BÊNÇÃOS DESTE MOMENTO

UNIDADE

Disse alguém: “O passado é um cheque cancelado; o futuro é uma nota promissória; mas o presente é dinheiro vivo na mão”.

Dou graças ao passado, não como saudosa lembrança, mas pelo que acrescentou e expandiu aos valores internos. Ele me serve de advertência pelas reações negativas e negligências que tive. Dou graças pelo futuro alvissareiro. O passado fez o hoje e o hoje fará o futuro. Em última análise, é a ação de cada momento que torna o passado proveitoso, e o futuro uma esperança de bem maior.

Hoje é a minha possibilidade. Aqui estão as bênçãos do momento, aguardando minha vivência e ação. Preciso de “olhos para ver” para apreciar e usufruir tudo o que me é oferecido agora. Não devo recordar nem sonhar: devo ser objetivo e aplicar os talentos adquiridos, pondo-os a render.

Esta prece me abençoa, para que a divina Presença me dirija e inspire, sobre como gastar o “dinheiro vivo ” de hoje; como organizar e utilizar o meu tempo, a fim de que este momento seja um saque bem avaliado sobre o futuro.

“O lugar em que estou é solo santo.”

Êxodus 3: 5

MENTALIZAÇÃO PARA APAGAR AS DOENÇAS

MASAHARU TANIGUCHI

“Todos os males são inexistentes porque eles não são criações de Deus” — afirme categoricamente estas palavras na sua mente. Deixe de olhar os males e volve os “olhos da mente” para a Realidade perfeita, Todos os males são aparências, são inexistentes. Compreenda que eles são sonhos e produtos da ilusão. São sonhos tidos apenas durante o sonho pela “mente em ilusão”, a qual deverá se apagar quando você despertar. Afirme o seguinte repetidas vezes à sua mente: “O mal não existe! O pecado não existe! A doença não existe! O que não existe não existe! Eles são produtos da ilusão, são meras sombras imaginárias!” Quando se apagam os temores criados pela imaginação, começam a desaparecer as úlceras, as inflamações, os tumores, etc.

 
Não tome o processo de “desintegração” como agravamento da doença. O estado doentio é um fenômeno, e o fenômeno é mutável. O estado atual não é o de ontem, e não será o de amanhã. A cerveja borbulha quando se desprende o gás retido nela. Da mesma forma, parece agravar-se o estado de saúde quando a doença está se desintegrando.

SUBMISSÃO AO NADA

Dárcio

As revelações libertadoras da Verdade Absoluta somente cumprem seu papel quando há, de nossa parte, uma atitude radical correspondente a elas. A raça humana está submetida a prisões inexistentes, submissa ao “nada”, assim como um cavalo se submete a ficar “preso” por julgar que a rédea solta pelo dono sobre um mastro o está realmente amarrando a ele. A maioria está submissa ao “nada” simplesmente pela acomodação e apatia que a torna mera “conhecedora intelectual” de ensinamentos.

As pessoas vão passando de um para outro autor ou movimento, sem de fato TOMAR ATITUDE RADICAL E, desse modo, permanecem submissas ao “nada”, ou seja, permanecem presas a ditames da mente ilusória, que inventa situações boas e más para subjugá-las. Por que “boas” e “más”? Porque, vendo as boas, as pessoas a elas se prendem, deixando terreno para surgimento das más. É como um veneno para rato, que inclui em sua fórmula o queijo atraente. Quando os ratos o encontram, sentem-se felizes, saboreando o “queijo” que é “veneno”. Assim é a raça humana! Como sair desse esquema prisional? Saindo do mundo dos opostos, da crença em bem e mal.

Uma atitude radical é exigida! “Não podeis servir a dois senhores!” A Verdade libertadora não nos liberta dos problemas do mundo, mas sim DO MUNDO! “Eu venci o mundo”, disse Cristo, e a Bíblia diz que “tudo o que é nascido de Deus vence o mundo”. (I João 5:4)

PRINCÍPIO DO SUPRIMENTO

Joel S. Goldsmith

Por nenhum momento iríamos pensar em construir uma casa sem termos compreendido as leis de projeto, escavação, edificação, etc., bem como as leis locais de zoneamento e de saúde. Não tentaríamos ganhar uma causa no tribunal, a menos que conhecêssemos a lei que a regula; e, tampouco iríamos tentar navegar sem o conhecimento das leis de navegação. Entretanto, tentamos resolver nossos problemas de suprimento individual; tentamos demonstrar a disponibilidade e abundância de suprimento sem o devido reconhecimento das leis que o governam.

Muitos ignoram a existência dessas leis e crêem que uma cega fé em algum Deus ou Poder é suficiente para manifestar a operação do bem na experiência individual. No plano do Absoluto não há nenhuma necessidade de se resolver o problema do suprimento. Nele nada é requerido, pois a substância espiritual é onipresente e inexistem tempo e espaço em que o suprimento esteja ausente. Enquanto não atingirmos esta Consciência, a Consciência crística, teremos de preparar o nosso destino em conformidade com a lei das escrituras, encontrada nos textos sagrados de todos os povos. Nosso primeiro passo é o reconhecimento de nosso ser verdadeiro-nosso relacionamento com Deus.

Compreendendo Deus como a Consciência divina única universal, e o homem como a expressão individual desta Consciência, descobrimos que TUDO QUE É DO PAI É MEU, isto é, tudo o que está incorporado à Consciência universal está incorporado à consciência individual, por elas serem uma. Assim, quaisquer coisas ou idéias de que necessitemos já são partes integrantes de nossa consciência, e se desdobrarão à percepção humana tão logo nos familiarizemos com a lei e passemos a aplicá-la. “Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará” desta ilusão de que o que você busca encontra-se separado e apartado de você. Deverá haver o entendimento de que o universo inteiro está incorporado à Mente divina; e, em vista de esta ser a nossa única mente, todas as coisas já estão dentro de nós. Em conseqüência, jamais somos dependentes de alguma pessoa, lugar ou condição para coisa alguma! Portanto, nosso passo seguinte é abandonar toda dependência a pessoas, posições ou investimentos para o nosso suprimento.

A princípio, isto parece ser um disparate, já que as coisas do Espírito são loucuras para os homens. “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” ( I Cor. 2:14. ).

Um negócio ou uma posição podem parecer constituir o presente canal de nosso suprimento. Nossos alunos ou pacientes podem aparentar ser nossos únicos canais. Donas-de-casa podem acreditar que seus maridos ou filhos sejam seus canais de suprimento. MAS NADA DISSO É VERDADEIRO. Como Deus, a Consciência divina, é a FONTE, então esta exata Consciência é o canal de suprimento; e, de fato, é o SUPRIMENTO em si. Procure sempre se afastar de suas noções pré-concebidas sobre este assunto, Reconheça que todas as coisas estão incorporadas à infinita Consciência eterna; e então, SAIBA QUE ESTA CONSCIÊNCIA É A SUA!

