Curar-se Da Dor

Nossos pensamentos afetam nosso corpo. A felicidade produz o sorriso, a tristeza produz as lágrimas. O estresse, a raiva e o ódio produzem problemas físicos e, até mesmo, orgânicos. Esses fenômenos são geralmente bem conhecidos.

Mas, ao examinarmos esses efeitos em maior profundidade, descobriremos que não apenas o pensamento tem influência sobre o corpo, mas que o corpo é a objetivação do pensamento. As condições do corpo são a aparência exteriorizada dos pensamentos que entretemos conscientemente, bem como conceitos e temores que possamos abrigar inconscientemente.

Isso também é verdadeiro com relação à dor. Embora possa parecer como algo físico, a dor de fato objetiva pensamentos errôneos, ou seja, medos e conceitos materialistas sobre a vida e sobre aquilo que nos governa. A razão pela qual sabemos que esses pensamentos são errôneos, é que são eles que produzem os problemas. As verdadeiras ideias acerca de Deus e de Sua bondade produzem harmonia em nossa vida. As crenças irreais e falsas causam os problemas e a cura ocorre quando esses pensamentos errôneos são corrigidos.

A maioria das pessoas acredita que a matéria cria suas próprias condições e, em seguida, sofre com as condições supostamente criadas pela matéria…. Mas na realidade a matéria não tem a inteligência que parece ter

Por exemplo, certa vez, ao abrir o forno, inadvertidamente toquei na chama do aquecedor. Aparentemente, esse era um caso óbvio de causa e efeito físico, isto é, tocar uma bobina incandescente trouxe dor. Mas eu sabia, por experiência, que todo o problema estava, na verdade, enraizado em um conceito errôneo sobre a vida, e que a solução seria encontrada ao obter uma compreensão espiritual do controle sempre presente de Deus e da minha individualidade real como filho de Deus.

Ao me volver em oração, com base no que eu compreendia da Bíblia e dos escritos de Mary Baker Eddy como a verdade de meu ser, declarei silenciosa, mas vigorosamente, que eu era a imagem de Deus, ou Sua expressão (ver Gênesis 1:26, 27). Raciocinei que, uma vez que eu era a semelhança espiritual de Deus, não poderia realmente ser ferido. Como poderia a imagem do Espírito ser queimada, uma vez que não há matéria na totalidade do Espírito? Como poderia a expressão da Mente divina sentir dor, levando-se em conta que a Mente, Deus, está consciente somente de Sua própria perfeição e harmonia? Se Deus é bom e verdadeiramente supremo, como poderia um acidente interferir no cuidado terno e harmonioso que Ele tem por mim? Orei com essas ideias durante alguns minutos, até me sentir inspirado e em paz. Vislumbrei com compreensão espiritual que, em realidade, eu não poderia estar ferido, e que, portanto, não estava ferido. Embora uma marca tenha permanecido por uns dois dias, a dor desapareceu naqueles primeiros momentos.

Nessa cura, nada foi feito fisicamente. Não usei nenhuma loção, nem mesmo deixei escorrer água fria sobre a mão. A única coisa que apliquei foi a verdade espiritual sobre o ser, aquilo que eu afirmei, por meio da oração, ou seja, o tratamento pela Ciência Cristã. À medida que percebia de forma mais clara as verdades espirituais específicas, os temores contra os quais lutava eram corrigidos, até que o medo deu lugar à compreensão espiritual e a noção sobre mim como um mortal material cedeu naturalmente à compreensão de que sou um filho de Deus espiritual e harmonioso. Essa mudança de pensamento resultou na mudança do corpo, e a dor desapareceu.

Pensamentos materialistas, ou crenças, nunca fazem parte da nossa individualidade real, que expressa Deus, a única Mente verdadeira. Por não fazerem parte de nós, desaparecem à medida que despertamos para o que realmente somos

A maioria das pessoas acredita que a matéria cria suas próprias condições e, em seguida, sofre com elas. Mesmo aqueles que aprenderam de forma diferente, por meio dos ensinamentos da Ciência Cristã, podem, às vezes, ainda acreditar nisso e temer que possam estar à mercê das condições materiais, porque essa é uma convicção universalmente aceita. Mas a matéria, em realidade, não tem a inteligência que parece ter. A matéria que está em um dedo, por exemplo, não tem mais sensação do que a matéria em um pedaço de madeira. A matéria parece causar, comunicar e sentir a dor. Mas sustentando essas aparentes sensações físicas está a ação do que Mary Baker Eddy denomina mente mortal. Em Ciência e Saúde, ela escreveu sobre essa questão: “Os nervos não são a fonte da dor ou do prazer. Sofremos ou gozamos em nossos sonhos, mas essa dor ou esse prazer não nos é comunicado por meio de um nervo. Um dente extraído volta às vezes a doer, segundo a crença, e a dor parece estar no seu antigo lugar. Um membro que havia sido amputado continuou, segundo a crença, a causar dor a seu dono. … Quando já não existe o nervo, o qual, segundo dizemos, era a causa da dor, e a dor ainda persiste, isso prova que a sensação está na mente mortal, não na matéria” (pp. 211–212).

A mente mortal é que sofre, mas ela não tem recursos para curar a si mesma. A mente humana ou mente mortal, com seus conceitos materialistas de vida, seus defeitos e temores, é a origem de nossos problemas, não a solução. As soluções para as discórdias inerentes à mente mortal são encontradas em Deus, na Mente divina, de onde emanam as ideias corretas, as verdades espirituais do ser, as quais curam. Encontramos a cura na medida em que nos tornamos mais conscientes dessas ideias. É como estar sentado em uma sala com as persianas da janela fechadas. Lá fora o sol está brilhando, provendo luz ilimitada, mas não aproveitamos a luz. Precisamos abrir as persianas e, então, a luz pode entrar e transformar a sala, iluminando-a.

Nem a dor nem os pensamentos que a produzem podem existir em Deus, no Espírito infinito, na única Mente ilimitada e que é inteiramente boa. Portanto, da mesma maneira, a dor, ou qualquer outra discórdia, não existe na imagem de Deus

A escuridão mental é o alicerce para toda sensação de dor, quer seja o medo generalizado de que somos mortais vulneráveis a infortúnios e doenças, a sentimentos de irritação e raiva ou a qualquer outra agitação mental que possa se objetivar como dor no corpo. A erradicação desses pensamentos perturbados por meio da luz transformadora da Verdade restaura a harmonia do corpo. A escuridão não é algo. É meramente uma ausência, um vácuo, o nada. Pensamentos materialistas, ou crenças, nunca são algo, nunca fazem parte da nossa individualidade real, que expressa Deus, a única Mente verdadeira. Então, por não fazerem parte de nós, desaparecem à medida que despertamos para o que realmente somos.

Volvermo-nos à verdade do ser em oração leva-nos a compreender que, como filhos de Deus, fomos concebidos pelo Amor divino e caracterizados pelo bem infinito. Portanto, nossa identidade espiritual inclui somente o bem, ou seja, bons pensamentos, a boa substância. Ao invés de ficarem com raiva e negativos, os filhos de Deus se regozijam na consciência do governo sempre presente do Amor divino sobre tudo e todos. Em vez de ficarmos irritados, refletimos a Mente que é serena e todo amorosa. Até mesmo o medo, em realidade, nem faz parte de nós, porque os filhos de Deus estão eternamente conscientes de sua individualidade espiritual real, que é sempre harmoniosa, indestrutível e governada pelo Amor. Nem a dor nem os pensamentos que a produzem podem existir em Deus, no Espírito infinito, na única Mente infinita, que é inteiramente boa. Portanto, da mesma maneira, a dor, ou qualquer outra discórdia, não existe na imagem de Deus.

Essas verdades afluem em nossa consciência, à medida que somos receptivos a elas. Elas vêm a nós por meio do Cristo, a terna luz da Verdade que Jesus tão magnificamente corporificou. Devido ao que ele compreendia e expressava da Verdade, Jesus foi capaz de exercer um efeito profundo, até mesmo surpreendente, sobre a vida e o corpo das pessoas. Essa Verdade sanadora e transformadora está ainda aqui, e fala constantemente conosco. Ser receptivos a ela nos possibilita expressar cada vez mais “[a mente] que houve também em Cristo Jesus” (Filipenses 2:5). Essa harmonia divinamente mental, preenchendo toda nossa consciência, desaloja e destrói as lancinantes discórdias da mente mortal e isso se objetiva no corpo como cura.

 

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã)

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Curar A Partir De Um Ponto De Vista Correto

Hoje em dia há uma enorme necessidade de cura! A pergunta que se impõe é: como melhorar a saúde das pessoas? Como estancar a proliferação de doenças? A Ciência Cristã aborda esses problemas de maneira espiritualmente científica, a partir de uma base sólida., que alcança resultados práticos. Sendo a Ciência que Cristo Jesus demonstrou, em suas curas extraordinárias, ela nos capacita a seguir o exemplo do Mestre, vencendo , por meios espirituais, a doença e o pecado.

Que maravilha é compreender que aquilo que o mundo procura está aqui, à nossa disposição, agora mesmo! Portanto, a cura espiritual pode ser pesquisada por qualquer um de nós. A Sra. Eddy diz: “A cura metafísica, ou a Ciência Cristã, é uma exigência desta época. Todo o homem e toda a mulher passariam a desejá-la e exigi-la, se conhecessem seu valor infinito e sua base segura”.

Chegamos ao âmago desse grandioso assunto, a cura espiritual, quando partimos do ponto de vista correto. Isso significa que começamos com Deus, em vez de começarmos com a doença ou com qualquer outro problema. Portanto, o ponto de vista correto é espiritual, não material.

O pensamento materialista, por sua própria natureza, aceita a matéria como real e substancial. Por isso, ele parte da premissa de que as condições físicas, inclusive o pecado e a doença, sejam realidades concretas. No entanto, por mais que essa opinião prevaleça entre o gênero humano, tal raciocínio não oferece uma base segura para a cura. Por quê? Pergunte-se: “Pode algo real tornar-se irreal? Podemos nos desfazer de algo que seja real? Podemos curar a realidade?”

Consideremos, porém, uma abordagem espiritual para a discórdia. Podemos encarar a cura a partir do ponto de vista daquilo que Deus, o Espírito, vê e sabe. A Mente onisciente, que é Deus, está cônscia somente de sua própria totalidade, de sua própria perfeição e glória. Dessa forma percebemos que a cura espiritual pela Ciência Cristã começa com o reconhecimento da totalidade e da supremacia do Espírito. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy explica: “O ponto de partida da Ciência divina é que Deus, o Espírito, é Tudo-em tudo”, e que não há outro poder ou outra Mente – que Deus é Amor, e por isso, Ele é Princípio divino”.

Segue-se que a totalidade de Deus é o ponto de partida correto para tudo o que pensamos ou fazemos. Assumir essa posição nem sempre é fácil, mas é de suma importância. À medida que cultivamos a espiritualidade, passamos a perceber, cada vez mais, através das lentes do Espírito, a onipotência e onipresença de Deus. A compreensão da supremacia do Espírito atua como uma lei de cura imediata.

A oração científica – baseada na totalidade de Deus – ajuda-nos a ver a falácia de se aceitar a discórdia como um fato, para depois tentar nos livrar dela. Constatamos que não é preciso aceitar a doença, ou o sofrimento, como reais. Devemos vê-los como de fato são: uma “sugestão mental agressiva”, que diz haver algo mais, além da totalidade de Deus. Toda discórdia é um conceito falso de que Deus não seja Tudo-em-tudo.

Sem dúvida, o sofrimento parece muito real. A Ciência Cristã, porém, ajuda-nos a encontrar o caminho da libertação. Quando percebemos claramente que a dor é, de fato, uma manifestação da mente carnal ou mortal, e não a realidade do ser, ela não consegue nos amedrontar. A dor é uma espécie de sonho do qual podemos despertar pelo reconhecimento da totalidade do Espírito e da nulidade da matéria.

