NÃO ADOTE INSTRUÇÕES APENAS PELA REPUTAÇÃO DE SEUS AUTORES!

Jesus foi curto e grosso, ao declarar: “NEM VOS CHAMEIS MESTRES, POIS, UM SÓ É O VOSSO MESTRE, QUE É O CRISTO!”.  O Cristo é a Presença de Deus, seja em Jesus, seja em qualquer de nós! Através das Escrituras, a Verdade é encontrada tendo sido sempre revelada pelo CRISTO, através dos vários profetas ou mensageiros que a revelaram ao mundo.

“Quando O CRISTO, que é a NOSSA VIDA, se manifestar, vós também vos manifestareis com ele em glória (Col. 3: 4).

Sabemos que as revelações, lidas nas Escrituras, podem conter alterações e adequações, por muitas vezes terem sido amoldadas ao entendimento de cada povo. Moisés, por exemplo, se percebeu SENDO O CRISTO E PISANDO NO REINO DE DEUS, A QUE CHAMOU DE “SOLO SANTO”. Por Autorrevelação, conheceu a SI MESMO como “EU SOU AQUELE QUE SOU”!  Isaías, do mesmo modo, declarou: “EU, EU MESMO, SOU QUEM APAGO TUAS TRANSGRESSÕES, E DE TEUS PECADOS NEM ME LEMBRO”!

É importante conhecermos esta Verdade, pois, infelizmente, as igrejas fenomênicas saturaram a mente comum com a CRENÇA de que O CRISTO É SÓ JESUS! E Paulo, tendo em SI MESMO encontrado o Cristo, declarou que “O CRISTO É TUDO EM TODOS”, varrendo a falsa crença de “personalização do Cristo”.

Buda disse o seguinte: NÃO SE FIE EM INSTRUTOR DA VERDADE MOVIDO UNICAMENTE POR SUA REPUTAÇÃO!

Alertava que NOSSA CONSCIÊNCIA CRÍSTICA É QUEM DEVE ENDOSSAR OU NÃO CADA INSTRUÇÃO RECEBIDA! Isto foi o que Jesus também quis nos alertar, ao dizer que UNICAMENTE O CRISTO É NOSSO MESTRE!

Huberto Rhoden, por exemplo, havia tirado de circulação vários dos seus livros, e pretendia fazer o mesmo com mais quinze títulos! Por quê? Por ter conhecido a Verdade como até então não conhecia, à época em que escrevera os tais livros! Desse modo, todos os seus leitores aprenderam o que terão que desaprender, pois não eram instruções verdadeiras!

O apóstolo Paulo disse pregar a Verdade “LEITE” e a Verdade “ALIMENTO SÓLIDO”, levando em conta o tipo de público a quem se dirigia! Mas, com isso, deixou “aparentes contradições” em seus escritos, e muitas vezes, suas pregações absolutas  foram e são rejeitadas pelos seus próprios seguidores, que as refutam por terem aderido às suas falas moldadas e, portanto, contrárias às absolutas!

O ensinamento absoluto revela que SOMOS UNICAMENTE O CRISTO! Desse modo, quando meditarmos, devemos fazê-lo CONVICTOS de que “TEMOS A MENTE DE CRISTO”! Agindo assim, saberemos avaliar cada instrução que porventura nos chegue, ou mesmo recebê-las DIRETAMENTE DA FONTE INTERIOR, DO CRISTO QUE SOMOS, o que evitará, como disse Jesus,   QUE  VIVAMOS COMO “CEGOS CONDUZIDOS POR CEGOS”! 

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“O MANTIMENTO SÓLIDO É PARA OS PERFEITOS!”

“Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal”.. 

Hebreus 5: 12-14

Nesta passagem, Paulo comenta que “aqueles que já deviam ser mestres”, continuavam esperando ouvir a repetição dos “primeiros rudimentos das palavras de Deus”, isto é, esperando receber “mais leite”, em vez de já estarem “mastigando alimento sólido”.

 

Duas são as causas principais da aparente estagnação das pessoas nos princípios básicos da Verdade, sem que se mostrem dominando-os e se aprofundando cada vez mais na CONVICÇÃO de serem eles verdadeiros. A primeira, se dá quando as orações e contemplações não são feitas com a devida dedicação, assiduidade e disciplina,  por estarem todos muito ocupados, vendo o seu “mundo fenomênico” em forma de “aparências agradáveis”; e a segunda, é quando não se empenham em transmitir ao próximo a Verdade conhecida.

O aparente sucesso, no conhecimento da Verdade, é constatado quando por “melhor que sejam as aparências”, todas elas são logo desmascaradas como “miragens”,  pura “exposição de quadros hipnóticos”, que sempre se revezam segundo as CRENÇAS NO BEM E NO MAL.

Dando crédito às “aparências”, as pessoas relaxam quanto à Prática do Silêncio e às orações, despendem o tempo todo entretidas com eventos fenomênicos, e quando a CRENÇA NO BEM “muda a sua cara”, se apresentando como CRENÇA NO MAL, acreditam  ser época das “vacas magras”! E então, reaparecem  ao estudo, e, como disse Paulo, aparentando “necessitar de leite”, por não encontrarem em si mesmas a CONVICÇÃO  que já deveriam ter, quanto à Verdade que já anteriormente tinham aprendido! E esta falta de interesse, em repassar ao próximo os ensinamentos, se deve ao simples fato fato de “nem se lembrar deles”, por terem sido “fisgadas” pela ILUSÃO das “aparências boas”!

Norman Vincent Peale, autor das obras sobre O PENSAMENTO POSITIVO, aprendeu com o pai dele, que era pastor, falar sobre  Deus em todos os contatos que fizesse em seu dia a dia. De fato, é falando sobre a Verdade que, em nós próprios, se forma a CONVICÇÃO MENTAL de que VIVEMOS NO “REINO CHEGADO DE DEUS”,  e que JAMAIS ESTIVEMOS EM “MUNDO DE APARÊNCIAS”!

Grave bem o alerta de Paulo: “O mantimento sólido (a Verdade Absoluta) é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal”.

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ATENHA-SE ÀS REVELAÇÕES ABSOLUTAS  SOBRE VOCÊ!

 

As REVELAÇÕES ABSOLUTAS objetivam CALAR AS CRENÇAS MENTIROSAS sobre QUEM VOCÊ É! Não podem ser lidas sem cumprirem este objetivo, isto é, se nos revelam que SOMOS DEUSES, não poderá ALGUÉM permanecer na MENTIRA de que SOMOS CARNAIS! Para isso, terá que SUBSTITUIR AS CRENÇAS MENTIROSAS PELA VERDADE REVELADA!

“ORAI E VIGIAI SEM CESSAR”, diz a Bíblia. O sentido é único: fazê-lo ADOTAR AS REVELAÇÕES ABSOLUTAS, ORAR PARA CONTEMPLÁ-LAS COMO A VERDADE QUE AGORA VOCÊ É, E, DESSE MODO, MANTÊ-LO “EM MIM”, com o ilusório “mundo de aparências” se mostrando “VENCIDO”! DERROTADO!

DEUS É TUDO, E ISTO. “DESDE O PRINCÍPIO”. Portanto, “orar e vigiar” é um mero constatar que TUDO ESTÁ FEITO, o que implica a VERDADE anunciada por Jesus:

“E VÓS TAMBÉM TESTIFICAREIS, POIS ESTIVESTES COMIGO DESDE O PRINCÍPIO”!  

A prática da Verdade, em suma, é uma PERMANENTE CONSTATAÇÃO DE QUE DEUS É TUDO, E QUE “PERMANECER EM MIM” É CONVICTAMENTE

“PERMANECERMOS SENDO O DEUS QUE SOMOS”! E isto descarta por completo a ILUSÃO  de “mundo temporal” com “vida temporal”, “eu temporal” e “mudanças” e “feitos” temporais!

“OS CAMPOS JÁ ESTÃO TODOS PRONTOS PARA A CEIFA”, disse Jesus! Com o seguinte sentido:

COLHA AGORA A SUA

MENTE DE CRISTO”,”COLHA AGORA A SUA PERFEIÇÃO!”, “COLHA AGORA O SEU “PERFEITO CORPO DE LUZ”, “COLHA AGORA O SEU PERFEITO SUPRIMENTO”, “COLHA AGORA SUA HERANÇA DIVINA”, “COLHA AGORA O REINO DIVINO”!

“EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA COM ABUNDÂNCIA”, disse Jesus! Através das “contemplações absolutas”, associadas com a Ciência Mental, viva esta revelação, reconhecendo e afirmando:

“EU VIVO A VIDA COM ABUNDÂNCIA! MINHA VIDA É DEUS, IMORTAL E PLENA, AQUI E AGORA!”

E, caso algo lhe pareça se opor a esta Verdade, FIQUE CEGO PARA A SUPOSTA ALEGAÇÃO E CONFIRME QUE

“DEUS É QUEM VIVE COMO VOCÊ”!

Sua VIDA é DEUS! Sua MENTE é DEUS! Seu CORPO é DEUS! O CRISTO que VOCÊ É, é DEUS! E o UNIVERSO em que AGORA VOCÊ VIVE, é DEUS!

Por isso está REVELADO que DEUS é TUDO, e que a CRENÇA EM BEM E MAL É NADA! 

SEU “MUNDO ILUSÓRIO”  JÁ  ESTÁ VENCIDO! VENCIDO PELA SIMPLES MAS TOTAL CONSTATAÇÃO DE QUE “DEUS É TUDO”, E É A TOTALIDADE DA EXISTÊNCIA E DO SEU SER!

Uma mentalização eficiente, divulgada pela Seicho-no-ie, diz o seguinte:

 “DEUS É O TODO DE TUDO! DEUS É PERFEITA VIDA! DEUS É PERFEITO AMOR! EU SOU FILHO DE DEUS! SOU AQUELE QUE É  SAUDÁVEL! SOU AQUELE QUE É INADOECÍVEL! SOU AQUELE QUE É POSSUIDOR DE FORÇA INFINITA!”

Toda mentalização que ENDOSSA A VERDADE ABSOLUTA, endossa as “CONTEMPLAÇÕES ABSOLUTAS”, feitas através da  Prática do Silêncio! Serão tremendamente úteis para que, ao lidarmos aparentemente com o mundo, a suposta “mente humana” fique SELETIVA, sem aceitar DOIS PODERES,  ficando “programada” para ignorar o ilusório “mal” automaticamente!