Tendo se libertado de toda dependência a fontes e recursos materiais e humanos, você perceberá o bem continuamente se desdobrando em sua experiência humana, na forma de bem que a cada momento lhe estiver sendo requerido. Enquanto caminha rumo a esta Consciência superior, obedeça a duas recomendações importantes dadas pelas Escrituras: “Levarás à casa do Senhor, teu Deus, as primícias dos frutos da tua terra.” ( Exodus 23:19.) A forma disso ser feito deverá ser como nos ensinou o Profeta Hebreu: “E esta pedra, que erigi em padrão, será chamada casa de Deus; e de todas as coisas que me deres te oferecerei ( ó Senhor ) o dízimo.” ( Gen. 28:22.) Após reconhecermos que tudo que existe pertence a Deus, a Mente universal, pomos de lado uma pequena mas definida parte de tudo recebido individualmente, recirculando-a no Universal, ou seja, fazemos uso desta parcela sem a vincularmos com as despesas usuais ou pessoais. Podemos doá-la a alguma causa comunitária ou de caridade, podemos exprimir gratidão a um instrutor ou praticista espiritual, mas, seja como for, esta parcela deverá ser dedicada a serviço de Deus, o bem, independente da manutenção própria ou familiar. E ela deverá se constituir das “primícias” dos frutos-e não uma parte daquilo que sobrou de nossa receita. Deverá ser tirada da mesma tão logo a recebamos, de modo que possamos, nós mesmos, fazer o equilíbrio e confiar que “Deus dará o aumento”.

Nossa obediência a estes princípios nos dará condição de provar que “quando todas as fontes materiais estão secas, Tua plenitude permanece a mesma.” Quando relaxamos a mente consciente das tensões e lutas, e permitimos que o bem flua através de nossa consciência espiritual, descobrimos que não precisamos temer o que o homem mortal possa nos dar ou sonegar. Repousamos na firme convicção de que “Do Senhor é a terra e a sua plenitude”, e de que TUDO que é do Pai é MEU; tudo o que existe no Universal está se desdobrando para o individual. Chegamos agora àquela que talvez seja a suprema lei espiritual da Bíblia, a nós revelada por Jesus Cristo. Na Oração do Senhor, podemos ler: “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.” Eis o ponto em que você pode pôr suas próprias limitações em suas demonstrações do bem. Na proporção em que você perdoa, receberá as bênçãos do Infinito. Podemos perdoar aos que nos devem somas de dinheiro, e àqueles que têm para conosco dívidas de amor, gratidão, reconhecimento, ou mesmo dívidas de cortesia de família ou amigos. Mas devemos perdoar. Devemos viver num constante estado de bênçãos. Este é o perdão verdadeiro que nos liberta das obrigações mortais e materiais.

Há algum tempo, fui procurado por um homem muito necessitado de dinheiro, sem emprego e sem fonte de renda Contou-me que um de seus amigos lhe devia uma soma de dinheiro que o tiraria da dificuldade, e perguntou-me: “Como fará para que eu possa receber esta dívida?” Disse-lhe que perdoasse tanto o homem como a dívida. Não que lhe escrevesse cancelando a dívida, já que esta era problema de seu amigo, mas que o perdoasse mentalmente, e caso ela nunca fosse paga, que não pensasse mais nela, nem pensasse maldosamente a respeito do chamado devedor. “Tire-o de seu pensamento como se ele não existisse, e deixe o Princípio divino abrir seus canais de suprimento.” Ele percebeu o ponto e se voltou deste único canal visível possível de suprimento para o Não-visto infinito. Exatamente na semana seguinte, ele recebeu dinheiro suficiente para mantê-lo por duas semanas, e, ao término da segunda semana, foi novamente chamado ao seu próprio emprego, de que havia sido desligado por vários anos.

ONISCIÊNCIA

Dárcio

A Mente Única em existência aparece como a Mente individual de cada um de nós. Se “Eu sou por Mim, quem será contra Mim?” Inexiste outra Mente; inexiste outra Consciência. “Aquieto-me, e sei; Eu Sou Deus”. O Infinito, que Eu Sou, é a Consciência infinita, consciente de Minha eterna Perfeição onipresente! “Eu Sou” tudo que já está feito! “Eu Sou”.

O Silêncio é Minha Atividade perfeita. Sem correria, sem avanço, sem atraso. Minha Unidade flui incólume e perfeita. A Luz do Universo é a própria Luz onisciente que Eu Sou. Inteligência é Luz! “Eu Sou Luz, e não há em Mim trevas nenhumas”. Inteligência é a Onisciência fluindo e Se revelando a cada agora! É sempre agora. Sempre a Onisciência é a Mente única em atividade constante. Eu sei Tudo! Eu Sou Tudo! Eu Sou Único! “Não há outros deuses ao lado de Mim”.

Conheço tudo que Eu Sou como estando em Mim mesmo. Isto por ser Eu a Presença Única! Por ser Eu a Substância única, onisciente. Eu não resisto a “outros poderes”. Eu não enfrento “outros poderes”. Assim como jamais ofereço resistência a poderes hipotéticos, tais suposições não existem como realidades que possam se opor a Mim. Tudo já É! Portanto, Eu Sou.

A Inteligência Infinita é única em expressão. Eu Sou a Substância da Inteligência. As Idéias perfeitas estão realizadas neste agora atemporal. O tempo não existe! O Agora É! Todas as Minhas Idéias Se expressam harmoniosamente em Mim mesmo, e, consciente dessa Verdade, sei que o Reino da Verdade está em Mim!

O IMPOSTOR

Dárcio

Quando é revelado que DEUS É TUDO, muitos pensam que, para poder vivenciar
esta Verdade, terão de lutar para anular a chamada personalidade humana. Desse modo,
o estudo da Verdade, que deveria libertá-los, torna-se um fardo pesadíssimo.
Quando fazem algo certo, usam de falsa humildade e atribuem a ação a Deus,
isto quando não se julgam “servos inúteis”, considerando a “boa ação”
como mera aparência sem valor. Quando erram, sentem-se
arrasados intimamente, caindo em auto-análises rigorosíssimas, alimentando
sentimentos de culpa que somente acarretam desejos inconscientes de autopunição.
O tempo passa, e eles persistem nessa crença de “anular o ego”, o que pode acabar
virando verdadeira obstinação. O mais grave é encontrarmos vários
ensinamentos endossando essa prática ilusória e de meta inatingível: querer
anular algo que jamais existiu!

O estudo da Verdade não é um fardo, mas o alívio imediato de todos eles. O
estudo é uma Auto-Revelação divina, e não o cumprimento de objetivo “humano”
de se iluminar! Se existe unicamente Deus, QUE OUTRO SER PODERIA ESTAR SENDO
A SUA IDENTIDADE?

Se um diamante legítimo estivesse sendo confundido com um falso, teríamos de
anular o falso para termos o verdadeiro? Não; bastaria a percepção imediata
de que somente o verdadeiro é o existente. Esta é a base de nosso enfoque:
EXISTE SOMENTE DEUS! O suposto ser humano, dotado de mente humana e desejoso
de conhecer a Verdade, este é um impostor! Talvez ele até estivesse
dando-lhe a impressão de ser você! Entretanto, DEUS É VOCÊ! Caso contrário,
a ONIPRESENÇA seria uma mentira!