Se não estivermos alerta, porém, a dor tentará hipnotizar-nos. Ela procura privar-nos de nossa capacidade de pensar claramente, tentando-nos a procurar alívio do sofrimento a qualquer custo. Cristo Jesus disse: “Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo, e só então lhe saqueará a casa”. A dor não tem o poder de mesmerizar-nos, quando compreendemos que ela é uma ilusão da mente mortal e não a realidade do ser. Devemos procurar manter controle sobre o pensamento, rejeitando todos os argumentos da assim chamada mente mortal. Eliminamos a dor, apoiados numa base científica, quando reconhecemos sua natureza mental fraudulenta e aceitamos a totalidade da Mente divina única.

A evidência dos sentidos dá crédito à crença de que a vida esteja na matéria. No entanto, nossas orações pouco a pouco nos revelam que o homem vive no Espírito, Deus. Portanto, reconheçamos a dor pelo que ela é: uma falsa crença, uma sugestão mental agressiva de que exista algo separado de Deus.

Em vez de sucumbir a todas as queixas de um corpo doente, devemos apegar-nos ao que é divinamente verdadeiro. Queremos ver o que Deus está vendo. Então seremos capazes de substituir o irreal pelo que é real. Conseguiremos ver a doença e o pecado serem substituídos pela saúde e pela santidade.

A alegria de curar emana do raciocínio correto e da profunda compreensão espiritual. Na Ciência divina trabalhamos com o Espírito, não com a matéria ou com as condições materiais. Em vez de diagnosticar, modificar ou remendar matéria, compreendemos que o Espírito é a única substância genuína, e que o homem reflete a perfeita substância do Espírito. O ponto de vista correto para nossas orações é sempre começar com Deus, não com o problema ou com o sentido físico.

Será que o leitor já notou com que frequência somos tentados a encarar todas as coisas do ponto de vista de nosso próprio sentido pessoal, ou seja, a partir do que nós pensamos sobre Deus, ou de como nós nos sentimos? Muitos já devem ter se apercebido de quão desastroso é o pensamento que gira em volta do “eu”. Começa com “meus problemas”, “minha dor”, “meu corpo”, “minha família”, e nos faz cair inadvertidamente numa armadilha sutil, qual seja, a de aceitar os problemas como pessoais e, portanto, como reais e plausíveis. Em vez de nos curar, essa forma de pensar tende a sustentar a ilusão de que somos seres materiais, vítimas das circunstâncias.

Cada um de nós, no entanto, pode provar que a cura se segue à compreensão de que Deus é a única causa, e que o homem é Seu resultado perfeito. A Sra. Eddy escreve: “A Ciência Cristã é absoluta; não está aquém do ponto de perfeição, nem está avançando para ele; ela já está nesse ponto de perfeição e precisa ser praticada a partir daí. A menos que compreendas plenamente que és filho de Deus e, portanto, perfeito, não tens Princípio para demonstrar nem regra para demonstrá-lo. Com isso não quero dizer que os mortais sejam filhos de Deus – longe disso. Ao colocar a Ciência Cristã em prática, precisas enunciar seu Princípio corretamente, caso contrário, perdes a capacidade de demonstrá-lo”.

Todos nós podemos aprender a mentalmente mudar de marcha. Em vez de lutar pela perfeição como um objeto distante, podemos aprender a começar com a criação espiritual de Deus e reconhecer que já somos ideias perfeitas dEle. Esse modo revolucionário de pensar pode fazer maravilhas em nossa vida.

Poe exemplo, vi claramente a praticidade da oração que começa com Deus, quando morava num bairro residencial onde havia outras famílias como a minha.

Uma vizinha, que sabia ser eu Cientista Cristã, telefonou-me certo dia e pediu-me para ir à sua casa. Logo percebi que ela estava com muito medo. Poucos dias antes, seu filhinho, ainda bebê, fora repentinamente acometido de meningite, e morrera. Agora a filha apresentava os mesmos sintomas e, como os esforços médicos não haviam curado o bebê, a mãe estava, naturalmente, muito assustada.

Enquanto caminhava até a casa dela, eu orei. Não apenas para superar meu próprio medo, mas com o desejo de realmente ajudar. Senti, no íntimo, a necessidade de expressar a coragem e a convicção sanadora de Deus – de reconhecer a presença sanadora do Cristo naquele lar.

Ao chegar, encontrei a menina prostrada, encolhidinha no colo da mãe. Em silêncio, conseguimos sentir o terno amor de Deus. Logo depois começamos a ler a Bíblia. Alguns trechos de Salmos deram-nos a certeza da presença sanadora de Deus, envolvendo-nos num sentido sagrado de consolo e segurança. Oramos juntas. Repetimos a Oração do Senhor várias vezes, imbuindo-nos de seu espírito, sentindo seu poder.

Depois, repeti a “exposição científica do ser”, de Ciência e Saúde, o livro texto da Ciência Cristã. Dessa forma estabelecemos no pensamento consciente a totalidade da Mente e sua manifestação, e a consequente espiritualidade e perfeição do homem.

Enquanto continuamos a orar e nos aferrar a esses fatos científicos, perguntei-me: “E agora?” A resposta logo veio: “O que é que Deus está vendo? A perfeição, sem dúvida nenhuma! Causa perfeita, efeito perfeito”. Convicta disso, perguntei à menina: “Meu benzinho, você gostaria de vir comigo até minha casa?” Ela pulou do colo da mãe para trocar de roupa e veio comigo. Esse foi o fim do problema. Houve profunda gratidão e alegria de todos os lados.

Essa experiência inspiradora nos mostra que recuperar a harmonia pode ser algo simples e natural, quando aceitamos plenamente a presença e o poder de Deus. O Cristo vivo havia penetrado naquele lar com domínio e autoridade divina, desalojando o medo de uma nova tragédia.

Quanta coragem você e eu podemos auferir, ao constatar que o pensamento do Cristo substitui a discórdia com a harmonia ininterrupta do ser! A cura não necessita de tempo para ocorrer. Ela acontece quando aceitamos e compreendemos a totalidade de Deus. A luz do Cristo, a Verdade, é imediata, e revela a perfeição de Deus e do homem como Seu filho amado.

Podemos, portanto, afirmar que a cura na Ciência Cristã decorre de reconhecermos e admitirmos a perfeição da criação espiritual de Deus, presente agora mesmo. Essa maneira de pensar, que está de acordo com o Cristo, suplanta o mero pensamento positivo ou fé cega. Trata-se de compreensão espiritual, que exige que cultivemos as qualidades espirituais que emanam da consagração e da devoção ao Deus único. PRECISAMOS TOMAR A CRUZ DA DEDICAÇÃO A ESSA TAREFA.

Os dias de hoje clamam pela aceitação da cura espiritual, que ocorre mediante a compreensão de que a vida não é carnal, mas espiritual. Os ensinamentos da Ciência Cristã oferecem a solução para a luta da humanidade com o materialismo e pelo sofrimento dele resultante. Na verdade, os dias de hoje estão forçando uma abordagem melhor, uma maneira mais espiritual de resolver nossos problemas. No oitavo capítulo da Epístola aos Romanos, Paulo mostra como é a vitória, quando deixamos de lado um sentido carnal de existência, em favor de um ponto de vista divino. Diz ele: “Os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz”.

Cultivemos, portanto, a capacidade de perceber a perfeição que Deus vê e conhece. Em vez de tentar mudar a imperfeição para torná-la perfeita, compreenderemos que a causa perfeita deve ter um efeito perfeito. Não nos deixaremos mesmerizar, aceitando a discórdia como se fosse real, nem seremos vítimas da discórdia. Veremos que somente o que é espiritual é real e que, apesar das informações agressivas que os sentidos físicos oferecem, tudo está verdadeiramente bem. Com essa oração seremos capazes de trazer à tona a perfeição. Veremos os resultados curativos da oração que se firma na totalidade de Deus – no ponto de vista correto.

Transcrito de O Arauto da Ciência Cristã – Junho 1995

Contemple A Vida De Deus Como Sua Vida!

Muitos não se afinam com os textos absolutos da Verdade, por estarem habituados com o “referencial da ilusão”, que aceita o tempo e as imperfeições como existentes;  desse modo, ao se defrontarem com a Verdade dos fatos revelados, sentem que destoam da lógica e das evidências comuns, e, em vista disso, optam por seguir ensinamentos relativos e dualistas, que aceitam Deus e “mundo fenomênico”.

Li um artigo em que o autor dizia que “estamos aqui para expressar Deus”,  e, também nas  Escrituras, colocações desse tipo estão registradas. SÃO VERDADEIRAS? NÃO! O REFERENCIAL DA EXISTÊNCIA É DEUS E NÃO O MUNDO! EXPRESSAMOS DEUS EM DEUS E NÃO EM “MUNDO DO PAI DA MENTIRA!”

O enfoque absoluto considera DEUS COMO TUDO e a suposta “vida humana” como NADA! Considera o AGORA como TUDO e o suposto “tempo” como NADA!  PARTINDO  DESTE REFERENCIAL ABSOLUTO, DECLARA QUE DEUS É SUA VIDA, SUA MENTE, E SEU CORPO, OU SEJA, REVELA QUE DEUS É, AQUI  E AGORA,  A TOTALIDADE DO SER QUE AGORA VOCÊ É!

Sem deixar o “referencial da mentira”, o SER DIVINO E PERFEITO, O CRISTO QUE VOCÊ É, PARECERÁ ESTAR EM QUALQUER  LUGAR, MENOS ONDE AGORA VOCÊ ESTÁ! POR ISSO, O REFERENCIAL ABSOLUTO AFIRMA SOMENTE EXISTIR O AGORA DAS “OBRAS PERMANENTES DE DEUS”, O QUE LHE DEIXARÁ  NITIDAMENTE CLARO QUE É AGORA QUE O CRISTO É DEUS SENDO VOCÊ!

Como este FATO é a Verdade, JAMAIS SERÁ ALGO A SER CRIADO! JÁ É! DEUS É TUDO, E DEUS É VOCÊ! ISTO SIGNIFICA QUE VOCÊ É DEUS SENDO TUDO E SENDO VOCÊ! SILENCIE-SE E CONTEMPLE A REVELAÇÃO!

No Referencial Absoluto não há “ontem nem amanhã”; e também não há o “presente fenomênico”! HÁ UNICAMENTE O AGORA DA ONIPRESENÇA PERFEITA!  VOCÊ É “REVESTIDO DO PODER DO ALTO” AO SE NOTAR INTEGRALMENTE “DESPIDO “ DO ILUSÓRIO “EU NASCIDO”!

São muitos os ensinamentos que dizem que “aqui estamos para expressar Deus”, quando deveriam explicar que DEUS ESTÁ EXPRESSO EM SUA TOTALIDADE, para “quem tem olhos para ver”, como os tinha Jesus, ao dizer: “O REINO ESTÁ PRESENTE NO MUNDO INTEIRO, MAS OS HOMENS NÃO O ENXERGAM”.

“Seja feita a  VOSSA VONTADE, assim na terra como no céu”, diz uma das mais famosas e conhecidas orações!  PRECISA SER CONTEMPLADA EM SEU SENTIDO ABSOLUTO!  TERRA E CÉU SÃO UM, DEUS ESTÁ MANIFESTANDO SUA VONTADE, AQUI E AGORA! E NÃO HÁ “MAIS NADA NEM NINGUÉM” EXISTINDO, SENÃO ELE!

Medite e se veja INCLUSO na totalidade de Deus, e a VIDA DELE, SENDO A SUA, SERÁ PERCEBIDA COMO SENDO A VIDA PELA GRAÇA!

