Como Perder Peso

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COMO PERDER PESO

Jill Gooding

Em oração e com humildade vou rejeitar aquelas colheradas atraentes de

impaciência, indiferença, intolerância, crítica; recusar-me a participar de períodos de depressão, ingratidão, egoísmo. Em vez disso, meu regime inclui quantidades ilimitadas de serena paciência, verdadeira compaixão, alegria esfuziante, profunda compreensão, interminável perdão, amor incondicional.

Estes podem ser ingeridos a qualquer hora do dia, e em quantidades tão grandes quanto possível.

Vou também fazer exercício…

na autoridade que me foi dada por Deus – para ver, sentir e agir corretamente. Não somente dez minutos de exercício, mas continuamente, a toda hora, a cada minuto, um esforço de estiramento mental de todo momento … cada dia maior do que fiz no dia anterior.

Deste modo, a verdadeira silhueta, a concretização do equilíbrio elegante, em perfeita proporção, a harmonia completa da Alma do ser de Deus serão percebidos em mim.

 

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A Justiça Divina é Suprema

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A JUSTIÇA DIVINA É SUPREMA

Claudio França Calixto

Houve uma ocasião em que me propus a ajudar um amigo que estava morando na casa de sua sogra com a esposa e os filhos, sob uma situação tensa e com conflitos, devido a sérios problemas financeiros.

Em consideração à nossa amizade de longos anos, aluguei um apartamento em meu nome para que tivessem onde morar. Ele concordou em pagar o aluguel do imóvel.

O tempo passou e quando precisei ir ao Fórum da cidade para resolver um problema pessoal, tive a desagradável surpresa de ver meu nome na lista de réus.

Naquele momento, o único pensamento que me veio foi o de que jamais podemos ser condenados por fazer o bem. Mantive-me firme nesse pensamento, confiante na justiça divina. Procurei também pensar em Deus como “…socorro bem presente nas tribulações” (Salmos 46:1). Após me fortalecer nessa base espiritual, decidi averiguar o que estava de fato acontecendo.

Fui até a imobiliária onde havia alugado o imóvel e, para minha surpresa, descobri que meu amigo não pagava o aluguel há dois anos. A dívida, incluindo os juros, já estava em torno de R$40.000,00.

Fui encaminhado para o advogado que estava movendo a ação contra mim. Argumentei que, apesar de o imóvel estar em meu nome, eu nunca havia morado lá. Também esclareci que não havia sido informado da situação, mas que a descobrira por acaso. Mas ele me disse que a única coisa que poderia fazer por mim, do ponto de vista jurídico, era pedir que eu pagasse a dívida, pois como o imóvel estava em meu nome, a responsabilidade jurídica era minha.

A situação era delicada e percebi que não poderia orar sozinho. Liguei para um Praticista da Ciência Cristã, relatei-lhe o ocorrido e lhe pedi que me apoiasse por meio da oração.

O praticista me ajudou a fortalecer o conceito de Deus como Princípio harmonioso, e uma de Suas qualidades como sendo justiça. O praticista me pediu que eu mantivesse a calma e confiasse em Deus, porque Ele estava cuidando de mim e eu logo enxergaria uma solução.

Dias depois, o advogado da imobiliária marcou uma reunião em seu escritório. Ele havia averiguado os fatos e reconheceu que eu nunca havia morado no apartamento. Ele me disse que eu aguardasse um pouco, pois ele procuraria conversar com o dono do imóvel para entrarmos em um acordo que fosse justo e favorecesse a todos.

Continuei orando com o praticista para entender que, na realidade divina, o advogado, o dono do apartamento, a família que lá morava e eu habitamos na Mente divina, e expressamos somente justiça. Compreendi também que nem o dono do imóvel nem eu poderíamos ser prejudicados. Orei muito com esta frase de Mary Baker Eddy: “Que a Verdade ponha a descoberto o erro e o destrua do modo como Deus o destrói, e que a justiça humana imite a justiça divina” (Ciência e Saúde, p. 542). Afirmei mentalmente e com convicção, que a justiça humana sempre imita a divina, e que a Verdade se estabelece, pois é suprema. Reconheci ainda que Deus é meu Advogado, meu Juiz, e é Ele que julga todas as causas com amor e justiça.

Após três mêses, o advogado pediu que eu comparecesse novamente ao seu escritório. Ele me cumprimentou e disse que eu era um homem de sorte, porque a dívida havia sido perdoada. Eu lhe expliquei que eu não me considerava um homem de sorte, porque quem julga ter sorte também está sujeito ao azar, e tudo o que acontece na minha vida é divinamente natural, porque é Deus quem a conduz.

Ele me parabenizou pelo resultado do processo e me pediu que lesse atentamente e assinasse uma procuração, que daria a ele o direito de seguir com os trâmites legais de desocupação do imóvel.

Para mim, essa foi mais uma prova de que o “…Amor divino sempre satisfez e sempre satisfará a toda necessidade humana” (Ciência e Saúde, p. 494). Deus é o verdadeiro provedor de habitação, suprimento, trabalho, justiça, saúde, e de todas as necessidades de Seus filhos.

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Alimentados Pelo Teu Amor

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ALIMENTADOS PELO TEU AMOR

Fujiko Signs

Quando Jesus disse aos seus discípulos: “…não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber” ou vestir (Mateus 6:25), ele não estava promovendo a frugalidade, nem esperava que outros trabalhassem a fim de que suprissem os discípulos do que necessitavam. Jesus recomendou a seus seguidores que primeiro buscassem “o reino de Deus e a sua justiça” (Mateus 6:33) e, naturalmente, suas necessidades diárias seriam supridas. Ele não explicou de que maneira, mas sabia que elas seriam providas.

Por que Jesus tinha tanta certeza disso? O que “…não vos inquieteis com o dia de amanhã…” (Mateus 6:34) tem a ver com tornar-se um sanador como ele esperava que seus seguidores se tornassem?

Aquilo que Jesus compreendia como sendo as riquezas do reino de Deus é a solução para recebermos o que necessitamos, exatamente quando precisamos. Por exemplo, ele pediu aos discípulos para não levarem sandálias e agasalhos a mais, quando os enviou a curar. Por conseguinte, ele e seus discípulos foram alimentados com o que restou após uma colheita; também encontraram locais para se abrigarem, oferecidos por pessoas que reconheciam a riqueza espiritual que Jesus vivia. O que possuía ele, para que os outros fossem impelidos a dar dessa maneira? Ele tinha o tesouro de todos os tesouros, a verdade que comprovava o direito inato, o valor e a liberdade do homem como filho de Deus.

Quer fosse uma casa onde pudessem preparar a Páscoa ou um peixe com uma moeda na boca, o que Jesus necessitava não saía do seu bolso, mas de sua compreensão sobre sua origem espiritual. Jesus sabia que jamais poderia estar separado de seu Pai, o Princípio divino e fonte de recursos infinitos. Ele declarou repetidas vezes que ele e seu Pai eram um (ver João 10:30) e incentivava a compreensão desta unidade: “…estou no Pai e o Pai em mim…” (João 14:11).

O que Jesus compreendia como sendo as riquezas do reino de Deus é a solução para nós recebermos o que necessitamos, exatamente quando precisamos

Jesus dizia, em essência, que aquilo que seu Pai possuía, ele, igualmente, possuía também. O Pai cria infinitas ideias, que se manifestam para nós como alimento, dinheiro, amizade e oportunidades. Jesus via isso como uma lei espiritual irreversível, que o capacitava a vivenciar o reino de seu Pai-Mãe Deus. Tenho tido muitas provas dessa lei espiritual em ação em minha vida. Há alguns anos, comecei a trabalhar tão logo meu marido voltou à universidade, no mesmo ano em que nossa primeira filha nasceu. Durante minha gravidez, recebia ajuda financeira de um programa de subsídio do governo americano, o qual tinha o objetivo de garantir boa nutrição para mulheres grávidas. Fiquei chocada ao saber que fora qualificada para esse programa, uma vez que nunca havia me ocorrido que eu necessitaria de tal ajuda. Era orgulhosa demais para contar isso à minha família no Japão.

Com o passar do tempo, descobri que o curso do meu marido não terminaria em quatro ou cinco anos, mas que se estenderia por oito, nove ou dez anos, enquanto ele também trabalhava meio período. (A família dele chamava a universidade de “a escola ‘gradual’ do Mark”).

Não havia nenhuma maneira de economizar dinheiro, pois precisávamos usar, a cada mês, cada centavo do que tínhamos

Na época em que tive minha segunda filha, nós já havíamos mudado três vezes do Colorado para o Texas, de lá para a Luisiana e, finalmente, para a Pensilvânia, sempre para onde houvesse um programa de ajuda financeira disponível. Era um grande desafio, tanto emocional quanto financeiramente. De alguma maneira, conseguíamos administrar da melhor forma possível aquilo que, na melhor das hipóteses, poderia ser chamado de orçamento de baixa renda.