Aparentemente falando, um impostor se fazia passar por você. Este
“ser ilusório”, tal como um espectro, parecia ocupar o local em que Deus
está agora ocupando para SER VOCÊ. Como anular este impostor? Crendo em sua
existência? Aceitando que ele, além de ter nascido, vai crescer, morrer,
reencarnar e evoluir aos poucos? Qual era a origem do diamante falso? Qual
será o destino dele? AQUILO QUE É FALSO NÃO TEM ORIGEM NEM DESTINO, POR SER
NADA! AQUI, AGORA E SEMPRE!

Há casos em que o impostor se diz “instrumento de Deus”, “servo de Deus”,
“canal de expressão de Deus”. Poderia o imperfeito servir de instrumento
para o Perfeito? Poderia o “nada” servir de canal para o TUDO? Poderia a
sombra servir para expressar a luz? Se houver a percepção de que o suposto
“imperfeito” é o Perfeito; de que o nada é o Tudo; de que a sombra é a Luz,
isto equivalerá à percepção de que o suposto “diamante falso” JÁ É o diamante verdadeiro!
Assim, em nosso caso, equivalerá à percepção de que o suposto impostor (ego)
já é Deus.

Não dissemos que o “ego humano”, visto pela mente carnal, é Deus; dissemos
que, pela admissão da nossa Mente como idêntica à de Cristo, discernimos
nosso Eu Real, divino, exatamente “no ponto” em que este “impostor” parecia
estar presente e sendo o nosso eu. Resumindo, a questão é “trocar de mente”
e não de se anular algo que não existe.

Assim, partimos radicalmente da Verdade Absoluta: DEUS É TUDO; DEUS É A
TOTALIDADE DE “NOSSO” SER, AQUI E AGORA. Esta Revelação está em Colossenses
3:11: “MAS CRISTO É TUDO EM TODOS”. A percepção de que não somos o
“impostor” elimina pela raiz a culpa, o autojulgamento e a autopunição,
fatores pertencentes a um mundo-miragem, desconhecido por Deus.

A base da percepção espiritual é a admissão incondicional da EXISTÊNCIA
ÚNICA DE DEUS; pois, com ela, podemos dizer sem vacilar: DEUS É A ÚNICA
CONSCIÊNCIA; DEUS É A CONSCIÊNCIA QUE EU SOU; logo, a CONSCIÊNCIA ILUMINADA
ESTÁ SENDO A MINHA CONSCIÊNCIA!

Em Mateus 16:32, podemos ler: “Portanto, qualquer que me confessar diante
dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.”

A FORÇA DA PRECE COM ALEGRIA

Dárcio

Assim como um ator é “transformado” numa celebridade, para exercer seu papel no palco,  e muitas vezes acaba realmente acreditando ser a personalidade do seu personagem, o ser humano acabou acreditando em sua encenação ilusória de “ter nascido” na matéria. Que diríamos, se o ator, no intervalo da peça, continuasse a crer ser seu personagem? Desejaríamos levá-lo ao psiquiatra! Algo similar ocorre com a humanidade, que, encenando o filminho ilusório “Este Mundo”, se convenceu de que sua real identidade é outra que não o Cristo!

“Este mundo” é mera encenação mental sem realidade! Soube de um caso em que o ator tinha enorme dificuldade para se mover, e, enquanto durava sua atuação no papel de um personagem que se movia livremente, ele se via livre do problema  para agir daquela forma. Tão logo a peça se encerrasse, ele voltava a apresentar a dificuldade que antes o acometia! “Este mundo” não existe! É uma ILUSÃO! Mera manifestação de crenças, mais nada!

A prece é o “intervalo” que dedicamos para recordar QUEM SEMPRE SOMOS! Se formos a ela tensos, como se tivéssemos de nos nos livrar de problemas que seriam do personagem do filme, seria um absurdo! Assim como o ator não tem realmente o problema que o roteiro lhe apresentou como sendo o do personagem, o SER QUE SOMOS jamais passa por qualquer dificuldade da “encenação” neste mundo! DEUS, DANDO EXPRESSÃO A SI MESMO, CONSTUTUI O NOSSO SER!

ENTENDA ISTO!  ORE NA ALEGRIA DESTA PERCEPÇÃO! Entre em silêncio livre do roteiro dos personagens! Não ore para VOCÊ se livrar de problemas que inexistem!  DEUS É VOCÊ! Solte o “roteiro de Adão”, e desfrute desta Verdade! Esta Verdade é que eternamente é VOCÊ!

REVELAÇÃO: UMA VERDADE CONCRETA!

Dárcio

Diante dos quadros trágicos que a mente humana gera e nos tenta impor, o que existe realmente de concreto é Deus e Seu Universo pleno de luz e de harmonia! O estudo emprega a palavra “miragem”, para ilustrar a nulidade dos quadros! No deserto, o andarilho alucinado e sedento jura estar vendo um lago diante dele! Quem o estiver vendo, dirá: “Pobre homem alucinado! Só tem areia à sua frente e ele grita estar caminhando em direção ao lago!”

Mary Baker Eddy, ao ser indagada sobre o motivo pelo qual tanto insistia que há somente uma Alma, e que a Alma não está no corpo, entre outras argumentações, respondeu: “Insisto neste fato fundamental e nesta grandiosa Verdade da Ciência Cristã, porque ele inclui uma regra que tem que ser compreendida; caso contrário, será impossível demonstrar a Ciência. Alma é sinônimo de Espírito, e Deus é Espírito. Existe somente um Deus único, e o infinito não está dentro do finito; portanto, a Alma é uma, e é Deus; e Deus não está na matéria nem em um corpo mortal”.

DEUS É TUDO! O suposto “mundo material” é MIRAGEM! Aquele que permanecer na REVELAÇÃO, entendendo-a como UMA VERDADE CONCRETA, tirando da “miragem” toda CRENÇA em seu existir, saberá que DEUS, REALMENTE, É TUDO!

PODER versus SUPERSTIÇÃO

Dárcio

O conhecimento de que somos seres espirituais, e não materiais, nos torna imunes a todas as crenças supersticiosas do mundo visível. Foi-nos revelado que nos foi dado “todo o poder, no céu e na terra”, poder divino, espiritual, harmonioso, amoroso, onipresente e oniativo. Quando agimos conscientes de que somos espirituais, em unidade com o Todo Perfeito, agimos conscientes da Divina Ordem que impera em todo o Universo da Realidade.
 
O desconhecimento da própria natureza  divina e perfeita deixa as pessoas aparentemente perdidas em infindáveis crenças supersticiosas ilusórias. Andam com talismãs, cristais, pirâmides ou amuletos de todo tipo; consultam médiuns, se acreditam  obsedadas, vão a cartomantes, astrólogos, numerólogos, etc. Que obtêm de tudo isso? Mais ILUSÃO! !Mais envolvimento com “este mundo”. E, apesar disso, muitos ainda dão a estas crendices o nome de “autoconhecimento”!
 
Só existe um Autoconhecimento: a percepção tida por Buda, Cristo, Paulo e todos os iluminados: “Eu e o Pai somos um”. Este Autoconhecimento é PODER! O Poder que é AMOR! O AMOR que desconhece MEDO!
 