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Magnetismo Animal-20 (Final)

20

Por Que Orar?

As curas espirituais acontecem desde que a história do homem começou,  e sem qualquer conhecimento do magnetismo animal ou da necessidade de lidar com ele. Entretanto, estes esforços de cura são incertos em seus resultados. É necessário algo mais confiável e mais específico, de como enfrentá-lo e destruí-lo na consciência, através da espiritualização do pensamento. Qualquer estrutura de metafísica que não der atenção a este aspecto da Ciência Cristã não curará com eficácia.

O magnetismo animal não se dissolverá ou desaparecerá por sua livre vontade. Não desaparecerá com o passar do tempo. Não pode ser ignorado nem se deve condescender com ele. A afirmação da Verdade, somente, não é suficiente para afrouxar o seu domínio na consciência.

A destruição do mal não pode acontecer sem o esforço consciente por parte da pessoa. Este fato é um dos pontos importantes absolutos da descoberta da Sra. Eddy, e é a razão porque a cura na Ciência Cristã é totalmente confiável. Ela deixa claro  que o mal é irreal, mas que deve ser negado até ser destruído. O trabalho de cura confiável não pode acontecer sem este aspecto absolutamente importante da oração científica.

Podemos com acerto chamar o mal de “nada”, porque quando é confrontado com a Verdade compreendida, o mesmerismo do mal é sempre destruído. Quando curamos a nós mesmos do mesmerismo do mal, curamos o mundo. Se cada um de nós trabalha diariamente para curar qualquer pequena sugestão do magnetismo animal em nós mesmos, esta espiritualização do pensamento permeia a consciência do mundo, neutraliza o erro e traz o reino dos mil anos.

Através da Ciência Cristã podemos aprofundar nossa compreensão espiritual, ampliar nossa visão e provar a irrealidade do magnetismo animal com trabalhos de cura. “Muito pode, por sua eficácia, a oração do justo”. (Tiago 5: 16)

F  I  M

Magnetismo Animal- 18

  18 

Uma Experiência Conturbada (I)

Esta mudança mental, de um ponto de vista material para um ponto de vista espiritual, é normalmente gradativa e suave. Porém, quando esta espiritualização do pensamento produz uma pronunciada e repentina mudança na consciência, é às vezes chamada de experiência conturbada. Nesta transformação do pensamento, as formas mais tenazes do magnetismo animal, agarrando-se ao âmago da consciência, são expostas e destruídas. Elas são substituídas pelos fatos espirituais do ser. Esta súbita mudança é uma reviravolta mental na qual o eu mortal é forçado a se render ao imortal.

Temos de passar por esta experiência, porque o magnetismo animal constrói em nossa consciência um falso sentido de vida  – o sentido de que a vida está na matéria e sob leis materiais, conhecimento e história mortais, traços de caráter negativos, falso sentido do bem, metas, ambições, ideais e esperanças irreais. Para o pensamento não iluminado estas visões parecem corretas. Em realidade, consistem de uma estrutura  invertida de pensamento que principalmente excluem Deus. Estas ilusões constituem nossa vida mortal.

Quando estudamos esta Ciência em oração, as ideias espirituais se desdobram e começam a expor a irrealidade do ponto de vista material mortal. A Verdade traz à superfície da consciência as mais frustradoras ilusões do mal. O erro em nosso pensamento se torna claro para nós. À medida que este falso sentido de vida se conflita com as ideias espirituais que se desdobram, fica cada vez mais difícil e sem sentido com nosso pensamento mortal. Quando isto ocorre, alcançamos um ponto onde devemos abrir mão de alguns conceitos mortais aos quais estivemos amarrados. Isto é muito difícil, porque nosso eu mortal resiste à destruição e por isso parece que estamos sofrendo com um conflito interior. Estamos relutantes em abrir mão do velho porque tememos não ter com que substituí-lo.

Quando estes falsos conceitos começam a ruir, vivenciamos um período de trevas e solidão. Vem a sugestão de que a Verdade não está acontecendo em nossa experiência, que não merecemos este sofrimento quando outros, sem muita devoção a Deus, não têm que passar por isto. Mas a mudança interior está acontecendo. Chegamos a um ponto onde não podemos voltar aos antigos conceitos e a nova visão ainda não se desdobrou.

Nessa hora, encontramos muitas declarações de conforto, nos escritos da Sra. Eddy, para nos assegurar que tudo está bem. Em Retrospecção e Introspecção, ela nos diz: “Embora a repreensão divina seja eficaz para destruir as fortalezas do pecado, este pode incitar o coração humano a resistir à Verdade, antes que este coração se torne obedientemente receptivo à disciplina celestial. Se o Cientista Cristão reconhecer a combinação de severidade e ternura que permeiam a Justiça e o Amor, não desprezará a repreensão oportuna, mas absorverá de maneira tal que essa advertência será nele uma fonte a jorrar em incessante elevação e progresso espirituais” (p.80: 14-22). Em Miscellany, ela escreve: “Lembre-se que você não pode estar em nenhuma condição, por mais difícil que seja, onde o Amor não tenha estado antes de você e onde sua terna lição não o esteja aguardando” (p.149: 31-2). 

Continua no próximo domingo..>

Magnetismo Animal-16

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Afirmando A Verdade (II)

O magnetismo animal também nos faz acreditar em existência mortal. Argumenta com nascimento e morte, doença, moléstia, idade, deformidade, limitações físicas e mentais que nos privam do bem que a vida pode e deveria manifestar. Porém, aprendemos na Ciência Cristã que Deus é Vida. Ciência e Saúde diz: “A Vida não está na matéria, nem é da matéria. Aquilo que se chama matéria é desconhecido para o Espírito, que inclui em si mesmo toda substância e é Vida eterna. A matéria é um conceito humano. A Vida é a Mente divina.” (p.469: 1-5)

Deus é Vida. Tudo o que há para ser, Ele é; tudo o que há para ter, Ele tem; tudo o que há para saber, Ele sabe. A Vida é indestrutível, eterna. A saúde é inesgotável, perfeita. Como ideia de Deus, o homem reflete o ser harmonioso – alegria, atividade, liberdade, saúde, imortalidade. A vida mortal não é a vida que Deus nos dá. Deus é Vida e todo verdadeiro ser está oculto com Cristo em Deus, intacto e imperturbável no reino da realidade. A declaração destes fatos anula as sugestões do mal, de pecado, doença e morte, e traz saúde, longevidade em nossa atual experiência.

O erro gostaria que aceitássemos sua imagem invertida das coisas como o verdadeiro conceito da criação. Mesmeriza-nos para crermos que o ponto de vista da matéria é o real. Mas a metafísica da Ciência Cristã revela a Verdade. Esta Ciência nos dá o conceito real ou verdadeiro do ser e nos habilita a discernir entre as sugestões do mal e as ideias de Deus. À medida que compreendemos o que é espiritualmente verdadeiro, podemos separar o real do irreal. Podemos distinguir intelectual, moral e espiritualmente, o certo do errado. Conforme argumentamos a favor da Verdade e contra o erro na consciência, a Verdade substitui o erro, dando-nos completa proteção contra o mal e suas mentiras.

Novamente encontramos nos escritos da Sra. Eddy instruções a respeito. Em seu livro “Retrospecção e Introspecção” lemos: “O Espírito da Verdade extingue o modo errôneo de pensar, de sentir e de agir; e assim a falsidade tem de desaparecer antes que o sentido espiritual, a consciência afetiva e a bondade genuína se tornem tão patentes a ponto de serem bem compreendidos.” (P. 81: 11-16)

O magnetismo animal nos tenta mesmerizar com falsas emoções de ódio, medo e egoísmo em todas as suas variadas formas. Contrapomo-nos a estas emoções destrutivas com o Amor divino. Em Ciência e Saúde encontramos esta declaração: “O Amor divino é infinito. Por isso, tudo quanto realmente existe, está em Deus, e é de Deus, e manifesta o Seu amor.” (p.340: 12-14)

Deus é Amor – o Pai e Mãe perfeito de todos. O Amor tem poder absoluto para destruir tudo o que lhe é dessemelhante. Devemos reivindicar com absoluta confiança nossa unidade com o Amor divino e constatar que temos inato aquelas qualidades que nos libertam e protegem das emoções mortais; argumentar tão firmemente a favor do Amor quanto argumentamos contra o ódio e o medo, até que nos sintamos amados, desejados e cuidados por Deus – até que expressemos qualidades espirituais de paciência, gentileza, perdão, ternura, compaixão e compreensão. As emoções mentais destrutivas e a compreensão do Amor são opostos, e não podem ocupar a mesma mente ao mesmo tempo. Portanto, quando somente o Amor divino preenche nossos mais íntimos pensamentos, estamos protegidos de emoções impuras que causam doença e discórdia.

Quando discernimos a totalidade de Deus e a natureza impessoal do mal, somos mais capazes de amar imparcialmente. Em nosso trabalho de oração, podemos separar o mal da pessoa e rejeitar o mal sem estar antagônico com a pessoa, porque sabemos que a discórdia se origina do magnetismo animal e não da pessoa. Assim, podemos nos disciplinar para amar e, assim fazendo, encontramos nosso domínio sobre as emoções do magnetismo animal.

Falamos aqui de uma maneira das ideias espirituais que podem ser exploradas neste trabalho de oração. Se somos consistentes em nosso estudo diário, sempre que for necessário, Deus desdobra as ideias adequadas para lidar com a crença generalizada em mortalidade e com os problemas específicos que parecemos ter. A afirmação só da Verdade pode destruir as sugestões do magnetismo animal quando a Verdade é suficientemente compreendida. Se, no entanto, a agressividade do erro for tão forte que os argumentos da Verdade parecem insuficientes para destruir as falsas sugestões, então a negação do erro é essencial.

Continua no próximo domingo ..>

Magnetismo Animal-15

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Afirmando A Verdade (I)

Tendo argumentado contra o magnetismo animal, você deve também argumentar a favor da Verdade do ser. Esta confirmação da Verdade é a parte mais importante da oração. Enquanto que a negação do mal é necessária, é a constatação da Verdade que realmente cura. Quando a fé e a compreensão espiritual são suficientemente fortes, muitas vezes somente a afirmação da Verdade pode destruir o magnetismo animal. Esta constatação da Verdade é o mais poderosos meio de cura, pois destrói as mentiras do mal com os fatos espirituais do ser.

Uma maneira de destruir o mal é afirmar a Verdade através dos sinônimos de Deus, mencionados em Ciência e Saúde. A Sra. Eddy define Deus como Princípio, Mente, Alma, Espírito, Vida, Verdade, Amor. Conforme cada sinônimo é empregado, suas qualidades especiais desdobram uma compreensão mais profunda da natureza de Deus e do homem como Sua imagem. Esta compreensão espiritual se contrapõe às crenças do magnetismo animal.

Como um exemplo deste trabalho: o magnetismo animal clama que a causa e efeito materiais são uma lei para o homem e o universo, que todas as coisas estão incluídas na matéria e sujeitas às forças que atuam sem levar em conta o sofrimento e a discórdia que impõem. Assegura que não existe plano divino, lei ou ordem para a criação. Mas a Ciência Cristã recusa este ponto de vista pela declaração que Deus é o princípio divino do universo e do homem. O princípio manifesta lei e ordem em sua criação. A causa espiritual não é fria e destrutiva, mas amorosa, inteligente, sábia e boa. A criação não pode existir separada da harmonia e perfeição expressas pelo Princípio.