Na ocasião em que as crianças entraram para o ensino fundamental, muitos pais já haviam começado a economizar para que os filhos pudessem cursar uma faculdade. Eu nem sequer podia considerar tal coisa. Não havia nenhuma maneira de economizar dinheiro, pois precisávamos, a cada mês, usar cada centavo do que tínhamos. Já havíamos cortado muitas coisas, tais como: TV a cabo, lanchinhos, salgadinhos e refrigerantes. Tínhamos só o essencial. Quando quis dar às minhas filhas a oportunidade de frequentar a Escola Japonesa aos sábados, para ter aulas de música e dança, consegui pagar a mensalidade desses cursos, ajudando a professora ou trabalhando eu mesma como instrutora.

O pai continuava dizendo a elas que poderiam ir para a faculdade assim que conseguissem bolsas de estudo. Ele falava isso um pouco como brincadeira, mas acho que as meninas levaram essas palavras muito a sério.

Às vezes, ficava ressentida e zangada porque não via nenhuma saída dessa dificuldade financeira causada pelo compromisso acadêmico do meu marido. Achava isso muito injusto, ficava mentalmente desesperada e, até mesmo, sentia-me doente fisicamente.

As ideias contidas no livro Ciência e Saúde me ensinaram a ver meu ambiente familiar e minha identidade sob um ponto de vista espiritual e a espiritualizar meus pensamentos sobre tudo em minha vida

Entretanto, nessa ocasião, encontrei a Ciência Cristã. As ideias contidas em Ciência e Saúde me ensinaram a ver meu ambiente familiar e minha identidade sob um ponto de vista espiritual e a espiritualizar meus pensamentos sobre tudo em minha vida. Esse era um exercício completamente diferente, totalmente libertador.

Descobri que a Sra. Eddy havia lutado financeiramente em sua vida conjugal e, especialmente, quando começou a escrever Ciência e Saúde. O que mais me impressionou foram sua convicção e coragem inabaláveis, de compartilhar sua descoberta da Ciência Cristã com o mundo. Ela acreditava que a Ciência do Cristo, sobre a qual se fundamentava a obra de cura de Jesus, estava disponível a todos e era a forma mais consistente e confiável de fazer a humanidade progredir. Por meio de sua oração e dos passos que ela deu em sua missão contínua, adquiriu melhor saúde, um suprimento maior e realizações sem precedentes em uma época em que pouquíssimos direitos eram concedidos às mulheres na sociedade.

Quando resolvi me tornar Praticista da Ciência Cristã em tempo integral, além de minhas obrigações como mãe, eu tinha pelo menos quatro diferentes empregos de meio período. Certa manhã, quando orava com o “Pai Nosso”, esta frase saltou aos meus olhos: “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mateus 6:11). Em outras palavras, peça somente pelo suprimento do dia, não pelo de amanhã, da próxima semana ou para nossa aposentadoria. Vislumbrei que uma implicação mais profunda dessa frase estava fundamentada na compreensão de Jesus sobre a própria realidade na qual vivemos, a de que somos 100 por cento espirituais, com todas as necessidades já supridas.

Quando comecei a compreender mais profundamente minha conexão com Deus como a única fonte da minha felicidade e abundância, passei a ver recursos vindos de formas variadas e tangíveis

Sobre aquela frase do “Pai Nosso”, Eddy nos deu sua interpretação espiritual: “Dá-nos graça para hoje; alimenta as afeições famintas” (Ciência e Saúde, p. 17). Isso me mostrou que o amor é a chave do verdadeiro suprimento. Comecei a ver Deus como Amor e como a ajuda, a inteligência e o provedor verdadeiros. Pude expressar também mais essa qualidade de amor em minha vida. Quando comecei a compreender de maneira mais profunda, minha conexão com Deus como a única fonte da minha felicidade e abundância, recursos vieram de formas variadas e tangíveis. Por exemplo, veio sob a forma de pagamento pela oração e cura para as pessoas que me ligavam pedindo ajuda. Veio na forma de um inesperado contrato de trabalho para meu marido. Veio também sob a forma de moradia.

Para mim, foi um processo gradual e natural com relação a ficar disponível para o trabalho de cura pela Ciência Cristã em tempo integral, comprometida 24 horas por dia, 7 dias por semana, e não dividindo meu tempo com outras ocupações. Surgiu, então, uma oportunidade de trabalho para fazer traduções para a Sociedade Editora da Ciência Cristã. Um a um, fui deixando os vários empregos de meio período que tinha. Valorizei imensamente meu trabalho como Praticista da Ciência Cristã. Era tão especial e gratificante! A transição foi suave e natural, nada drástica, e foi o resultado de uma mudança gradual em meu pensamento.

Com relação à faculdade, nossas duas filhas receberam bolsas de estudo, que cobriram a maior parte dos custos com a educação delas. Além disso, devido à nossa reduzida poupança, fomos qualificados para ajuda financeira. O suprimento que minha família necessitava começou a surgir em grande quantidade, à medida que meu amor pela Ciência Cristã e minha compreensão de Deus se aprofundavam. O que tínhamos, utilizávamos com cuidado, e partilhávamos com aqueles que tinham menos. Fomos abençoados com dois hóspedes de outro país que moraram conosco quando necessitaram de um lar. Quanto mais administrávamos nossas finanças em termos de “sabedoria, economia e amor fraternal” (ver Manual dA Igreja, p. 77), mais confiantes ficávamos para receber o suprimento, diariamente e a cada hora.

A natureza do nosso Pai divino é emitir o bem tão naturalmente como uma fonte de luz emite sua luminosidade

Depois que fiz o Curso Normal para me tornar Professora de Ciência Cristã, não tinha nenhuma ideia a respeito do local onde eu iria ministrar meu primeiro curso sobre a Ciência Cristã, chamado Curso Primário, com 12 dias de duração. Mas eu estava tão disposta a crescer espiritualmente, a fim de servir à Causa da Ciência Cristã, que confiei plenamente na promessa bíblica: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tiago 1:17).

A natureza do nosso Pai divino é emitir o bem tão naturalmente como uma fonte de luz emite sua luminosidade. Volvi-me a esse Pai em oração e me tornei mais consciente de Sua natureza como infinita, todo amorosa e fundamentada em princípios espirituais. No suprimento dessa Fonte infinita não há nenhum excesso ou carência, mas apenas o suprimento satisfatório no devido tempo.

Essas orações foram atendidas. Logo, um apartamento ficou disponível para minha filha e mim, quando precisávamos ir a Tóquio para ajudar meus pais. Finalmente, foi-me concedido aquele espaço para que eu pudesse lecionar o Curso Primário. Sempre como um resultado da minha disposição de servir, era-me concedido aquilo de que necessitava.

Não estava mais ressentida com a “universidade gradual”, nosso estilo de vida migratório ou pelo fato de não possuir uma casa própria. O lar, para mim, é aquilo que estou fazendo, não um lugar ou uma estrutura. Quando passei a verdadeiramente valorizar essa ideia, tudo quanto necessito tem se tornado visível de maneiras que têm abençoado nossa família e nossos vizinhos, uma comunidade muito maior do que jamais imaginara!

Sou abençoada à medida que dedico minha vida a ajudar outros mediante a oração e a amar a Deus de todo o meu coração e de toda a minha alma. Quão verdadeiras são estas palavras do Apóstolo Paulo: “Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra” (2 Coríntios 9:8).

 

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Conexão Ininterrupta com Deus

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Conexão ininterrupta com Deus

Tony Lobl

Poderíamos dizer que Jesus prefigurou e suplantou em desempenho as maravilhas tecnológicas de hoje.

Mesmo com a impressionante modernidade do século XXI, as capacidades tecnológicas não podem competir com o registro que Jesus deixou de acessos instantâneos ao conhecimento necessário, da interatividade a distância, e de uma incessante e criativa fonte de resoluções de problemas. Respectivamente, por exemplo, discerniu a história pessoal de uma mulher que ele acabara de conhecer em uma fonte de água em Samaria, curou o filho de um homem sem estar frente a frente com o menino e alimentou milhares de pessoas com apenas um punhado de pães e peixes.

Qual era seu segredo? Jesus expressava o Cristo, a conexão constante e consciente que todos temos com a Mente divina, Deus. Como o Mestre disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30). Qual é a natureza de tal conectividade crística? Ela tem de estar em toda parte ao mesmo tempo, prover todo o conhecimento necessário e estar instantaneamente acessível 24 horas por dia, todos os dias.