Jamais dê à ILUSÃO o gostinho de vê-lo acreditando nela! Pelo contrário, ATENHA-SE FIELMENTE ÀS REVELAÇÕES ABSOLUTAS  SOBRE VOCÊ!

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VAZIOS VIERAM AO MUNDO, E VAZIOS DEIXAM O MUNDO!

Jesus disse: “Assumi meu lugar no mundo e revelei-me a eles na carne. Encontrei todos embriagados. Não encontrei nenhum sedento, e minha alma ficou aflita pelos filhos dos homens, porque estão cegos em seus corações e não têm visão. Pois vazios vieram ao mundo e vazios procuram deixar o mundo. Mas no momento eles estão embriagados. Quando superarem a embriaguez, então mudarão sua maneira de pensar.” Evangelho de Tomé

Jesus ressalta sua “vinda na crença de materialidade”, para poder se comunicar com uma humanidade “embriagada”, acreditando piamente em “vida mortal na matéria”,  e sem demonstrar qualquer anseio maior por se libertar da própria cegueira espiritual.

“Não encontrei nenhum sedento, e minha alma ficou aflita pelos filhos dos homens, porque estão cegos em seus corações e não têm visão”.

 

Passados mais de dois mil anos, e o que teria mudado?  O materialismo cresceu, a humanidade continuou presa a ele, e o mundo se encheu de religiões e denominações que só deturparam os ensinamentos de Jesus! As pessoas que a elas se filiaram como “carnais”,  nelas viveram o tempo todo como “carnais”, e isto, gerações pós gerações, sempre endossando o mundo, declarado por Jesus como “mundo de Satanás, pai da mentira”, e sempre  sendo cobradas em seus dízimos, sem sequer saber o que eles realmente simbolizavam.

“Pois vazios vieram ao mundo e vazios procuram deixar o mundo”.

“Vazios” são, portanto, aqueles que não acham tempo para Deus, nem para o Reino de Deus e nem para perceber  que são UM COM DEUS! 

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NÃO POSTERGUE O RECONHECIMENTO DA VERDADE PLENA QUE AGORA VOCÊ É!

A mania comum e nociva, decorrente da maioria dos ensinamentos dualistas, atua hipnótica e subliminarmente no subconsciente da humanidade, levando-a a “postergar” o reconhecimento imediato das Verdades Absolutas a ela reveladas. O ilusório “tempo” aparenta atuar, até mesmo de forma imperceptível, e APARENTA  ADIAR a vivência IMEDIATA das revelações neste AQUI E AGORA, como se DEUS FOSSE SER “AQUELE QUE SOMOS” SOMENTE EM ALGUM SUPOSTO “FUTURAMENTE”!

Esta forma ILUSÓRIA de lidar com as revelações absolutas precisa ser rechaçada no exato AGORA EM QUE SÃO LIDAS, e isto requererá, além das “contemplações silenciosas”, um vigoroso veemente emprego da Ciência Mental, suas afirmações que ENDOSSAM A VERDADE QUE SOMOS,  e suas negações, que DESTROEM AS MENTIRAS QUE NÃO SOMOS, anulando a ilusória “submissão ao suposto tempo”, parâmetro desconhecido por DEUS e pela VERDADE!

Este comportamento comum e ilusório, que aparenta nos fazer crer que A VERDADE AGORA REVELADA dependa do “TEMPO”, para se manifestar,  equivaleria a “alguém acreditar” que SUA SOMBRA SOMENTE FOSSE SE MANIFESTAR  muito “TEMPO DEPOIS” de ter ele sido informado de alguma VERDADE VÁLIDA SOBRE SI PRÓPRIO! EM OUTRAS PALAVRAS, O FATO É QUE A VERDADE SE REVELA EM SUA “SOMBRA FENOMÊNICA” NO MESMO AGORA ATEMPORAL DIVINO!

Não há DOIS MUNDOS! O DE DEUS E O DOS HOMENS! HÁ UNICAMENTE DEUS SENDO TUDO, E POSTERGAR O RECONHECIMENTO, POR ACHAR QUE “EXISTA MUNDO FENOMÊNICO” AO LADO DE DEUS, É  A “APARÊNCIA FRAUDULENTA” QUE ILUDE A MUITOS, FAZENDO COM QUE “ESPEREM” QUE A “SOMBRA” LHES APAREÇA FUTURAMENTE!

EM OUTRAS PALAVRAS, NEGAM A VERDADE JÁ EM EVIDÊNCIA AGORA, ACHANDO QUE “OS BENS ACRESCENTADOS”, NO AGORA, NÃO SE FAZEM PRESENTES!

Jesus disse: “Buscai em primeiro lugar o REINO DE DEUS, e todas as demais coisas vos serão ACRESCENTADAS”! NÃO SÃO COISAS INDEPENDENTES! O REINO É A VERDADE E OS “BENS ACRESCENTADOS” SÃO O “REINO SOMBRA”, TAL COMO A ILUSÓRIA “MENTE HUMANA” O CONSEGUE INTERPRETAR!

Exemplificando, se a APARÊNCIA apresentar “alguém desempregado”, DEVE ELE CONTEMPLAR SUA PRESENÇA NA ONIAÇÃO,  “EMPREGADO” COMO “FILHO DE DEUS”, AQUI E AGORA! E DEVE CONFIRMAR ESTE FATO DE MODO A DESMENTIR A APARÊNCIA DE DESEMPREGO, ACEITANDO A VERDADE E ACEITANDO SUA “SOMBRA” JÁ SE PROJETANDO, TAMBÉM AQUI E AGORA!

Esta é a visão correta e revelada por Jesus, sobre a oração: “Se pedirem algo, CREIAM JÁ O TER RECEBIDO”, e o terão”! 

ISTO REQUER ACREDITAR “TER O REINO E JÁ TER A COISA NECESSÁRIA!”, que é TER O OBJETO E JÁ TER A “SOMBRA” DELE!

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O APARENTE “DESPERTAR ESPIRITUAL”

Quando um sonhador é visto por alguém a sonhar e se debater na cama, por “enxergar” as irrealidades de seu sonho, se for sacudido e acordado, se verá “liberto”, aparentemente! Por que é dito “aparentemente”? POR SEU PESADELO JAMAIS TER TIDO REALIDADE!

A única diferença entre o “pesadelo individual” e o “pesadelo coletivo”, é que o coletivo ILUDE A HUMANIDADE TODA, levando “em massa”  ser ENDOSSADO O “MUNDO DO PAI DA MENTIRA”! Por isso, o ensinamento absoluto explica que  as APARÊNCIAS SÃO DESCONHECIDAS DE DEUS E DA MENTE DO CRISTO, E APENAS INSINUAM, ESTANDO NO LUGAR DELAS, AS PERFEITAS E PERMANENTES “OBRAS DE DEUS”, O QUE, EM SUMA, É REVELADO QUE “JÁ É CHEGADO O REINO DE DEUS”!

“Sede PERFEITOS como PERFEITO é Vosso Pai celestial”, disse Jesus! O PAI NÃO ENXERGA “APARÊNCIAS”, diz a Bíblia! Portanto, SER PERFEITO COMO ELE IMPLICA FAZERMOS O MESMO, O QUE, NA PRÁTICA, SIGNIFICA DEIXARMOS DE RECONHECER VERACIDADE EM QUALQUER “APARÊNCIA FENOMÊNICA”!

Enquanto alguém DER CRÉDITO a “aparências”, mesmo que diga “estar em UNIDADE COM DEUS” estará iludindo a si mesmo, por NÃO SE VER PERFEITO COMO PERFEITO É O PAI, por acreditar em APARÊNCIAS, enquanto O PAI, EM SUA PERFEIÇÃO,  UNICAMENTE CONHECE A SI MESMO COMO TUDO!

Quando Jesus diz que “A NINGUÉM JULGA PELAS APARÊNCIAS”, E QUE “AQUELE QUE O VÊ, VÊ O PAI, está, verdadeiramente, SE FAZENDO “PERFEITO COMO O PAI É PERFEITO”, E É O QUE DEVEMOS TREINAR PARA FAZERMOS IGUAL.

Na “Prática do Silêncio”, sempre que RECONHECER QUE DEUS É TUDO, E QUE É  INCLUSIVE VOCÊ, INCLUA ESTA VERDADE: “EU SOU PERFEITO ASSIM COMO DEUS É PERFEITO, POR JAMAIS “JULGAR PELAS APARÊNCIAS”!  

Desse modo, aparentemente, se verá LIVRE do “pesadelo coletivo”, e capacitado a repetir  com Jesus:

“EU E O PAI SOMOS UM, E O MESMO!”

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A VERDADE SOBRE AS “BOAS OBRAS” ATRIBUÍDAS A NÓS!

“Porque somos criação de Deus, realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos”.
Efésios 2: 10

A crença ilusória de que “há dois mundos”, o material e o divino, vai pouco a pouco sendo desmantelada pela Verdade conhecida através de nossas radicais e dedicadas “contemplações absolutas”. O fato é que DEUS É TUDO, e Sua Oniação abrange a totalidade das atividades universais.

Paulo assim diz: Porque somos criação de Deus, realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos. Explica que SOMOS FEITURA DE DEUS, nunca como supostos “carnais”, mas EM CRISTO, NO FILHO ESPIRITUAL QUE SOMOS, PARA, COMO DISSE JESUS, AGIRMOS NA ONIAÇÃO, “FAZENDO O QUE VIRMOS O PAI FAZER”!

Este é o FATO ABSOLUTO que desmantela a crença em “atividades terrenas”.

“Vós, deste mundo não sois”, afirmou Jesus, destruindo a ILUSÃO DE “MUNDO MATERIAL”!

Quando os discípulos comunicaram a Jesus a chegada de “sua mãe e seus irmãos”, assim ele lhes respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que fazem a vontade de meu Pai”. Estava confirmando a Verdade de que “somos feitos em Cristo”,  ativos na Oniação, pelo “Ventre divino que jamais gestou”, derrubando por terra a ILUSÃO de “existência material”.

O que Paulo revela, em Efésios, é que SOMOS O CRISTO ONIATIVO, e nunca “carnais” divididos em QUEM AGE COMO BEM OU AGE COMO MAL, segundo as “aparências” do “mundo do pai da mentira”.

“ORAI SEM CESSAR”, dizem as Escrituras, e as orações devem admitir NOSSA PRESENÇA EM CRISTO, NOSSAS ATIVIDADES NA ONIAÇÃO, E NOSSO RECONHECIMENTO DE QUE UNICAMENTE DEUS E SEU REINO SÃO REALIDADES!