Argumente vigorosamente a favor da presença do Poder de Deus como o único Princípio, como origem da lei e da ordem, do plano e significado do universo e do homem. Constate que a causa divina delineia a vida perfeita do homem, que o homem não pode existir separado da harmonia e perfeição expressas pelas leis de Deus. Gradativamente, à medida que os atributos dos princípios são compreendidos, a visão do homem e da criação substitui a ilusão material.

magnetismo animal parece criar uma forma invertida de inteligência, produzindo uma estrutura de falso conhecimento que a mente mortal adota como verdade ou realidade. Suas mentiras hipnóticas são mais falsas ainda quando parecem incorporar razão e intelecto. A verdadeira inteligência pertence à Mente. Em Ciência e Saúde lemos: “Só pode haver uma Mente, porque há um só Deus; e se os mortais não pretendessem ter outra mente, e não aceitassem nenhuma outra, o pecado seria desconhecido. Só podemos ter uma Mente, se esta é infinita.” (p.469: 19-22)

Esta Mente única mantém um reservatório infinito de inteligência divina, como a fonte dos pensamentos do homem. Este reino da verdadeira inteligência provê um suprimento inesgotável de ideias para sustentar cada necessidade do homem. Afirmando vigorosamente que a Mente é “Tudo em tudo”,  e que o homem é, aqui e agora, o reflexo desta Mente, começamos a enfrentar a estrutura mental do falso conhecimento com a Verdade. Expressamos mais livremente a inteligência necessária para superar a crença numa mentalidade limitada e numa existência mortal e finita.

As mentiras do magnetismo animal parecem reais até que sejam destruídas pela inteligência divina. A matéria é a ignorância mental de não saber o que Deus sabe. Desaparece com a compreensão da inteligência e sabedoria divinas.

As sugestões hipnóticas parecem criar o homem mortal com uma personalidade finita ou um ego cheio de pecado, discórdia, mediocridade e limitação. Superamos esta imagem invertida de nós mesmos quando nos volvemos à Alma como a fonte de toda individualidade, identidade e ego. Como o reflexo de Deus, o homem espiritual tem todas as qualidades da Alma — graça, beleza, criatividade, refinamento, sabedoria, inteligência, amor, paz, perfeição. À medida que argumentamos contra os elementos do ego mortal e a favor de nossa identidade real como filhos de Deus, as qualidades da Alma substituem os traços e crenças errôneas dentro de nós.

erro argumenta que o homem é totalmente dependente da matéria para sobreviver. Então sugere falta, recursos limitados, “a luta pela sobrevivência”. Mas a metafísica divina nos ensina que o Espírito é Substância. A causa espiritual dá origem e sustenta todas as coisas. Todo suprimento vem de Deus. Na totalidade do universo de Deus, a carência é desconhecida. A lei divina do perfeito suprimento de toda necessidade opera perpetuamente para suprir cada necessidade. O homem é responsabilidade de Deus, o objeto do Seu amor. O Espírito supre incansavelmente cada uma de suas necessidades através dos recursos inesgotáveis do bem. Quando declaramos firmemente que o Espírito é substância, anulamos o argumento do mal de escassez ou limitação. Estas crenças são curadas através da espiritualização do pensamento.

Conforme discernimos Deus, o Espírito, como o grande Doador, toda crença de limitação é vista como uma sugestão falsa e não como a realidade do ser.

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Negando O Magnetismo Animal

Através do estudo da Ciência Cristã, ficamos preparados para orar cientificamente. Nesta argumentação mental, tomamos literalmente a iniciativa contra o mal e insistimos, em silêncio e audivelmente, que Deus é tudo e o mal é nada. Argumentamos ou lutamos contra as crenças falsas e a favor dos fatos do Espírito em nossa própria consciência. A Sra. Eddy uma vez disse: “O magnetismo animal não tem poder – porém devemos enfrentá-lo como se ele tivesse todo o poder”.

Para negar o mal com profundidade, primeiro precisamos separá-lo completamente da pessoa, lugar ou coisa. Isto é absolutamente importante. Se seus argumentos são contra pessoas, mesmo que seja você, não surtirão efeito. Você deve ver o mal como sugestão impessoal. Então enfrente a matéria e a lei material, as emoções e crenças mortais, e os elementos básicos do mal – seu ódio do Cristo, seu sadismo, sua crueldade mental e física. Subjugue esta natureza fundamental do mal e vigorosamente argumente contra ele. Confronte-o com o fato de sua própria irrealidade. Denuncie sua falta de poder. Seja o atacante. Alcance a própria fonte dos elementos ocultos do mal e negue seu direito de existir. Argumente com absoluta autoridade que não há lei, energia, poder ou inteligência no magnetismo animal; não há causa e efeito do mal; não há mente no mal e não há Deus nele. Então insista que o mal tem que parar de argumentar com você – que tem de parar de mesmerizá-lo!

Negue o mal com os sinônimos de Deus. Não há vida ou ser no mal e não há mal na vida, não há verdade ou realidade no mal e não há mal na Verdade, não há amor ou poder no mal e não há mal no Amor, não há mente ou inteligência no mal e não há mal na Mente, não há espírito ou substância no mal e não há mal no Espírito, não há alma ou ego no mal e não há mal na Alma, não há princípio ou lei no mal e não há mal no Princípio.

O mal tem somente as ilusões de suas próprias mentiras e estas não têm poder sobre a Consciência Crística. Negue as energias mentais de ódio, sadismo e crueldade mental. Insista que o magnetismo animal não pode dominar, frustrar, contrariar ou punir o homem.

Negue qualquer realidade na matéria e na lei material, na eletricidade, na corporalidade, na dor, na doença ou na morte. Declare que o mal não tem fundamente ou base, não tem existência material ou meio para agir na matéria. Insista que o mal não pode pensar, sentir ou agir. Não existe criação material ou homem corpóreo para ser afligido, pois não há matéria. Nunca influenciou nem pode influenciá-lo. Não pode privá-lo do bem divino sugerindo que você possa ser separado de Deus. Não pode criar uma atmosfera mental negativa para cegá-lo ao seu Eu real. Negue que ele possa determinar a forma de sua vida ou a base de sua mente. Ele não pode dar a você uma personalidade mortal ou atribuir ao seu ser um passado mortal.

Ataque o mal com determinação e vigor, diretamente e com argumentos simples, com absoluta confiança no poder da Verdade para destruí-lo. Nunca poupe o mal ou tente entrar em acordo com ele por medo ou apatia. Ele usará esta fraqueza para te dominar mais ainda. Reduza toda discórdia a sugestão hipnótica e expulse-a. Recuse-se a pensar sobre ela! Tome posse de sua mente e rejeite toda falsa crença que pareça estar lá. O mal não tem direito algum para escravizar sua consciência com crenças erradas. Quanto mais você se empenhar para provar isto, melhores resultados você terá para provar seu domínio sobre a influência do magnetismo animal.

Este trabalho pode ser feito para curar crenças generalizadas da mente mortal – idade, falta de suprimento, lei material, hereditariedade, mortalidade, crenças mundanas, etc. que parecem crônicas e universais. E pode,também, ser usado para anular as pretensões do erro que parecem estar se manifestando como problemas pessoais.

Este trabalho metafísico traz, para a superfície da consciência, o magnetismo animal oculto no subconsciente, a fim de obstruir a influência mesmérica do mal sobre a qual  sequer tínhamos conhecimento. Cada um tem certos traços mortais e crenças para superar. Limitações, pecado, discórdia e materialismo podem ser eliminados do pensamento à medida que você cuidadosamente detecta e rejeita estes falsos elementos através da oração.

Quando você constata que toda forma de discórdia e limitação é uma sugestão hipnótica parecendo originar de uma causa — magnetismo animal – você vai direto ao que parece ser o poder e realidade do mal, e trata isto. Quando você nega a habilidade do mal para produzir e emitir qualquer sugestão hipnótica, quando você argumenta com veemência contra este poder para mesmerizar, até que você perca todo medo, então esse poder e realidade ilusórios são destruídos e seus efeitos malignos desaparecem.

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O Estudo É Essencial

Uma vez que um espaço de tempo razoável foi estabelecido, este deverá ser devotado a um estudo completo da metafísica da Ciência Cristã e à oração propriamente dita.

O estudo é essencial para a cura, porque o trabalho para destruir o mal deve ser feito de maneira inteligente. O raciocínio humano e a vontade própria não podem controlar ou superar o magnetismo animal, mas as ideias espirituais estabelecidas em Ciência e Saúde, individualizadas na consciência, gradativamente o destruirá. Nunca será demais estudar com seriedade as Escrituras e os escritos da Sra. Eddy. O poder de cura da oração científica está em proporção à nossa compreensão da Ciência Cristã.

A Ciência Cristã revela que nossa experiência humana resulta ou das ideias espirituais de Deus ou das sugestões agressivas do magnetismo animal. Esta Ciência primeiramente nos habilita a discernir a diferença entre as duas, e então, desdobra a compreensão espiritual, destrói as crenças falsas, e estabelece as ideias verdadeiras na consciência.

Reconhecendo a diferença entre os dois tipos de pensamento, podemos argumentar com convicção contra o erro e a favor da Verdade. Podemos nos disciplinar a pensar com as imagens mentais reais e contra as imagens mentais irreais. Quando a Verdade do ser se desdobra como fato absoluto para nós, esta realização do bem destrói a influência do mal, reduzindo-a a nada. A cura acontece. Negando diariamente o magnetismo animal, nossa compreensão espiritual aumenta, pois as sugestões do mal são silenciadas e isto habilita a Verdade a se desdobrar mais livremente. Através deste crescimento espiritual, nossa próxima negação do mal será mais forte e assim, novamente, nossas afirmações trazem mais compreensão. Assim, quanto mais oramos, melhor curamos.

Esta convicção da Verdade destrói o medo do mal. Ao perder o medo do mal, o metafísico fica habilitado a argumentar com absoluta segurança contra a aparente realidade do magnetismo animal. Quando o medo é superado e nos posicionamos sem medo algum de qualquer sugestão do mal, não mais seremos influenciados. O mal se torna  nada para nós. É a destruição do medo do mal que nos habilita a enfrentá-lo com sucesso. A perda do medo vem à medida que somos fiéis ao trabalho diário,  estudo e oração.

 

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Reservando Tempo Para Orar

Somente podemos desenvolver o potencial espiritual que temos dentro de nós se estabelecermos um certo tempo para orar diariamente, a despeito das demandas e das tentações que nos assediam. Devemos reservar um tempo para orar. O mal nunca vai permitir isto sem luta. Nossa determinação em subjugar o erro deve ser maior do que a determinação dele em nos controlar. Nosso domínio sobre o mal começa à medida que conseguimos ter, no mínimo, uma hora diária para estudo e oração. Quando conseguimos estabelecer este tempo, devemos ter grande cuidado para que o magnetismo animal não interfira. Ele tentará nos fazer sonolentos e adormecer. Este torpor hipnótico impede pensamentos mais profundos, contudo ele desaparece assim que desistirmos de orar. Se o mal não nos faz dormir, nos lembrará de muitas coisas urgentes que devem ser feitas antes que possamos realizar nosso propósito de orar. Vai sugerir, depois que trabalhamos um pouco, que fizemos o suficiente para aquele dia. Trará interrupções – o telefone, a família precisará de nós, alguém virá à porta. Desviará nossos pensamentos fazendo que estes vagueiem. Iniciaremos a leitura e a oração e então, subitamente, perceberemos que estamos planejando o cardápio da próxima semana ou recordando uma cena que vimos na televisão. Em vez de orar, nossa mente estará absorvida com planos, ilusões, preocupações. Gastaremos horas, dias e até semanas, recordando ou ensaiando eventos desarmoniosos, argumentando mentalmente com alguém, lamentando o passado ou especulando sobre o futuro. O mal tentará nos intimidar, sugerindo que não temos suficiente habilidade para compreender esta ciência. Ou nos induzirá a procrastinar com a crença de que este trabalho exige muito de nós. A procrastinação é uma fraqueza humana que o erro usa com grande vantagem: com estas boas intenções, ficamos calmos para adormecer. Pretendemos estudar, porém, dia após dia, nossos esforços para crescer espiritualmente são pequenos, espasmódicos ou inexistentes.