Algumas pessoas talvez digam que isso soa como a Internet! Exceto que a Mente divina é o Espírito infinito, todo o bem, enquanto que a Rede Mundial (Web: World Wide Web ou Internet), convenientemente assim chamada, inclui atrações materiais que podem enredar as pessoas. Entretanto, a conectividade tecnológica e a Mente não são mutuamente exclusivas, uma não precisa excluir a outra. A tecnologia é uma ferramenta que é útil, mas, algumas vezes, pode nos desencaminhar ou confundir. Encontrar o equilíbrio entre ficar o tempo todo conectado na tecnologia e saber quando dar um tempo dela é imperativo no mundo moderno. Como todas as coisas temporais, porém, nossa interação com os recursos tecnológicos pode ser guiada por Deus, ao invés de ser apenas uma simples expressão de preferência humana. Pode ser divinamente dosada (se estivermos imersos nela em demasia) e divinamente orientada (se estivermos hesitantes em usá-la).

Ao invés de se isolar em Atenas, o Apóstolo Paulo foi a público pregar o cristianismo

Como podemos alcançar o equilíbrio? A seguir, algumas ideias que ajudaram a ponderar minha interação com a conectividade ininterrupta dos dias de hoje:

Se, pelo uso da Internet não sobrar tempo para uma comunhão tranquila, ela está exigindo demais.

Um tempo a sós com Deus é precioso para nós como o era para Jesus. Apesar das inúmeras demandas sobre seu tempo, ele buscava isolar-se e subir a algum monte para sentir sua união com o Pai. Preservar um espaço tranquilo e tempo apropriados para a comunhão espiritual é parte vital no discipulado cristão, que não pode ser sacrificada pelo corre-corre das obrigações e oportunidades diárias, quer se esteja on-line ou off-line. Se nosso tempo conectado está excluindo nosso momento de nutrir a consciência com nossa união com Deus, provavelmente deveríamos reavaliar nossas prioridades. A competência para desempenhar muitas tarefas é uma grande habilidade, mas Deus exige um tempo diário da nossa atenção, sem distrações. Isso é para o nosso próprio bem, não para o dEle!

A oração leva à ação, e os campos de ação atuais incluem o ciberespaço

Seria possível que se manter em quietude por muito tempo possa excluir ações apropriadas que deveríamos tomar, incluindo interações on-line? Certamente que é importante ficar atento às confirmações e orientações de Deus, a fim de alcançarmos os mesmos resultados de Jesus, mas ele descia dos montes a fim de ficar disponível para a multidão que necessitava de cura.

O Apóstolo Paulo seguiu o precedente de Jesus. Em vez de se isolar em Atenas, enquanto esperava pela chegada de dois companheiros, ele foi a público pregar o cristianismo. Apresentava corajosamente seu testemunho nas sinagogas, expunha suas ideias nos mercados movimentados, compartilhava seus pensamentos com filósofos e respondia às perguntas minuciosas do Conselho no Areópago (ver Atos 17).

Podemos ficar atentos para saber se esse compartilhar deve incluir o uso de meios tecnológicos, além de interações face a face

Quem era o público de Paulo? A Bíblia o descreve como “atenienses e estrangeiros”, que eram pessoas que “…não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades” (Atos 17:21), e com quem Paulo interagia. Isso soa como muitos dos blogueiros de hoje, Twitteiros e espectadores do Youtube, e representa muito o diálogo entre os mais de 500 milhões de usuários do Facebook. Mas, se Paulo ainda estivesse presente hoje, seria difícil imaginá-lo não conectado a essa conversa global, explorando meios sociais de comunicação em busca do seu potencial, como uma ferramenta para aqueles “prontos a compartilhar, desejosos de comunicar” (ver 1 Timóteo 6:18, conforme a Bíblia King James).

As boas notícias sobre o cristianismo científico precisam ser encontradas on-line também.

Poderíamos argumentar que o empenho inabalável de Paulo o tornava um tipo único. No entanto, todos têm um propósito espiritual, uma razão sagrada para existir. Jesus deixou claro este propósito: Amar a Deus com todo o coração, alma, mente e força, e amar o próximo como a si mesmo (ver Marcos 12:30-31). Para aqueles que vivenciaram o potencial de cura da Ciência Cristã, é parte natural desse amor fraternal compartilhar com os outros as boas notícias que os abençoaram. À medida que nos esforçarmos para honrar o chamado de Jesus “de graça dai” do que recebeste gratuitamente (ver Mateus 10:8), podemos ouvir se esse compartilhar deve incluir a utilização de meios tecnológicos, além de interações face a face.

Em particular, aqueles que valorizam a Ciência Cristã devem saber que existem outros que se sentem impelidos a desacreditar do cristianismo em geral, e/ou a Ciência Cristã especificamente, e que usam frequentemente a tecnologia para promover ainda mais seus objetivos. Por que não deveria essa mesma tecnologia ampliar também “…tão grande nuvem de testemunhas…” (Hebreus 12:1) que existe para falar com eficácia da oração cientificamente cristã que cura?

Estou “conectado” pelas razões corretas?

Se nossas orações nos levam a desempenhar um papel na tecnologia de hoje, possibilitando uma conversação global, é útil considerar a razão pela qual Paulo se envolveu em um diálogo com o público de sua época. Ele não estava ali para autopromoção ou autorrealização, mas porque “…o seu espírito se revoltava em face da idolatria dominante na cidade” (Atos 17:16). Ele se torturava ao ver as pessoas mal orientadas sobre a natureza de Deus e cegas ao amor que Ele tem por elas. Paulo queria muito que elas enxergassem o valor de se concentrar em “coisas novas”, e isso incluía uma compreensão do cristianismo primitivo que torna possível que o “Deus desconhecido”, seja conhecido.

Por que a tecnologia não pode ser uma das formas de atender a essa demanda?

Por que não poderia o interesse entre os “atenienses e estrangeiros” antenados de hoje incluir igualmente a notícia da restauração do cristianismo primitivo, explanada em Ciência e Saúde, com sua praticidade comprovada por seus leitores? O livro inclui a avaliação de Mary Baker Eddy, de que “Milhões de mentalidades sem preconceitos — que com simplicidade procuram a Verdade, viandantes fatigados, sedentos no deserto — aguardam, atentos, o repouso e o refrigério. Dá-lhes um copo de água fresca em nome de Cristo, e nunca receies as conseqüências” (p. 570). Por que a tecnologia não pode ser uma das formas de atender a essa demanda?

A natureza mista do discurso da Internet não tem de nos tirar do rumo.

Uma razão pela qual a tecnologia talvez seja considerada inadequada para um propósito sagrado é a natureza, às vezes descortês, de seu discurso, especialmente no que diz respeito à religião. No entanto, algumas tiradas não deveriam necessariamente nos surpreender. Na verdade, Mary Baker Eddy descreveu a recepção da Verdade desta maneira: “Que importa se o velho dragão lançar um novo dilúvio para afogar a idéia-Cristo?” (Ciência e Saúde, p. 570). Entretanto, ela também falou sobre essa versão enfática daquilo que a Bíblia chama de mente carnal, o ódio materialista da Verdade, que “…não poderá abafar tua voz com o seu rugido, nem afundar novamente o mundo nas águas profundas do caos e da antiga noite” (Ibidem, p. 570).

Toda verdadeira comunicação independe da matéria

Uma forma de o “dragão” tentar abafar a voz instruída para enfatizar a verdade é intimidando-a ao silêncio. Isso é verdade tanto em espaços comunitários, perto de nossas casas, como também na comunidade eletrônica conectada em todos os cantos do globo. Não é confortável ser submetido a alguns diálogos digitais muito rudes que podem ocorrer, mas provavelmente também não deve ter sido para Paulo no Areópago. Isso não deteve seu amor, nem pode deter o amor que manifesta a voz da Verdade hoje.

Tenho um papel a desempenhar?

Este trecho de Ciência e Saúde declara: “A intercomunicação se faz sempre de Deus para Sua ideia, o homem” (p. 284). Toda verdadeira comunicação então independe da matéria, e é a Mente divina manifestando com exatidão o que precisamos saber, diretamente a cada um de nós. Cada pensador espiritual pode, em humilde oração, dar testemunho dessa realidade eterna e universal, como sendo aplicável onde as comunicações parecem vir por meio de uma infraestrutura digital complexa e desenvolvida.

Como Jesus e o Apóstolo Paulo, nossa união consciente com o Amor é a melhor coisa que temos a oferecer. Isso é verdadeiro, quer transmitamos o amor crístico, pessoalmente ou pela Internet, via celular, ou pelo Skype, quer fazendo amizade com um vizinho em nossa rua ou fazendo um amigo no Facebook, sussurrando uma verdade espiritual ao ouvido de alguém ou enviando-a por e-mail, abraçando um amigo ou enviando-lhe uma mensagem de texto. Mediante nossa união com a Mente, que tudo sabe, temos a intuição espiritual para discernir se o tempo que usamos a Internet é suficiente ou não. Pela nossa obediência à orientação que o Amor nos indica em cada situação, a cura acontecerá.