Toda procura por “ocultismo supersticioso” mostra que a pessoa está insegura, temerosa ou infeliz. Quem está FELIZ não se lembra de nada disso! Vive seu precioso AGORA, louvando a Deus, consciente de ser uno com Ele. Assim, sua vida se desdobra harmoniosa e suavemente. “Eu vim para que tenham vida com abundância”, disse Jesus, ou seja, veio para revelar que a nossa Vida é unicamente Deus!

O QUE É A METAFÍSICA ABSOLUTA – Cap. 02

Dárcio

Capítulo II
RECEPTIVIDADE
 
Uma vez entendido que o processo envolvido neste estudo depende de uma Auto-revelação, de uma percepção interior de que a identidade real de cada um de nós longe está de ser a humana ou mortal, o passo seguinte é conservarmos um estado máximo de receptividade, para facilitar também ao máximo este discernimento.
 
A mente humana sequer consegue nos informar da presença de tudo contido em seu conceito de mundo. Os olhos humanos vêem limitadamente tudo aquilo que nos cerca. Se dependermos deles, só para exemplificar, estaremos considerando como inexistentes os microrganismos, as ondas de rádio ou televisão, etc. Nenhuma dessas presenças é reconhecida! E o ser humano? É visto? Que é o ser humano? Seus pensamentos? Seu corpo físico? Seus sentimentos? Tudo isso junto? A Metafísica revela: o ser humano somente é humano enquanto visto pela mente humana. Este mesmo ser, visto pela Mente Absoluta, Se revela como verdadeiramente é. O mesmo é válido quanto ao Universo. Enquanto visto e analisado pela mente humana, será considerado sendo material, mutável, limitado ao conceito de tempo-espaço. Como seria visto pela Mente Absoluta? Impossível de ser dito: a mente humana, finita, carece de recursos para compreendê-lo.
 
Quando a Metafísica fala em Essência do Ser e do Universo, explica que esta visão absoluta é que tem a capacidade de revelar o que é verdadeiro. Assim, surgem as duas palavras muito empregadas em sua explanação: REALIDADE (o que é visto pela Mente Absoluta), e ILUSÃO (o que a suposta mente humana julga captar de tudo que existe). Por certo, há outras palavras empregadas como sinônimos para ilusão, tais como hipnotismo, mesmerismo, sugestão, aparência, etc. Entretanto, se pudermos captar o sentido dado à palavra REALIDADE, na Metafísica, perceberemos que é nela que devemos nos concentrar e permanecer. E, é nesse ponto que a receptividade máxima exerce seu papel precioso de permitir a revelação do que É (a Realidade, o Tudo), a qual “desfaz” a ilusão (a aceitação finita, limitada e falsa da mente humana, a irrealidade, o “NADA”, aquilo que não-é).
Por “receptividade” entendemos a condição totalmente aberta da mente, receptiva a todo descondicionamento, receptiva às revelações da Realidade, e convicta de que esta Realidade de fato já existe, pode e deve ser discernida. E, ainda mais, que a Realidade já está sendo constantemente por nós percebida!

EXISTE SOMENTE DEUS

Dárcio

Por melhor que possa ser uma leitura de artigos e livros sobre a Verdade, um ponto único deve permanecer em mente: EXISTE SOMENTE DEUS! E é este ponto que deve ser levado radicalmente em conta durante as contemplações.

Entre na “Prática do Silêncio” com perguntas do seguinte teor:

“Estou reconhecendo que nada além de Deus existe? Estou percebendo que nada há, portanto, “além de MIM”? Estou consciente de que o Universo infinito é Deus, e que, portanto, eu não existo separado de Deus? Que meu Eu se estende ao infinito? Estou consciente de que a Mente de Deus. sendo a minha Mente, é a única Mente em atividade?” Esta contemplação é um testemunho de que EXISTE SOMENTE DEUS?

A percepção destas Verdades, feita desta forma, vale mais do que mil leituras! Estudar a Verdade não é ler a Verdade, mas SER A VERDADE!

"E ONDE ESTÃO OS NOVE?"

Dárcio

Este suposto mundo visível desconhece a Realidade. Um erro comum, cometido por muitos neste estudo, costuma ser o seguinte: querer alterar o mundo das aparências através do conhecimento da Verdade. Eis por que é de importância capital a percepção da existência única da Realidade. Assim como “este mundo” desconhece a Realidade, esta, por sua vez, não reconhece nenhuma “outra” existência, denominada “mundo material”. Vivemos num Universo espiritual, e não há nenhum outro mundo além deste.
 
O capítulo 17, de Lucas, registra a passagem da cura de dez leprosos. “E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz, e caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano. E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou.” (Lc 17: 15-19).
 
Em Hebreus, 11:1, encontramos: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” A Consciência divina, por somente contemplar a Realidade, dispensa todo tipo de fé. Os dez leprosos foram curados. Se apenas um foi salvo pela fé, e os outros nove? Como se curaram? A fé é dualista: admite a Realidade e a aparência. A fé produz mudança de aparência, e pode não revelar a Realidade divina subjacente à crença. O samaritano voltou para dar glória a Deus. Isto significa que ele, apesar de curado, se via como um ser apartado de Deus. Sua gratidão era por ter visto a aparência de doença ceder lugar à aparência de corpo limpo! Teria ele discernido o próprio Corpo divino e imutável, que jamais esteve doente e que, em vista disso, jamais poderia ser curado? “E onde estão os nove?”
 
Quando aparentemente nos solicitam ajuda, não devemos aceitar a existência de um ser humano necessitado. Todos os supostos solicitantes de ajuda estão em nossa Consciência iluminada. Não é preciso que eles retornem para glorificar a Deus, já que todos são a própria individuação de Deus. Apenas uma aparência do Ser divino (estrangeiro) poderia aceitar a ilusão de ter sido doente e, posteriormente, curado. Para a mente do Cristo, “os nove” somente poderiam estar em Sua própria Consciência iluminada, integrando perenemente a Onipresença e a Perfeição divinas.
 
Se percebermos que nossa Consciência única é iluminada, e que Ela abrange o Infinito, jamais aguardaremos informação sobre “resultados” de nossas supostas meditações de ajuda. Deus é Tudo; não existe o mundo das aparências com seus problemáticos “habitantes”. Onde estão, na verdade, estes seres? Em nossa Consciência crística, na Perfeição Absoluta, aqui e agora!
 
Esta passagem mostra que não devemos criticar aqueles que se sentem agradecidos pela ocorrência do que, para eles, seria um milagre. “Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou.” Esta frase, como dissemos, revela que a pessoa somente pôde observar a mudança de aparência, pela fé, sem que houvesse a percepção de sua verdadeira Identidade (Deus). Obviamente, aos olhos do mundo, a gratidão sempre é incomparavelmente mais apreciada e aceita do que ingratidão ou indiferença, diante dos “milagres” ou “graças recebidas”. Entretanto, o mundo visível (com suas supostas mudanças de aparências) é NADA! Esta é a percepção que exclui a gratidão; esta é a percepção que, em si, já é a GLÓRIA DE DEUS; E, ESTA É A PERCEPÇÃO DE “ONDE ESTÃO OS NOVE”.

