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Negando O Magnetismo Animal

Através do estudo da Ciência Cristã, ficamos preparados para orar cientificamente. Nesta argumentação mental, tomamos literalmente a iniciativa contra o mal e insistimos, em silêncio e audivelmente, que Deus é tudo e o mal é nada. Argumentamos ou lutamos contra as crenças falsas e a favor dos fatos do Espírito em nossa própria consciência. A Sra. Eddy uma vez disse: “O magnetismo animal não tem poder – porém devemos enfrentá-lo como se ele tivesse todo o poder”.

Para negar o mal com profundidade, primeiro precisamos separá-lo completamente da pessoa, lugar ou coisa. Isto é absolutamente importante. Se seus argumentos são contra pessoas, mesmo que seja você, não surtirão efeito. Você deve ver o mal como sugestão impessoal. Então enfrente a matéria e a lei material, as emoções e crenças mortais, e os elementos básicos do mal – seu ódio do Cristo, seu sadismo, sua crueldade mental e física. Subjugue esta natureza fundamental do mal e vigorosamente argumente contra ele. Confronte-o com o fato de sua própria irrealidade. Denuncie sua falta de poder. Seja o atacante. Alcance a própria fonte dos elementos ocultos do mal e negue seu direito de existir. Argumente com absoluta autoridade que não há lei, energia, poder ou inteligência no magnetismo animal; não há causa e efeito do mal; não há mente no mal e não há Deus nele. Então insista que o mal tem que parar de argumentar com você – que tem de parar de mesmerizá-lo!

Negue o mal com os sinônimos de Deus. Não há vida ou ser no mal e não há mal na vida, não há verdade ou realidade no mal e não há mal na Verdade, não há amor ou poder no mal e não há mal no Amor, não há mente ou inteligência no mal e não há mal na Mente, não há espírito ou substância no mal e não há mal no Espírito, não há alma ou ego no mal e não há mal na Alma, não há princípio ou lei no mal e não há mal no Princípio.

O mal tem somente as ilusões de suas próprias mentiras e estas não têm poder sobre a Consciência Crística. Negue as energias mentais de ódio, sadismo e crueldade mental. Insista que o magnetismo animal não pode dominar, frustrar, contrariar ou punir o homem.

Negue qualquer realidade na matéria e na lei material, na eletricidade, na corporalidade, na dor, na doença ou na morte. Declare que o mal não tem fundamente ou base, não tem existência material ou meio para agir na matéria. Insista que o mal não pode pensar, sentir ou agir. Não existe criação material ou homem corpóreo para ser afligido, pois não há matéria. Nunca influenciou nem pode influenciá-lo. Não pode privá-lo do bem divino sugerindo que você possa ser separado de Deus. Não pode criar uma atmosfera mental negativa para cegá-lo ao seu Eu real. Negue que ele possa determinar a forma de sua vida ou a base de sua mente. Ele não pode dar a você uma personalidade mortal ou atribuir ao seu ser um passado mortal.

Ataque o mal com determinação e vigor, diretamente e com argumentos simples, com absoluta confiança no poder da Verdade para destruí-lo. Nunca poupe o mal ou tente entrar em acordo com ele por medo ou apatia. Ele usará esta fraqueza para te dominar mais ainda. Reduza toda discórdia a sugestão hipnótica e expulse-a. Recuse-se a pensar sobre ela! Tome posse de sua mente e rejeite toda falsa crença que pareça estar lá. O mal não tem direito algum para escravizar sua consciência com crenças erradas. Quanto mais você se empenhar para provar isto, melhores resultados você terá para provar seu domínio sobre a influência do magnetismo animal.

Este trabalho pode ser feito para curar crenças generalizadas da mente mortal – idade, falta de suprimento, lei material, hereditariedade, mortalidade, crenças mundanas, etc. que parecem crônicas e universais. E pode,também, ser usado para anular as pretensões do erro que parecem estar se manifestando como problemas pessoais.

Este trabalho metafísico traz, para a superfície da consciência, o magnetismo animal oculto no subconsciente, a fim de obstruir a influência mesmérica do mal sobre a qual  sequer tínhamos conhecimento. Cada um tem certos traços mortais e crenças para superar. Limitações, pecado, discórdia e materialismo podem ser eliminados do pensamento à medida que você cuidadosamente detecta e rejeita estes falsos elementos através da oração.

Quando você constata que toda forma de discórdia e limitação é uma sugestão hipnótica parecendo originar de uma causa — magnetismo animal – você vai direto ao que parece ser o poder e realidade do mal, e trata isto. Quando você nega a habilidade do mal para produzir e emitir qualquer sugestão hipnótica, quando você argumenta com veemência contra este poder para mesmerizar, até que você perca todo medo, então esse poder e realidade ilusórios são destruídos e seus efeitos malignos desaparecem.

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O Estudo É Essencial

Uma vez que um espaço de tempo razoável foi estabelecido, este deverá ser devotado a um estudo completo da metafísica da Ciência Cristã e à oração propriamente dita.

O estudo é essencial para a cura, porque o trabalho para destruir o mal deve ser feito de maneira inteligente. O raciocínio humano e a vontade própria não podem controlar ou superar o magnetismo animal, mas as ideias espirituais estabelecidas em Ciência e Saúde, individualizadas na consciência, gradativamente o destruirá. Nunca será demais estudar com seriedade as Escrituras e os escritos da Sra. Eddy. O poder de cura da oração científica está em proporção à nossa compreensão da Ciência Cristã.

A Ciência Cristã revela que nossa experiência humana resulta ou das ideias espirituais de Deus ou das sugestões agressivas do magnetismo animal. Esta Ciência primeiramente nos habilita a discernir a diferença entre as duas, e então, desdobra a compreensão espiritual, destrói as crenças falsas, e estabelece as ideias verdadeiras na consciência.

Reconhecendo a diferença entre os dois tipos de pensamento, podemos argumentar com convicção contra o erro e a favor da Verdade. Podemos nos disciplinar a pensar com as imagens mentais reais e contra as imagens mentais irreais. Quando a Verdade do ser se desdobra como fato absoluto para nós, esta realização do bem destrói a influência do mal, reduzindo-a a nada. A cura acontece. Negando diariamente o magnetismo animal, nossa compreensão espiritual aumenta, pois as sugestões do mal são silenciadas e isto habilita a Verdade a se desdobrar mais livremente. Através deste crescimento espiritual, nossa próxima negação do mal será mais forte e assim, novamente, nossas afirmações trazem mais compreensão. Assim, quanto mais oramos, melhor curamos.

Esta convicção da Verdade destrói o medo do mal. Ao perder o medo do mal, o metafísico fica habilitado a argumentar com absoluta segurança contra a aparente realidade do magnetismo animal. Quando o medo é superado e nos posicionamos sem medo algum de qualquer sugestão do mal, não mais seremos influenciados. O mal se torna  nada para nós. É a destruição do medo do mal que nos habilita a enfrentá-lo com sucesso. A perda do medo vem à medida que somos fiéis ao trabalho diário,  estudo e oração.