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Uma Herança Digna…

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UMA HERANÇA DIGNA DE SER REIVINDICADA

Robin Hoagland

Na opinião da maioria, meu nariz era igual ao de minha tia-avó Dorothy. Esse foi o consenso geral de uma daquelas conversas sem muita coerência durante reuniões de família, quando eu era ainda criança. Não que esse fosse um tópico importante para se tratar à mesa, devo admitir. Entretanto, parecia haver um interesse coletivo na razão pela qual esse meu traço fisionômico arrebitado, em particular, fosse tão diferente do perfil de meus pais. Portanto, de forma imprecisa, e em meio a fugazes lembranças e uma ou duas fotos antigas, minha individualidade foi explicada como hereditária.

O nariz de minha tia, as mãos iguais às do meu avô, as sardas de alguém que havia vindo de navio da Inglaterra séculos atrás. Eu parecia um prato onde juntaram todas as várias sobras depois de um piquenique em família.

Essa não é uma perspectiva muito gratificante, mas é muito frequente.

A ascendência tem sido há muito tempo uma maneira de identificar os traços dos indivíduos, das famílias, das tribos e das nações. Ao longo do tempo, a teoria por trás dela tem se expandido, retraído, sido revisada e reelaborada, a fim de acompanhar a maneira como pensamos sobre nós mesmos. Extensos pergaminhos de linhagem real, escritos à mão, deram lugar a sequências de códigos bioquímicos gerados por computador. Os registros de escribas sacerdotais foram transferidos a geneticistas com seus jalecos de laboratório.

No entanto, as premissas subjacentes à hereditariedade vieram para ficar e estamos presos a uma extensa linhagem de progenitores humanos, cada um passando adiante não apenas suas habilidades, mas também suas deficiências. Virtualmente, todas as disfunções, atrasos no desenvolvimento e doenças são hoje definidos em termos de um elo genético. Consequentemente, enquanto a origem de nossa identidade for buscada na matéria física, a panaceia permanece elusiva. Talvez toda a premissa de sofrimento humano deva ser reexaminada.

“A base das discórdias dos mortais é um conceito errado acerca da origem do homem”, escreveu Mary Baker Eddy, que foi a pioneira do sistema espiritual de cura na Ciência Cristã. “Começar certo é acabar certo” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 262).

Temos uma escolha a fazer. Começar pela matéria ou começar pelo Espírito. É como ficar entre dois trilhos de trem. Uma linha que chega e a outra que parte. A divergência não poderia ser mais extrema.

O homem não é uma constituição física limitada com uma vida útil limitada, mas é uma ideia eterna

Tomemos as palavras genética e gênesis. Ambas provêm da mesma raiz grega para “origem” ou “começo”. Entretanto, enquanto a genética se aprofunda na matéria em busca de uma sinopse física da nossa identidade, o gênesis nos conduz à Bíblia e suas palavras de abertura, elevando o pensamento para cima e para fora da matéria: “No princípio, criou Deus [Espírito] os céus e a terra” (Gênesis 1:1).

Será que estamos de volta à discussão infindável sobre evolução versus criacionismo?

Não. Nós não estamos diferenciando duas teorias sobre a origem de um universo material. O primeiro capítulo do Gênesis é uma bela e poética expressão da grandeza e inteligência de uma criação consistente com a natureza de Deus. Revela uma progressão do simples ao complexo, dentro do contexto do Espírito. É inteiramente boa e o homem (tanto macho quanto fêmea) é a imagem e semelhança de Deus. Portanto, como o semelhante produz o semelhante, o Espírito produz o homem espiritual. O homem não é uma constituição física limitada, com uma vida útil limitada, mas é uma ideia eterna, a expressão perpétua da sabedoria e amor infinitos de Deus.

Ao identificarmos a nós mesmos como o efeito espiritual de uma causa espiritual, podemos encontrar cura e restauração das condições e circunstâncias materiais, mesmo nas mais inflexíveis. Há uma bela ilustração disso no Evangelho de João, quando Jesus e seus discípulos se defrontam nas ruas de Jerusalém com um homem cego de nascença. Segundo a teoria amplamente aceita da época, somente uma ofensa contra Deus poderia causar defeitos congênitos.

A cegueira do homem era inconsistente com a natureza de Deus que tudo sabe e tudo vê

Em seguida, seus seguidores perguntaram: “Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego”? (João 9:2). De fato, eles estavam perguntando: “Qual a origem da deficiência desse homem”?

Jesus não lhes deu a resposta que esperavam, mas disse: “Nem ele pecou, nem seus pais” (João 9:3). A situação não era sobre a culpa (nem sobre os subsequentes sentimentos de culpa que podiam ter oprimido aquela família). Era simplesmente uma oportunidade, disse Jesus, para que fosse constatado o poder sanador de Deus.

De uma perspectiva espiritual, a cegueira do homem era inconsistente com a natureza de Deus, que tudo sabe e tudo vê. O homem, como a imagem e semelhança divinas, reflete a natureza de Deus. O que definia o homem, a matéria ou o Espírito? Para demonstrar qual origem deveria ser reverenciada, Jesus cuspiu na terra, passou a mistura barrenta nos olhos do homem e lhe pediu que os lavasse bem. Quando o homem obedeceu, descobriu que podia ver.

Não demorou para que esse homem compreendesse que a autoridade de Deus estava em ação no ministério de Jesus. Quando o homem confessou isso publicamente, foi ridicularizado e rejeitado pelas autoridades do Templo. Uma maravilhosa cura havia ocorrido: “Desde que há mundo, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença” (João 9:32). Entretanto, o sistema em vigor da época desconsiderou a explicação espiritual da cura do homem e repudiou o que Jesus oferecia à humanidade.

Nada da bondade e do poder de Deus se perdeu nas gerações seguintes desde Jesus

A cegueira pode assumir muitas formas. Ela pode rejeitar a evidência que não está de acordo com suas próprias teorias. A ascendência é uma área de especulação que revela nossos mais acalentados preconceitos. A própria linhagem de Jesus era controversa no meio dos judeus, que estavam esperando pelo Messias prometido. Seria ele um nazareno? O filho de um carpinteiro? Poderia ele realmente reivindicar que era da semente de Davi e assim cumprir a profecia?

O próprio Jesus instou uma redefinição radical de linhagem, quando recomendou: “A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus” (Mateus 23:9). Reconhecer Deus como o único Pai-Mãe verdadeiro, recoloca a herança junto às linhagens espirituais, e descobrimos que todos nós somos “co-herdeiros com Cristo” (ver Romanos 8:17), com todas as bênçãos e glórias que esse fato traz.

Nada da bondade e do poder de Deus se perdeu nas gerações seguintes, desde que Jesus caminhou pelas empoeiradas ruas de Jerusalém. Purificar a nós mesmos de um senso material acerca da nossa própria história, como fez o homem cego, traz cura para as condições hereditárias de hoje também.

Comecei a compreender o que significava reivindicar a Deus como meu Pai-Mãe

Em minha própria vida, não foram apenas as características físicas que foram levadas em conta entre as coisas que eu havia herdado. Como muitos parentes antes de mim, comecei a sofrer desde a adolescência de sintomas do que hoje é conhecido como distúrbio bipolar. Essa debilidade trouxe um grande problema para toda minha família. O alcoolismo e o suicídio faziam parte de seu trágico legado. Não havia cura pela medicina para esse mal. Disseram-me que ele fazia parte de quem eu era, algo com o qual teria de conviver e que podia, até certo grau, ser abrandado por meio de terapias diversas.

Ao saber disso, minha mãe sugeriu que eu pesquisasse a cura pela Ciência Cristã. Na ocasião, eu não via como a oração poderia mudar a identidade de alguém. Mas eu gostava muito das histórias de redenção e restauração na Bíblia e do modo como a Ciência Cristã as explicava, explicação essa fundamentada na lei divina, desconsiderando o que as pessoas simplesmente supunham que fosse lei. Com Deus, todas as coisas são possíveis.

No terceiro ano da faculdade, enquanto pesquisava essas ideias metafísicas em maior profundidade, comecei a compreender o que significava reivindicar a Deus como meu Pai-Mãe, minha origem, meu princípio, meu gênesis. Toda a plenitude, equilíbrio, inteireza, beleza, paz e a alegria inabalável que pertencem a Deus, pertenciam a mim como Sua filha. O semelhante produz o semelhante. Essa era a minha verdadeira herança e foi uma conclusão tão natural que eu realmente não notei a mudança que estava ocorrendo em mim. Entretanto, sentia esse profundo amor por Deus como meu verdadeiro Pai-Mãe, gentilmente me reorientando de muitas maneiras construtivas.