CONSCIÊNCIA: NOSSO CÉU ÚNICO

Marie S. Watts

Tudo que parece ser material, ou matéria em forma, será visto como “nada”. E a chamada mente mortal (ou humana) se revelará, como já o está fazendo, como não-inteligência, em vez de inteligência. Assim, ela também passará, sumindo na nulidade que sempre esteve sendo. O que parece ser um universo material, estrelas, planetas, etc, passará, assim que percebermos que a matéria não existe. Há a crença em leis materiais governando a matéria, bem como uma crença em inferno e em paraíso mentais. Tudo isso passará, pela conscientização de que cada um de nós é seu próprio céu, e que o inferno não existe.

Precisamos saber que tanto não há céu mental quanto não há céu material. Passamos a ver através daquilo tudo! Vemos que o Céu único que existe é nossa própria Consciência. E vemos também que esta é a mesma Consciência de tudo e de todos em existência. O Evangelho de Tomé registra estas palavras de Jesus:

“Este céu passará, e passará aquele acima dele. Os mortos não estão vivos e os vivos não morrerão. No dia em que vocês devoraram os mortos, tornaram-nos vivos; quando chegarem à luz, que irão fazer? No dia em que eram um, vocês tornaram-se dois. Mas, se têm-se tornado dois, que irão fazer?”

Jesus se refere à matéria como o “morto”. Ele diz: “Nos dias em que vocês pareceram ter caído no sonho, quando a miragem apareceu como matéria, deram à matéria a totalidade da vida, aceitando-a como real. A matéria jamais teve vida em si mesma! A única vida que ela usou, para aparentar existir, foi a vida que vocês lhe deram, pela aceitação de sua presença! Fizeram, desse modo, com que o “nada” parecesse ser alguma coisa; então, vocês eram o um, ou aparentaram ser o um, no sonho que lhe deu vida. Porém, ao chegarem à Luz, quando a Luz, que é Deus, é revelada como sendo a Consciência de todos, saberão que não existe matéria para ter vida ou para se tornar viva. Tampouco existe matéria para se tornar morta.

Você já era aquela Mente única, aquela Consciência única, mesmo quando pareceu ter nascido. No “nascimento”, pareceu que se tornou dois: Vida e corpo, Alma e corpo. E veio a aceitação de Deus e homem, o dualismo. Ao parecer ter-se tornado dois, que fez você? A Identidade divina, eterna e gloriosa, que você sempre esteve sendo, que você relembrou existir, simplesmente insistiu em Se autorevelar como seu próprio Ser. E é isto o que está ocorrendo exatamente agora. Isto é o que nós fazemos, mesmo quando parecemos ser dois.

NOTA: Este artigo, de Marie S. Watts, resume toda a Revelação Absoluta de que dispomos. O mundo real é Espírito, Consciência! Não existe o mundo material com seus nascimentos e mortes! Uma miragem coletiva é aceita no lugar da Realidade! Somente pelo despertar do “sonho” teremos a visão deste Paraíso! Ele está aqui e agora! É o ÚNICO Universo presente! Mas, somente pode ser contemplado pela Mente que é Deus! Esta é a importância de, em primeiro lugar, reconhecermos a nulidade da mente humana, para assumirmos a Verdade de que “temos a Mente de Cristo”. Com ela, as Verdades aqui reveladas serão prontamente reconhecidas como verdadeiras.(Dárcio)

PROVEITO MÁXIMO NO ESTUDO DA VERDADE

Dárcio

O estudo da Verdade é primordialmente assunto de Autorevelação. Deus Se revela como  SUA Consciência. A partir disso, surge o interesse maior pelo estudo, quando irá se dedicar às leituras, estudos e meditações. Os princípios básicos do estudo devem vir à tona sempre que se propuser a ler algum artigo, trechos da Bíblia ou outra fonte inspirada. Estes princípios se condensam na seguinte premissa:

DEUS É TUDO COMO TUDO!

Assim, o que é válido para DEUS, é válido, aqui e agora, para VOCÊ,  e isso deve ser radicalmente aceito com “coração de criança”.

Vale ainda lembrar que Deus é Onipresente, Onipotente, Onisciente e Oniativo. Se estes quatro aspectos foram ponderados antes das contemplações, elas se mostrarão ainda mais eficazes.

Um texto da Verdade deve antes ser lido por inteiro, mesmo que seja longo, numa leitura rápida,  mais para ser discernido o seu teor global. O título deve ser analisado,  o porquê de o autor o ter escolhido; também a ordem da exposição do tema deve ser observada, pois os artigos, como um filme de cinema, têm sua lógica de começo, meio e fim, e estas três etapas da exposição estão intimamente ligadas ao título, ao bom entendimento da mensagem e, principalmente, à sua aplicação imediata na vida prática. O ideal é que, após tê-lo lido e estudado, você saiba “contá-lo para alguém”  tal como  contaria um filme:a partir do seu título, começo, meio e fim.

As leituras seguintes deverão ser feitas de modo pausado e lento. Cada linha deve ser avaliada sem pressa, numa atitude de quem espera, além da  conscientização do sentido das frases, uma espécie de concordância espontânea da própria alma. Assim, trecho por trecho, o artigo irá sendo relido, avaliado, conscientizado e incorporado ao viver diário, tanto nas silenciosas meditações feitas, (quando as verdades lidas serão contempladas como já válidas para o seu próprio ser) como nas próprias atividades cotidianas, quando o conteúdo da mensagem em questão, vívido em nossa mente, irá mostrar a sua força como “maná diário” em cada nova situação que o dia lhe ofereça.

Os pontos que nos chamarem a atenção, na primeira leitura detalhada, poderão ser sublinhados com tinta colorida; assim, quando fizer uma segunda leitura, saberá com nitidez o que  chamou a sua atenção na primeira leitura. O mesmo poderá ser feito na segunda leitura, e nas demais, com a utilização de outras cores de tinta. O mais importante, nestas leituras, não é o volume de texto lido, mas a assimilação plena de seu conteúdo. Os artigos poderão também ser gravados pela própria pessoa, no todo, ou em resumo,  para serem ouvidos posteriormente. Neste “ouvir”, a pessoa poderá ao mesmo tempo acompanhar a gravação fazendo junto as “meditações contemplativas”, e se identificando com o conteúdo das mensagens.

Neste estudo, jamais devemos voltar aos antigos vícios da errônea educação materialista, que nos identificavam como ser humano dotado de mente humana! Devemos assumir, e sem volta, que realmente “temos a mente do Cristo”! Esta é a revelação a nós dirigida!

As leituras e meditações são auxiliares temporários para que esta Verdade se “solidifique” em nós. Caso a “mente humana” tente iludi-lo novamente ,  repasse rapida e mentalmente o conteúdo básico do artigo lido, ou, simplesmente feche os olhos para rapidamente  reconhecer:

“Está revelado: Eu tenho a mente do Cristo!” Desta Verdade não abro mão!

O importante é jamais se deixar envolver pelas artimanhas da ilusão! “Orai, e vigiai sem cessar”— diz a Bíblia. Persevere, e verá os frutos da Verdade rapidamente “surgindo” em sua experiência!