 Deus Se revela como Seus Filhos, habitantes de SEU “REINO CONSUMADO”, sempre em ONIATIVIDADE, sempre como UNIDADE PERFEITA!  Este é o sentido da revelação de Paulo, quando diz para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.

Aqueles que se dizem “autores de boas ou más obras terrenas”, partindo de si mesmos como “carnais”, vivem no ilusório “mundo dos pares de opostos” das crenças coletivas”, acreditando agir de si mesmos, sem se perceberem ativos  na Oniação.  Àqueles que se vangloriam de suas aparentes “boas obras”, Jesus a tais assim disse responder: “EU NUNCA VOS CONHECI!”. Por isso também não deu crédito à “gestação humana de si mesmo”, como “feito fosse em ventre materno”. O que Jesus pregava era a Verdade de que SOMOS O CRISTO, SERES FEITOS PELO “VENTRE QUE JAMAIS GESTOU”, NÃO ACREDITANDO NEM “EM BEM” NEM “EM MAL” EXPOSTOS PELA ILUSÓRIA “MENTE CARNAL”.

Nesta citação, Paulo deixa bem claro que DEUS, COMO CRISTO, NOS VÊ EM SUA ONIAÇÃO PERFEITA, E NÓS, MEDITANDO E NOS VENDO NELA INCLUSOS, AGIREMOS EM UNIDADE COM A VERDADE, QUANDO, APARENTEMENTE, PRATICAREMOS AS “BOAS OBRAS” SEM QUE AS VEJAMOS COMO “SENDO FEITAS” POR ILUSÓRIOS “SERES ENCARNADOS”!

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SEJA O VOSSO DIZER “SIM, SIM! NÃO, NÃO!”


Ser “UM COM DEUS” significa “SER DEUS”, SER O PODER, PRESENÇA E EVIDÊNCIA DE DEUS, o que implica ter consciência de que DIZER “SIM SIM, NÃO, NÃO” é simplesmente endossarmos, EM TODOS OS ASPECTOS, que SOMOS O CRISTO e que “NÃO SOMOS CARNAIS”, assim nos avaliando a cada momento em que nos referirmos a nós próprios!

Enquanto aparentar “vivermos entre coisas de César e coisas de Deus”, nosso juízo deverá SER O JUSTO, sem jamais SER PELAS APARÊNCIAS! O que nos diz respeito é sempre O REINO CONSUMADO DE DEUS,  EM  SUA PERMANENTE ESSÊNCIA PERFEITA, E, TAMBÉM, EM SEU SUPOSTO “DESDOBRAMENTO” COMO “ACONTECIMENTOS VISÍVEIS”, QUE NÃO SÃO REALIDADES, E SIM, MERAMENTE “SOMBRAS” ACRESCENTADAS!

Qual é o erro comum? Alguém dizer que “medita e reconhece estar na ONIAÇÃO”, enquanto, em seguida, dizer que “algo do mundo” lhe é INJUSTO, PREJUDICIAL OU INCÔMODO! Estaria permanecendo no dizer “SIM, SIM, NÃO, NÃO”? Sabemos que não!

A VIDA NO DIZER “SIM, SIM, NÃO, NÃO” é um viver consciente de que NÃO HÁ REALIDADE EM MUNDO DO PAI DA MENTIRA! E AVALIARMOS SUA ILUSÓRIA INFLUÊNCIA SOBRE NÓS EQUIVALE A NEGAR A ONIPOTÊNCIA PRESENTE COMO O CRISTO QUE SOMOS!
A Verdade é que DEUS É TUDO, que a Mente de DEUS é a Mente ativa como a NOSSA MENTE, sem que cedamos à CRENÇA DUALISTA NO BEM E NO MAL, que é a ILUSÃO EM SI!
Cada um precisa se amoldar INTEIRAMENTE à Verdade que É!

Jesus disse: “Com a medida com que medirdes, vos medirão a vós”! Se alguém toma por medida “sensações negativas”, sobre si ou sobre o próximo, as Leis mentais farão com que o mundo o meça segundo a mesma “frequência”, pois as Leis respeitam a “frequência” em que alguém realmente vive, seja “julgando pelas aparências”, seja “fazendo julgamento justo”!

O Cristo é TUDO em TODOS, e a vida pelo “SIM, SIM, NÃO, NÃO!” cobra de nós este reconhecimento TODO ABRANGENTE da Verdade, de modo IMPESSOAL e INCONDICIONAL! Sem um JUÍZO JUSTO não todo abrangente, estaremos dando crédito a diagnósticos médicos, a políticos corruptos, e, como disse Jesus, A TUDO QUE, APARENTEMENTE, PROCEDA DO MALIGNO!
Deus é TUDO, o BEM ONIPRESENTE E PERMANENTE! A VIDA NO ENDOSSO DESTA VERDADE ABSOLUTA nos possibilitará a “PERMANECER EM MIM”, “DANDO A DEUS O QUE É DE DEUS”, COM NOSSO “SIM! SIM”, E “DANDO A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR”, COM NOSSO “NÃO! NÃO!”

É ESTA A “VIDA PELA GRAÇA”!

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A CIÊNCIA DIVINA SEM MISTÉRIOS


Quando menino, eu gostava de procurar fragmentos de rochas junto às ribanceiras dos córregos, dos poços de pedregulhos e dos velhos leitos das estradas. Por fim acumulei considerável coleção de ágatas e fósseis. Lembro-me de um fóssil que se parecia com um quebra-cabeça. Eu não conseguia imaginar de que se tratava. Talvez fosse a coluna vertebral de um peixe pré-histórico ou o talo de um lírio marinho depositado no fundo do oceano milhões de anos atrás. Quando criança, o pouco que eu sabia de paleontologia não era realmente o bastante para resolver o mistério.
 
Existem, é claro, mistérios bem mais profundos que os da simples tentativa de um menino em identificar fósseis. De fato, para a mente humana, muito da existência humana continua sendo um enigma. Ora, o caminho para resolver qualquer mistério, grande ou pequeno, é fundamentalmente o mesmo: obter melhor compreensão das questões e dos fatos envolvidos.
 
Quando me tornei estudante de Ciência Cristã, aprendi, no entanto, que, para alguém que se disponha a resolver os grandes mistérios do ser, é necessário, acima de tudo, obter compreensão espiritual. Na Bíblia, o livro dos Provérbios proclama: “O princípio da sabedoria é: Adquire a sabedoria; sim, com tudo o que possuis adquire o entendimento.”
 
Contudo, um cético poderia achar que algo como compreensão espiritual talvez fosse de pouco valor prático. E, se é isto o que a Ciência Cristã oferece, então perguntaria em que difere ela realmente daquilo que os princípios morais religiosos tradicionais têm oferecido através dos tempos?
 
É possível argumentar-se que a religião é uma área da experiência humana frequentemente envolta em misticismo, dogmas e visões inexplicadas de forças sobrenaturais. Ora, a Ciência Cristã ensina que é fundamentalmente a ignorância, um sentido materialista e limitado da realidade, o que resulta numa aparente incapacidade de a humanidade  resolver satisfatoriamente os mistérios da vida. A religião que permanece no reino dos fenômenos inexplicáveis e das crenças dogmáticas jamais poderá satisfazer plenamente ao verdadeiro desejo dos povos – o desejo de verdadeiramente conhecer Deus, de entender inconfundivelmente Sua presença e de compreender Sua vontade para com o homem.
 
Esta é a esperança e a promessa que a Ciência Cristã está trazendo hoje, ao mundo: a promessa de conhecer-se Deus, de encontrar-se salvação, liberdade e o verdadeiro propósito da vida. De pleno acordo com os ensinamentos e a prática do Salvador, Cristo Jesus, a Ciência do Cristo está elevando os corações oprimidos e revelando o agradável domínio resultante da oração feita com compreensão espiritual e de viver-se de acordo com tal oração.
 
O ministério de Cristo Jesus demonstrou verdadeiramente, séculos atrás, que a prática da verdadeira religião não apresenta mistérios. Um dos fatos mais notáveis sobre as obras de Cristo Jesus e do cristianismo genuíno de seus discípulos foi seu aspecto prático imediato, evidenciado na vida dos homens. A inspirada compreensão que Jesus tinha do poder de Deus levou cura e regeneração a inúmeras pessoas.
 
O Salvador percebeu o caráter enigmático da existência mortal e provou ser o homem o reflexo perfeito, a imagem e semelhança, de Deus. Seu reconhecimento da relação inquebrantável existente entre o homem e o Pai transformou a vida daqueles cujos corações Jesus tocou. E, hoje, a compreensão espiritual alcançada com o estudo da Ciência Cristã está outra vez curando a doença e salvando vidas do pecado.
 
Quanto mais oramos e crescemos em graça, tanto mais se revela ao nosso sentido espiritual a verdadeira natureza de Deus como Espírito infinito, Mente divina. Quando vemos que somos verdadeiramente Sua expressão pura, completa e livre, a realidade da existência espiritual do homem e o poder de Deus para curar não mais parecerão sobrenaturais ou miraculosos. No livro-texto, Ciência e Saúde, Mary Baker Eddy faz esta observação, referindo-se à Ciência Cristã: “Levanta o véu do mistério que envolve a Alma e o corpo. Mostra a relação científica do homem para com Deus, deslinda as ambiguidades entrelaçadas do ser, e liberta o pensamento aprisionado.”

Em seguida o livro-texto continua, com a afirmação da natureza completamente sem mistérios da realidade: “Na Ciência divina, o universo, inclusive o homem, é espiritual, harmonioso e eterno”.
 
A vida já não precisa parecer-nos um enigma, quando nos entregamos a Cristo, a Verdade. É realmente possível descobrir qual é o propósito individual de cada um de nós como filhos amados de Deus. O livro-texto da Ciência Cristã declara: ” A Verdade está revelada. Só precisa ser praticada.”

Quando em nós a humildade, o amor abnegado e os motivos puros aumentam, crescemos em compreensão espiritual e os motivos puros aumentam, crescemos em compreensão espiritual e o verdadeiro significado da vida transparece, trazendo alegria, paz e bênçãos mais elevadas para nós e o nosso mundo. Nossa vida como discípulos cristãos – que dão testemunho da Verdade e a praticam – pode dar prova de que não existem mistérios na Ciência divina.