Devemos estabelecer um tempo para orar e insistir em fazê-lo diariamente para que nosso trabalho possa trazer resultados de cura. Qual a importância deste trabalho? A Sra. Eddy escreveu uma vez: “Nunca será demais para os Cientistas Cristãos o vigiar constante, o trancar cuidadosamente suas portas, ou o orar a Deus fervorosamente, para se livrarem das reivindicações do mal. Assim fazendo, os Cientistas Cristãos silenciarão as sugestões do mal, colocarão a descoberto seus métodos e deterão sua influência oculta sobre a vida dos mortais.” (p. 114: 21-26, Miscellaneous Writings).

Uma vez me foi dito que se quisesse compreender a Ciência Cristã deveria orar por mim mesma no mínimo uma hora por dia. No começo achei muito difícil me concentrar dez minutos nas ideias abstratas sobre Deus e o homem. Tive que me forçar a fazer isto. Algumas vezes passavam-se dias sem que eu fizesse este trabalho, pois surgia um obstáculo atrás do outro. Gradativamente disciplinei-me para dedicar mais e mais tempo a cada dia, pensando realmente sobre coisas espirituais. Finalmente pude me sentar durante uma hora inteira e afirmar a verdade e negar o magnetismo animal.

Alguns dias, orava de modo geral. Em outros, trabalhava com problemas específicos. As curas que fluíram deste trabalho são difíceis de relatar. Desde o início, muitos falsos traços de caráter começaram a ser anulados, problemas físicos que pareciam incuráveis foram sanados, um senso muito limitado de suprimento começou a mudar. Dia após dia, no âmago da minha consciência, houve um emergir de antigas crenças e de desejos materiais que foram anulados. Cada dia pude olhar para trás e ver a espiritualização do pensamento que resultou deste trabalho. Gradualmente isto trouxe a cura de problemas profundamente enraizados, que nenhum esforço humano sozinho poderia ter resolvido. Por mim mesma, nunca poderia ter planejado ou realizado o bem que fluiu deste trabalho.

Cada pessoa tem sua própria luta com o magnetismo animal em conseguir tempo e paz para poder orar. Felizmente esta luta inicial não requer metafísica profunda. Uma vez que enxergamos os planos diabólicos do mal, podemos resistir de ser controlados por eles. Se estamos determinados a orar, podemos adquirir algum controle sobre nosso tempo e pensamento. Se insistimos em ter este tempo sozinhos com Deus, as manipulações do mal diminuirão até finalmente desaparecerem.

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Como O Magnetismo Animal Impede A Oração

 A oração científica destrói o poder hipnótico do magnetismo animal. Como o mal é ativo, ele resiste à sua própria destruição em nossa consciência. Quando ele detecta que um despertar espiritual está acontecendo, ele tenta perpetuar seu domínio sobre nós, impedindo-nos de orar.
 
O antiCristo pode fazer isto de muitas formas. Por exemplo, pode preencher nossa vida com tantas atividades humanas, que não nos sobra tempo para orar. Esse envolvimento sem fim com o mundo é como um poço sem fundo. Cada minuto é preenchido com tarefas que precisam ser feitas. Ficamos pensando que assim que cumprirmos nossos compromissos nos dedicaremos à oração. O poço nunca seca. A urgência em nos manter em dia com os compromissos traz obrigações intermináveis, as quais, por sua vez, geram incessantes pressões, crises, conflitos e desvios. A imposição devoradora de muitas mentes nos separam da Mente única.
 
Esta é a mundanalidade na qual as coisas do mundo nos ocupam mais do que as coisas de Deus. Apesar de não haver nenhum mal em conexão com estas atividades, não satisfazem a necessidade por coisas espirituais. Jesus descreveu esta forma de materialismo na parábola acerca da semente lançada à beira do caminho. “O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera.” (Mateus 13:22)
 
Um sacrifício a ser seriamente considerado é o mesmerismo que vem à guisa de escapismo – televisão, rádio, livros, filmes, revistas, compras, viagens e outros passatempos. Enquanto que os negócios podem ser o que preenche nosso tempo, a maior parte do escapismo de hoje parece a praga venenosa que sufoca a espiritualidade. Nada entorpece mais nossos sentidos espirituais do que a constante absorção em nossa consciência de manifestações do mal em todas as suas formas: sensuais, grosseiras, cruéis, sádicas e violentas, dramatizadas e minuciosamente descritas. Às vezes estas imagens ampliadas do antiCristo são impressas em nossa consciência tão vividamente que nos perseguem por anos. Elas incitam emoções negativas e intensificam a crença na matéria. Elas sugerem experiências e condições ímpias, nas quais nunca poderíamos pensar de outra maneira. Criam uma sementeira de problemas potenciais que nunca existiriam, se não fossem sugeridos ao pensamento tão graficamente à guisa de entretenimento. A espiritualidade não é muito comum no dia de hoje e esta qualidade  muito especial necessita ser cuidadosamente protegida, ternamente alimentada. Qualquer pessoa que tenha esta pureza de pensamento deve cuidar para que não seja perdida através dos argumentos do mal de que ela precisa absorver suas mentiras a fim de se distrair.
 
Se o estudante sério de Ciência Cristã vê através destes esquemas uma armadilha para impedi-lo de orar, e consegue obter tempo para Deus, então o mal tentará alcançá-lo disfarçado de bem. Algumas vezes até um eleito pode ser enganado.
 
Muitas vezes, quando uma pessoa está se esforçando para fazer um trabalho melhor na Ciência, alguma coisa material irresistível, com a qual ela sempre suspirou, surgirá em sua experiência – uma viagem, uma posição melhor, oportunidade de estudar numa faculdade, meios para construir uma nova casa ou ter um sítio – alguma coisa do mundo que ela não conseguiu desfrutar anteriormente.
 
Analisados superficialmente, tais incidentes parecem não estar relacionados ao nosso desejo de estudar Ciência Cristã, mas muitas vezes eles são engenhosamente elaborados para obstruir o progresso espiritual e nos deixar mais profundamente atolados no materialismo. O mal apresentando-se com aparência de bem não é somente sutil, mas tentador. Enquanto aguardamos o desdobramento do bem como resultado de nosso trabalho metafísico, precisamos julgar se a mudança proposta está trazendo progresso espiritual ou mais materialismo.
 
Se somos sinceros em nosso desejo de demonstrar mais da Consciência Crística, consideraremos cuidadosamente estas oportunidades para determinarmos se elas nos causam o adiamento da espiritualização do pensamento, por nos privar de tempo para estudo e oração, ou se elas nos abençoam, por proporcionar-nos mais tempo para fazer este trabalho sagrado.
 
Algumas vezes o magnetismo animal nos faz sentir tão confortáveis no materialismo que nos faz pensar que não temos necessidade de estudar e orar. Quando nossa vida diária vai bem, o mal parece estar fora, em algum outro lugar ou tempo e muito longe de nossa experiência. Sem desafios, nosso primeiro interesse pela Ciência Cristã esmorece. Os esforços para espiritualizar o pensamento diminuem. O progresso é nulo. A menos que estejamos alertas, chegamos a um ponto em que nossas orações não são mais tão eficazes quanto costumavam ser. Então constataremos que o mal exigiu de nós mais do que pudemos perceber.
 
Uma vez que nos tornamos cientes das muitas formas que o magnetismo animal trabalha para nos impedir de orar, podemos então defraudá-lo e pressioná-lo para adquirirmos domínio sobre ele.

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A Ciência Cristã Destrói O Magnetismo Animal

 

Uma análise isolada do magnetismo animal não o destruirá. O poder hipnótico que parece ter em nossa consciência está muitas vezes profundamente arraigado. Hábitos de pensamentos mortais de modo geral não mudam muito através da razão e intelecto humanos, bom senso, conselhos e opiniões, força de vontade etc.. Estes, por si mesmos, são muitas vezes outras formas de magnetismo animal. As ilusões da mente mortal são eliminadas da consciência somente quando temos um conceito transcendental para substituí-las. E a Ciência Cristã supre este novo ponto de vista.

Libertamo-nos do magnetismo animal através da compreensão da Ciência Cristã. O mesmerismo na consciência pode ser detectado e substituído com a compreensão espiritual de Deus e do homem como Sua semelhança. A descoberta da Ciência Cristã deu ao homem um sistema divino para substituir falsas imagens da mente mortal.

Os eventos que conduziram a esta descoberta, e o alcance total de seus ensinamentos, são muito vastos para serem abrangidos neste livreto. Estes ensinamentos são encontrados nos escritos da Sra. Eddy e em outros livros da Ciência Cristã. Porém, de significação especial ao assunto do magnetismo animal é o fato de que a Sra. Eddy discerniu a natureza hipnótica do mal e como este poder hipnótico pode ser destruído através da oração.

O ponto de vista mortal, material, originado do magnetismo animal, compreende um conceito do homem e do universo: o falso conceito, de acordo com a Ciência Cristã. Esta Ciência nos dá uma visão espiritual do homem e da criação que se contrapõe e substitui as ilusões do magnetismo animal. A Ciência Cristã define Deus, o homem e o universo em termos espirituais. Apresenta uma imagem diferente da criação – a imagem completa com a dimensão subjacente da Mente. Nesta Ciência, aprendemos que a força criadora, que governa o homem e o universo, não é a força herege da causa e efeito materiais, porém a força divina da causa e efeito espirituais.

Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy define Deus como:“O grande EU SOU; Aquele que tudo sabe, que tudo vê, que é todo-atuante, todo sábio, a tudo ama, e que é eterno; Princípio; Mente; Alma; Espírito; Vida; Verdade; Amor; toda substância; inteligência.” (p.587: 6-9)

No mesmo livro-texto, encontramos o homem definido em termos espirituais: “O homem é espiritual e perfeito; e por ser espiritual e perfeito, tem de ser compreendido como tal na Ciência Cristã. O homem é ideia, a imagem do Amor; não é físico. Ele é a ideia composta que expressa Deus e inclui todas as ideias corretas; é o termo genérico para tudo o que reflete a imagem e semelhança de Deus; é a identidade consciente do ser tal como ela é revelada na Ciência, na qual o homem é o reflexo de Deus, ou Mente, e portanto é eterno; é aquilo que não tem mente separada de Deus; aquilo que não tem uma só qualidade que não derive da Divindade; aquilo que não possui vida, inteligência, nem poder criador próprios, mas reflete espiritualmente tudo o que pertence a seu Criador.” (p.475: 11-23)

Estas ideias fundamentais são expandidas com “preceito sobre preceito”; “regra sobre regra” (Isaías 28: 10) nos escritos da Sra. Eddy. À medida que estudamos esta metafísica, aprendemos que a verdadeira causa do universo e do homem é a Mente infinita. A criação não é o efeito de uma força-pensamento sem mente. É a emanação da Mente única. À medida que a Verdade penetra na mente receptiva, dá ao pensador um novo ponto de vista sobre o qual ponderar e aceitar.

A mente humana não é um estado rígido de pensamento, porém uma atmosfera mutável e flexível, capaz de se adaptar a ideias novas e transcendentais. Conforme estudamos a Ciência Cristã, a visão espiritual vai substituindo a visão material e começamos a emergir para fora do mesmerismo da mente mortal em direção à consciência espiritual, que é nosso verdadeiro Ser. Uma vez que o “mesmerismo” do magnetismo animal e a compreensão de Deus são opostos, ambos não podem ocupar a mesma mente ao mesmo tempo. Conforme fazemos isto, começamos a exercitar o domínio que Deus nos deu sobre toda discórdia, doença, carência e limitação.