ORAÇÃO

Joel S. Goldsmith

A oração deve ser feita com os ouvidos e não com a boca, pensamentos ou
com a mente. Deixe que a prece seja uma atitude de “escuta”, um estado
receptivo de consciência, e com o desejo de que o que for ouvido o
transforme e o renove.

Somos o “templo do Deus-Vivo” quando deixamos que Deus assuma e viva nossas
vidas, quando nossa prece é de “ouvir”, quando nossa atitude é de
receptividade, quando nossa vontade está em sermos purificados, limpos, para
fazermos a vontade do Pai.

Neste “vazio interior”, criado a partir de nossas reflexões sobre a natureza
de Deus e da oração, tornamo-nos instrumentos, tornamo-nos templos, e,
então, sabedoria e amor jorram em nossa consciência. Não estavam ausentes!
Nunca estiveram! Ocorre somente que, enquanto estivermos com o vaso lotado,
cheio de expectativas e desejos e esperanças e ambições, não estaremos
vazios o suficiente para recebermos a Graça de Deus.

O SENTIDO UNIVERSAL DA PALAVRA "MIM"

Dárcio


“Não terás outros deuses diante de MIM”
Êxodo 20;3.

“Aquele que, com firme fé, me cultua assim como me apreende em seu coração, sob a forma em que me pode apreender, este me é querido e santo. Mas, quem me compreende como o Eterno, o Anônimo, o Imanifesto, o Inconcebível, o Supremo, não limitado por forma alguma, o Infinito; quem me cultua deste modo, e, contudo, enxerga a minha presença em todos os seres e, praticando o bem, vive jubilosamente, esse acabará por se unir a MIM. Entretanto, árduo é este caminho para os que procuram encontrar o Imanifesto por meio de um amor afetivo; difícil é esse caminho para os que ainda vivem em corpo carnal. Mas, quem de coração puro se voltar a MIM e fizer em meu espírito tudo quanto faz; quem renunciar a si mesmo e, dia e noite, firmado em mim, me servir, esse será salvo por MIM do tempestuoso mar da existência desse inconstante mundo do nascer e do morrer, porque buscou refúgio em MIM.”

A quem são atribuídas as palavras acima? A Jesus Cristo? Não! São idênticas às dele! Por quê? Porque a Verdade é UNIVERSAL, eterna e atemporal Todo Mestre, quando fala “EU SOU” ou “MIM”, sabe estar falando do UNO: DEUS, a Presença Infinita nele! As palavras acima foram ditas por Krishna, há mais de sete mil anos, e ficaram imortalizadas no livro BHAGAVAD GITA. Este livro era o livro sagrado de Gandhi.

Também em Isaías, 55;3, há o registro: “Inclinai os vossos ouvidos e “vinde a MIM”; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei um concerto perpétuo, dando-vos as firmes beneficências de Davi”.

A compreensão da”universalidade da Verdade”, bem como da natureza impessoal das palavras “Eu Sou” e “Mim” constitui a base do “despertar espiritual”. Cada suposto “ser humano”, deixando de se indentificar com a “ilusão” do ego, para se entregar à Força Una que constitui a Essência de todos os seres, acaba por se descobrir “formando” e “sendo formado” pelo VERBO! Krishna, Buda, Jesus, Paulo, todos os iluminados, falam da “renúncia ao ego” como pré-requisito para esta percepção da nossa Identidade gloriosa!

Os ensinamentos são idênticos, em sua Essência! “Vir a MIM” é a Salvação! Que significado tem este chamado? Somos chamados, não a alguma pessoa de nome Krishna, Buda ou Jesus, mas ao “Eu Sou”, ao UNO! À Identidade pronta e perfeita, à própria Presença de Deus em nós, ao Cristo que constitui nossa real e eterna identidade.

Quanto antes você se desvincular dessa “crença” em eu-humano e em “salvadores pessoais”, para “vir a MIM”, mais rápido perceberá a veracidade das Revelações! E, saberá o motivo que levou Jesus a confirmar: “Sois deuses”. O UNO está expresso como TUDO e como TODOS! Quem estiver se dedicando a VÊ-LO desta forma, estará seguindo os ensinamentos iluminados! Por outro lado, se estiver vendo a si mesmo, e a todos os demais, como meros seres humanos, imperfeitos, em evolução, bons ou maus, ou seja, se estiver “julgando segundo as aparências”, estará apenas atuando como “mais um iludido”. Não terá conhecido Verdade alguma! Nem estará seguindo ensinamento iluminado algum!

O desconhecimento do sentido universal da palavra “mim” é a causa de tanta separatividade vista em nosso mundo religioso! “Ninguém vem ao Pai senão por MIM”, disse Jesus. Disse uma Verdade impessoal absoluta! Quem poderá ir ao UNICO, ao EU SOU INFINITO, a não ser por “MIM”? Pelo próprio Cristo que cada um é?

“Cristo é tudo em todos”, diz Paulo em Colossenses 3-11. Por que esta revelação? Para que todos RENASÇAM como ele, e possam também repetir: Já não sou eu quem vive, o Cristo vive em MIM” (Gálatas 2; 20). E em I João 5-10, lemos que “quem crê no Filho de Deus, EM SI MESMO tem o testemunho”.

ENTRE EM SILÊNCIO E CONTEMPLE ESTAS VERDADES:

“Eu venho ao Pai através de MIM, do Cristo que EU SOU! Eu e o Pai somos UM.”

Perceba, em VOCÊ MESMO, o testemunho desta Verdade.

O QUE É A METAFÍSICA ABSOLUTA – Cap. 01

Dárcio

Capítulo I
AUTO-REVELAÇÃO

Um dicionário define “Metafísica” como parte da filosofia que busca determinar as regras fundamentais do pensamento, e sutileza ou transcendência no discorrer. Em outras palavras, a Metafísica analisa e estuda o que está além da física ou da matéria, que poderíamos chamar de “mental”, “espiritual” ou “transcendental”.

A nós, o que de fato interessa, é o sentido prático dessa ciência. Sim, ciência, não religião, não obstante toda literatura antiga e moderna, versando sobre a Essência do universo e do homem, esteja figurando nos textos metafísicos de diversos movimentos ou denominações. Aquilo que a religião pretende “religar”, ou seja, o homem e o Universo, a Metafísica revela já estar UNO, numa visão transcendental.

Por “Metafísica Absoluta” entendemos o estudo da Essência do Universo, também chamado “Ontologia”, num enfoque que transcende inclusive a mente humana. Este REINO DO ABSOLUTO é revelado como já estando aqui presente, sem começo, mudança e fim, simplesmente à espera de nosso reconhecimento consciente desse fato. Esta Revelação exclui o mundo tal como visto pela mente humana, justamente pela constatação que se tem da real natureza infinitodimensional do Universo. Um “radicalismo de atitude” nos é exigido exatamente por este motivo: o Universo revelado pela Consciência Transcendental é o único realmente que existe. O nome a ser utilizado, Deus, Buda, Tao, Alá, Absoluto, ou algum outro, pouco importa: interessa-nos que há uma Verdade presente AQUI, exatamente onde estamos, mas que não percebíamos por estarmos crendo naquilo que a mente humana nos leva a enxergar.