Na Ciência Cristã, o DNA perde seu terror como o árbitro de nossas capacidades e incapacidades

Quinze anos mais tarde, eu estava conversando com uma vizinha, cuja filha adotiva, uma de nossas babás favoritas, acabara justamente de receber o diagnóstico de distúrbio bipolar. Os sintomas que ela descreveu pareciam completamente estranhos para mim, e eu simplesmente acenei a cabeça com compaixão. Foi somente quando entrei em casa que me lembrei de repente que eu certa vez fora identificada com esse problema. Fiquei perplexa ao perceber que eu não havia pensado nisso nenhuma vez, desde a faculdade. O distúrbio tinha simplesmente desaparecido e nunca mais retornara. Alguém que tivesse me conhecido nos anos seguintes acharia absurdo que eu pudesse alguma vez ter sofrido disso. Rapidamente compartilhei tudo isso com minha vizinha que, pela primeira vez, sentiu-se encorajada pela possibilidade de libertação para sua filha também.

“Na Ciência o homem é o descendente do Espírito”, explica Ciência e Saúde. “O belo, o bom e o puro constituem sua ascendência” (p. 63). Que antídoto para uma sentença de condenação perpétua devido a um distúrbio genético! Na Ciência Cristã, o DNA perde seu terror como um árbitro de nossas capacidades e incapacidades. Por meio do raciocínio espiritual, podemos redefinir essa sigla em inglês como “Does Not Apply” (cuja tradução é “Não se aplica”) e em português talvez pudéssemos redefini-la como Deus Não Admite. Os filhos do Espírito não têm nenhum código material para limitá-los.

Será que isso significa que nós descartamos tudo o que recebemos dos nossos pais humanos? Se fizéssemos isso, correríamos o risco de violar o Quinto Mandamento: “Honra teu pai e tua mãe” (Êxodo 20:12). Ao contrário, o reconhecimento da herança espiritual de cada um de nós, incluindo nossos pais, concede-nos o maior tributo de todos. Ao levar avante o exemplo deles, ou seja, nada a não ser o melhor que sabemos deles, “o belo, o bom e o puro”, asseguramos um legado de honra duradoura, de geração a geração. Aquilo que não pertence primeiro a Deus, não pertence a eles também. Tem de ser deixado para trás sem nenhum nome e sem ninguém para reivindicá-lo agora … ou em alguma data futura.

Recebemos nossa herança diretamente de Deus

Aquelas árvores genealógicas, que traçam uma repetição interminável da vida humana e da morte, são substituídas pela árvore espiritual da única Vida. As folhas dessa árvore, explica o livro do Apocalipse: “são para a cura dos povos” (ver Apocalipse 22:2).

Tantos dos conflitos do mundo têm suas raízes em feudos tribais, ou seja, disputas entre famílias, e continuam ao longo dos séculos. Com um único Deus, uma única Origem ou Pai-Mãe, essas antigas disputas entre nós desaparecem. Recebemos nossa herança diretamente de Deus. Ela não fica diluída, deslocada nem desonrada, ao longo do caminho. Está intacta e não diminuída. Todos recebem a porção completa do Amor infinito, inexaurível.

A igreja cristã primitiva se deleitava com um senso de família não mais fundamentado no parentesco humano, na cidadania ou cultura. Os participantes se davam conta de que reivindicavam uma herança espiritual que os libertava de um extenso espectro de deficiências físicas, injustiças sociais e fraquezas morais. O Apóstolo Paulo escreveu exuberantemente: “Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus. … Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gálatas 3:26–29).

Essa é a herança que não pode ser definida pelas gerações ou confinada pela genética. Ela oferece abundância espiritual ilimitada que libera todo o nosso potencial. Portanto, o que minha tia-avó Dorothy e eu realmente temos em comum é o mesmo Pai-Mãe, o Amor divino, e um legado em comum de Vida espiritual que individualiza para sempre cada um de nós como a expressão única do único Deus infinito!

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O Novo Nascimento

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O

NOVO NASCIMENTO

Mary Baker Eddy

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São Paulo refere-se ao novo nascimento como: “a espera da adoção, a redenção do nosso corpo”. O grande Profeta Nazareno disse: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus”. (Mat. 5:8) nada que não seja a espiritualização—sim, a cristianização mais elevada—de pensamento e desejo, pode dar a verdadeira percepção de Deus e da Ciência divina, que resulta em saúde, felicidade e santidade.

O novo nascimento não é obra de um momento. Começa com momentos e prossegue por anos; momentos de submissão a Deus, de confiança como a de uma criança e de prazerosa adoção do bem; momentos de auto-abnegação, auto-consagração, esperança celestial e amor espiritual.

O tempo pode dar início ao novo nascimento, mas não pode completá-lo; isto é obra da eternidade, pois o progresso é a lei da infinidade. Só por meio de dolorosa agonia da mente mortal pode a alma, como sentido, ser acalmada, e o homem despertar à Sua semelhança. Que pensamento iluminado de fé! Que os mortais podem despojar-se do “velho homem”, até descobrir-se o homem como imagem do bem infinito que denominamos Deus, e apareça a plenitude da estrutura do homem em Cristo.

No homem mortal e material, a bondade parece estar só no embrião. Através do sofrimento, por causa do pecado e do gradual desaparecimento do sentido mortal e material do homem, o pensamento desenvolve-se em um cristianismo nascente, e, alimentando-se inicialmente com o leite da Palavra, ingere as doces revelações de uma nova Vida e um novo Amor mais espirituais. Estes alimentam a ávida esperança, satisfazem em grau elevado a ânsia por imortalidade e de tal forma consolam, alegram e abençoam o homem, que exclama: Nesta minha infância, isto é uma parcela suficiente do céu que desce à terra. Porém, a medida que alcancemos a maioridade no cristianismo, descobrimos quanto falta e que ainda é necessário para tornar-nos totalmente semelhantes a Cristo, que dizemos: O Princípio do Cristianismo é infinito; ele realmente é Deus; e este Princípio infinito requer infinitas exigências do homem, exigências que são divinas, não humanas; e a habilidade do homem para satisfazê-las provém de Deus, pois, sendo sua imagem e semelhança, o homem deve refletir o pleno domínio do Espírito—e com isto a sua supremacia sobre o pecado, a doença e a morte.

Isto significa, pois, o despertar do sonho da existência da vida na matéria, a grande realidade de que DEUS É A ÚNICA VIDA; em conseqüência do que, devemos admitir um conceito mais elevado tanto de Deus como do homem. Devemos reconhecer que Deus é infinitamente mais do que uma pessoa, ou uma forma finita, possa conter; que Deus é uma divina Totalidade, é tudo, uma oni-impregnada inteligência e Amor, um divino, infinito Princípio; e que o cristianismo é uma Ciencia divina. Esta recém-despertada consciência é totalmente espiritual; emana da Alma e não do corpo, e é o novo nascimento que começa na Ciência Cristã.

Agora, querido leitor, pausemos juntos por um instante para contemplarmos seriamente esta recém-nascida alteza espiritual, pois, esta afirmação requer demonstração.

Aqui estas frente a frente com as leis do Espírito, infinito, contemplando pela primeira vez o irreversível conflito entre a carne e o Espírito. Te encontras ante as horríveis detonações do monte Sinai. Ouves e registras os estrondos da lei espiritual da Vida que se opõe a lei material da morte; a lei espiritual do Amor, que se opõe ao sentido material do amor; a lei da harmonia e do bem onipotentes, oposta a qualquer suposta lei de pecado, doença ou morte. E, antes que se tenham extinguidas as chamas neste monte da revelação, te descalças, tal como o patriarca de antanho, — pões de lado os teus impedimentos materiais, opiniões e doutrinas humanas, renuncias à tua religião mais material, com os seus rituais e suas cerimonias, livras-te da tua “matéria médica” e higiene, por serem piores do que inúteis—para sentar-te aos pés de Jesus. Nesse caso, te inclinas humildemente ante o Cristo, a idéia espiritual que o nosso grande Mestre nos trouxe do poder de Deus para curar e salvar. Então acontece que contemplas pela primeira vez o Principio divino que redime o homem da maldição do materialismo, — pecado, doença e morte. Este nascimento espiritual revela à compreensão extasiada uma concepção mais elevada e mais sagrada da supremacia do Espírito, e do homem como Sua semelhança, por meio da qual o homem reflete o poder divino para curar os enfermos.

Um nascimento material ou humano é a aparição de um mortal, não da de um homem imortal. Este nascimento é mais ou menos prolongado e doloroso, de acordo com as circunstancias oportunas ou inoportunas, segundo às condições normais ou anormais que o acompanham.