Através do estudo da Ciência Cristã, ficamos equipados para orar cientificamente. Podemos argumentar com a verdade a respeito de Deus e do homem como Sua semelhança, e contra as crenças mesméricas na consciência. Por mais que enfatizemos a importância deste trabalho de oração, ainda não é o suficiente. É a afirmação consciente da Verdade e a negação do erro que eventualmente nos liberta de todas as formas do magnetismo animal.

Gradativamente, através deste trabalho, encontramos nosso verdadeiro Eu na semelhança de Deus. Aprendemos que o homem não é vítima de condições sobre as quais ele não tem controle. Ele é a expressão do divino Pai-Mãe-Deus. O homem é ternamente amado e cuidado por este Deus. À medida que o pensamento é purificado e desmesmerizado, aprendemos que os pensamentos na verdadeira consciência são puros. Começamos a “despojar-nos do velho homem” (Efésios: 4: 22) “e nos elevaremos a uma vida nova”. (C&S 24: 12)

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O Magnetismo Animal E A Mente Mortal

Qual é a importância deste conhecimento sobre o magnetismo animal para a vida pessoal do indivíduo? O mal é a única causa do pensamento sombrio que inclui a crença na mortalidade. Através de sugestões hipnóticas, o mal forma a mente mortal dentro de nós, a qual se projeta como nossa existência mortal.

Para a pessoa que desconhece este mecanismo do magnetismo animal, seus problemas e limitações parecem resultar de causas materiais, mortais, e de circunstâncias fora de sua consciência, e assim ela acredita que pouco pode fazer para solucioná-los ou impedi-los.

De fato, o magnetismo animal criou uma estrutura de impressões mentais que inclui a personalidade mortal. No âmago desta falsa identidade está a crença na realidade e no poder da matéria e do mal. Esta crença universal, personalizada na consciência, resulta em uma disposição mortal formada de muitos tipos de traços humanos e crenças materiais, que definem a nossa atual natureza – a sua e a minha. Esta disposição mortal, então, projeta a vida mortal que parece ser realidade.

Através dos séculos a humanidade tem lutado para se libertar da crença mortal. Porém, mesmo pessoas muito boas estão sujeitas às manifestações do magnetismo animal, porque elas não sabem de onde vêm estas manifestações. Tentam solucionar suas necessidades com conhecimento humano, trabalho duro e outros meios materiais, mas nada pode salvá-las das sugestões hipnóticas do magnetismo animal, exceto a oração científica, pois, nada pode libertar a mente do antiCristo, a não ser a compreensão espiritual.

Cada problema, necessidade ou limitação é uma forma especificamente definida de magnetismo animal, que é mantida na consciência como convicção sólida, e então objetivada como experiência concreta. Podemos nos libertar destas crenças somente quando as tratamos como sugestões hipnóticas e as superamos através da oração. À medida que adquirimos experiência prática em detectar e lidar com o magnetismo animal, podemos começar a exercer um grande controle sobre nosso pensamento e experiência. Precisamos de prática para ver através das pessoas e circunstâncias que representam um problema e discernir alguma forma de magnetismo animal clamando causar e perpetuar a discórdia. Uma vez que detectamos o erro desta maneira, a cura muitas vezes acontece com facilidade.

Quando o metafísico nega a causa e o efeito materiais, as emoções do magnetismo animal e o antiCristo com seu ódio, sadismo e crueldade mental e física, ele está negando o todo do magnetismo animal. Ele está exercendo seu domínio sobre o magnetismo animal, reduzindo toda discórdia a sugestões hipnóticas, e então, resistindo não somente às sugestões, mas também às emoções criadas pelo mal na tentativa de hipnotizar, e à própria existência do mal. Quando ele nega ambos, causa e efeito, com a Verdade, ele pode silenciar os argumentos do mal para sempre.

Podem ser necessários muito tempo e vigorosos argumentos da Verdade contra o erro, para conseguirmos uma mudança de consciência. Mas, se persistirmos, este trabalho mental trará a quimicalização autoinduzida, que resulta em completa e duradoura renovação do interior da pessoa. Cada manifestação de magnetismo animal pode ser expulsa com esta forma de oração. Você pode começar este trabalho com as formas específicas de magnetismo animal que você detectar. A Verdade, progressivamente, trará à tona as mais sutis formas de erro à medida que você estiver preparado para manejá-las, até que todo engano e pensamento errado sejam eliminados da consciência.

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A Irrealidade Do Magnetismo Animal

Para uma pessoa amorosa e boa, deve ser difícil conceber a ideia de uma força oposta ao bem, que intencionalmente faz sofrer o inocente. Entretanto, se a causa mental é a explicação final para todos os fenômenos, então, o que mais poderia explicar a luta da humanidade contra a adversidade em todos os tempos, se não as intenções satânicas do magnetismo animal para destruir a Consciência Crística?

Desde a perda de um botão até a mais maligna moléstia, toda experiência discordante tem sua origem na sugestão hipnótica.

Entretanto, porque Deus é tudo e o mal é nada, estas sugestões hipnóticas não têm poder real. O mal nunca deixa o reino de sua própria irrealidade. A Sra. Eddy faz separação entre o real e o irreal de forma bastante enfática. O magnetismo animal deve permanecer na esfera imaginária de sua própria criação. Nela não há Deus e, sendo totalmente oposta ao bem, é temporária. Nunca entra no Ser real do homem nem interfere em sua unidade com Deus.

A relação entre o magnetismo animal e a crença mesmérica na consciência humana pode ser comparada à recepção e transmissão de um rádio. Os programas de rádio se originam da estação, não do rádio. Só podem ser ouvidos se o rádio for sintonizado. Além disso, se o rádio está recebendo os programas por cinco segundos ou cinquenta anos, pode ser desligado instantaneamente, terminando com os efeitos dos sons recebidos da estação.

Da mesma maneira, as sugestões mentais agressivas de discórdia, doença, mortalidade e morte, se originam do magnetismo animal. São hipnoticamente sugeridas à mente sem defesa, da mesma forma que uma estação de rádio transmite programas para um rádio. Estas sugestões não se originam no pensamento da pessoa. Não fazem parte de sua identidade real. Portanto, não são parte permanente de sua consciência. Tanto faz se as estão influenciando por cinco segundos ou por toda sua vida, são nada,  apenas sugestões sem poder ou realidade. Através da aplicação da oração científica, podem ser desligadas, expulsas da mente tão completamente como se nunca tivessem estado lá. Uma vez eliminadas do nosso pensamento, são eliminadas de nossa experiência. E assim vemos que não há situação sem esperança, nem problema sem solução. A Verdade, silenciando o erro na consciência, cura todo pecado e sofrimento.

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A Importância De Volver-se Imediatamente A Deus-2 (Final)

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Recentemente, tive um exemplo disso em minha própria experiência. Eu subira uma escada de abrir, colocada num terreno inclinado, embaixo de uma macieira. Quando me estiquei para colher a maçã, parecia que ela fugia de meu alcance. Eu me estendi mais, mas ainda assim não consegui pegar a fruta e comecei a cair. Tudo acontecera tão rapidamente que não tive tempo de pensar em nada. Porém, enquanto eu ainda olhava para cima, de imediato volvi-me a Deus, para que me dissesse o que eu precisava fazer. Por longa experiência, eu tinha uma convicção sólida e uma confiança absoluta de que, de alguma forma, Deus poderia me orientar e me orientaria. Ele o fez, e Sua orientação estava comprovadamente certa.

Quando percebi que a escada estava caindo, larguei-a e caí no chão, ao lado dela. Minha filha viu todo o incidente e, mais tarde, disse-me que eu havia feito um salto mortal completo. Duas pernas da escada se quebraram e o restante ficou retorcido, mas eu estava ileso, sem nenhuma escoriação. Imediatamente e ali mesmo, agradeci a Deus pela orientação que me havia dado e por ter-me conservado ileso, intacto.

Poder-se-ia dizer que aprendi uma valiosa lição: ter mais cuidado a respeito de como e onde colocar uma escada. Mas muito mais preciosa foi a lição dessa prova adicional, como muitas outras que eu já tive, do amor de Deus por Seus filhos e de Sua ajuda infalível quando, em oração, nos submetemos totalmente a Seu controle. O cuidado e a orientação da Mente divina são perfeitos, sempre ocorrendo de modo a atender à necessidade humana.

O efeito poderosamente curativo e protetor da atitude correta em cada situação pode ser observado nos milhares de testemunhos dados todas as quartas-feiras, nas Igrejas da Ciência Cristã em toda parte, e nos periódicos da Ciência Cristã, como esta revista, que incluem relatos atuais de curas. Essas curas são a prova da fidelidade da Sra. Eddy aos ensinamentos e curas de Jesus e da exatidão da Ciência do Cristo que ela descobriu. Essa Ciência revela a natureza espiritual da gloriosa missão de Jesus em prol da humanidade. Mostra-nos o caminho que ele palmilhou e explica como podemos trilhá-lo também.

O tratamento metafísico e a oração pelos doentes como Jesus fazia eram baseados na verdade fundamental de que o homem é criado à imagem de Deus, como lemos no primeiro capítulo da Bíblia. Deus é Espírito, portanto, o homem, a semelhança de Deus, deve ser espiritual e não pode ser material. Deus, o Espírito, tem todo o poder sobre tudo no universo e mantém a ordem e a harmonia por todo o Seu reino. Deus exerce o completo controle e domínio de acordo com Seus propósitos sagrados e Suas leis divinas. Nada pode escapar ou ser arrebatado de Seu controle. A compreensão disso traz cura e percebemos que ninguém está fora do âmbito da presença, do cuidado e do amor de Deus.

Quando enfrentamos um acidente ou uma doença, podemos, instantaneamente, volver-nos a Deus, afirmando Seu total e constante controle de todo o universo, até o mais ínfimo detalhe. Dessa maneira simples, colocamos de lado a lei material e anulamos os efeitos das crenças que não estão fundamentadas no fato espiritual.

(Transcrito de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – agosto 1992)

A Importância De Volver-se Imediatamente A Deus-1

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Quando um acidente, um ferimento ou uma enfermidade parecem iminentes, podemos, imediatamente, voltar-nos a Deus. Olhando para além da evidência dos sentidos físicos, para o domínio do Espírito, percebemos o reino de Deus, onde a harmonia e o bem-estar prevalecem. Esta visão espiritual cura.

Paulo instruiu os coríntios a elevar o pensamento acima das aparências materiais, quando lhes escreveu: “Estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor.”

Na Ciência Cristã, “deixar o corpo” não é ignorar suas condições ou os sofrimentos humanos, mas significa afirmar que o físico não pode ser o homem real, que é criado à imagem de Deus. Se preferimos “habitar com o Senhor”, em nossa consciência, começamos a ver mais claramente que o homem real é espiritual, perfeito e saudável porque o próprio Deus é Espírito, para sempre perfeito e saudável. Essa verdade divina, aceita e compreendida, harmoniza a condição humana com o governo de Deus, trazendo-nos salvação e cura.

Se nos libertarmos da convicção de que um ferimento, um acidente ou uma enfermidade fazem parte do homem, temos todo o direito de esperar que sejamos preservados impecáveis e livres de acidente ou enfermidade, coisas que não podem acometer o homem real, a ideia espiritual de Deus. Mesmo que adoeçamos ou fiquemos feridos, podemos anular essas situações através de nossa compreensão da lei divina e livrar-nos, progressivamente, da doença e, dessa forma, libertar-nos também das sequelas físicas e psicológicas resultantes de um acidente ou de uma enfermidade.