(De O Arauto da Ciência Cristã – abril 1985)
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“AS FACULDADES INDESTRUTÍVEIS DO ESPÍRITO”

Certa ocasião, uma estudante da Ciência Cristã tentou por duas vezes fazer uma ligação telefônica e não pode ouvir som algum no fone. Pensando que o telefone não estivesse funcionando, comentou isso com uma colega, que levou o fone ao ouvido e disse: “Nada há de errado com o telefone”. Quando a estudante tentou pela terceira vez e ainda nada ouviu, ficou surpresa, mas nada disse à sua colega. Logo que ficou só, ligou a uma praticista da Ciência Cristã e ouviu com o outro ouvido.

A praticista leu em voz alta partes de um artigo dos periódicos da Ciência Cristã, cujo assunto principal era que, o ouvido que se harmoniza com ideias espirituais, é o que ouve. A praticista também relembrou-a de que a Ciência Cristã declara que a audição se relaciona com a compreensão espiritual.

Ao cultivar o desejo de ouvir espiritualmente e escutar as mensagens curativas de Deus, sua audição tornou-se normal e assim permaneceu.

A verdade espiritual que realizou a cura nesse caso específico, tem aplicação universal. Em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker escreve (p. 488): “Só a Mente possui todas as faculdades, toda percepção e compreensão.” E à página 162 do mesmo livro ela diz: “As faculdades indestrutíveis do Espírito existem sem as condições da matéria e também sem as crenças errôneas de uma suposta existência material”.

Todas as faculdades do homem, portanto, são espirituais porque derivam da Mente, o Espírito, e são para sempre perfeitas em suas funções. O pensamento, a memória, a visão, a audição, não dependem da matéria orgânica ou estrutural. Todas as faculdades se expressam no homem pela Mente infinita que tudo vê e tudo sabe, a Vida eterna. Portanto, o homem não pode expressar embotamento, confusão, esquecimento, visão e audição imperfeitas. Quanto mais clara for a nossa compreensão e mais completa nossa aceitação dessas verdades, tanto mais vivas as nossas percepções presentes.

A glória e o resplendor da Alma iluminam tudo e dão-nos uma visão clara. Porque a visão é inteiramente espiritual, não pode ser ajudada ou obstada pela matéria. Os homens esperam, sem reservas, ver e ouvir no além. Por que, então, não demonstrar as faculdades perfeitas da Mente aqui e agora? O reconhecimento de que o céu não é um lugar distante, mas é o reino de Deus dentro de nós, acelera a demonstração eterna de perfeição.

A conscientização da constante presença da Mente que tudo vê, ou seja, Deus, dá-nos a capacidade para demonstrar visão perfeita. A compreensão de que o som se comunica por meio dos sentidos da Alma, é o que realmente ajuda a ouvir.

A percepção de que o homem reflete a inteligência da Mente em todas as suas expressões variadas, capacita o homem a expressar aptidões ilimitadas e abre para ele possibilidades jamais sonhadas.

A vontade própria, a rebelião, ou a obstinação podem ser a raiz das faculdades enfraquecidas. A rebelião, quer expressa ou latente, é resistência à verdade ou lei espiritual. Acaso não foi isso o que o Senhor quis dizer, quando falou a Ezequiel (12:2): “Filho do homem, tu habitas no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver, e não vê, tem ouvidos para ouvir, e não ouve; porque é casa rebelde”?

Ouvidos obtusos talvez não queiram ouvir pelo temor de serem convertidos. Olhos turvos talvez não queiram ver a ideia espiritual pelo temor de perder algo material. A consciência vaga e esquecida talvez não queira lembrar-se, por temor de nascer de novo e assim perder os prazeres da materialidade.

Não é suficiente tentar ver e ouvir espiritualmente. Devemos sinceramente querer ver e ouvir espiritualmente; temos de querer abandonar a materialidade. Os sentidos enfraquecem, não pelo uso constante ou o passar do tempo, mas pelo pensamento material. É óbvio que a autodepreciação e a crença em idade, em vez da própria idade, frequentemente interferem com a visão espiritual.

Deus é a inteligência que tudo vê e tudo sabe. Jesus disse (João 5:19): “O Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz.” Deus perfeito realiza todo o conhecimento, toda a visão, e o homem reflete a ambos. Na proporção em que compreendemos o que significa Deus perfeito e Sua ideia perfeita, o homem, não estaremos sujeitos à visão, audição, memória, ou qualquer outra faculdade enfraquecida ou defeituosa.

A maneira de demonstrar as faculdades imortais está muito bem expressa no Hino n° 144 da Ciência Cristã, cujas duas primeiras estrofes dizem:

Amor, em ti, respira o ser,
Em ti, vivemos nós;
Mas os sentidos materiais
Só querem nos deter.
 A crença falsa material
Devemos destruir,
Se a visão espiritual
Quisermos refletir.

*

“EU SOU DEUS!”

A cegueira mental humana leva as pessoas a se desviarem da Verdade que são, buscando “iluminar” o que não são, isto é, uma “imagem mental” que inclui um suposto e irreal “ego”!

Que é a Verdade? É DEUS SENDO TUDO! SOMENTE EXISTE DEUS VIVENDO! Contudo, uma “sombra sem vida” é confundida com a Vida, e, desta confusão, decorrem as “buscas infindáveis” pela Verdade.

Muitos agem como o “cão que corre atrás do rabo”, pulando de ensinamento em ensinamento, sem que percebam que SÃO A VIDA DE DEUS ILUMINADA, E NÃO A “IMAGEM MENTAL” MOSTRADA PELA ILUSÓRIA “MENTE HUMANA”.

Joel S. Goldsmith assim disse: “Precisamos aprender a não simplesmente ignorar a ilusão, mas a encará-la face a face, sabendo o que ela é: nada, boato, crença em algo ou alguém apartado de Deus”.

Somos, pela Graça divina, o “Ser individual” que expressa unicamente a Natureza de Deus. Assim disse o apóstolo Paulo: “Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com manjares, que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram” (Hb 13: 8-9).

A aparente  insaciável busca de Deus em doutrinas e  mestres exteriores somente endossa a Ilusão de que Deus possa SER TUDO, porém, sem que seja TUDO O QUE  AGORA SOMOS!

Silencie-se, e abra-se à Verdade estabelecida por Deus em seu próprio Ser! Não tenha “olhos para miragens enganadoras”!

EXATAMENTE ONDE VOCÊ ESTÁ, ESTÁ DEUS SENDO O CRISTO RESPLANDECENTE QUE VOCÊ JÁ É!

O resto, é PALHA!

*

“QUEM DIZIA ESTAR VENDO MUNDO MATERIAL?”

Se alguém disser estar vendo um “céu de cor verde”, insistindo nesta ideia, os que estiverem por perto dirão ser ele maluco,  ou que usa óculos com lentes daquela  cor, ou que está hipnotizado para enxergar daquela forma. Poderíamos buscar outras explicações ou aventar novas hipóteses, referentes ao motivo pelo qual o cidadão insistia ver um “céu verde”. Contudo, o que mais deveria chamar a atenção de todos é o fato real: NÃO EXISTE NENHUM “CÉU VERDE”!

Se for dito que “o céu é azul” durante o dia, a maioria achará normal e concordará! A ciência até  já “estudou a questão”, para ensinar que o “azul celeste” se deve a um efeito provocado pela dispersão da luz solar através da camada atmosférica que envolve a Terra.

 

Perguntado sobre quando viria o Reino de Deus, Jesus disse:  JÁ VEIO! É O QUE ESTÁ EM TODA PARTE, SEM QUE OS HOMENS O ENXERGUEM!

Desse modo, desmentiu que “o céu é azul”, e afirmou muito mais! DISSE QUE NÃO SOMOS DO MUNDO, QUE NÃO TEMOS PAIS NELE, POR SER UNICAMENTE UMA “MENTIRA” PREGADA À HUMANIDADE TODA!

A Verdade anula as ciências humanas, que creem piamente num suposto “mundo material” inteiramente feito de “nadas”!  Paulo já dizia: “As coisas dos homens são TOLICES para Deus”.

Trocar a “sabedoria da serpente” pela Onisciência divina é o que constitui o “conhecimento da Verdade”, que liberta o SUPOSTO ser humano das imensuráveis TOLICES  dos homens.

Para ser LIVRE de tanta sugestão hipnótica contrária à Verdade, deve, cada um, meditar COMPLETAMENTE ABERTO aos princípios espirituais revelados à humanidade E isto SEM TER ODRES VELHOS PARA RECEBER VINHO NOVO!

COM “CORAÇÃO DE MENINO”, RECONHECER A NATUREZA DE DEUS COMO TUDO, E, ACREDITAR QUE CADA FILHO DE DEUS É DEUS, VIVENDO NO REINO DE DEUS, AQUI E AGORA, CONVICTO DE QUE “CÉU AZUL” E “MUNDO MATERIAL” JAMAIS EXISTIRAM!

QUEM É QUE DIZIA ESTAR VENDO MUNDO MATERIAL?

Assim meditando,  simplesmente aberto à Onisciência divina, NOVO CÉU E NOVA TERRA serão por ele percebidos e vislumbrados!

É DESSE MODO QUE  NOSSOS NOMES SÃO CONHECIDOS COMO “ESCRITOS EM NOVO CÉU”!

*

 

“TOMAI SOBRE VÓS O MEU JUGO, E APRENDEI DE MIM!”

“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”.

Mateus 11: 28

Como parece difícil, ao homem natural, APRENDER DE MIM, do Deus que o habita e que constitui o seu Ser real,  para relegar a último plano o “juízo pelas aparências”, bem como a “sabedoria da serpente”, que o limita e cega a visão para a Verdade de que, como herdeiro de Deus, está a ele disponibilizado o Seu Reino consumado, pleno e perfeito, que é a ÚNICA REALIDADE!

Como parece difícil, ao homem natural, TOMAR SOBRE SI O JUGO DA VERDADE, para viver como VIVE DEUS,  livre, pleno e alheio ao suposto mas irreal “mundo do pai da mentira”!

Alguém acreditar na matéria é garantir sua permanência sob o “jugo pesado” da ILUSÃO DE MASSA, um “nada” que aparenta ter realidade por meio de crenças e mais crenças falsas, sugeridas em forma de “imagens hipnóticas”.

Apenas ler que o mundo é unicamente “hipnotismo coletivo” não basta! Será preciso munir-se desta CERTEZA para olhá-lo de frente, tirando-lhe toda realidade, presença e poder!