 

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Reservando Tempo Para Orar

Somente podemos desenvolver o potencial espiritual que temos dentro de nós se estabelecermos um certo tempo para orar diariamente, a despeito das demandas e das tentações que nos assediam. Devemos reservar um tempo para orar. O mal nunca vai permitir isto sem luta. Nossa determinação em subjugar o erro deve ser maior do que a determinação dele em nos controlar. Nosso domínio sobre o mal começa à medida que conseguimos ter, no mínimo, uma hora diária para estudo e oração. Quando conseguimos estabelecer este tempo, devemos ter grande cuidado para que o magnetismo animal não interfira. Ele tentará nos fazer sonolentos e adormecer. Este torpor hipnótico impede pensamentos mais profundos, contudo ele desaparece assim que desistirmos de orar. Se o mal não nos faz dormir, nos lembrará de muitas coisas urgentes que devem ser feitas antes que possamos realizar nosso propósito de orar. Vai sugerir, depois que trabalhamos um pouco, que fizemos o suficiente para aquele dia. Trará interrupções – o telefone, a família precisará de nós, alguém virá à porta. Desviará nossos pensamentos fazendo que estes vagueiem. Iniciaremos a leitura e a oração e então, subitamente, perceberemos que estamos planejando o cardápio da próxima semana ou recordando uma cena que vimos na televisão. Em vez de orar, nossa mente estará absorvida com planos, ilusões, preocupações. Gastaremos horas, dias e até semanas, recordando ou ensaiando eventos desarmoniosos, argumentando mentalmente com alguém, lamentando o passado ou especulando sobre o futuro. O mal tentará nos intimidar, sugerindo que não temos suficiente habilidade para compreender esta ciência. Ou nos induzirá a procrastinar com a crença de que este trabalho exige muito de nós. A procrastinação é uma fraqueza humana que o erro usa com grande vantagem: com estas boas intenções, ficamos calmos para adormecer. Pretendemos estudar, porém, dia após dia, nossos esforços para crescer espiritualmente são pequenos, espasmódicos ou inexistentes.

Devemos estabelecer um tempo para orar e insistir em fazê-lo diariamente para que nosso trabalho possa trazer resultados de cura. Qual a importância deste trabalho? A Sra. Eddy escreveu uma vez: “Nunca será demais para os Cientistas Cristãos o vigiar constante, o trancar cuidadosamente suas portas, ou o orar a Deus fervorosamente, para se livrarem das reivindicações do mal. Assim fazendo, os Cientistas Cristãos silenciarão as sugestões do mal, colocarão a descoberto seus métodos e deterão sua influência oculta sobre a vida dos mortais.” (p. 114: 21-26, Miscellaneous Writings).

Uma vez me foi dito que se quisesse compreender a Ciência Cristã deveria orar por mim mesma no mínimo uma hora por dia. No começo achei muito difícil me concentrar dez minutos nas ideias abstratas sobre Deus e o homem. Tive que me forçar a fazer isto. Algumas vezes passavam-se dias sem que eu fizesse este trabalho, pois surgia um obstáculo atrás do outro. Gradativamente disciplinei-me para dedicar mais e mais tempo a cada dia, pensando realmente sobre coisas espirituais. Finalmente pude me sentar durante uma hora inteira e afirmar a verdade e negar o magnetismo animal.

Alguns dias, orava de modo geral. Em outros, trabalhava com problemas específicos. As curas que fluíram deste trabalho são difíceis de relatar. Desde o início, muitos falsos traços de caráter começaram a ser anulados, problemas físicos que pareciam incuráveis foram sanados, um senso muito limitado de suprimento começou a mudar. Dia após dia, no âmago da minha consciência, houve um emergir de antigas crenças e de desejos materiais que foram anulados. Cada dia pude olhar para trás e ver a espiritualização do pensamento que resultou deste trabalho. Gradualmente isto trouxe a cura de problemas profundamente enraizados, que nenhum esforço humano sozinho poderia ter resolvido. Por mim mesma, nunca poderia ter planejado ou realizado o bem que fluiu deste trabalho.

Cada pessoa tem sua própria luta com o magnetismo animal em conseguir tempo e paz para poder orar. Felizmente esta luta inicial não requer metafísica profunda. Uma vez que enxergamos os planos diabólicos do mal, podemos resistir de ser controlados por eles. Se estamos determinados a orar, podemos adquirir algum controle sobre nosso tempo e pensamento. Se insistimos em ter este tempo sozinhos com Deus, as manipulações do mal diminuirão até finalmente desaparecerem.

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Como O Magnetismo Animal Impede A Oração

 A oração científica destrói o poder hipnótico do magnetismo animal. Como o mal é ativo, ele resiste à sua própria destruição em nossa consciência. Quando ele detecta que um despertar espiritual está acontecendo, ele tenta perpetuar seu domínio sobre nós, impedindo-nos de orar.
 
O antiCristo pode fazer isto de muitas formas. Por exemplo, pode preencher nossa vida com tantas atividades humanas, que não nos sobra tempo para orar. Esse envolvimento sem fim com o mundo é como um poço sem fundo. Cada minuto é preenchido com tarefas que precisam ser feitas. Ficamos pensando que assim que cumprirmos nossos compromissos nos dedicaremos à oração. O poço nunca seca. A urgência em nos manter em dia com os compromissos traz obrigações intermináveis, as quais, por sua vez, geram incessantes pressões, crises, conflitos e desvios. A imposição devoradora de muitas mentes nos separam da Mente única.
 
Esta é a mundanalidade na qual as coisas do mundo nos ocupam mais do que as coisas de Deus. Apesar de não haver nenhum mal em conexão com estas atividades, não satisfazem a necessidade por coisas espirituais. Jesus descreveu esta forma de materialismo na parábola acerca da semente lançada à beira do caminho. “O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera.” (Mateus 13:22)
 
Um sacrifício a ser seriamente considerado é o mesmerismo que vem à guisa de escapismo – televisão, rádio, livros, filmes, revistas, compras, viagens e outros passatempos. Enquanto que os negócios podem ser o que preenche nosso tempo, a maior parte do escapismo de hoje parece a praga venenosa que sufoca a espiritualidade. Nada entorpece mais nossos sentidos espirituais do que a constante absorção em nossa consciência de manifestações do mal em todas as suas formas: sensuais, grosseiras, cruéis, sádicas e violentas, dramatizadas e minuciosamente descritas. Às vezes estas imagens ampliadas do antiCristo são impressas em nossa consciência tão vividamente que nos perseguem por anos. Elas incitam emoções negativas e intensificam a crença na matéria. Elas sugerem experiências e condições ímpias, nas quais nunca poderíamos pensar de outra maneira. Criam uma sementeira de problemas potenciais que nunca existiriam, se não fossem sugeridos ao pensamento tão graficamente à guisa de entretenimento. A espiritualidade não é muito comum no dia de hoje e esta qualidade  muito especial necessita ser cuidadosamente protegida, ternamente alimentada. Qualquer pessoa que tenha esta pureza de pensamento deve cuidar para que não seja perdida através dos argumentos do mal de que ela precisa absorver suas mentiras a fim de se distrair.
 
Se o estudante sério de Ciência Cristã vê através destes esquemas uma armadilha para impedi-lo de orar, e consegue obter tempo para Deus, então o mal tentará alcançá-lo disfarçado de bem. Algumas vezes até um eleito pode ser enganado.
 
Muitas vezes, quando uma pessoa está se esforçando para fazer um trabalho melhor na Ciência, alguma coisa material irresistível, com a qual ela sempre suspirou, surgirá em sua experiência – uma viagem, uma posição melhor, oportunidade de estudar numa faculdade, meios para construir uma nova casa ou ter um sítio – alguma coisa do mundo que ela não conseguiu desfrutar anteriormente.
 