Há pessoas que fazem restrições quanto a nomes ou palavras empregadas nos textos. Joel S. Goldsmith, por exemplo, cita ter recebido muita crítica por ter feito uso das palavras “Deus” e “Cristo”. Na realidade, se alguém se preocupa tanto com algo tão sem importância, COMO TERÁ A RECEPTIVIDADE E A ABERTURA tão necessárias ao próprio estudo?

O que devemos saber, em primeiro lugar, é que entramos em contato com a METAFÍSICA ABSOLUTA por uma razão que é única: ALGO DENTRO DE NÓS ESTÁ SE REVELANDO! Portanto, a rigor, não é o “estudo de Metafísica” que nos leva às Revelações, mas o contrário: as Revelações nos levam à Metafísica Absoluta e seus princípios. Por quê? Porque os lampejos iniciais precisam de apoio para se manter vivos em nós, e para serem postos em prática. Os condicionamentos da mente humana insistem em contradizê-los. Com os textos e palestras, mantemos contatos com as Revelações até que elas se “solidifiquem” como Verdade discernida espiritualmente. E, o mais importante, através de preces, meditações e contemplações, abrimo-nos mais amplamente para que a REALIDADE TRANSCENDENTAL Se revele, e o faça como PERCEPÇÃO ABSOLUTA que a tudo e a todos JÁ ABRANGE, numa UNIDADE PERFEITA PERMANENTE.

QUE É REALMENTE O HOMEM?

Marie S. Watts

 

O “inferno” não passa do Paraíso sendo mal-compreendido ou mal-interpretado. A desarmonia aparente não passa do EU SOU DEUS, HARMONIA, mal-compreendido. A imperfeição aparente é somente o EU SOU DEUS, A PERFEIÇÃO, mal-compreendido.

Quanto maior aparenta ser o chamado inferno, maior é o Paraíso brilhando. Quanto maior a ilusão chamada “mal” parece existir, maior é DEUS, o EU SOU BEM, brilhando.

Quanto maior a treva aparenta ser, maior  é a Luz radiante que está brilhando. Quanto mais feio o quadro aparenta ser, mais completamente maravilhoso é o DEUS EU SOU BELEZA que está Se revelando. Quanto maior a impureza aparenta ser, maior é a Pureza Absoluta que está sendo revelada.

Quanto mais imperfeita a Substância pareça ser, mais o EU SOU DEUS, a Perfeição, está Se identificando. O DEUS EU SOU nada sabe de imperfeição, desarmonia, pecado, mal, sofrimento, problema, depravação ou impureza. Este glorioso DEUS EU SOU nada sabe de ignorância, ou violência. DEUS, o EU que EU SOU, conhece a Si mesmo como sendo somente a harmonia completa, constante, eterna-Céu-Perfeição que Eu eterna e constantemente SOU. DEUS, o EU SOU Onipresença, sabe de Si mesmo como a resposta completa a toda suposta questão. O EU SOU DEUS não tem conhecimento de questão ou questionador. Deus está simplesmente consciente de ser TODAS AS COISAS, a TOTALIDADE. Assim, Deus está consciente de ser a resposta completa, todas as respostas a todas as questões possíveis de serem levantadas.

Este,Amado, é o DEUS EU SOU que VOCÊ É. Conhecimento é Deus-Inteligência-sabendo o que Deus é, e TUDO que DEUS É. Consciência é DEUS, consciente de ser o que DEUS sabe, e TUDO o que Deus sabe. Vida é DEUS, sendo conscientemente vivo, TUDO o que Deus está consciente de ser. Amor é DEUS-ONI-AMOR- amando TODA a Existência, e sendo jubilosamente TODO O AMOR GLOBAL QUE O AMOR É. Tudo isso é DEUS. E, naturalmente, isto significa que TODA ESTA VERDADE É O DEUS “EU SOU” QUE VOCÊ É.

EIS O QUE É O HOMEM. MAS, O HOMEM É MAIS AINDA DO QUE ISSO TUDO. Lemos, na Bíblia, que “o homem é feito à imagem e semelhança de Deus”. Que significa essa declaração? Que é uma imagem? Que o homem é semelhante a Deus? Que o homem se assemelha a Deus? Que age como Deus? NÃO! Examinemos esta afirmação de que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança. Para começar: Deus não fez o Homem. Se o tivesse “feito”, se o tivesse “criado”, então o Homem teria que ser ou se tornar algo separado, ou algo que não fosse o próprio Deus. Logo, esta citação deveria ser: “Deus Se revela como Homem… Deus Se identifica como Homem… o eterno e constante Cristo. Assim, o Homem não pode estar separado, ou sendo outro, senão Deus; e Deus não pode estar separado do Homem. Poderíamos perguntar: “Se Deus fez o homem, onde e como surgiu o suposto homem nascido? Deus fez o homem e permitiu que ele se autodestruísse? E passou a criá-lo repetidamente de novo? Isto seria Deus – Inteligência-em ação? Seria Amor infinito em ação? NÃO!

E, para quem acredita em reencarnação… que dizer desse suposto homem que repetidamente nasce e morre? Teria o homem poder de ser bom ou mal, dele mesmo, apartado de Deus? Não. Se Deus fez o Homem, de uma coisa estejamos certos: SUA OBRA HÁ DE SER PERFEITA, DURÁVEL E ETERNA. Não seria uma obra a ser refeita vezes e mais vezes. Não, o Deus eterno-VIDA-não fez um homem temporário. Contudo, O HOMEM EXISTE! Deus é o Cristo… o Cristo é o Homem. Assim, Deus, o Cristo, o Homem, são todos UM e o Mesmo. O homem, a exemplo de Deus, não pode ser criado. O HOMEM É! Porque DEUS É! Além disso, sem Deus, Homem algum poderia existir. E, sem HOMEM, não existiria nenhum DEUS. Deus não teria como Se revelar, Se identificar, Se evidenciar. Sem Homem, não existiria nenhuma inteligência viva que fosse consciente de Deus. Assim, não existiria nenhuma Consciência inteligente viva para estar consciente COMO Deus… e, desse modo, não existiria nenhum Deus.

COMO SOME A DOENÇA QUANDO SE CONTEMPLA A ESSÊNCIA

Masaharu Taniguchi

Tudo que chega ao conhecimento de uma pessoa passa a fazer parte do universo em que ela vive, isto é, do universo projetado pela mente dela. Por exemplo, se o preletor A recebe o pedido de cura da doença do indivíduo B, este passa a existir dentro da mente de A. B tem sua personalidade própria e aparentemente é um ser independente de A; porém, desde que ele “desejou ser curado” por A, uma parte de B, a que “deseja a cura”, penetrou na mente de A. Por conseguinte, B será tal qual A acreditar: se A sentir que “o estado de B é muito grave e não vai se curar”, B não se curará exatamente como foi sentido. Mas se A acreditar que “B já é saudável”; é Filho de Deus e não está doente”, ocorrerá exatamente como se acreditou. Nesse caso, parecerá que A realizou uma “cura”, mas, na verdade, não foi isso. O que ele fez foi contemplar o Aspecto Real de B “isento de doença”, e por isso manifestou-se a imagem perfeita da Essência, desaparecendo a “doença, que na realidade não existe”.