Com o nascimento espiritual, a existência primitiva, impecável e espiritual do homem desponta no pensamento humano, — através da agonia da mente mortal, de uma esperança frustrada, do perecível prazer e das se acumulando dores dos sentidos, — mediante o qual se perde o conceito de si mesmo como matéria, e se adquire um sentido mais verdadeiro do Espírito e do homem espiritual.

A purificação ou a repetido batismo pelo Espírito, desenvolve, passo a passo, a semelhança original do homem perfeito, e apaga o signo da besta. “O Senhor corrige a quem ama, e açoita a todo filho a quem recebe” (Hebreus 12:6); portanto, regozije-se na tribulação e acolha com alegria estes sinais espirituais do novo nascimento sob a lei e o evangelho do Cristo, a Verdade.

As proeminentes leis que ativam o nascimento na divina ordem da Ciência, são estas: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20:3); e “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mat. 19:19).

Traduzidos para a nova língua, ao seu sentido espiritual, estes mandamentos de infinita sabedoria significam: Amarás unicamente e Espírito, em toda a sua qualidade deifica, ainda que em substancia, e não o seu oposto; te reconhecerás unicamente como filho espiritual de Deus, e reconhecerás o verdadeiro homem e a verdadeira mulher, os todo harmoniosos “macho e fêmea”, como de origem espiritual, o reflexo de Deus, — portanto, como filhos de um mesmo Pai, — no qual e pelo qual Pai, Mãe e filho são o Princípio divino e idéia divina, sim, o divino “Nós”—um no bem e o bem em Um.

Com este reconhecimento, o homem jamais poderá separa-se do bem, Deus; e abrigará, necessariamente, um amor constante para com o seu próximo. Só quando admitimos o mal como sendo uma realidade, entrando consequentemente num estado de maus pensamentos, acreditamos poder separar o bem-estar de um homem daquele de toda a família humana e, desta forma, tentar separar a Vida de Deus. Este é o equívoco que nos causa muito arrependimento e que deve ser superado. Não saber o que nos está abençoando, mas acreditar que algo que Deus envia é injusto—ou que Ele ordena aos Seus emissários a causar-nos injustiça—está errado e é cruel. A inveja, os maus pensamentos, maledicência, a avareza, a luxúria, o ódio e a malícia sempre fazem mal, quebrarão a regra da Ciência Crista e impedirão a sua demonstração; mas a vara de Deus e a obediência exigida de Seus servidores, para levar a cabo o que Ele os ensina, jamais são inclementes, jamais imprudentes.

A tarefa de curar os doentes, é muito mais fácil do que ensinar o Princípio divino e as regras da Ciência Crista de tal forma que elevem os afetos e os motivos dos homens, para que aceitem estas regras e este Princípio e os demonstrem na vida diária. Aquele que escolheu o nome de Cristo, que virtualmente aceitou as exigências divinas da Verdade e do amor na Ciência divina, diariamente se afasta do mal; e todos os esforços iníquos de supostos demônios, jamais podem mudar o curso daquela vida que flui invariavelmente a Deus, sua fonte divina.

Porém, o mais espantoso pecado que os mortais podem cometer é usar o libre do céu para come ele cobrir a iniquidade. Eu teria mais confiança em um médico honesto que, com o seu tratamento atua de acordo com as suas declarações e seus conhecimentos, segundo o seu mais alto critério, para curar-me, do que poderia ou quereria Ter em um hipócrita lisonjeiro ou um mal-praticista mental.

Entre as forças mentais centrípetas e centrífugas de gravitações materiais e espirituais, nós entramos no ou saímos do materialismo, ou seja, do pecado, e escolhemos assim o nosso rumo e seus objetivos. Qual, então, será a nossa escolha: o pecaminoso, material e perecível, ou o espiritual, proporcionador de alegria e eterno?

O sentido espiritual da Vida e seus nobres propósitos são em si mesmo um benção que proporciona saúde e inspira regozijo. Este sentido da Vida ilumina a nossa senda com o esplendor do Amor divino; cura o homem espontaneamente, moralmente e fisicamente—exalando o aroma das palavras de Jesus: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28).

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Traz Cura o Que Pedimos em Oração?

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TRAZ CURA O QUE PEDIMOS

EM ORAÇÃO?

Harry N. Levinson

Em poucas oportunidades sentimos tanto nossa proximidade com Deus, como quando obtemos uma cura por meio da oração. Milhares de pessoas podem testificar que foram curadas pela oração. Como estudantes da Bíblia, que desejam aprender mais sobre essa oração que cura, talvez precisemos considerar a pergunta: “O que é que pedimos em nossa oração?”

Se nossa oração a Deus não passar de uma súplica para que Ele nos cure, não é muito diferente de pedir a um ser humano que nos dê alguma coisa que queremos. Mas, como aprendemos nas Escrituras que Deus e Espírito infinito, que Ele é a Mente divina que Cristo Jesus expressou, sabemos que Deus deve ser infinitamente diferente do mortal, da pessoa finita. Assim, para orar de acordo com as Escrituras, temos que orar a partir de um ponto de vista novo, realmente com um sentido espiritual acerca dEle, como o Deus único e infinito, que criou o homem à Sua própria imagem. No capítulo “A Oração”, do livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde, a Sra. Eddy escreve: “O mero hábito de suplicar à Mente divina, assim como se suplica a um ser humano, perpetua a crença de que Deus seja humanamente circunscrito – erro que impede o desenvolvimento espiritual.” (Ciência e Saúde, p. 2)

Certa noite eu tentava curar-me de uma gripe que havia se agravado durante o dia. Orei diligentemente, afirmando a verdade aprendida na Ciência Cristã de que, por ser o Espírito, Deus, perfeito e harmonioso, eu deveria refletir essas qualidades naquele exato momento, como Sua imagem espiritual. Mas não obtive cura imediata. Estava grato por sentir alívio, e como antes já havia vencido pela oração uma enfermidade semelhante, tive fé e convicção de que poderia vencê-la também naquele momento. Continuei a estudar e a orar algum tempo e depois fui dormir. Acordei no meio da noite sentindo-me mal e então levantei-me para estudar a Bíblia e Ciência e Saúde.

Desta vez, orei para ver o que eu necessitava saber. A Bíblia fala-nos, nas palavras de nosso Mestre, Cristo Jesus: “Deus, o vosso Pai, sabe de que tendes necessidade, antes que lho peçais.” (Mateus 6:8) Eu sabia que a única Mente divina estava revelando a verdade espiritual que eu necessitava perceber. Tomei o livro Ciência e Saúde novamente, buscando as páginas iniciais sobre a oração, para esclarecer o meu pensamento. Li a citação já mencionada sobre “suplicar” a Deus e o que chamou minha atenção foi a advertência de que trata-se de um “erro que impede o crescimento espiritual”. Mais do que tudo, mais do que a própria cura, eu não queria que houvesse impedimento ao meu crescimento espiritual. Então li a citação novamente e, dessa vez perguntei: “Será que estou de alguma forma implorando a Deus para ser curado?” Honestamente, eu não achava que estivesse. De repente, percebi que, embora afirmasse a perfeição de Deus e do homem, como Sua imagem, eu estava, ao mesmo tempo, tão desejoso de livrar-me do sofrimento, que inconscientemente “suplicava” por alívio e cura.

Enquanto procurava saber quais as minhas necessidades reais, encontrei no mesmo capítulo sobre a oração estas linhas explicativas: “Aquilo de que mais necessitamos, é a oração motivada pelo desejo fervoroso do crescer em graça, oração que se expressa em paciência, humildade, amor e boas obras.” E adiante, na mesma página: “Pedir simplesmente que possamos amar Deus nunca nos fará ama-Lo; mas o anseio por sermos melhores e mais santos, expresso na vigilância diária e no esforço de assimilar mais do caráter divino, há de nos moldar e formar de novo, até que despertemos na Sua semelhança.” (C&S, p.4)

Ponderei sobre esses trechos e reafirmei a unidade do homem com Deus, desta vez com a grata compreensão de que eu realmente era aquele homem espiritual que expressava perfeita harmonia, bondade e Amor. De repente percebi que não sentia mais dor e não estava mais com o peito congestionado. Voltei para a cama livre e sereno, regozijando-me pela compreensão e pela inspiração que havia tido. No dia seguinte todos os vestígios da enfermidade desapareceram completamente. Eu sabia que tinha aprendido uma lição importante sobre a oração na Ciência Cristã. 

 

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Fidelidade

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FIDELIDADE

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Marian English

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A fidelidade a um Deus único, o Bem,

exige uma oração que de tal maneira

ocupe o pensamento

com a consciência de Sua Presença,

de modo que não possa

ser este invadido por nada

dessemelhante de Sua natureza Infinita.