Analisados superficialmente, tais incidentes parecem não estar relacionados ao nosso desejo de estudar Ciência Cristã, mas muitas vezes eles são engenhosamente elaborados para obstruir o progresso espiritual e nos deixar mais profundamente atolados no materialismo. O mal apresentando-se com aparência de bem não é somente sutil, mas tentador. Enquanto aguardamos o desdobramento do bem como resultado de nosso trabalho metafísico, precisamos julgar se a mudança proposta está trazendo progresso espiritual ou mais materialismo.
 
Se somos sinceros em nosso desejo de demonstrar mais da Consciência Crística, consideraremos cuidadosamente estas oportunidades para determinarmos se elas nos causam o adiamento da espiritualização do pensamento, por nos privar de tempo para estudo e oração, ou se elas nos abençoam, por proporcionar-nos mais tempo para fazer este trabalho sagrado.
 
Algumas vezes o magnetismo animal nos faz sentir tão confortáveis no materialismo que nos faz pensar que não temos necessidade de estudar e orar. Quando nossa vida diária vai bem, o mal parece estar fora, em algum outro lugar ou tempo e muito longe de nossa experiência. Sem desafios, nosso primeiro interesse pela Ciência Cristã esmorece. Os esforços para espiritualizar o pensamento diminuem. O progresso é nulo. A menos que estejamos alertas, chegamos a um ponto em que nossas orações não são mais tão eficazes quanto costumavam ser. Então constataremos que o mal exigiu de nós mais do que pudemos perceber.
 
Uma vez que nos tornamos cientes das muitas formas que o magnetismo animal trabalha para nos impedir de orar, podemos então defraudá-lo e pressioná-lo para adquirirmos domínio sobre ele.

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A Ciência Cristã Destrói O Magnetismo Animal

 

Uma análise isolada do magnetismo animal não o destruirá. O poder hipnótico que parece ter em nossa consciência está muitas vezes profundamente arraigado. Hábitos de pensamentos mortais de modo geral não mudam muito através da razão e intelecto humanos, bom senso, conselhos e opiniões, força de vontade etc.. Estes, por si mesmos, são muitas vezes outras formas de magnetismo animal. As ilusões da mente mortal são eliminadas da consciência somente quando temos um conceito transcendental para substituí-las. E a Ciência Cristã supre este novo ponto de vista.

Libertamo-nos do magnetismo animal através da compreensão da Ciência Cristã. O mesmerismo na consciência pode ser detectado e substituído com a compreensão espiritual de Deus e do homem como Sua semelhança. A descoberta da Ciência Cristã deu ao homem um sistema divino para substituir falsas imagens da mente mortal.

Os eventos que conduziram a esta descoberta, e o alcance total de seus ensinamentos, são muito vastos para serem abrangidos neste livreto. Estes ensinamentos são encontrados nos escritos da Sra. Eddy e em outros livros da Ciência Cristã. Porém, de significação especial ao assunto do magnetismo animal é o fato de que a Sra. Eddy discerniu a natureza hipnótica do mal e como este poder hipnótico pode ser destruído através da oração.

O ponto de vista mortal, material, originado do magnetismo animal, compreende um conceito do homem e do universo: o falso conceito, de acordo com a Ciência Cristã. Esta Ciência nos dá uma visão espiritual do homem e da criação que se contrapõe e substitui as ilusões do magnetismo animal. A Ciência Cristã define Deus, o homem e o universo em termos espirituais. Apresenta uma imagem diferente da criação – a imagem completa com a dimensão subjacente da Mente. Nesta Ciência, aprendemos que a força criadora, que governa o homem e o universo, não é a força herege da causa e efeito materiais, porém a força divina da causa e efeito espirituais.

Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy define Deus como:“O grande EU SOU; Aquele que tudo sabe, que tudo vê, que é todo-atuante, todo sábio, a tudo ama, e que é eterno; Princípio; Mente; Alma; Espírito; Vida; Verdade; Amor; toda substância; inteligência.” (p.587: 6-9)

No mesmo livro-texto, encontramos o homem definido em termos espirituais: “O homem é espiritual e perfeito; e por ser espiritual e perfeito, tem de ser compreendido como tal na Ciência Cristã. O homem é ideia, a imagem do Amor; não é físico. Ele é a ideia composta que expressa Deus e inclui todas as ideias corretas; é o termo genérico para tudo o que reflete a imagem e semelhança de Deus; é a identidade consciente do ser tal como ela é revelada na Ciência, na qual o homem é o reflexo de Deus, ou Mente, e portanto é eterno; é aquilo que não tem mente separada de Deus; aquilo que não tem uma só qualidade que não derive da Divindade; aquilo que não possui vida, inteligência, nem poder criador próprios, mas reflete espiritualmente tudo o que pertence a seu Criador.” (p.475: 11-23)

Estas ideias fundamentais são expandidas com “preceito sobre preceito”; “regra sobre regra” (Isaías 28: 10) nos escritos da Sra. Eddy. À medida que estudamos esta metafísica, aprendemos que a verdadeira causa do universo e do homem é a Mente infinita. A criação não é o efeito de uma força-pensamento sem mente. É a emanação da Mente única. À medida que a Verdade penetra na mente receptiva, dá ao pensador um novo ponto de vista sobre o qual ponderar e aceitar.

A mente humana não é um estado rígido de pensamento, porém uma atmosfera mutável e flexível, capaz de se adaptar a ideias novas e transcendentais. Conforme estudamos a Ciência Cristã, a visão espiritual vai substituindo a visão material e começamos a emergir para fora do mesmerismo da mente mortal em direção à consciência espiritual, que é nosso verdadeiro Ser. Uma vez que o “mesmerismo” do magnetismo animal e a compreensão de Deus são opostos, ambos não podem ocupar a mesma mente ao mesmo tempo. Conforme fazemos isto, começamos a exercitar o domínio que Deus nos deu sobre toda discórdia, doença, carência e limitação.

Através do estudo da Ciência Cristã, ficamos equipados para orar cientificamente. Podemos argumentar com a verdade a respeito de Deus e do homem como Sua semelhança, e contra as crenças mesméricas na consciência. Por mais que enfatizemos a importância deste trabalho de oração, ainda não é o suficiente. É a afirmação consciente da Verdade e a negação do erro que eventualmente nos liberta de todas as formas do magnetismo animal.

Gradativamente, através deste trabalho, encontramos nosso verdadeiro Eu na semelhança de Deus. Aprendemos que o homem não é vítima de condições sobre as quais ele não tem controle. Ele é a expressão do divino Pai-Mãe-Deus. O homem é ternamente amado e cuidado por este Deus. À medida que o pensamento é purificado e desmesmerizado, aprendemos que os pensamentos na verdadeira consciência são puros. Começamos a “despojar-nos do velho homem” (Efésios: 4: 22) “e nos elevaremos a uma vida nova”. (C&S 24: 12)

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O Magnetismo Animal E A Mente Mortal

Qual é a importância deste conhecimento sobre o magnetismo animal para a vida pessoal do indivíduo? O mal é a única causa do pensamento sombrio que inclui a crença na mortalidade. Através de sugestões hipnóticas, o mal forma a mente mortal dentro de nós, a qual se projeta como nossa existência mortal.

Para a pessoa que desconhece este mecanismo do magnetismo animal, seus problemas e limitações parecem resultar de causas materiais, mortais, e de circunstâncias fora de sua consciência, e assim ela acredita que pouco pode fazer para solucioná-los ou impedi-los.