SEJA QUAL FOR O “JUGO PESADO DA ILUSÃO”, É ELE ILUSÃO!

Exemplificando, toda suposta “doença” é “jugo pesado”, desconhecida de DEUS e da VERDADE! Isto implica um RECONHECIMENTO TAXATIVO de que TODA DOENÇA É IRREALIDADE, UMA APARÊNCIA HIPNÓTICA SEMELHANTE A UM PESADELO, QUE REQUER UM TOTAL DESPERTAR!

Como age a humanidade, aparentemente falando? ALHEIA À TOTALIDADE DE DEUS E ALHEIA À VERDADE DE QUE

“É CHEGADO O REINO DE DEUS”! Convictas de estarem em “mundo material”, as pessoas dedicam-se a desfrutar do “bem” e a escapar do “mal”,  continuamente sugeridos pela “mente em ilusão”! Em vista disso, vendo a “doença” e o “doente” com sentidos ilusórios, ATRIBUEM REALIDADE AO “JUGO PESADO E IRREAL”, fazendo de tudo para CURAR O QUE JAMAIS FOI VERDADE: A SUPOSTA DOENÇA!

Jesus disse para TROCARMOS O JUGO PESADO PELO LEVE! TROCARMOS A DOENÇA E MALES PELA PERFEIÇÃO PERMANENTE! TROCARMOS O TESTEMUNHO DOS HOMENS PELO DE DEUS! Para isso, PARTIMOS DA VERDADE COMO REAL, E DO “JUGO PESADO” COMO IRREAL, COMO INEXISTENTE, COMO ALGO SEMPRE AUSENTE! E ISTO A PONTO DE SER ERRADICADA A IDEIA INCLUSIVE DE SE “CURAR DOENÇA”!

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“TU TENS AS PALAVRAS DA VIDA ETERNA!”


“Perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?” Respondeu-lhe “Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna!”
João 6: 67
Vendo vários incrédulos se afastando dele, Jesus perguntou aos discípulos: “Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?” A pergunta estava associada à decisão ou não de os discípulos se entregarem à sua doutrina do “nascer de novo”, capaz de anular a CRENÇA de serem “carnais fadados a morrer”. Por isso, respondeu-lhe Pedro: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna!”

O “renascimento”, de fato, é cada Filho de Deus perceber a SI MESMO como AQUELE que “era desde o princípio”, sem “mente carnal”, sem crença de “ter nascido na carne”, ou seja, SEM ILUSÃO.

Não será difícil entender o motivo para tantos terem se retirado, tendo ouvido que teriam de “perder a vida fenomênica”, irreal e enganadora, para poderem ACHAR DEUS, O CRISTO, A VIDA ETERNA, EM SI MESMOS”!

A ILUSÂO sugere nosso afastamento de Deus, com uma vida PASSAGEIRA de suposto livre-arbítrio, em que as supostas personalidades se julgam e se veem livres de se sujeitarem a jurisdição de Deus.  Só que esta “maravilha” perde seu encanto diante da inevitável  “morte”, fazendo com que a humanidade nela acredite sem poder se livrar.

Quando Jesus indagou a seus discípulos, a fim de saber como encaravam o “chamado absoluto” a eles feito por ele, ouviu a resposta de Pedro: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna!”. É evidente que Jesus já sabia o que responderiam! Portanto, a pergunta, de fato, foi formulada com o seguinte objetivo: FAZER PEDRO DAR A RESPOSTA, NÃO PARA ELE, MAS SIM, PARA MIM E PARA VOCÊ, E TAMBÉM PARA A HUMANIDADE TODA! FOI UM “ALERTA FERAL” PARA QUE DEIXÁSSEMOS DE ACREDITAR EM MUNDO MATERIAL E EM CORPO CARNAL, A FIM DE QUE O ESPÍRITO DE DEUS FOSSE PERCEBIDO SENDO NOSSA VIDA ETERNA, AQUI E AGORA!

Não existe “vida mortal” nem “mundo de mortais”! DEUS É TUDO, E ISTO BASTA PARA SABERMOS QUE “SOMOS VIDA ETERNA'”, POIS É DEUS QUEM VIVE COMO O CRISTO QUE SOMOS, AQUI E AGORA!

ESTA É A VERDADE EXPOSTA POR PEDRO, EM SUA RESPOSTA ILUMINADA!

*

IDENTIFIQUE-SE COMO HERDEIRO ESPIRITUAL DE DEUS!


Se somos filhos, então, também somos herdeiros; herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo, se realmente participamos dos seus sofrimentos para que, da mesma maneira, participemos da sua glória. O sofrimento e a glória futura”.

ROMANOS, 8:17

As revelações absolutas não se misturam às adequações relativas, feitas por pregadores que entendem necessitar  pregar a Verdade amoldada ao entendimento de cada povo ouvinte. Paulo foi um deles, que, segundo ele, a alguns dava “leite”, e a outros, dava “manjar sólido”, por considerar os primeiros como “crianças em Cristo”, e os demais como dotados de maturidade espiritual capaz de captar a mensagem em seu patamar transcendental.

Muitas vezes alguém nos aparece, dizendo que “escolhemos” passagens bíblicas que endossem os textos publicados, mas que sequer citamos as demais citações que os contradizem. Realmente, isto é feito! O ensinamento absoluto prega o REFERENCIAL REAL E ILUMINADO DE DEUS, e não o ILUSÓRIO REFERENCIAL DOS HOMENS!

O QUE OCORRE É O SEGUINTE: A VERDADE NÃO PODE SE ADEQUAR À VISÃO ILUSÓRIA DA “MENTE CARNAL”, E NÃO PODE SER DISSEMINADA LEVANDO-SE EM CONTA O “JUÍZO PELA CARNE”, EMPREGADO PELO SEU PROPAGADOR. TODO LINGUAJAR DUALISTA COMPROMETE AS REVELAÇÕES, GERAM CONTRADIÇÕES E CONFUSÕES,  E ENDOSSAM A FALSIDADE ACEITA PELO MUNDO DE QUE DEUS NÃO SEJA TUDO!

“Se somos filhos, então, também somos herdeiros; herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo, se realmente participamos dos seus sofrimentos para que, da mesma maneira, participemos da sua glória. O sofrimento e a glória futura!” (Romanos 8: 17). Esta citação de Paulo é um exemplo de “pregação leite”; enquanto revela a VERDADE ABSOLUTA de que “SOMOS HERDEIROS DE DEUS”, diz também que “PARTICIPAMOS DOS SOFRIMENTOS DE JESUS, PARA PODERMOS PARTICIPAR DA GLÓRIA FUTURA”. É óbvio não se tratar de VERDADE ABSOLUTA, que revela A TOTALIDADE E UNICIDADE DE DEUS e que a suposta “vida terrena”, com sofrimento ou glória, é UM “MUNDO DO PAI DA MENTIRA”!

“Em DEUS vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”, disse também Paulo, em Atos, 17:28). Esta citação é exemplo de sua pregação “manjar sólido”, plenamente identificada com Deus e com a Verdade Absoluta. Por isso, é citação sempre presente nas mensagens absolutas! E  nos fica evidente o motivo pelo qual as “pregações relativas”, dirigidas a supostos “carnais”, não podem figurar nas mensagens absolutas,  que são dirigidas àqueles que SABEM E ACEITAM SEREM O CRISTO, HABITANTES, AQUI E AGORA,  DO CONSUMADO “REINO CELESTIAL”.
A adequação feita por Paulo compromete, e até mesmo pode invalidar a VERDADE DE QUE SOMOS FILHOS HERDEIROS DE DEUS, quando nos identifica como “carnais” e não como “Filhos de Deus espirituais”. Jamais há comunhão de “carnal com Deus”, ainda mais sendo “carnal sofredor”!

DEUS É UM COM SEU FILHO ESPIRITUAL! E É ESTE O SER QUE SOMOS, O CRISTO, HERDEIRO, AQUI E AGORA, DE TUDO QUE O PAI POSSUI! E NUNCA EM GLÓRIA “FUTURA”, MAS SIM NA “GLÓRIA DO AQUI E AGORA”, NOSSA GLÓRIA ETERNA NA “UNIDADE PERFEITA”!

*

“EMANUEL” E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS-2

2

É interessante notar que no Sermão do Monte, Cristo Jesus nos ensina primeiramente (Mateus 5) todas as maneiras através das quais devemos amar nosso próximo, antes de nos ensinar a orar e de mostrar o nosso relacionamento direto com o nosso Pai celeste (Mateus 6). Leva-nos a uma jornada através da mansidão, da misericórdia e da pacificação; do trabalho abnegado, da moral na educação e no ministério do perdão, de advertências contra o assédio sexual, da responsabilidade pelos nossos atos, das obrigações conjugais, do domínio sobre a tendência de reagir e de se sentir vítima; e conclui mandando que amemos universalmente. Quão belo e lógico, já que alguém que discorda do amor universal não poderá realmente começar a compreender a definição principal que Jesus deu de Deus como “Pai nosso que estás nos céus”.
 
Com a mais pura simplicidade, o Mestre explica: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. E por que? “Para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste”. Mas por que isso nos torna, em demonstração, filhos de nosso Pai celeste? Porque o amor do Amor, como Jesus o define, é imparcial. Poderíamos dizer que esta é a” ideia da totalidade” do amor – porque ele (Deus) faz nascer seu sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobre justos e injustos”. É bem aqui, em declarações notáveis como essa, e em sua demonstração, que a ideia da totalidade de Deus se torna particularmente vívida. É precisamente porque o Amor é Tudo, que nós podemos ser obedientes e amar nossos inimigos; é precisamente a mui verdadeira presença do puro Amor divino que demonstra a nulidade do erro naquilo que chamamos de “cura”.
 
A veracidade da totalidade do Amor tem sua eficácia comprovada em exata proporção à sua vitalidade em nossa vida diária – em nossos pensamentos, palavras e ações. Por exemplo, o Amor é tudo para nós e é manifestado por nós quando praticamos o afeto imparcial, universal, sem amarras. O Amor é tudo para nós à medida que realmente procuramos, de sã consciência, manter nosso pensamento e nossas conversas isentas de maledicências, da crítica destrutiva, do ressentimento, da arrogância, da inveja, do egoísmo, da fraude e da retidão própria. Ajudamos os outros a sentir a totalidade do Amor à medida que subjugamos o egotismo que nos faz sentir ofendidos.