 

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Como é Que a Oração Cura…

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COMO É QUE A ORAÇÃO CURA

PROBLEMAS DE SAÚDE?

Linda Jo Beckers

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Uma amiga e eu tínhamos saído para jantar, certa noite, e após uma refeição agradável, estávamos indo para o próximo compromisso. Havíamos feito alguns quilômetros de estrada, quando pedi à minha amiga que parasse o carro, pois eu estava com tantas dores que os solavancos do carro estavam se tornando insuportáveis. Aparentemente, eu havia comido alguma coisa estragada no jantar. Encontramos um lugar sossegado onde parar por alguns minutos.

Um exemplar de Ciência e Saúde, da Sra. Eddy, estava ao meu alcance. Abri-o na pergunta: “O que é a Mente?” A resposta começa simplesmente: “A Mente é Deus.” E continua: “O exterminador do erro é a grande verdade de que Deus, o bem, é a Mente única e que o suposto contrário da Mente infinita – chamado diabo, ou o mal – não é a Mente, não é a Verdade, mas é o erro sem inteligência nem realidade.” Rejeitei a sugestão de que esse mal tivesse inteligência ou realidade.

Neguei o pensamento de que um corpo material pudesse ter autoridade em questões de saúde ou que a criação de Deus pudesse estar sujeita à dor, à inteligência ou à ignorância. Regozijei-me por saber que toda a criação, como produto do Espírito divino, é, em realidade, espiritual e governada por um Deus amoroso. Compreendi que, exatamente naquele momento e naquele local, minha situação estava sob o inteiro controle de Deus e de nada mais. Nem o alimento nem o medo podem perturbar o governo de Deus! O reconhecimento desse fato me trouxe paz e, em menos tempo do que se leva para ler esta frase, toda dor havia passado. Esse foi o fim do problema. Minha amiga e eu prosseguimos com a nossa programação para aquela noite.

Como é que uma atividade mental, como a oração, pode curar doenças físicas? Destruindo, através do poder incontestável de Deus, o medo e outros elementos mentais que servem de base à doença. As disfunções corpóreas não têm outra opção a não ser ceder, quando nosso pensamento cede ao governo perfeito de Deus, à convicção sanadora da presença e do cuidado do Amor. Quando reconhecemos a Deus, o bem supremo, como a única fonte genuína de todo pensamento e de toda atividade, e damos lugar a essa verdade em nosso pensamento, nós, efetivamente, negamos, tornamos sem poder, o medo de que o mal possa ter poder em nossa vida. Quando o medo se dissipa, o corpo responde de maneira que parece milagrosa para aqueles que não estão familiarizados com a cura cristã; Mas a cura é o resultado perfeitamente natural da lei de Deus, compreendida e obedecida.

A oração sanadora baseia-se na plataforma da própria natureza perfeita de Deus, como Mente amável e eterna, a única Mente, que cria apenas o bem. Como Deus é o único Criador, a fonte de tudo o que realmente existe, todos têm o direito, e a responsabilidade, de aceitar como verdadeiros apenas aqueles pensamentos e coisas que possam ter origem em Deus. O medo e a doença decididamente não se originam em um Deus todo-amoroso! Não têm inteligência, substância nem poder, portanto não podem realmente controlar-nos, em nenhum momento. A doença nunca é causada por Deus; ao contrário, nós, cada um de Seus filhos, somos levados por Deus a expressar Sua harmonia. Por isso nunca precisamos temer a doença, pois podemos curá-la.

Embora a teoria médica presuma que a saúde seja uma condição do corpo, dependente de certas propriedades físicas e de processos bioquímicos, essa presunção, injustamente, deixa fora de cogitação o ministério sanador de Jesus, e tudo o que ele implica. Em sua busca de saúde, a Sra. Eddy se empenhou em compreender como Jesus curava. Por fim, tendo a Bíblia como único guia, fez uma descoberta revolucionária acerca da natureza da saúde. Descobriu que o pensamento não só é importante para a saúde mas, na cura metafísica, é a única coisa a ser tratada! Referindo-se à doença, ela explica: “É medo manifestado no corpo.”

No capítulo de Ciência e Saúde, “A Prática da Ciência Cristã”, há uma parte intitulada “ELUCIDAÇÃO DO TRATAMENTO MENTAL”. No parágrafo que dá início a essa questão, lemos: “A prática científica cristã começa com a nota tônica da harmonia apresentada por Cristo: “Não temais!” E mais adiante, diz: “Começa sempre teu tratamento acalmando o medo dos pacientes. Assegura-lhes, silenciosamente, estarem isentos de moléstia e de perigo. Observa o resultado dessa regra simples da Ciência Cristã e notarás que ela atenua os sintomas de toda moléstia.”

O medo sugere que sejamos algo menos que a própria imagem e semelhança de Deus. Também sugere que algo diferente da Mente divina nos governe. O medo sempre está em contradição com a vontade de Deus, mas nós temos sempre a capacidade de raciocinar e agir de acordo com Ele. Compreender a bondade e a supremacia absoluta de Deus nos dá uma base segura para reconhecer e rejeitar o pensamento amedrontado. Como diz a Bíblia: “Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.”

Como podemos combater o medo? Por que é que estamos sempre em segurança sob os cuidados de Deus? Já que Deus é o único Criador, a única Mente, não há nenhum elemento da criação que esteja fora de Seu controle, capaz de causar o mal. Como Deus é onipotente, não há perigo de que a vontade de Deus seja frustrada por algum mal, da espécie que for. Sendo Deus onisciente, não há aspecto, nem recanto da criação que possa se esquivar ao Seu governo perfeito. À medida que nos apegamos a tais fatos absolutos, neles insistimos, e expressamos a pureza e a integridade que caracterizam a natureza divina, e portanto nosso próprio verdadeiro ser como semelhança de Deus, começamos a encontrar o segredo da saúde e da felicidade. Aqui e agora começamos a ter vislumbres da onipresença do reino de Deus! Mais do que simples pensamento positivo, essa é a compreensão espiritual que demonstra a lei de Deus em ação.

No meu próprio caso de intoxicação alimentar, foi preciso reconhecer que a aparente negligência por parte dos funcionários do restaurante não era um fator atuante em minha saúde, pois só Deus é que mantém o homem. Precisei enfrentar o medo, a sugestão errônea de que eu era um ser material sujeito a dano, e tive de destruir esse medo por meio da compreensão de que o homem é, de fato, espiritual, a imagem e semelhança de Deus e está sempre sob Seus cuidados.

Perguntar de onde vem o medo seria como ver 2 + 2 = 7 escrito nalgum lugar e gastar toda uma tarde tentando descobrir de onde veio o 7. O 7 é simplesmente um erro e não tem nada a ver com o cálculo. O que fazer com ele? Apagá-lo e colocar a resposta certa. Da mesma maneira, o medo e a doença não fazem parte do cálculo, não fazem parte da Ciência de Deus e do homem. Não precisamos tentar descobrir de onde vieram; só precisamos saber de onde viemos, de Deus, da Mente divina, da única Mente, e não aceitar mais nada no pensamento. Então veremos a cura.

Em realidade, a saúde não consiste, absolutamente, de reações químicas ou de propriedades do físico. A saúde é uma qualidade espiritual, indestrutível, é parte integrante do homem criado à imagem de Deus. É a sanidade e a integridade natural do Ser divino e de Sua expressão. A saúde é o fato acerca de nosso ser harmonioso e permanente, sob o governo perfeito de Deus. A doença expressa o medo humano de que Deus não seja Tudo. Temos toda razão de nos regozijar por Deus realmente ser tudo e governar cada detalhe de nosso ser, aqui e agora. Podemos recusar-nos a ser intimidados por sugestões amedrontadoras sobre nossa saúde ou a respeito de qualquer outra coisa. O homem está em segurança sob os cuidados de Deus e nós temos a capacidade de provar esse fato através da cura.

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(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Maio 1997)

Um Universo Que Não Necessita Ser Salvo

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UM UNIVERSO QUE NÃO NECESSITA

SER SALVO

(De O Arauto da Ciência Cristã)

Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, nos diz: “Deus modela todas as coisas segundo Sua própria semelhança. A Vida é refletida em existência, a Verdade com veracidade, Deus em bondade, as quais transmitem sua própria paz e permanência. O Amor, redolente de altruísmo, inunda tudo de beleza e de luz”.

Podemos pensar que voltar nosso pensamento a Deus em oração seja insuficiente para tratar um problema que envolva a humanidade. Mas nada é mais poderoso do que a oração, porque nos mostra que o universo de Deus não necessita ser salvo, mas sim reconhecido como espiritual e intacto. A compreensão da lei de Deus, eterna e sempre presente, protegerá a humanidade e nosso ambiente para sempre.