De fato, o magnetismo animal criou uma estrutura de impressões mentais que inclui a personalidade mortal. No âmago desta falsa identidade está a crença na realidade e no poder da matéria e do mal. Esta crença universal, personalizada na consciência, resulta em uma disposição mortal formada de muitos tipos de traços humanos e crenças materiais, que definem a nossa atual natureza – a sua e a minha. Esta disposição mortal, então, projeta a vida mortal que parece ser realidade.

Através dos séculos a humanidade tem lutado para se libertar da crença mortal. Porém, mesmo pessoas muito boas estão sujeitas às manifestações do magnetismo animal, porque elas não sabem de onde vêm estas manifestações. Tentam solucionar suas necessidades com conhecimento humano, trabalho duro e outros meios materiais, mas nada pode salvá-las das sugestões hipnóticas do magnetismo animal, exceto a oração científica, pois, nada pode libertar a mente do antiCristo, a não ser a compreensão espiritual.

Cada problema, necessidade ou limitação é uma forma especificamente definida de magnetismo animal, que é mantida na consciência como convicção sólida, e então objetivada como experiência concreta. Podemos nos libertar destas crenças somente quando as tratamos como sugestões hipnóticas e as superamos através da oração. À medida que adquirimos experiência prática em detectar e lidar com o magnetismo animal, podemos começar a exercer um grande controle sobre nosso pensamento e experiência. Precisamos de prática para ver através das pessoas e circunstâncias que representam um problema e discernir alguma forma de magnetismo animal clamando causar e perpetuar a discórdia. Uma vez que detectamos o erro desta maneira, a cura muitas vezes acontece com facilidade.

Quando o metafísico nega a causa e o efeito materiais, as emoções do magnetismo animal e o antiCristo com seu ódio, sadismo e crueldade mental e física, ele está negando o todo do magnetismo animal. Ele está exercendo seu domínio sobre o magnetismo animal, reduzindo toda discórdia a sugestões hipnóticas, e então, resistindo não somente às sugestões, mas também às emoções criadas pelo mal na tentativa de hipnotizar, e à própria existência do mal. Quando ele nega ambos, causa e efeito, com a Verdade, ele pode silenciar os argumentos do mal para sempre.

Podem ser necessários muito tempo e vigorosos argumentos da Verdade contra o erro, para conseguirmos uma mudança de consciência. Mas, se persistirmos, este trabalho mental trará a quimicalização autoinduzida, que resulta em completa e duradoura renovação do interior da pessoa. Cada manifestação de magnetismo animal pode ser expulsa com esta forma de oração. Você pode começar este trabalho com as formas específicas de magnetismo animal que você detectar. A Verdade, progressivamente, trará à tona as mais sutis formas de erro à medida que você estiver preparado para manejá-las, até que todo engano e pensamento errado sejam eliminados da consciência.

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A Irrealidade Do Magnetismo Animal

Para uma pessoa amorosa e boa, deve ser difícil conceber a ideia de uma força oposta ao bem, que intencionalmente faz sofrer o inocente. Entretanto, se a causa mental é a explicação final para todos os fenômenos, então, o que mais poderia explicar a luta da humanidade contra a adversidade em todos os tempos, se não as intenções satânicas do magnetismo animal para destruir a Consciência Crística?

Desde a perda de um botão até a mais maligna moléstia, toda experiência discordante tem sua origem na sugestão hipnótica.

Entretanto, porque Deus é tudo e o mal é nada, estas sugestões hipnóticas não têm poder real. O mal nunca deixa o reino de sua própria irrealidade. A Sra. Eddy faz separação entre o real e o irreal de forma bastante enfática. O magnetismo animal deve permanecer na esfera imaginária de sua própria criação. Nela não há Deus e, sendo totalmente oposta ao bem, é temporária. Nunca entra no Ser real do homem nem interfere em sua unidade com Deus.

A relação entre o magnetismo animal e a crença mesmérica na consciência humana pode ser comparada à recepção e transmissão de um rádio. Os programas de rádio se originam da estação, não do rádio. Só podem ser ouvidos se o rádio for sintonizado. Além disso, se o rádio está recebendo os programas por cinco segundos ou cinquenta anos, pode ser desligado instantaneamente, terminando com os efeitos dos sons recebidos da estação.

Da mesma maneira, as sugestões mentais agressivas de discórdia, doença, mortalidade e morte, se originam do magnetismo animal. São hipnoticamente sugeridas à mente sem defesa, da mesma forma que uma estação de rádio transmite programas para um rádio. Estas sugestões não se originam no pensamento da pessoa. Não fazem parte de sua identidade real. Portanto, não são parte permanente de sua consciência. Tanto faz se as estão influenciando por cinco segundos ou por toda sua vida, são nada,  apenas sugestões sem poder ou realidade. Através da aplicação da oração científica, podem ser desligadas, expulsas da mente tão completamente como se nunca tivessem estado lá. Uma vez eliminadas do nosso pensamento, são eliminadas de nossa experiência. E assim vemos que não há situação sem esperança, nem problema sem solução. A Verdade, silenciando o erro na consciência, cura todo pecado e sofrimento.

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A Importância De Volver-se Imediatamente A Deus-2 (Final)

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Recentemente, tive um exemplo disso em minha própria experiência. Eu subira uma escada de abrir, colocada num terreno inclinado, embaixo de uma macieira. Quando me estiquei para colher a maçã, parecia que ela fugia de meu alcance. Eu me estendi mais, mas ainda assim não consegui pegar a fruta e comecei a cair. Tudo acontecera tão rapidamente que não tive tempo de pensar em nada. Porém, enquanto eu ainda olhava para cima, de imediato volvi-me a Deus, para que me dissesse o que eu precisava fazer. Por longa experiência, eu tinha uma convicção sólida e uma confiança absoluta de que, de alguma forma, Deus poderia me orientar e me orientaria. Ele o fez, e Sua orientação estava comprovadamente certa.

Quando percebi que a escada estava caindo, larguei-a e caí no chão, ao lado dela. Minha filha viu todo o incidente e, mais tarde, disse-me que eu havia feito um salto mortal completo. Duas pernas da escada se quebraram e o restante ficou retorcido, mas eu estava ileso, sem nenhuma escoriação. Imediatamente e ali mesmo, agradeci a Deus pela orientação que me havia dado e por ter-me conservado ileso, intacto.

Poder-se-ia dizer que aprendi uma valiosa lição: ter mais cuidado a respeito de como e onde colocar uma escada. Mas muito mais preciosa foi a lição dessa prova adicional, como muitas outras que eu já tive, do amor de Deus por Seus filhos e de Sua ajuda infalível quando, em oração, nos submetemos totalmente a Seu controle. O cuidado e a orientação da Mente divina são perfeitos, sempre ocorrendo de modo a atender à necessidade humana.

O efeito poderosamente curativo e protetor da atitude correta em cada situação pode ser observado nos milhares de testemunhos dados todas as quartas-feiras, nas Igrejas da Ciência Cristã em toda parte, e nos periódicos da Ciência Cristã, como esta revista, que incluem relatos atuais de curas. Essas curas são a prova da fidelidade da Sra. Eddy aos ensinamentos e curas de Jesus e da exatidão da Ciência do Cristo que ela descobriu. Essa Ciência revela a natureza espiritual da gloriosa missão de Jesus em prol da humanidade. Mostra-nos o caminho que ele palmilhou e explica como podemos trilhá-lo também.