A segunda das duas ideias na profecia de Emanuel é inseparável da primeira: a Ciência da relação entre Deus e o homem. Muitas vezes as pessoas não compreendem por que a palavra Ciência está ligada à ideia de cristianismo. Mas quando começamos a perceber o desenvolvimento da mensagem bíblica, comprovada em sua totalidade por Cristo Jesus, de que o Amor divino está em todo lugar, está sempre presente, nunca falha, como os raios solares, brilhando igualmente sobre tudo e todos, como é possível não pensar em termos de lei? O que, a não ser uma lei, age desse modo? Considere a lei da gravidade, por exemplo. Ela não escolhe, não é diferente para pessoas diferentes, não está aqui hoje e desaparece amanhã. O conceito  que denominamos “lei” simplesmente identifica coisas que são universais, imparciais, infalíveis, confiáveis e previsíveis. Isso nos leva de volta ao modo como todos queremos nos sentir, quanto a Deus e Seu amor.
 
Ser o filho ou a emanação de Deus, o Amor, é sentir-se amado. Sentir-se amado eternamente envolve Ciência – significa conhecer o amor como lei absoluta. As palavras e obras de Jesus não deixaram nenhuma dúvida de que as dádivas do Amor, que incluem saúde, abundância, paz, liberdade, beleza e força, são tão invariáveis quanto o próprio Amor. Ele até afirmou que a verdadeira identidade inclui uma alegria que ninguém jamais pode tirar de nós.
 
Um amigo e colega meu, do meio artístico, havia lutado com a depressão de tempos em tempos, por anos a fio, até que, de repente, esta chegou a um ponto em que parecia ser constante. Acordava de manhã profundamente deprimido e incapaz de trabalhar, começava a sentir-se um pouco melhor no fim da tarde, ia dormir cheio de energia e feliz e acordava num estado de extrema escuridão mental. Isso continuou por um ano e meio. Mas ele era Cientista Cristão e estava orando por uma compreensão mais profunda de Deus e de seu parentesco com Ele. Também tinha a expectativa de perceber a verdade que destruiria essa ilusão, que não era seu verdadeiro modo de pensar.
 
Um dia sentou-se e volveu-se a Deus de todo o coração à procura de uma resposta. Subitamente, veio-lhe um pensamento: “Se você tivesse estudado muito para um teste de matemática e estivesse bem preparado, ficaria com medo de que pudesse acordar no dia do exame totalmente despreparado, porque todas as regras mudaram durante a noite?” A ideia era ridícula. “Então por que?”, raciocinou ele, “você pensa que poderia ir dormir cheio de alegria e acordar deprimido? Qual é a diferença?
 
Subitamente compreendeu que estivera considerando a alegria como sendo uma emoção, algo finito, divisível e pessoal, oriunda do cérebro em vez de Deus, e sujeita à limitação e à instabilidade. Percebeu que, ao contrário, a alegria é como um fato matemático, uma realidade única, indivisível, nunca um bem pessoal. Compreendeu que a alegria , como qualidade da Mente divina, Deus, só podia ser imparcial e universalmente refletida, que não podia ir e vir, acabar-se ou tornar-se nebulosa, porque era totalmente independente de pessoas, lugares, coisas ou circunstâncias. Assim que percebeu essa preciosa verdade, compreendeu que simplesmente precisava afirmá-la como lei absoluta. Em duas semanas estava completamente livre da depressão, e continuou livre nos anos que se passaram desde aquela ocasião. Ele havia provado, em certo grau, o “Emanuel” da alegria.
 
Referindo-se ao “Princípio divino absoluto da cura mental científica”, a Sra. Eddy escreve em Ciência e Saúde, o livro-texto da Ciência Cristã: “Esse Princípio apodíctico aponta para a revelação de Emanuel, isto é, “Deus conosco” – a eterna presença soberana que aos filhos dos homens livra de todos os males ‘de que a carne é herdeira’.”
 
Emanuel, Deus conosco – uma ideia insondável, totalmente deslumbrante em sua simplicidade. Na profundidade e magnitude do amor que revela, é puramente cristã. Na constância, universalidade e imparcialidade desse amor, ela é puramente científica. A parte essencial de  sua mensagem é a divindade abraçando a humanidade, expulsando o erro até que nada reste que contradiga o fato de que Deus é Tudo-em-tudo.

(EXTRAÍDO DE O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – DEZEMBRO 1994)

EMANUEL E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS -1

1

A ideia de que o bem é tudo e de que o mal não é coisa alguma, uma nulidade, ideia essa demonstrada por Cristo Jesus e elucidada pela Ciência Cristã, parece um tanto remota para muita gente – às vezes até para aqueles que estudaram a Ciência Cristã a vida inteira. Afinal, parece que vivemos num mundo dualista em que o bem e o mal participam igualmente de todos os momentos da vida diária.
 
Ainda assim, por mais grandioso e idealista  que esse conceito possa parecer, a totalidade é a ideia que as pessoas, instintivamente, têm o desejo de ver manifesta. Em nenhum ponto este anseio é tão profundo, ou tão frequentemente explícito, quanto em relação ao amor. As pessoas dizem que se sentem amadas parte do tempo, mas admitem ter o desejo íntimo e sincero de se sentirem profundamente queridas todo o tempo. Fiquei muito comovida, recentemente, pelo comentário honesto e perspicaz de uma mulher identificada simplesmente como Elisabeth. Num texto escrito em 1936, intitulado “Todos os cães de minha vida”, ela exclama (referindo-se aos cães): “Quando amam, amam com constância, imutavelmente, até o último suspiro. É assim que eu quero ser amada”.
 
Embora essa questão todo-abrangente do amor sempre pareça estar no topo dos desejos humanos de constância, o conceito de totalidade permeia todo anelo humano pelo bem. Ouço diariamente as pessoas dizerem que se sentem criativas, fortes, alegres, satisfeitas, saudáveis e em paz, parte do tempo. Dizem que têm a capacidade parcial de andar, ouvir e sentir. Mas naturalmente querem a capacidade total todo o tempo. Certamente esse é o senso prático de totalidade, que para cada um significa algo diferente.
 
Estava pensando nisso, certo dia, quando a profecia messiânica de Isaías me veio distintamente ao pensamento. “O Senhor mesmo vos dará sinal. Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e lhe chamará Emanuel”. Subitamente, este trecho se me apresentou sob nova luz, como a predição do aparecimento na carne, a manifestação prática da ideia da totalidade de Deus.
 
Emanuel significa “Deus conosco”. Significa que tudo o que o Amor divino dá, está conosco, com cada um de nós, todo o tempo. Essa mensagem da onipresença divina, que dissolve progressivamente as crenças mortais de tempo e espaço, demonstra tanto a infinidade como a eternidade; a Vida e sua bondade enchendo todo o espaço a cada momento.
 
Emanuel nos salva. É a ideia da totalidade do Amor na consciência humana, reprovando o dualismo que diz que o mal existe (ocupa espaço) e que é tão real quanto o bem. Também repreende a interpretação insatisfatória sobre a relação entre Deus e Sua criação, conhecida como “intervenção divina”, a crença de que Deus não está conosco a todo momento, mas que se torna uma presença ocasional quando O chamamos e quando Ele quer vir.
 
Cristo Jesus era verdadeiramente a plena corporificação da profecia de Emanuel. Tudo o que ele fazia era uma firme e fulminante repreensão à alegação perversa de que o bem não está sempre presente, não é onipresente. Quando a enfermidade, a cegueira, a surdez e a paralisia alegavam que a saúde, as faculdades e a ação normal podiam variar ou estar ausentes, a cura instantânea demonstrava sua presença ininterrupta no homem, a expressão do bem infinito. Quando os pescadores pareciam estar ”desempregados” por falta de “produto”, ou grande número de pessoas estava sem comida, a visão clara que Jesus tinha da realidade espiritual provou que o homem, a imagem do Espírito, é inseparável da provisão de Deus. Quando pecadores foram destinados ao ostracismo ou execução, Jesus os curou, mostrando-nos para sempre que a inocência e a pureza estão eternamente com o homem, a semelhança da Alma. E quando era chamado para o leito, ou mesmo para o túmulo, dos mortos, ele os ressuscitava, demonstrando “Emanuel”, a Vida conosco.

A ideia de Emanuel apresentada no Antigo Testamento profetiza com tocante simplicidade o Cristo, a ideia espiritual de filiação, e a Ciência dessa filiação. Ambas, a filiação e a Ciência, precisam ser compreendidas, se quisermos demonstrar em nossa vida  a totalidade de Deus, a constância do amor e da bondade.
 
Considere primeiro a ideia de filiação. Não faz muito tempo, descobri que há poucas referências à filiação espiritual, no Antigo Testamento. As referências a Deus como Pai ou Mãe, no Antigo Testamento, são indiretas e aparecem principalmente como comparações: o Senhor se compadecerá como um pai, guiará como uma águia que “voeja sobre seus filhotes”. A ênfase do Antigo Testamento é, principalmente, no homem como objeto do amor de Deus. “Não temas, homem muito amado”, lemos no livro de Daniel, “paz seja contigo, sê forte, sê forte”. Nessa bela e tríplice bênção, se nos assegura que o homem, como objeto do amor de Deus, pode ter a expectativa de não sentir medo, de estar em paz e de ter autoridade. É difícil minimizar, sob qualquer ângulo, o significado de ser simplesmente o amado de Deus.
 
Ainda assim, chegamos à conclusão de que, ao nos vermos apenas como o objeto do Amor, perdemos parte da visão, porque não fica explicado inteiramente nosso merecimento de sermos profunda e constantemente amados. Isso tende a nos deixar a sensação de que Deus e o homem são dois seres separados, em dois lugares diferentes, eu aqui, sendo amado; Deus lá, mandando Seu amor em minha direção. Simplesmente continua a estar subentendida alguma distância.
 
Só há um tipo de relacionamento que ajuda a explicar e a expressar a absoluta unidade e constância da relação do Amor divino com o homem: Deus e o homem vistos como Pai e filho, Pai-Mãe e sua descendência. Essa é a mensagem do Novo Testamento. Não uma ou duas vezes, mas muitas vezes há referência ao homem como filho descendente, ou herdeiro de Deus. E Deus “apresentou” Jesus declarando que ele era igualmente o objeto e o filho (manifestação) do Amor: “Este é o Meu filho amado, em quem me comprazo”.
 