Quando Cristo Jesus disse: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, ele estava se referindo à ideia divina da Verdade, que revela a natureza de Deus e do homem real, a imagem e semelhança espiritual de Deus, perfeito como o próprio Deus. O Cristo, a Verdade, cura. É o mais poderoso agente curativo, introduzindo em nossa vida aquele poder absoluto que é Deus. Cristo, a verdadeira ideia do ser, agindo em nossa consciência, expurga, purifica, regenera e enaltece, com efeitos correspondentes ao corpo em todas as experiências humanas. Cristo nos liberta da enfermidade e de todas as aflições. Além disso, podemos confiar em que a ideia da Verdade cura rapidamente, como lemos em Hebreus: “A palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas.”

O efeito de se começar pela posição contraditória de orar a Deus, mas com um sentido totalmente materialista de nossa identidade, está explicado em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy: “Quando acontece um acidente, pensas ou exclamas: ‘Machuquei-me!”. Teu pensamento é mais poderoso do que tuas palavras, mais poderoso do que o próprio acidente, para tornar real o ferimento.”

No livro todo, a Sra. Eddy explica como podemos nos proteger de acidentes e de doenças. Seguindo esses ensinamentos diariamente, pessoas de todas as partes do mundo estão comprovando a verdade dessa Ciência do Cristo. Essa Ciência deixa clara a necessidade de volver o olhar instantaneamente, afastando-o da evidência de discórdia e dirigindo-o para seu lado oposto. Isso sempre nos guia à Mente divina, Deus, onde a harmonia e o bem-estar prevalecem.

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As Emoções Do Magnetismo Animal (II)

Esse tipo de mentalidade está absolutamente convencido de que seu ponto de vista egoísta e materialista está correto. Quando é impedido, se enche de ódio e desejo de vingança. Não se importa com o que diz ou faz para atingir uma pessoa que atravesse em seu caminho ou frustre seus desejos. Subjuga através do ódio que oprime a iniciativa individual. Nega todo bem e se opõe contra cada esforço contrário a seu desejo, declarando saber o que é melhor para os outros. Não é confiável. Argumenta contra, rejeita a Consciência Crística, e se recusa a  reconhecer qualquer evidência de seu poder curativo. Destrói tudo o que é bom e belo, dizendo ser prático e realista. Não é cooperativo, é orgulhoso, pernóstico e presunçoso.

A mente sádica usa o bem em outra pessoa para suas próprias finalidades egoísticas. Uma pessoa boa é justa, razoável, gentil e perdoa. Para a mente depravada, estas são qualidades fracas através das quais o ser pode ser dominado. Usará esta bondade e não retribuirá. Confiará no perdão e amor de outra pessoa para perdoar seus atos egoístas e agressivos. Quanto mais este mal for pacificado e acomodado, mais ele oprime, usa e domina a outra pessoa.

Em Miscellaneous Writings, a Sra. Eddy escreve a respeito desta mentalidade: “A crença no mal, e no processo do mal, leva em si a sentença de morte para o malfeitor. Suprime o senso do bem inerente ao homem e lhe dá um sentido falso, tanto do mal como do bem. Inflama a inveja, a paixão, a maledicência e a contenda. Inverte a Ciência Cristã em tudo. Faz a vítima acreditar que está progredindo ao prejudicar a si mesma e a outros. Este falso estado de consciência em muitos casos causa grande sofrimento físico à vítima; mas ao se convencer de seu estado errôneo de sentimento, se reforma e consequentemente se cura; mas se não se convence e não se reforma, se torna moralmente paralisado – em outras palavras, se converte em um idiota moral.” (p.221: 31-11)

Esta definição de idiotia moral inclui a mentalidade que é secretamente antagônica à Consciência Crística. Este mal é disfarçado como uma aparência de amizade, inocência  e um exterior benigno. Representa a duplicidade da mente mortal que mente, trapaceia e manipula a mente desprevenida com planos de seu próprio interesse e propósitos maliciosos. Não diz ou faz algo que possa trair seus pensamentos mal intencionados, mas é ativo no que pensa, e planeja secretamente contra o bem de outros.

Ainda outras formas de emoções depravadas é o orgulho, a indiferença, a dureza e a rejeição de outra pessoa. Isto anula a outra pessoa, fazendo-a sentir-se diminuída, não amada, indesejável, depressiva, melancólica. Pode destruir na outra pessoa o desejo de viver por não lhe dar o amor e a compreensão que ela necessita.

Quando tais elementos se manifestam em nossa própria consciência ou na de outra pessoa, estamos testemunhando o magnetismo animal em seu estado mais agressivo e destrutivo. Estas emoções são a base da idiotia moral e eventualmente são destruídas através de muito sofrimento.

O medo é a base para todo controle do magnetismo animal. O medo é uma emoção universal que o mal usa sem clemência para influenciar e controlar a humanidade. O mal cria e forma as impressões repugnantes e cruéis da mortalidade que causa o medo na mente comum. Não tem senso de culpa ao imprimir estas imagens no pensamento. Cria a vida mortal e aprisiona a pessoa na ilusão da lei material e na materialidade; e então, faz temer as consequências. Nutrindo o pensamento com estas imagens perturbadoras a pessoa tem medo — por seus entes queridos, medo de desastre, doença, morte, escassez, discórdia: medo de reprovação, crítica, fracasso; medo de animosidade, falta de alegria, medo de não ter o que necessita ou quer; medo de não ser amada ou de ser indesejável. Seus medos parecem intermináveis. O medo é uma das mais fortes emoções com que o antiCristo domina a mente humana.

É importante estar ciente destas emoções, pois mesmo que não manifestemos estes mais depravados sentimentos, ainda assim podemos ser vítimas deles. Quando o magnetismo animal não pode nos controlar através de nosso próprio pensamento, tentará fazer-nos reagir ao erro em outros. Seja qual for a avenida que o erro usar, podemos manter nosso domínio se detectamos as emoções erradas que tentam nos controlar. Podemos despersonalizar o erro e negar sua realidade até vermos que é nada. Porém, para demonstrar maior domínio sobre a totalidade do mal, é necessário ir um passo adiante, analisando sua natureza e enfrentando os três elementos básicos em seu âmago.

No âmago da natureza do mal há três elementos básicos: acentuado ódio pela Consciência Crística; sadismo ou desejo de fazer a humanidade sofrer; crueldade física e mental. Toda mortalidade é resultado do ódio que motiva atividade do mal. O ódio está por trás das sugestões hipnóticas de pecado, pesar, falta de suprimento, sofrimento e limitação que a humanidade vivencia. Enquanto que o amor é a expressão mais elevada da presença de Deus, o ódio é a mais forte manifestação da presença do mal. O amor e a inteligência de Deus irradiam ideias que inspiram e curam a humanidade. O ódio, que o mal manifesta, mesmeriza com crenças que afligem e aprisionam a mente e o corpo. Estes três elementos básicos são a causa fundamental de todo sofrimento da humanidade. Das trevas do magnetismo animal mental vem a estrutura inteira e o formato da existência mortal. O mal faz da humanidade a vítima através de um conceito material mortal do ser, o qual é uma ilusão hipnótica. Impõe à mente indefesa uma estrutura ímpia de pensamento que é então projetada e vivenciada como se fosse sua vida.

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As Emoções Do Magnetismo Animal

Até aqui, vimos que o magnetismo animal é uma “força pensamento” incorpórea na experiência humana, tentando ativamente mesmerizar o indivíduo com sugestões agressivas, quando e onde pode. Isto descreve a presença e atividade do mal, mas uma análise completa da natureza ou disposição do mal pode melhor equipar o metafísico para negá-lo com conhecimento mais profundo e com melhores resultados.

Para negar o mal com profundidade, devemos considerar as emoções que dele resultam. Muitas vezes em seus escritos, a Sra. Eddy define o mal em termos de paixão, luxúria, ira, ódio, desejo depravado, justificação própria, amor próprio, hipocrisia, orgulho, inveja, desonestidade, rivalidade, vingança, malícia, ciúme, medo. Estas emoções negativas suprimem, paralisam e removem a atividade do Cristo na consciência. Elas vão desde um pequeno desapontamento até a fúria desenfreada. São emoções comparadas a um mar revolto, que muitas vezes parecem controlar-nos independente da nossa vontade.

As emoções humanas mais moderadas são muito comuns à raça humana. Apesar de parecerem normais ou justificadas, podem, entretanto, produzir todo tipo de discórdia. Elas sugerem que estamos separados de Deus. Incluem traços de personalidade tais como sensibilidade, autodepreciação, depressão, impetuosidade, pessimismo, ceticismo, egoísmo, solidão, insegurança, nervosismo, desapontamento, teimosia, preocupação, culpa, irritação, autocondenação, preguiça, autopiedade, etc..

É importante reconhecer estes sentimentos em nós mesmos, pois são geralmente a origem de dificuldades e doenças repetidas e crônicas. A crença na matéria nos leva a atribuir a doença à idade, vírus, germes, tempo, hereditariedade e outras leis físicas. A mente humana justifica seus problemas culpando as catástrofes e o destino, a falta de dinheiro, relacionamentos difíceis, circunstâncias e condições externas sobre as quais não tem controle. Assim, o magnetismo animal nos induz a apontar causas erradas – causas externas ao nosso pensamento. As crenças da matéria e do mundo devem ser negadas, porém, se o problema não é vencido, é porque as causas mentais ocultas ainda não foram descobertas e destruídas.

À medida que nos tornamos experientes em solucionar nossos próprios problemas na Ciência Cristã, aprendemos que a causa de qualquer dificuldade está sempre dentro de nossa própria consciência. Não há exceção a esta regra. Mesmo que às vezes não consigamos detectar o pensamento errado que está causando uma dificuldade prolongada, entretanto, a discórdia é devida a alguma desobediência às leis de Deus.

Estas faltas mentais algumas vezes desafiam sua detecção porque o magnetismo animal mistura tanto as emoções mortais com o bem na consciência, que estes erros sutis parecem uma parte natural de nosso pensamento. Este modo de pensar errado não é uma lei de Deus escarnecedora, mas um pensamento ou emoção mortal que parece insignificante. Os problemas mais renitentes podem derivar os erros mentais que parecem tão pequenos, comuns ou justificados, que os consideramos completamente dissociados do problema.

Muitas vezes estes traços prejudiciais foram se desenvolvendo desde a infância. Habituamo-nos a pensar desta forma durante tanto tempo que não achamos que possam ser fontes de um problema. Parecem não causar mal algum porque são normalmente considerados parte da natureza humana, mas se continuam sem correção, nos privarão de saúde e felicidade.

Para mencionar alguns desses traços de personalidade: crítica e reprovação de tudo e de todos; irritação constante com outras pessoas; aborrecimentos por pequenas atitudes de outras pessoas; constante ansiedade por achar que as coisas não vão bem; receio do que os outros pensam a nosso respeito; impaciência com as exigências diárias sobre nós; um senso sobrecarregado de falsa responsabilidade; um amor possessivo ou não correspondido; raiva ou desapontamento quando outras pessoas não correspondem às nossas expectativas; sensibilidade e ressentimentos por ter sido mal compreendido; desejos agressivos ou teimosos; medo ou carência etc..

Estes hábitos de emoções permeiam as pequenas coisas em nosso viver diário e assim são muitas vezes difíceis de serem detectados e mudados. São peculiaridades e emoções que determinam, num grau mais amplo, nossa personalidade mortal. São o oposto do nosso ego imortal. Estamos tão acostumados a pensar nelas que parecem fazer parte do nosso ser.

Conforme compreendemos a Ciência Cristã, podemos discernir a diferença entre as peculiaridades da mente mortal e as qualidades da mente imortal. Falsas peculiaridades diminuem e desaparecem quando percebemos que têm sua origem no mal e não na pessoa. Impersonalizando-as podemos argumentar contra elas com sucesso e reivindicar as qualidades espirituais que constituem nosso ego real, até que a consciência material seja substituída por afeições, motivos e ideias espirituais.