O tratamento metafísico e a oração pelos doentes como Jesus fazia eram baseados na verdade fundamental de que o homem é criado à imagem de Deus, como lemos no primeiro capítulo da Bíblia. Deus é Espírito, portanto, o homem, a semelhança de Deus, deve ser espiritual e não pode ser material. Deus, o Espírito, tem todo o poder sobre tudo no universo e mantém a ordem e a harmonia por todo o Seu reino. Deus exerce o completo controle e domínio de acordo com Seus propósitos sagrados e Suas leis divinas. Nada pode escapar ou ser arrebatado de Seu controle. A compreensão disso traz cura e percebemos que ninguém está fora do âmbito da presença, do cuidado e do amor de Deus.

Quando enfrentamos um acidente ou uma doença, podemos, instantaneamente, volver-nos a Deus, afirmando Seu total e constante controle de todo o universo, até o mais ínfimo detalhe. Dessa maneira simples, colocamos de lado a lei material e anulamos os efeitos das crenças que não estão fundamentadas no fato espiritual.

(Transcrito de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – agosto 1992)

A Importância De Volver-se Imediatamente A Deus-1

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Quando um acidente, um ferimento ou uma enfermidade parecem iminentes, podemos, imediatamente, voltar-nos a Deus. Olhando para além da evidência dos sentidos físicos, para o domínio do Espírito, percebemos o reino de Deus, onde a harmonia e o bem-estar prevalecem. Esta visão espiritual cura.

Paulo instruiu os coríntios a elevar o pensamento acima das aparências materiais, quando lhes escreveu: “Estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor.”

Na Ciência Cristã, “deixar o corpo” não é ignorar suas condições ou os sofrimentos humanos, mas significa afirmar que o físico não pode ser o homem real, que é criado à imagem de Deus. Se preferimos “habitar com o Senhor”, em nossa consciência, começamos a ver mais claramente que o homem real é espiritual, perfeito e saudável porque o próprio Deus é Espírito, para sempre perfeito e saudável. Essa verdade divina, aceita e compreendida, harmoniza a condição humana com o governo de Deus, trazendo-nos salvação e cura.

Se nos libertarmos da convicção de que um ferimento, um acidente ou uma enfermidade fazem parte do homem, temos todo o direito de esperar que sejamos preservados impecáveis e livres de acidente ou enfermidade, coisas que não podem acometer o homem real, a ideia espiritual de Deus. Mesmo que adoeçamos ou fiquemos feridos, podemos anular essas situações através de nossa compreensão da lei divina e livrar-nos, progressivamente, da doença e, dessa forma, libertar-nos também das sequelas físicas e psicológicas resultantes de um acidente ou de uma enfermidade.

Quando Cristo Jesus disse: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, ele estava se referindo à ideia divina da Verdade, que revela a natureza de Deus e do homem real, a imagem e semelhança espiritual de Deus, perfeito como o próprio Deus. O Cristo, a Verdade, cura. É o mais poderoso agente curativo, introduzindo em nossa vida aquele poder absoluto que é Deus. Cristo, a verdadeira ideia do ser, agindo em nossa consciência, expurga, purifica, regenera e enaltece, com efeitos correspondentes ao corpo em todas as experiências humanas. Cristo nos liberta da enfermidade e de todas as aflições. Além disso, podemos confiar em que a ideia da Verdade cura rapidamente, como lemos em Hebreus: “A palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas.”

O efeito de se começar pela posição contraditória de orar a Deus, mas com um sentido totalmente materialista de nossa identidade, está explicado em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy: “Quando acontece um acidente, pensas ou exclamas: ‘Machuquei-me!”. Teu pensamento é mais poderoso do que tuas palavras, mais poderoso do que o próprio acidente, para tornar real o ferimento.”

No livro todo, a Sra. Eddy explica como podemos nos proteger de acidentes e de doenças. Seguindo esses ensinamentos diariamente, pessoas de todas as partes do mundo estão comprovando a verdade dessa Ciência do Cristo. Essa Ciência deixa clara a necessidade de volver o olhar instantaneamente, afastando-o da evidência de discórdia e dirigindo-o para seu lado oposto. Isso sempre nos guia à Mente divina, Deus, onde a harmonia e o bem-estar prevalecem.

Continua..>

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As Emoções Do Magnetismo Animal (II)

Esse tipo de mentalidade está absolutamente convencido de que seu ponto de vista egoísta e materialista está correto. Quando é impedido, se enche de ódio e desejo de vingança. Não se importa com o que diz ou faz para atingir uma pessoa que atravesse em seu caminho ou frustre seus desejos. Subjuga através do ódio que oprime a iniciativa individual. Nega todo bem e se opõe contra cada esforço contrário a seu desejo, declarando saber o que é melhor para os outros. Não é confiável. Argumenta contra, rejeita a Consciência Crística, e se recusa a  reconhecer qualquer evidência de seu poder curativo. Destrói tudo o que é bom e belo, dizendo ser prático e realista. Não é cooperativo, é orgulhoso, pernóstico e presunçoso.

A mente sádica usa o bem em outra pessoa para suas próprias finalidades egoísticas. Uma pessoa boa é justa, razoável, gentil e perdoa. Para a mente depravada, estas são qualidades fracas através das quais o ser pode ser dominado. Usará esta bondade e não retribuirá. Confiará no perdão e amor de outra pessoa para perdoar seus atos egoístas e agressivos. Quanto mais este mal for pacificado e acomodado, mais ele oprime, usa e domina a outra pessoa.

Em Miscellaneous Writings, a Sra. Eddy escreve a respeito desta mentalidade: “A crença no mal, e no processo do mal, leva em si a sentença de morte para o malfeitor. Suprime o senso do bem inerente ao homem e lhe dá um sentido falso, tanto do mal como do bem. Inflama a inveja, a paixão, a maledicência e a contenda. Inverte a Ciência Cristã em tudo. Faz a vítima acreditar que está progredindo ao prejudicar a si mesma e a outros. Este falso estado de consciência em muitos casos causa grande sofrimento físico à vítima; mas ao se convencer de seu estado errôneo de sentimento, se reforma e consequentemente se cura; mas se não se convence e não se reforma, se torna moralmente paralisado – em outras palavras, se converte em um idiota moral.” (p.221: 31-11)

Esta definição de idiotia moral inclui a mentalidade que é secretamente antagônica à Consciência Crística. Este mal é disfarçado como uma aparência de amizade, inocência  e um exterior benigno. Representa a duplicidade da mente mortal que mente, trapaceia e manipula a mente desprevenida com planos de seu próprio interesse e propósitos maliciosos. Não diz ou faz algo que possa trair seus pensamentos mal intencionados, mas é ativo no que pensa, e planeja secretamente contra o bem de outros.

Ainda outras formas de emoções depravadas é o orgulho, a indiferença, a dureza e a rejeição de outra pessoa. Isto anula a outra pessoa, fazendo-a sentir-se diminuída, não amada, indesejável, depressiva, melancólica. Pode destruir na outra pessoa o desejo de viver por não lhe dar o amor e a compreensão que ela necessita.

Quando tais elementos se manifestam em nossa própria consciência ou na de outra pessoa, estamos testemunhando o magnetismo animal em seu estado mais agressivo e destrutivo. Estas emoções são a base da idiotia moral e eventualmente são destruídas através de muito sofrimento.