Uma profunda responsabilidade acompanha a descoberta do motivo de sermos tão amados. E há condições específicas  vinculadas  a sentirmos realmente o amor que nosso Pai celestial dedica à sua ideia espiritual, o homem: temos de rejeitar o erro de origem física, conhecer-nos espiritualmente, e amar à maneira imparcial, universal e indivisível do “amor de Emanuel” que enche todo o espaço e não concede nenhuma realidade ao mal. Em outras palavras, se quisermos escapar do mal e sentir o amor constante, a inteireza e a realização pelas quais ansiamos, e que pertencem de direito à descendência de Deus, temos de aceitar o amor incondicional que caracteriza nossa verdadeira natureza à semelhança do Amor divino.

Continua..>

“OLHOS NÃO VIRAM, OUVIDOS NÃO OUVIRAM…”

“Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.
Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus”.

1 Coríntios, 2: 9-10

Isaías já  nos havia alertado:  para DEUS, povos e nações são “menos  do que nada”, são “coisas que não existem!”  Buda chamou a todas de ILUSÃO,  e Jesus escolheu chamá-las de “mundo do pai da mentira”.  Paulo ressaltou O QUE É, AOS  FILHOS DE DEUS: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam”.

Teria a humanidade percebido que a revelação chama a todos de cegos, surdos e alheios às coisas reais e eternas? Claro que não! Cada um que lê a revelação parece entender que ela se dirige a “outros”, e nunca a ele próprio!

Se os sentidos da mente humana  nada captam  DO QUE DEUS FAZ, obviamente,  captam O QUE DEUS NÃO FAZ, como “doenças”, “pecados”, “nascimentos”, “mortes”, “problemas”, “infelicidades”, e assim por diante. Qual é o objetivo das revelações divinas? ALERTAR A TODOS QUE UNICAMENTE  “O QUE DEUS FAZ”  É QUE É REALIDADE!  E quanto ao que DEUS NÃO FAZ? JAMAIS FOI FEITO!  Como disse João, “SEM O VERBO, DEUS, NADA DO QUE FOI FEITO  SE FEZ”!

Estes pontos precisam ficar bem conhecidos, para que as revelações possam ser praticadas com eficácia no AQUI E AGORA!  Através deles, ficamos capacitados a NÃO ENDOSSAR O QUE “DEUS NÃO FAZ” – a ilusão-  PARA TESTEMUNHARMOS  A REALIDADE QUE “DEUS FAZ”, INCLUSIVE A NOSSA IDENTIDADE CRÍSTICA , FEITA E MANTIDA  POR DEUS!

“Em DEUS vivemos, nos movimentamos e temos o nosso ser”, disse Paulo. Esta revelação sempre esteve presente nas mensagens absolutas, pois afirma e sintetiza O QUE DEUS FAZ, TANTO  COMO O REINO EM QUE ESTAMOS,  COMO O CRISTO QUE  AGORA SOMOS!

As mensagens, se levadas a sério em leituras e contemplações,  vão abalando e detonando a errônea convicção de que “somos filhos da carne”, vivendo em “mundo material”.  MERAS CRENÇAS FALSAS sustentam esta ILUSÃO DE MASSA, e o conhecimento da Verdade faz ruir este “efeito hipnótico enganador”.  ASSIM,  AQUILO QUE VERDADEIRAMENTE É,  AQUILO QUE DEUS FAZ, É COLOCADO COMO “FOCO” DE NOSSA ATENÇÃO, ENQUANTO O SUPOSTO “MUNDO DE CRENÇAS”  É RECONHECIDO COMO “NADA”!

Quem entender com clareza estes pontos, entenderá a mensagem libertadora presente em todas as Escrituras!  DEUS É TUDO, UNICAMENTE O QUE É  FEITO POR DEUS É REALIDADE, razão pela qual o enfoque absoluto nos leva ao reconhecimento pleno de que:

SOMOS O QUE DEUS É, SOMENTE O QUE DEUS É, E TUDO O QUE DEUS É!

 

“Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus”.

*

A MENTE VÊ

 

A visão é uma faculdade eterna da Mente infinita, Deus. Não é orgânica nem transiente. O homem, sendo ideia de Deus, acha-se dotado desse discernimento – claro, distinto e permanente.

A visão é a atividade da consciência divina que tudo vê. O funcionamento dessa faculdade está incluído na Oniação de Deus. Seu alcance é infinito, expressando a onipresença da Mente; sua clareza reflete o brilho da Verdade, seu foco manifesta a precisão imutável do Princípio divino; e sua permanência repousa na eternidade do único Ego. Por isso, a verdadeira visão manifesta o alcance, a clareza, o foco e a eternidade da consciência divina.

A Mente imortal é a única autoexistente, a expressar-se no homem e no universo. As ideias da Mente são mantidas na consciência divina, nunca podem ser externas a essa consciência. A natureza de cada ideia, sua substância e forma, é concebida e mantida pela Mente. O Criador está eternamente cônscio de cada ideia, tanto em seu contorno como em cada um dos delicados detalhes de sua identidade.

O homem é a mais elevada ideia da Mente. Seu discernimento não é uma faculdade separada e sim a manifestação da Mente que tudo vê. O homem percebe claramente sua origem, sua própria identidade e seu relacionamento com seu Criador.

Como a Mente é infinita, não existe poder algum oposto a ela que possa ferir a verdadeira visão nem há separação entre a Mente e sua imagem. Não pode haver névoa na infinidade da Verdade. A faculdade da visão não pode deteriorar-se nem ser destruída. Permanece para sempre intacta.

O sentido mortal contradiz esses fatos. Retrata o homem como fisicamente sensório, insistindo ser a visão uma faculdade carnal, orgânica e temporal;

Essa névoa, o sentido material da existência, é o erro básico subjacente aos problemas de visão. O Cristo penetra essa névoa com a luz da Verdade. Em Ciência e Saúde a Sra. Eddy escreve: “A Ciência declara que é a Mente, não a matéria, que vê, ouve, sente e fala”.

O profeta anteviu o poder do Cristo para abrir “os olhos aos cegos”, para tirar “da prisão o cativo e do cárcere os que jazem em trevas”. O ministério de cura de Cristo Jesus cumpriu essa profecia de Isaías. Quando Jesus curou o caso de cegueira congênita, declarou: “Nem ele pecou, nem seus pais, mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus”. “Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam”.

O mesmo poder curativo de Cristo pode ser demonstrado no nosso século. Mediante a aceitação individual da Ciência Cristã, como revelação, a luz da Verdade desfaz a neblina do sentido material e cura a visão física deficiente. Essa função sacrossanta do Cristo revela as obras de Deus: o homem incorpóreo e a capacidade que lhe foi dada por Deus de perceber a criação de Deus.

Uma dificuldade de visão pode ser superada pela verdade específica que destrói o erro específico. O medo pode ser desfeito pela conscientização de que a fonte da percepção do homem é o Amor infalível, pois a Mente e o Amor são um só. A crença em olhos enfermos pode ser refutada por afirmações da perfeição imutável do ser. Tais problemas são negações da realidade da perfeição imutável do ser. Nunca podem afetar a faculdade real da visão.

Quem cura pela Ciência Cristã afasta-se dos fatores materiais – do foco óptico, da luz física e da visão da matéria. A cura ocorre mediante a desmaterialização do pensamento e do claro discernimento da realidade espiritual. Demonstra o fato científico de que é a Mente quem vê e não a matéria.

As verdades fundamentais da visão genuína são a infinidade da Mente e a eterna unidade da Mente e suas ideias. Tudo o que procura separar o pensamento do ideal espiritual precisa ser encarado como uma falsa imposição e ser-lhe negada realidade. Toda falsa evidência precisa ser detectada e negada. Essa correção leva a consciência humana a uma união mais íntima com a Mente divina, e ao despontar da realidade, a demonstração da verdadeira visão.

Na medida em que o pensamento humano captar os fatos da existência, cessará de ser nublado pelas vagas teorias materiais. Os passos vacilantes da crença cega na Verdade serão trocados pela fé iluminada e a convicção inspirada.

A opacidade do egoísmo precisa ser desfeita mediante uma mais clara apreensão do Amor divino universal. A visão restrita do pensamento egotista precisa ser substituída pela perspectiva ilimitada do amor abnegado. As trevas da justificação própria precisam ceder ante o humilde reconhecimento do único Ego. A densa cegueira do sensualismo precisa ser substituída pela luz da pura espiritualidade. O pensamento humano precisa tornar-se transparência mais clara da Verdade e do Amor divinos.

A crença em envelhecimento e seus efeitos sobre a visão humana precisa ser firmemente negada. O nascimento, o amadurecimento e o declínio humanos não relatam a verdadeira história do homem. Uma vez que a visão não depende da estrutura física, não está ela sujeita à deterioração. Tais crenças falsas podem ser rejeitadas. Ninguém precisa deixar que suas atividades fiquem cada vez mais restritas. Em vez disso, lhe é possível obter vistas mais amplas da realidade, anulando quaisquer crenças em visão decadente. O homem é a expressão do Ego imutável. Manifesta a eterna novidade e o vigor da Vida, a permanência do ser divino.

A hereditariedade é uma crença da mente mortal que precisa ser fortemente refutada. O homem não é um mortal sujeito a maldição. Como ideia de Deus, ele está eternamente abençoado, não é nem um pouco mortal. A suposta lei de hereditariedade é a contrafação da lei de Deus e pode ser provada irreal. Fica-se livre dos assim chamados defeitos visuais hereditários negando-se tenhamos origem mortal e reconhecendo que o homem tem por origem o único Progenitor divino, que de Suas próprias faculdades perfeitas dota Sua descendência.

Os acidentes não têm lugar na ordem divina. A perceptividade não está na matéria transitória. Está no Espírito e é do Espírito. Portanto, é indestrutível. O discernimento que o homem tem é mantido pela única causa eterna. Entendendo-se a permanência da visão, é possível demonstrá-la.

Não se deve consentir que lembranças aflitivas escureçam a consciência humana. As mesmas podem ser apagadas pela conscientização de que o homem real conhece apenas a harmonia imutável do ser. E o medo do futuro pode ser substituído pelo reconhecimento de que o bem está sempre se revelando. Quando o pensamento magnifica Deus, não pode ao mesmo tempo estar apreensivo e obscurecido.

A única consciência divina percebe claramente tanto a vastidão da criação infinita de Deus como sua parte infinitesimal. Só a mente mortal considera os objetos como materiais e externos à consciência e impõe a si mesma limitações de miopia e presbitia.