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A Agressividade Do Magnetismo

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A longa e difícil luta para elevar-nos acima do magnetismo animal nos induz a entrar em acordo com ele. A espiritualização do pensamento não é uma tarefa fácil. Ficamos sob o controle do magnetismo animal até que uma experiência desesperadora nos force a orar para vencê-lo, como última alternativa. A Sra. Eddy nos alerta: “Vigia e ora diariamente para que as sugestões do mal, seja qual for seu disfarce, não criem raízes em teu pensamento e nem produzam frutos.” (Miscellany p. 128: 30-32.)

Devemos argumentar contra o mal porque o antiCristo não é passivo ou inerte. É ativo. Sem dúvida, é agressivo! Age implacavelmente para mesmerizar com pecado e sofrimento a consciência humana. A crença de que o mal não nos atingirá se o ignorarmos, é autoengano. O mal dominará a consciência sempre que puder. A não ser que saibamos a diferença entre os pensamentos de Deus e as sugestões do mal, não estaremos suficientemente protegidos do mal.

O magnetismo animal é muito incoerente para nos influenciar. Ele não se anuncia nem pede licença para entrar em nossa mente. Ele secretamente nos mesmeriza através de argumentos silenciosos que vêm disfarçados como nossos próprios pensamentos. Esta ação depravada do mal na mente desprevenida esgota as energias mentais dela, paralisa a atividade da Consciência Crística, aprisiona a consciência em ilusões mortais e causa-lhe adoecer, envelhecer e morrer.

Vemos esta influência em toda parte em nossa experiência diária. Quando uma pessoa diz algo desagradável à outra, lá está o mal. Quando confusão, caos, medo e emoções perturbadoras estão controlando e tudo dá errado, lá está o mal. Quando há falta e limitação, o mal está agindo. Onde há mal entendido, onde domina o conflito, a frieza, a desconfiança e a indiferença, lá está a influência do mal. Onde pesar, desespero, frustração ou solidão clamam estar presentes, o mal está agindo. Onde ira, crítica, hipocrisia, ciúme, inveja, ressentimento, amargura ou egoísmo nos amargam a existência, o mal está tentando nos separar de Deus. Toda doença e enfermidade vem através das sugestões do mal. Problemas que parecem ser o resultado de condições fora de nosso controle – causa e efeito materiais, hereditariedade, ambiente, traços de caráter e emoções incontroláveis, ações de outras pessoas – se originam do magnetismo animal.

Encontramos o magnetismo animal em nossos relacionamentos, na educação e diversão que absorvemos, na manipulação psicológica usada para vender, ensinar, persuadir e controlar a mente desprevenida. O mal manifesta o mesmerismo de falta, ignorância, doença, discórdia e limitação na crença generalizada da existência mortal e material que preenche a consciência coletiva.

Os elementos mais perniciosos do mal são manifestados nas mais depravadas formas do comportamento humano: crueldade física e mental; domínio do forte sobre o fraco; vício de argumentação e luta irracionais; indiferença ao sofrimento dos outros; planos maliciosos, frios e calculados; difamação e calúnia que assassinam o caráter e a vida de outra pessoa; vulgaridade; comportamento grosseiro, rude e arrogante; perversão sexual; fúria; violência; crime; tortura; guerra. Embora estejamos inclinados a culpar aqueles que manifestam tais formas de magnetismo animal por suas más ações (e certamente eles são responsáveis por suas ações), ficamos mais científicos em nossa análise quando olhamos além das pessoas e reconhecemos que seus atos são o mal manifestado como comportamento mortal. Como marionetes, eles são controlados pelas manipulações mentais do mal.

Quando distinguimos por trás da discórdia humana, que diariamente desfila diante de nossos sentidos, as energias mentais agressivas do mal, podemos negá-lo com maior autoridade. Seu controle depende de sua habilidade em nos fazer acreditar em suas mentiras. Induz-nos a dar poder, lugar e realidade a estas mentiras, levando-nos a atribuí-las a nós mesmos e a outros.

Com a Ciência Cristã estamos capacitados a separar das pessoas ou circunstâncias as mentiras sutis do mal com o fim de resistir e anular sua atividade através da oração. A mente que não consente em ser hipnotizada, não pode ser hipnotizada. A mente que luta contra as sugestões do mal com a Verdade está livre e protegida de ser mesmerizada sem seu consentimento ou conhecimento.

Através da oração de afirmação e negação, podemos despojar as energias mentais agressivas do mal até termos domínio sobre elas. Elas cessarão de argumentar conosco à medida que, com a Verdade, resistimos vigorosamente.

Com este conhecimento, a cura espiritual não é mais um trabalho obscuro ou cura pela fé cega. O verdadeiro metafísico possui uma forma concreta de inteligência, tão real e distinta, como os princípios da matemática e da engenharia são para o engenheiro. Este conhecimento espiritual pode ser aplicado a qualquer sugestão hipnótica. Quando este trabalho de oração é realizado de forma apropriada e persistente, o indivíduo pode provar que o mal é nada. Não há forma de discórdia tão pronunciada ou sutil que possa escapar da destruição através deste método científico de oração, quando este método é compreendido. Quando a pessoa discerne, por trás de qualquer discórdia, a atividade mental do magnetismo animal, quando ela afirma a presença e o poder de Deus em seu lugar, a discórdia se dissolve e desaparece, a cura se manifesta e a saúde e a harmonia prevalecem.

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Os Efeitos Materiais Do

Magnetismo Animal

O mal e seus dolorosos efeitos parecem reais à consciência humana porque parecem abranger um universo material sólido e um homem corpóreo, ambos sujeitos às leis da matéria. Desta forma, temos a impressão de que a salvação do sofrimento e da limitação depende de escaparmos do universo e corpo presentes, indo para um outro universo e corpo de natureza espiritual.

Em realidade, já estamos no universo espiritual. Estamos aqui e perfeitos agora, na imagem de Deus. Só que a influência mesmérica do magnetismo animal nos impede de ver isto. Para destruirmos este mesmerismo, devemos começar encarando a crença na matéria e olhando através dela para sua origem mental. Devemos ver a matéria como o efeito hipnótico do magnetismo animal e não como uma causa e efeito próprios.

O nada do mal parece difícil de se compreender, se olhamos unicamente para as suas manifestações visíveis – o universo material e o homem mortal. Nossos cinco sentidos dizem que vivemos num cosmo criado pela matéria e suas leis. A matéria parece ser uma estrutura atômica que é sua própria lei, controlando completamente a existências mortal. Através da aparente realidade da matéria, o homem parece estar aprisionado no corpo físico. Sua vida segue um determinado formato, que começa no nascimento e termina na morte.

Em realidade, a matéria é a mais concreta forma de mesmerismo resultante do magnetismo animal. A Ciência Cristã revela que não existe matéria. A Sra. Eddy discerniu através da revelação, e a física moderna provou até certo ponto, a natureza imaterial do universo. Sabemos, agora, que os elementos de um átomo não são mais sólidos do que um pensamento ou um sentimento. Mas isto não tornou a matéria irreal para a consciência humana. Por causa da falta de espiritualidade, o mundo ainda continua acreditando na matéria e sofrendo pelas condições materiais.

Para a mente não esclarecida, a matéria parece real e sólida. Os cinco sentidos dão à matéria uma existência ilusória, que na realidade ela não possui. Este conceito material é o conceito que prevalece no pensamento universal. Entretanto, um estudo da Ciência Cristã apresenta uma outra visão transcendental, na qual toda causa e efeito são definidos como espirituais, emanados da Mente divina e infinita. A Sra. Eddy se refere a estas duas diferentes visões em Ciência e Saúde, onde ela escreve que “… os céus e a terra são espirituais para uma certa consciência humana, aquela consciência que Deus outorga, ao passo que para outra, isto é, a mente humana não iluminada, a visão é material.” (p. 573: 8-11)

A mente mesmerizada pela crença na matéria, visualiza toda a criação como governada por leis físicas frias, não inteligentes e sem sensibilidade, as quais agem sem levar em conta a discórdia e o sofrimento que impõem às coisas viventes. O crente desta falsa visão parece à mercê do acaso, das circunstâncias e da lei de “sobrevivência dos mais capazes”. Ele vê o homem e o universo como existindo aparte de uma causa divina. Quanto mais uma pessoa está mergulhada nesta filosofia, mais ela sente falta de controle sobre sua própria vida. Entretanto, não é a matéria, mas sua crença em uma causa separada de Deus, que produz uma vida sofrida e limitada.

A Ciência Cristã revela a causa espiritual como a origem e o poder que governam a criação. Escorando todas as coisas, existe uma causa espiritual, o Deus vivo, que cria e sustenta o universo e o homem, com leis divinas de inteligência e amor. Em verdade, o que parece para nós a materialidade do homem e do universo, é de fato a manifestação da realidade espiritual da Mente, vista através de uma consciência mortal em trevas. A Sra. Eddy nos diz: “A ação atômica é Mente, não matéria. O resultado da organização não é nem energia da matéria, nem a manifestação da vida introduzida na matéria: é o Espírito, a Verdade e a Vida, infinitos, que desafiam o erro ou matéria.” (Miscellaneous Writings, p. 190: 1-4) Conforme compreendemos esta declaração, quebramos o mesmerismo da crença na matéria e começamos a ver a criação espiritual exatamente aqui e agora. O ponto de vista material desaparece. Descobrimos que já estamos no universo espiritual governado por uma Mente única, Deus.

Desta forma, aprendemos que não temos de fazer nada ao universo ou ao homem, para escaparmos das leis da matéria. Não estamos lutando para transformar a matéria em Espírito. Estamos trabalhando para quebrar a crença mesmérica na realidade da matéria e da lei da matéria.

Devemos olhar através da aparente realidade da matéria e ver que a vida mortal e o universo material, nos quais estamos aparentemente submergidos, são nada mais que sugestões hipnóticas. Quando vemos a matéria como mesmerismo, temos domínio sobre ela. Para mencionar novamente a Sra. Eddy, “Seja o que for que simule poder e verdade na matéria, é uma mentira declarando a si mesma para que a fé dos mortais na matéria tenha o efeito de poder; mas quando se descobre que toda esta trama é uma mentira, todo seu suposto poder e prestígio desaparecem.” (Miscellaneous Writings p.334: 8-12)

A solidez da matéria é uma mentira que se tornou uma convicção concreta dentro da consciência. É um efeito hipnótico no pensamento individual pelas sugestões mentais agressivas do magnetismo animal. A humanidade falha em sua luta para libertar-se da adversidade porque tenta resolver os efeitos materiais da influência hipnótica do mal.

O mal usa a crença na mente como um subterfúgio para prolongar sua influência na mente humana. Enquanto justificarmos nossas dificuldades em causas materiais não inteligentes – funções orgânicas, vírus, idade, tempo, hereditariedade, ambiente, leis químicas, estrutura física, destino, oportunidade, sorte, circunstância etc., não superaremos os efeitos visíveis do mal e não discerniremos as energias mentais ocultas que os ocasionam. O magnetismo animal faz com que a mente mortal atribua seu estado de ser a causas físicas que parecem estar além do controle do indivíduo, dando-lhe um sentimento de impotência e futilidade.

A matéria não é um fator externo ao nosso pensamento. É subjetiva e tem sua origem dentro de nossa consciência. Toda causa e efeito materiais são sugestões hipnóticas. Ao orar cientificamente, podemos negar as leis da matéria que parecem dar realidade e poder às condições materiais. Esta é uma parte importante do nosso trabalho de oração. Mas é também necessário ir mais a fundo, e detectar o magnetismo animal que causa a crença na matéria. 

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