O medo é a base para todo controle do magnetismo animal. O medo é uma emoção universal que o mal usa sem clemência para influenciar e controlar a humanidade. O mal cria e forma as impressões repugnantes e cruéis da mortalidade que causa o medo na mente comum. Não tem senso de culpa ao imprimir estas imagens no pensamento. Cria a vida mortal e aprisiona a pessoa na ilusão da lei material e na materialidade; e então, faz temer as consequências. Nutrindo o pensamento com estas imagens perturbadoras a pessoa tem medo — por seus entes queridos, medo de desastre, doença, morte, escassez, discórdia: medo de reprovação, crítica, fracasso; medo de animosidade, falta de alegria, medo de não ter o que necessita ou quer; medo de não ser amada ou de ser indesejável. Seus medos parecem intermináveis. O medo é uma das mais fortes emoções com que o antiCristo domina a mente humana.

É importante estar ciente destas emoções, pois mesmo que não manifestemos estes mais depravados sentimentos, ainda assim podemos ser vítimas deles. Quando o magnetismo animal não pode nos controlar através de nosso próprio pensamento, tentará fazer-nos reagir ao erro em outros. Seja qual for a avenida que o erro usar, podemos manter nosso domínio se detectamos as emoções erradas que tentam nos controlar. Podemos despersonalizar o erro e negar sua realidade até vermos que é nada. Porém, para demonstrar maior domínio sobre a totalidade do mal, é necessário ir um passo adiante, analisando sua natureza e enfrentando os três elementos básicos em seu âmago.

No âmago da natureza do mal há três elementos básicos: acentuado ódio pela Consciência Crística; sadismo ou desejo de fazer a humanidade sofrer; crueldade física e mental. Toda mortalidade é resultado do ódio que motiva atividade do mal. O ódio está por trás das sugestões hipnóticas de pecado, pesar, falta de suprimento, sofrimento e limitação que a humanidade vivencia. Enquanto que o amor é a expressão mais elevada da presença de Deus, o ódio é a mais forte manifestação da presença do mal. O amor e a inteligência de Deus irradiam ideias que inspiram e curam a humanidade. O ódio, que o mal manifesta, mesmeriza com crenças que afligem e aprisionam a mente e o corpo. Estes três elementos básicos são a causa fundamental de todo sofrimento da humanidade. Das trevas do magnetismo animal mental vem a estrutura inteira e o formato da existência mortal. O mal faz da humanidade a vítima através de um conceito material mortal do ser, o qual é uma ilusão hipnótica. Impõe à mente indefesa uma estrutura ímpia de pensamento que é então projetada e vivenciada como se fosse sua vida.

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As Emoções Do Magnetismo Animal

Até aqui, vimos que o magnetismo animal é uma “força pensamento” incorpórea na experiência humana, tentando ativamente mesmerizar o indivíduo com sugestões agressivas, quando e onde pode. Isto descreve a presença e atividade do mal, mas uma análise completa da natureza ou disposição do mal pode melhor equipar o metafísico para negá-lo com conhecimento mais profundo e com melhores resultados.

Para negar o mal com profundidade, devemos considerar as emoções que dele resultam. Muitas vezes em seus escritos, a Sra. Eddy define o mal em termos de paixão, luxúria, ira, ódio, desejo depravado, justificação própria, amor próprio, hipocrisia, orgulho, inveja, desonestidade, rivalidade, vingança, malícia, ciúme, medo. Estas emoções negativas suprimem, paralisam e removem a atividade do Cristo na consciência. Elas vão desde um pequeno desapontamento até a fúria desenfreada. São emoções comparadas a um mar revolto, que muitas vezes parecem controlar-nos independente da nossa vontade.

As emoções humanas mais moderadas são muito comuns à raça humana. Apesar de parecerem normais ou justificadas, podem, entretanto, produzir todo tipo de discórdia. Elas sugerem que estamos separados de Deus. Incluem traços de personalidade tais como sensibilidade, autodepreciação, depressão, impetuosidade, pessimismo, ceticismo, egoísmo, solidão, insegurança, nervosismo, desapontamento, teimosia, preocupação, culpa, irritação, autocondenação, preguiça, autopiedade, etc..

É importante reconhecer estes sentimentos em nós mesmos, pois são geralmente a origem de dificuldades e doenças repetidas e crônicas. A crença na matéria nos leva a atribuir a doença à idade, vírus, germes, tempo, hereditariedade e outras leis físicas. A mente humana justifica seus problemas culpando as catástrofes e o destino, a falta de dinheiro, relacionamentos difíceis, circunstâncias e condições externas sobre as quais não tem controle. Assim, o magnetismo animal nos induz a apontar causas erradas – causas externas ao nosso pensamento. As crenças da matéria e do mundo devem ser negadas, porém, se o problema não é vencido, é porque as causas mentais ocultas ainda não foram descobertas e destruídas.

À medida que nos tornamos experientes em solucionar nossos próprios problemas na Ciência Cristã, aprendemos que a causa de qualquer dificuldade está sempre dentro de nossa própria consciência. Não há exceção a esta regra. Mesmo que às vezes não consigamos detectar o pensamento errado que está causando uma dificuldade prolongada, entretanto, a discórdia é devida a alguma desobediência às leis de Deus.

Estas faltas mentais algumas vezes desafiam sua detecção porque o magnetismo animal mistura tanto as emoções mortais com o bem na consciência, que estes erros sutis parecem uma parte natural de nosso pensamento. Este modo de pensar errado não é uma lei de Deus escarnecedora, mas um pensamento ou emoção mortal que parece insignificante. Os problemas mais renitentes podem derivar os erros mentais que parecem tão pequenos, comuns ou justificados, que os consideramos completamente dissociados do problema.

Muitas vezes estes traços prejudiciais foram se desenvolvendo desde a infância. Habituamo-nos a pensar desta forma durante tanto tempo que não achamos que possam ser fontes de um problema. Parecem não causar mal algum porque são normalmente considerados parte da natureza humana, mas se continuam sem correção, nos privarão de saúde e felicidade.

Para mencionar alguns desses traços de personalidade: crítica e reprovação de tudo e de todos; irritação constante com outras pessoas; aborrecimentos por pequenas atitudes de outras pessoas; constante ansiedade por achar que as coisas não vão bem; receio do que os outros pensam a nosso respeito; impaciência com as exigências diárias sobre nós; um senso sobrecarregado de falsa responsabilidade; um amor possessivo ou não correspondido; raiva ou desapontamento quando outras pessoas não correspondem às nossas expectativas; sensibilidade e ressentimentos por ter sido mal compreendido; desejos agressivos ou teimosos; medo ou carência etc..

Estes hábitos de emoções permeiam as pequenas coisas em nosso viver diário e assim são muitas vezes difíceis de serem detectados e mudados. São peculiaridades e emoções que determinam, num grau mais amplo, nossa personalidade mortal. São o oposto do nosso ego imortal. Estamos tão acostumados a pensar nelas que parecem fazer parte do nosso ser.

Conforme compreendemos a Ciência Cristã, podemos discernir a diferença entre as peculiaridades da mente mortal e as qualidades da mente imortal. Falsas peculiaridades diminuem e desaparecem quando percebemos que têm sua origem no mal e não na pessoa. Impersonalizando-as podemos argumentar contra elas com sucesso e reivindicar as qualidades espirituais que constituem nosso ego real, até que a consciência material seja substituída por afeições, motivos e ideias espirituais.

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A Agressividade Do Magnetismo

Animal

A longa e difícil luta para elevar-nos acima do magnetismo animal nos induz a entrar em acordo com ele. A espiritualização do pensamento não é uma tarefa fácil. Ficamos sob o controle do magnetismo animal até que uma experiência desesperadora nos force a orar para vencê-lo, como última alternativa. A Sra. Eddy nos alerta: “Vigia e ora diariamente para que as sugestões do mal, seja qual for seu disfarce, não criem raízes em teu pensamento e nem produzam frutos.” (Miscellany p. 128: 30-32.)