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A Lei do Suprimento e a Lenda da Escassez

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A LEI  DO SUPRIMENTO

E A LENDA DA ESCASSEZ

Patricia M. White

 

Para compreender a lei do suprimento, ou provisão, temos de captar o significado mais profundo tanto de “lei” como de “suprimento”. A lei verdadeira é imutável, inflexível, eterna. Não pode ser manipulada nem contornada por meio de subterfúgios; não é afetada por tempo, mudança de padrões de comportamento ou de costumes, nem por pressões ou caprichos humanos. Está baseada no Princípio infalível, e o Princípio é Deus. Por isso, a lei é sustentada e apoiada por Deus, é inteiramente espiritual e está completa. A lei, por emanar de Deus, cuja natureza é o bem, para ser lei, tem de ser boa. 

Por outro lado, a lei humana é feita pelos homens, não por Deus. Quando a lei humana se baseia na lei imutável de Deus, exposta nos Dez Mandamentos, e naquilo que Cristo Jesus ensinou, torna-se uma influência para o bem. Mas, quando se baseia em opiniões humanas, está sujeita aos abusos e às limitações mortais. Pode ficar obsoleta com o passar do tempo ou com as circunstâncias materiais alteradas: está sujeita à interpretação humana, e esta pode errar. 

A lei baseada em opiniões pode vir a ser algo diretamente oposto à lei de Deus. Exemplo disso é a assim chamada lei material, que afirma ter o homem de adoecer e morrer. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy expõe a mentira da lei material ao referir-se às obras de cura de Cristo Jesus. Escreve: “Ele fazia a vontade do Pai. Curava a doença em desafio ao que se chama lei material, porém de acordo com a lei de Deus, a lei da Mente.”

Ora, o suprimento, tal como a lei, emana de Deus, embora os sentidos materiais argumentem em contrário. Se você duvidar disso, considere por alguns momentos as ocasiões descritas na Bíblia em que o suprimento –de alimento, água, dinheiro, ou de alguma outra coisa –se manifestou, embora nenhum recurso material estivesse evidente. Para os israelitas sob a chefia de Moisés, o maná apareceu sobre o solo qual escamas de geada, a água brotou de um rochedo e codornizes, vindas durante a noite, os abasteceram de carne. Cristo Jesus também alimentou milhares de pessoas, usando apenas os meios espirituais. Em outra ocasião, ordenou a Pedro que buscasse, na boca de um peixe, o dinheiro necessário para o imposto. As obras de Jesus mostram claramente que a fonte do suprimento do homem é ilimitada e que esta lei pode satisfazer – e satisfaz –às necessidades diárias.

Mesmo no sentido humano, a palavra suprimento é derivada do latim supplere, que significa “encher”. No entanto, o uso comum limitou de tal modo esta palavra, que hoje existe a expressão “suprimento reduzido”, o que é, realmente, uma contradição de termos! O verdadeiro sentido de suprimento está ilustrado maravilhosamente no quarto capítulo de 2 Reis, onde lemos que Eliseu ajudou uma mulher viúva, cujos filhos iam ser levados como escravos em pagamento das dívidas da família. Ele a alentou: “Dize-me que é o que tens em casa.” Respondeu-lhe ela: “Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.” Isso mostrou que acreditava ter sua receita, seu sustento, origem material. Eliseu revelou-lhe que, se ela tivesse fé, a própria botija de azeite, que ela achara pouca, podia suprir às suas necessidades. A escassez não estava em sua casa, mas em sua consciência. Sua disposição de seguir as instruções do profeta, e ir pedir aos vizinhos muitas vasilhas emprestadas, mostra que a mulher começava a enxergar algo para além do testemunho do sentido material que a cercava. Essa fé ampliada na bondade de Deus, apoiada pela visão espiritual do profeta, fê-la encher todas as vasilhas com o azeite de uma só botija.

No entanto, perguntaria alguém, como se demonstrará essa lei de abundância espiritual hoje em dia? Há tantas circunstâncias mais complicadas.

Uma Cientista Cristã, que vivia num país considerado do terceiro mundo, foi alertada para esse relato bíblico por uma praticista da Ciência Cristã a quem pedira ajuda. Tal como a viúva, aquela mulher passava necessidades. Havia sido proprietária de um bom negócio, mas como muitas outras pessoas da ilha, perdera sua fonte de renda devido à instabilidade política local. E, o que parecia desafio ainda maior, havia solicitado admissão a um Curso Primário de Ciência Cristã e a hora de embarcar se aproximava; porém os recursos não apareciam. Em seu trabalho com a praticista, foi levada a compreender que, em grande parte, sua receita baseava-se nos pensamentos que ela admitia na consciência. As condições que pareciam causar a privação, tais como a falta de turistas, ser seu país classificado como do terceiro mundo, a instabilidade política, eram materiais. Não sendo espirituais, não vinham de Deus, a Mente. Assim, não podiam invadir sua experiência, se ela não o permitisse. Eram crenças limitadoras; ao passo que, de sua parte, ela necessitava expandir o pensamento à ilimitada bondade de Deus.

Como resultado desse trabalho em oração, duas coisas aconteceram: seu estudo de Ciência Cristã tornou-se uma atividade alegre, em vez de forçada; e o medo, em vez de aumentar com o passar do tempo, predominou cada vez menos em seu pensamento. Mas a evidência material ainda não mudara.

Finalmente, certa manhã, ao relembrar o relato bíblico a respeito da viúva, indagou-se em voz alta: “O que é que eu tenho em minha casa?” E, graças à sua crescente compreensão de suprimento, deu-se conta de possuir duas máquinas de costura em desuso e alguns móveis encostados, fora de uso, que poderia vender. Veio a pergunta: Mas quem tem condições de comprar? Imediatamente rejeitou esse pensamento negativo e olhou pela janela. Do outro lado da rua, havia algumas pessoas trabalhando num edifício público. Chamou uma delas. Por intermédio dessa pessoa e de seus amigos, a Cientista Cristã pôde vender em menos de um mês, alguns dos objetos, o suficiente para fazer a viagem. E não só isso. As coisas de que não precisava mais serviram muito bem às pessoas que as compraram por preço acessível. Foi mesmo uma lição de abundância do bem para todos.

Assim, pois, a verdadeira lei do suprimento, a lei divina do suprimento, nunca é insuficiente, não está em desequilíbrio nem é parcial. Nem está baseada em reservas materiais, pois está integralmente amparada por Deus, a Mente. O homem põe-se sob essa lei do suprimento, porque o homem é a manifestação ou expressão de Deus. Cristo Jesus afirmou-o assim: “Tudo quanto o Pai tem é meu.” A bondade de Deus destina-se ao homem, porque é um extravasar do amor de Deus pelo homem. Por isso, como manifestação de Deus, o homem expressa abundância, assim como expressa misericórdia, amor, alegria. Não há carência em Deus, por isso não pode haver carência em Sua idéia, o homem.

Então, que nos impede de ver essa lei de suprimento operando mais eqüitativamente em nossa vida e no mundo de hoje? É a crença universal em escassez—evidenciada em escassez de empregos, de alimento, de chuva para as colheitas ou de idéias. As pessoas acreditam na escassez, levadas pelos sentidos materiais, pois estes erroneamente descrevem a substância do suprimento como material, assim como se imagina que a substância da saúde reside no corpo material. Esse falso modo de pensar deixaria Deus fora de Sua própria criação e faria da matéria a fonte de toda substância. 

A escassez, portanto, é o resultado de as pessoas aceitarem o testemunho dos sentidos materiais. À medida que isso for corrigido, e a consciência for imbuída dos fatos divinamente científicos da lei divina de suprimento, a abundância tornar-se-á evidente. Quanta abundância? A Abrão, que havia dito a Ló para pastorear seu rebanho em outro lugar, devido a desentendimentos entre seus pastores, e o havia deixado escolher para onde ir, Deus disse: “Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre .” Quanta abundância? Tudo quanto Abrão viu.

Ciência e Saúde diz: “Se o pensamento se sobressalta ante o vigor com que a Ciência proclama a supremacia de Deus, ou Verdade, e põe em dúvida a supremacia do bem, não deveríamos, pelo contrário, espantar-nos ante as vigorosas pretensões do mal e duvidar delas, e não continuar a pensar que é natural amar o pecado e desnatural abandoná-lo—não continuar a imaginar que o mal está sempre presente, e o bem ausente?”

Trazemos à nossa experiência o que percebemos ou compreendemos da lei do suprimento. E, à medida que aprendemos a voltar-nos mais e mais a Deus—a caminhar humildemente com Deus—a mentira da escassez, sob todas as suas formas, vai, progressivamente, desvanecendo-se para nós. O Salmista, numa notável frase de grande valor espiritual, descreveu essa lei perfeita, nas seguintes palavras reveladoras e consoladoras: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.”

 

(Extraído de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – Maio 86)