DAVI E GOLIAS

Allen White

A história você já sabe: Davi mata Golias e é coroado Rei de Israel. Já sabe também  o sentido destes fatos: Davi mata a idéia de dualidade pela percepção de que existe Uma Presença, Um Poder e Uma Evidência.

Saiba que detalhes aparentemente insignificantes, registrados na Bíblia, são usualmente muito importantes. O autor desta passagem é cuidadoso em mencionar que “Davi escolheu na torrente cinco pedras bem lisas, colocou-as no surrão de pastor que trazia consigo, tomou a funda na mão e saiu contra o filisteu.” (I Samuel 17:40). E lemos em seguida: “Davi pôs a mão no surrão, tirou uma pedra e a arrojou com uma funda e depois de o ferir o matou.” Estas sentenças trazem a mais valiosa lição para uma vida triunfante.

As cinco pedras representam os chamados sentidos físicos. A água simboliza a pureza do Espírito, e a pedra, que realizou a grandiosa façanha, representa o sentido da alma. O sentido da alma é o conjunto infinito de sentidos espirituais atuando como unidade. Juntando tudo, a lição pode ser resumida numa única sentença:

QUANDO OS CINCO SENTIDOS FÍSICOS SÃO PERCEBIDOS COMO SENDO SENTIDOS ESPIRITUAIS, E FUNÇÕES DE PERCEPÇÃO ESPIRITUAL (PERCEBENDO UMA PRESENÇA E UM PODER), TUDO É PARAÍSO.

Você, leitor, não é um ser físico. Você não é um ser humano, e você não é um ser material. Além disso, você não é um ser espiritual. VOCÊ É ESPÍRITO SENDO. Ciente disso, deve também perceber que não possui sentidos físicos captando um mundo material. Os cinco sentidos físicos são realmente cinco funções de percepção. São cinco dentre um número infinito de formas com que Deus Se Auto-percebe ou Se Auto-sente. A despeito das aparências, estes sentidos estão prestando informações sobre um Reino Espiritual do Absoluto, de invariável perfeição.

Em certo ponto da história, Davi percebe plenamente que DEUS É TUDO. Isto está simbolizado pela coleta de cinco pedras lisas na torrente. Precisavam ser lisas, para mostrar que não havia nenhum traço de rigidez ou densidade de materialidade em sua percepção. Neste ponto, Davi estava em iluminação, onde tudo possível de se perceber e experienciar era Espírito e formado do Espírito.

Entenda esta lição. Se você está lidando com um problema que lhe parece  intransponível, sua única necessidade é a de ir até o fim em sua realização de que DEUS É TUDO.  Esta é a solução.

Seus sentidos físicos devem atuar como um sentido espiritual. Para ver a evidência disto, uma conscientização da natureza espiritual dos sentidos deve ser experienciada. Isto exige que você realmente vá ao fim do caminho em sua percepção da Totalidade de Deus. Você não terá de “trabalhar” os sentidos individuais na tentativa de espiritualizá-los. Porém,  não deverá deixar nenhuma “pedra” fora da percepção correta, ao dizer que “DEUS É TUDO”. Automaticamente, você começará a perceber este mundo de modo bem diferente. E saberá o que Jesus quis dizer, ao afirmar que “o reino dos céus está próximo”.

Muitas pessoas freqüentemente se satisfazem apenas em dizer que “Deus é Tudo”, enquanto continuam na aceitação de que há sentidos físicos captando um mundo físico. Eis por que esperam pela evidência da Verdade. Ao dizer que “DEUS É TUDO”, você deverá entender estar confirmando que DEUS É A ÚNICA EVIDÊNCIA. Não mais negando a evidência ficando à espera ou na expectativa do surgimento de outra evidência qualquer. Deus, sendo Tudo, de onde viria a evidência falsa? Indo ao fim do caminho, você perceberá: NÃO EXISTE NENHUM MUNDO FÍSICO, E NÃO HÁ SENTIDOS FÍSICOS PARA REGISTRAR UM MUNDO FÍSICO. DEUS É TUDO. DEUS É O ÚNICO PERCEBEDOR, E É AQUELE QUE É PERCEBIDO. DEUS ESTÁ ETERNAMENTE SE PERCEBENDO COMO A ÚNICA PRESENÇA E O ÚNICO PODER. NO PONTO EM QUE ESTOU, DEUS ESTÁ NO ETERNO ATO DE AUTO-PERCEPÇÃO.

Você dirá estas palavras por serem  verdadeiras, e são verdadeiras agora. Ao declarar estes fatos, não haverá nenhuma expectativa de que eles “se tornem” verdadeiros. E também não haverá vestígio algum de dúvida quanto ao fato de eles já  estarem sendo verdadeiros . Nesta percepção, você não vacilará em permanecer no Absoluto, além da oposição às aparências. Por quê? Por saber que o seu conhecimento é verdadeiro.

Lembra-se dos tempos de metafísica, em que fazíamos afirmações e aguardávamos que elas se tornassem verdadeiras? Uma das favoritas era: “Deus é meu suprimento abundante, constante e instantâneo”. Todos nós, que a afirmávamos com vigor suficiente para mover dez montanhas, comumente pensávamos a seguir: “Mas, quando? de onde será que virá o dinheiro?” O motivo  destas afirmações raramente darem certo é que eram feitas com dúvida, com uma expectativa indeterminada. Se esperar que uma Verdade Se torne verdadeira, estará simultaneamente negando agora a Sua veracidade. Não será o caso, se fizer declarações da Verdade sabendo  que elas já são verdadeiras. Compreender isto fará eliminar esforços e lutas em suas preces e contemplações. Não haverá ansiedade por tentar se tornar mais iluminado. Nesta percepção, irá perceber que você é a ILUMINAÇÃO EM SI, “sentindo” sua própria Luz.

Leitor, em cada contemplação que fizer, parta da Verdade de que você é a Percepção de Deus percebendo a Si mesmo. O progresso lento decorre da falsa idéia de que existe Deus e alguém que não seja Deus, e que este alguém possa se tornar Deus, caso diga frases certas, sentado em longos períodos de silêncio, etc. Esta premissa é inverídica. Não obstante, ainda insistimos em começar as contemplações como se fôssemos alcançar Deus, ou atingir algum lugar. Mesmo sendo bastante sinceros neste proceder, ainda assim  a recompensa será mínima.

Quando disser que DEUS É TUDO, esteja certo de notar que sua percepção é Deus sendo Cônscio, e que sua Consciência é Deus sendo consciente. Não poderia ser de outra forma. Estaria Deus consciente de um Golias? Não, e nunca poderia estar. Estaria Deus consciente de algum problema? Não, nem poderia estar. Estaria Deus consciente de algo, ou de alguém, que fosse outro, além de sua própria perfeição? Não, e nem tampouco você está.

Seus sentidos são o Espírito de Deus percebendo Sua própria Presença, Sua própria Substância e Suas próprias formas. Seus sentidos são o Deus Perfeito “sentindo” Sua própria Perfeição, Amor e Alegria. Tudo isso é verdadeiro, e facilmente experienciado, quando você conscientiza a natureza espiritual de seus sentidos.