Devemos argumentar contra o mal porque o antiCristo não é passivo ou inerte. É ativo. Sem dúvida, é agressivo! Age implacavelmente para mesmerizar com pecado e sofrimento a consciência humana. A crença de que o mal não nos atingirá se o ignorarmos, é autoengano. O mal dominará a consciência sempre que puder. A não ser que saibamos a diferença entre os pensamentos de Deus e as sugestões do mal, não estaremos suficientemente protegidos do mal.

O magnetismo animal é muito incoerente para nos influenciar. Ele não se anuncia nem pede licença para entrar em nossa mente. Ele secretamente nos mesmeriza através de argumentos silenciosos que vêm disfarçados como nossos próprios pensamentos. Esta ação depravada do mal na mente desprevenida esgota as energias mentais dela, paralisa a atividade da Consciência Crística, aprisiona a consciência em ilusões mortais e causa-lhe adoecer, envelhecer e morrer.

Vemos esta influência em toda parte em nossa experiência diária. Quando uma pessoa diz algo desagradável à outra, lá está o mal. Quando confusão, caos, medo e emoções perturbadoras estão controlando e tudo dá errado, lá está o mal. Quando há falta e limitação, o mal está agindo. Onde há mal entendido, onde domina o conflito, a frieza, a desconfiança e a indiferença, lá está a influência do mal. Onde pesar, desespero, frustração ou solidão clamam estar presentes, o mal está agindo. Onde ira, crítica, hipocrisia, ciúme, inveja, ressentimento, amargura ou egoísmo nos amargam a existência, o mal está tentando nos separar de Deus. Toda doença e enfermidade vem através das sugestões do mal. Problemas que parecem ser o resultado de condições fora de nosso controle – causa e efeito materiais, hereditariedade, ambiente, traços de caráter e emoções incontroláveis, ações de outras pessoas – se originam do magnetismo animal.

Encontramos o magnetismo animal em nossos relacionamentos, na educação e diversão que absorvemos, na manipulação psicológica usada para vender, ensinar, persuadir e controlar a mente desprevenida. O mal manifesta o mesmerismo de falta, ignorância, doença, discórdia e limitação na crença generalizada da existência mortal e material que preenche a consciência coletiva.

Os elementos mais perniciosos do mal são manifestados nas mais depravadas formas do comportamento humano: crueldade física e mental; domínio do forte sobre o fraco; vício de argumentação e luta irracionais; indiferença ao sofrimento dos outros; planos maliciosos, frios e calculados; difamação e calúnia que assassinam o caráter e a vida de outra pessoa; vulgaridade; comportamento grosseiro, rude e arrogante; perversão sexual; fúria; violência; crime; tortura; guerra. Embora estejamos inclinados a culpar aqueles que manifestam tais formas de magnetismo animal por suas más ações (e certamente eles são responsáveis por suas ações), ficamos mais científicos em nossa análise quando olhamos além das pessoas e reconhecemos que seus atos são o mal manifestado como comportamento mortal. Como marionetes, eles são controlados pelas manipulações mentais do mal.

Quando distinguimos por trás da discórdia humana, que diariamente desfila diante de nossos sentidos, as energias mentais agressivas do mal, podemos negá-lo com maior autoridade. Seu controle depende de sua habilidade em nos fazer acreditar em suas mentiras. Induz-nos a dar poder, lugar e realidade a estas mentiras, levando-nos a atribuí-las a nós mesmos e a outros.

Com a Ciência Cristã estamos capacitados a separar das pessoas ou circunstâncias as mentiras sutis do mal com o fim de resistir e anular sua atividade através da oração. A mente que não consente em ser hipnotizada, não pode ser hipnotizada. A mente que luta contra as sugestões do mal com a Verdade está livre e protegida de ser mesmerizada sem seu consentimento ou conhecimento.

Através da oração de afirmação e negação, podemos despojar as energias mentais agressivas do mal até termos domínio sobre elas. Elas cessarão de argumentar conosco à medida que, com a Verdade, resistimos vigorosamente.

Com este conhecimento, a cura espiritual não é mais um trabalho obscuro ou cura pela fé cega. O verdadeiro metafísico possui uma forma concreta de inteligência, tão real e distinta, como os princípios da matemática e da engenharia são para o engenheiro. Este conhecimento espiritual pode ser aplicado a qualquer sugestão hipnótica. Quando este trabalho de oração é realizado de forma apropriada e persistente, o indivíduo pode provar que o mal é nada. Não há forma de discórdia tão pronunciada ou sutil que possa escapar da destruição através deste método científico de oração, quando este método é compreendido. Quando a pessoa discerne, por trás de qualquer discórdia, a atividade mental do magnetismo animal, quando ela afirma a presença e o poder de Deus em seu lugar, a discórdia se dissolve e desaparece, a cura se manifesta e a saúde e a harmonia prevalecem.

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Os Efeitos Materiais Do

Magnetismo Animal

O mal e seus dolorosos efeitos parecem reais à consciência humana porque parecem abranger um universo material sólido e um homem corpóreo, ambos sujeitos às leis da matéria. Desta forma, temos a impressão de que a salvação do sofrimento e da limitação depende de escaparmos do universo e corpo presentes, indo para um outro universo e corpo de natureza espiritual.

Em realidade, já estamos no universo espiritual. Estamos aqui e perfeitos agora, na imagem de Deus. Só que a influência mesmérica do magnetismo animal nos impede de ver isto. Para destruirmos este mesmerismo, devemos começar encarando a crença na matéria e olhando através dela para sua origem mental. Devemos ver a matéria como o efeito hipnótico do magnetismo animal e não como uma causa e efeito próprios.

O nada do mal parece difícil de se compreender, se olhamos unicamente para as suas manifestações visíveis – o universo material e o homem mortal. Nossos cinco sentidos dizem que vivemos num cosmo criado pela matéria e suas leis. A matéria parece ser uma estrutura atômica que é sua própria lei, controlando completamente a existências mortal. Através da aparente realidade da matéria, o homem parece estar aprisionado no corpo físico. Sua vida segue um determinado formato, que começa no nascimento e termina na morte.

Em realidade, a matéria é a mais concreta forma de mesmerismo resultante do magnetismo animal. A Ciência Cristã revela que não existe matéria. A Sra. Eddy discerniu através da revelação, e a física moderna provou até certo ponto, a natureza imaterial do universo. Sabemos, agora, que os elementos de um átomo não são mais sólidos do que um pensamento ou um sentimento. Mas isto não tornou a matéria irreal para a consciência humana. Por causa da falta de espiritualidade, o mundo ainda continua acreditando na matéria e sofrendo pelas condições materiais.