Na realidade, a cor é uma qualidade da Alma e inclui beleza e radiância. A cor é um aspecto do caráter e da identidade. O homem é espiritualmente sensitivo. Nunca está cego à infinita variedade de cores da criação de Deus. E o ser humano consciente dessas verdades pode sobrepujar a crença em daltonismo.

Não existe fraqueza inata, ou desenvolvida, em qualquer elemento do ser real, inclusive na visão. Toda identidade expressa o vigor infalível do Espírito. Nas faculdades da Mente não pode existir tensão nem exaustão. O discernimento genuíno não conhece fadiga nem ação excessiva. Essas verdades eclipsam a crença em vista fraca.

A Sra. Eddy afirma: “Quando perdemos o pretenso sentido material, e a Verdade restaura o sentido perdido – na base de que toda consciência é Mente e eterna – fica provado ser errado o primeiro ponto de vista de que o sentido é orgânico e material”.

Em seu livro Historical Sketches, Clifford Smith escreveu: “Em novembro de 1884, quando a Sra. Eddy morava em Boston, uma senhora veio vê-la e disse: “Sou cega…” Em sua resposta, a Sra. Eddy falou na bondade  e na saúde como sendo mais naturais do que a maldade e a doença. Falou também no dever que cada pessoa tem de louvar a Deus e da necessidade de abandonar as evidências materiais pelas evidências espirituais. Essa senhora disse: “Posso ver um pouco melhor”, e retirou-se. Depois de uma semana ela mandou uma mensagem à Sra. Eddy, dizendo que sua visão havia sido perfeitamente restaurada.

Precisamos exercer com inteligência e humildade a faculdade divina da visão. Na medida em que nosso pensamento vai se espiritualizando, discernimos cada vez  mais distintamente a realidade espiritual. Demonstramos a verdadeira visão em toda a sua clareza, foco e permanência. Provamos que não é a matéria, mas a Mente divina que vê!

(De O Arauto da Ciência Cristã – jan. 1981)

VOCÊ JÁ É COMPLETO!

“Você não terá vivido, a não ser que tenha feito isso!”. Muitas vezes nos dizem que nos falta algo importante na vida. Determinarmos se devemos desejar esse “algo” pode constituir-se num desafio.

Por saber o que nossa vida realmente é, descobrimos o que é realmente recompensador. Na Ciência Cristã aprendemos as verdades espirituais com respeito à vida. Deus cria o homem para que O glorifique em toda Sua perfeição e inteireza espirituais. Ao homem não falta coisa alguma na vida santa e perfeita que a Vida divina, Deus, lhe dá. Ao levar essa vida, temos tudo quanto realmente vale a pena possuir. A Sra. Eddy garante-nos em Ciência e Saúde: “Quando nos compenetrarmos de que a Vida é Espírito e nunca está na matéria nem é de matéria, essa compreensão se expandirá ate a sua autocompletação, achando tudo em Deus, o bem, sem necessitar de nenhuma outra consciência”.

Se estamos nos dirigindo para a autocompletação ou afastando-nos dela depende de estarmos conscientemente empenhados em nos identificar com nossa natureza espiritual, criada por Deus, ou de estarmos procurando realização própria mediante coisas, pensamentos e conduta materiais, que estão em desacordo com essa natureza.

Pode ser recomendação insignificante a que nos diz: “Você não terá vivido” – a não ser que tenha tido uma experiência em especial ou adquirido certa coisa. Não é preciso ir além da alegoria de Eva: ela comeu o fruto proibido porque lhe disseram que isso tornaria melhor sua própria vida e também a de Adão, pois que lhes faltava algo vital.

Uma vez que Deus, a Vida divina, é a verdadeira origem da autointeireza do homem e permite que somente o bem espiritual exista, devemos rejeitar tudo aquilo que conduz ao pensamento ou a ação a uma atitude contrária à espiritualidade. A Vida, Deus, é Espírito. Somente mentiras descaradas haveriam de persuadir-nos, dizendo: “Sereis como deuses”. Em verdade, só há um único Deus, uma única Vida real.

Na harmonia ilimitada da existência espiritual, que Deus cria e mantém, não há outros deuses – nada dessemelhante de Deus. O homem está abundantemente suprido de felicidade ilimitada, de satisfação e perfeição no bem espiritual que Deus está sempre dando. No bem que Deus concede nada falta.

A Ciência Cristã dá-nos a capacidade de nos afastarmos da noção de que no homem é um ser mortal que depende de um corpo material e de coisas materiais para viver, para ter esperança, substância e prazer. Tal ponto de vista sobre o homem não tem validade porque ignora o fato de que o homem é espiritual. “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito, são espírito e são vida”. Essas palavras de Jesus proporcionam na atualidade a mesma ajuda cristã propiciada quando foram proferidas. Para sermos revivificados espiritualmente, precisamos aceitar as coisas do Espírito, o bem de Deus. Esse bem, embora não seja perceptível ao sentido material, está verdadeiramente presente e é tangível ao sentido espiritual. “O sentido material”, diz a Sra. Eddy, “nunca ajuda os mortais a compreenderem o Espírito, Deus. É unicamente pelo sentido espiritual que o homem compreende e ama a Divindade”.

Quando exercemos nosso sentido espiritual colocamo-nos em contato com a realidade do verdadeiro ser do homem em toda a sua plenitude. Nisso podemos sentir-nos animados pela vida de Cristo Jesus, que demonstrou plenamente a inteireza da vida espiritual. Imperturbado por prazeres frívolos, ele foi capaz de estar inteiramente consciente de Deus e da vida espiritual. Essa demonstração que Jesus fez da realidade do Cristo, a Verdade, deu-lhe domínio sobre a carne e apresentou a aplicabilidade universal da Verdade em favor da salvação da humanidade.

A fidelidade para com as instruções de Cristo Jesus requer que aceitemos aquilo que é espiritual em lugar daquilo que é material, em todos os aspectos da vida. A utilização do nosso sentido espiritual, a fim de provar nossa inteireza imortal, inclui a cura, assim como também a inclui, mediante oração, a correção de males corpóreos. Cada caso impõe que aceitemos a perfeição atual da existência imortal e que substituamos pensamentos incorretos sobre a vida, pela ideia verdadeira. Em cada caso desaparecem as limitações que haviam obscurecido o sentido mais livre do ser.

O crescimento espiritual abre nossa vida a conquistas mais profundas e mais satisfatórias. Ao mesmo tempo nos traz inspirações mais sublimadas com as quais vencemos as ciladas e as tentações da mente mortal. À medida que nos desembaraçamos das redes do sentido material, tornamo-nos mais apercebidos da natureza perniciosa das mentiras da serpente, e essas mentiras terão menos possibilidade de nos encantar com levar-nos a crer nas sugestões de que a ganância, o sensualismo e a fé na matéria possam ser canais que nos conduzam a uma vida melhor.

Oh, como deveríamos ser gratos pela consciência espiritual que nos proporciona a inteligência para discernir entre pensamentos e ações que são espirituais e curam, e aqueles que são mortais e nocivos! A percepção espiritual põe a descoberto a pretensão que o erro se arroga de proporcionar satisfação. É literalmente uma tolice – uma vacuidade – tentar encontrar uma vivência mais rica por perseguirem-se objetivos materialistas. A matéria é inteiramente vazia, não é substância, e a vacuidade fundamental de sua inexistência não pode ser a fonte de autointeireza verdadeira. O verdadeiro eu do homem é sua individualidade espiritual como reflexo de Deus, encontrada mediante nossa consciência da Vida divina.

Até mesmo os fatos mais corriqueiros provam a incapacidade da matéria para compensar, enriquecer, engrandecer. A matéria não pode satisfazer e não pode ser satisfeita. Não se melhora a individualidade verdadeira com o se lhe adicionar ou subtrair matéria. O sentido material não é mais satisfatório ou verdadeiro do que o seu objeto irreal, a matéria. Somente quando aceitamos o bem duradouro da vida espiritual é que somos verdadeiramente enriquecidos.

Há quem suponha obter satisfação através de doses de matéria, assim como se supõe que somos curados por doses de matéria. Isso acontece porque o sentido material é incapaz de apresentar o homem como quem já está realizado. Somente Deus, a Verdade divina, pode produzir esse resultado. A apresentação fraudulenta que a materialidade oferece em relação às satisfações da vida não pode elevar-se acima daquilo que é fragmentário, porque ela é a contrafação do fato espiritual de que a vida já é perfeita. Pelo fato de nossa verdadeira vida ser eternamente completa, a satisfação não precisa esperar o resultado de contingências futuras nem o ser conseguido mediante a procura frenética. Uma vida melhorada não resulta de se juntar assiduamente ou de açambarcar toda oportunidade de ganho material ou de prazeres que se apresentam ao longo de nosso caminho, porque a vida realmente não é uma acumulação de coisas e pensamentos materiais. Nosso verdadeiro eu encontra-se em Deus, que não sonega alegria ou só a proporciona parcialmente. Deus está sempre revelando as alegrias da criação infinita, e nós as receberemos na proporção em que estivermos preparados para acolhê-las. A Sra. Eddy declara: “O Princípio não pode ser encontrado em ideias fragmentárias”.

Para as pessoas de mentalidade espiritual, as ilusões materiais vazias, fragmentárias e irreais perderão a tentação que exercem, porque a materialidade não é cognoscível para a inteligência divina. O poderio curativo da Verdade divina dá-nos poder imortal para ouvir de todo o coração a diretriz sempre presente de Deus e também para sermos obedientes a essa diretriz.

Toda vez que formos confrontados pela pretensão de “não termos vivido” enquanto não tivermos feito certa coisa, podemos apelar para nossa inteligência divina. Seremos recompensados por dar fielmente ouvidos à mensagem de Deus, por saber se estamos sendo conduzidos a um amor maior por Deus e Seu bem espiritual, ou se nós estamos sendo colocados face a uma atração de coisas materiais, do sensualismo e de pontos de vista inverídicos sobre a vida.

A satisfação só pode vir de uma fonte capaz de proporcioná-la. Essa fonte é Deus, o criador de tudo quanto é real. O ambiente em que as verdadeiras bênçãos podem ser encontradas é o da totalidade do Espírito e não o do nada da matéria. A busca por inteireza, portanto, deve começar e terminar na compreensão de que a vida é de Deus, e que o universo está infinitamente ocupado pela inteireza de Deus e de sua amada criação, o homem.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Abril 1982)