Para a mente não esclarecida, a matéria parece real e sólida. Os cinco sentidos dão à matéria uma existência ilusória, que na realidade ela não possui. Este conceito material é o conceito que prevalece no pensamento universal. Entretanto, um estudo da Ciência Cristã apresenta uma outra visão transcendental, na qual toda causa e efeito são definidos como espirituais, emanados da Mente divina e infinita. A Sra. Eddy se refere a estas duas diferentes visões em Ciência e Saúde, onde ela escreve que “… os céus e a terra são espirituais para uma certa consciência humana, aquela consciência que Deus outorga, ao passo que para outra, isto é, a mente humana não iluminada, a visão é material.” (p. 573: 8-11)

A mente mesmerizada pela crença na matéria, visualiza toda a criação como governada por leis físicas frias, não inteligentes e sem sensibilidade, as quais agem sem levar em conta a discórdia e o sofrimento que impõem às coisas viventes. O crente desta falsa visão parece à mercê do acaso, das circunstâncias e da lei de “sobrevivência dos mais capazes”. Ele vê o homem e o universo como existindo aparte de uma causa divina. Quanto mais uma pessoa está mergulhada nesta filosofia, mais ela sente falta de controle sobre sua própria vida. Entretanto, não é a matéria, mas sua crença em uma causa separada de Deus, que produz uma vida sofrida e limitada.

A Ciência Cristã revela a causa espiritual como a origem e o poder que governam a criação. Escorando todas as coisas, existe uma causa espiritual, o Deus vivo, que cria e sustenta o universo e o homem, com leis divinas de inteligência e amor. Em verdade, o que parece para nós a materialidade do homem e do universo, é de fato a manifestação da realidade espiritual da Mente, vista através de uma consciência mortal em trevas. A Sra. Eddy nos diz: “A ação atômica é Mente, não matéria. O resultado da organização não é nem energia da matéria, nem a manifestação da vida introduzida na matéria: é o Espírito, a Verdade e a Vida, infinitos, que desafiam o erro ou matéria.” (Miscellaneous Writings, p. 190: 1-4) Conforme compreendemos esta declaração, quebramos o mesmerismo da crença na matéria e começamos a ver a criação espiritual exatamente aqui e agora. O ponto de vista material desaparece. Descobrimos que já estamos no universo espiritual governado por uma Mente única, Deus.

Desta forma, aprendemos que não temos de fazer nada ao universo ou ao homem, para escaparmos das leis da matéria. Não estamos lutando para transformar a matéria em Espírito. Estamos trabalhando para quebrar a crença mesmérica na realidade da matéria e da lei da matéria.

Devemos olhar através da aparente realidade da matéria e ver que a vida mortal e o universo material, nos quais estamos aparentemente submergidos, são nada mais que sugestões hipnóticas. Quando vemos a matéria como mesmerismo, temos domínio sobre ela. Para mencionar novamente a Sra. Eddy, “Seja o que for que simule poder e verdade na matéria, é uma mentira declarando a si mesma para que a fé dos mortais na matéria tenha o efeito de poder; mas quando se descobre que toda esta trama é uma mentira, todo seu suposto poder e prestígio desaparecem.” (Miscellaneous Writings p.334: 8-12)

A solidez da matéria é uma mentira que se tornou uma convicção concreta dentro da consciência. É um efeito hipnótico no pensamento individual pelas sugestões mentais agressivas do magnetismo animal. A humanidade falha em sua luta para libertar-se da adversidade porque tenta resolver os efeitos materiais da influência hipnótica do mal.

O mal usa a crença na mente como um subterfúgio para prolongar sua influência na mente humana. Enquanto justificarmos nossas dificuldades em causas materiais não inteligentes – funções orgânicas, vírus, idade, tempo, hereditariedade, ambiente, leis químicas, estrutura física, destino, oportunidade, sorte, circunstância etc., não superaremos os efeitos visíveis do mal e não discerniremos as energias mentais ocultas que os ocasionam. O magnetismo animal faz com que a mente mortal atribua seu estado de ser a causas físicas que parecem estar além do controle do indivíduo, dando-lhe um sentimento de impotência e futilidade.

A matéria não é um fator externo ao nosso pensamento. É subjetiva e tem sua origem dentro de nossa consciência. Toda causa e efeito materiais são sugestões hipnóticas. Ao orar cientificamente, podemos negar as leis da matéria que parecem dar realidade e poder às condições materiais. Esta é uma parte importante do nosso trabalho de oração. Mas é também necessário ir mais a fundo, e detectar o magnetismo animal que causa a crença na matéria. 

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 O Nada Do

Magnetismo Animal

A Ciência Cristã difere de outras religiões e filosofias em sua lógica que reduz o mal à irrealidade. No sentido absoluto das coisas, o magnetismo animal não existe. O magnetismo animal clama ser um poder separado de Deus. De fato, é a suposição oposta a Deus ou a aparente ausência de Deus na consciência. Parece inventar ilusões negativas a respeito de Deus e Sua criação, e então mesmeriza a humanidade para acreditar nelas. Entretanto, existe somente no reino de sua própria irrealidade. A Ciência Cristã expõe o magnetismo animal pelo que é. À medida que a lógica da Ciência Cristã se desdobra na consciência, aprendemos que Deus é Tudo, e totalmente bom. Ele não conhece o mal. Portanto, o mal é nada. Não existe.

Uma das declarações mais sólidas que a Sra. Eddy faz sobre este ponto está em seu livro “Unity of Good”: “Tudo que existe, Deus criou. Se o pecado tem qualquer pretensão de existência, Deus é responsável por isto; mas não há realidade no pecado, pois Deus não pode contemplá-lo nem reconhecê-lo, da mesma forma que o sol não pode coexistir com a escuridão. Construir o senso espiritual individual, consciente somente de saúde, santidade e harmonia, sobre o fundamento de uma Mente eterna que tivesse consciência de doença, pecado e morte, seria uma impossibilidade moral; porque “ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto” (I Coríntios 3: 11). Quanto mais nos aproximássemos de tal Mente, mesmo se fosse (ou pudesse ser) Deus, tanto mais real estas imagens mentais se tornariam para nós; até que a esperança de nos livrar algum dia de sua apavorante presença resultaria em desespero e na sensação obsessiva de que o mal estaria para sempre acompanhando nosso ser.” (p.64: 1-14)

Apesar do mal ser irreal, não é prático nem sábio, neste ponto da experiência humana, assumir que, porque Deus não criou o mal, possamos ignorá-lo ou fazer de conta que não existe. Para alguém num leito de dor, ou sofrendo com pesar, solidão ou medo, o mal parece muito real. Não podemos convencer a nós mesmos ou a outros, de que o mal é nada, até que o possamos provar pela sua destruição através de nosso trabalho de oração.

Provar a irrealidade do magnetismo animal não é tarefa simples. O hipnotismo do mal é algumas vezes comparado a um erro de matemática, que é facilmente corrigido quando encontramos a resposta certa. Na prática, entretanto, a destruição do mal pode ser muito difícil, uma vez que parece tão real para a mente humana. A existência mortal está delineada na consciência através de anos de educação e experiência. Os hábitos de pensamentos humanos, emoções mortais, traços de caráter, limitações mentais, problemas físicos, assim como a crença generalizada na mortalidade e no universo material, compõem um falso sentido de vida. Para desfazer esse falso sentido, devemos “orar sem cessar”.

Um professor de música frisou certa vez que preferia ensinar um novo aluno do que um que já tivesse aprendido a tocar um instrumento de maneira incorreta, porque este estudante precisaria primeiro desaprender o modo incorreto antes que pudesse dominar a maneira correta. Da mesma forma, na experiência humana, acumulamos muitos conceitos falsos que parecem reais. Pensamos e vivemos nestes conceitos diariamente. Estes conceitos devem ser desaprendidos e substituídos pelos fatos espirituais do ser, antes que possam ser provados irreais e incapazes de nos causar danos. Até então, estes conceitos errados parecem realidades que constituem uma ameaça constante à saúde e à felicidade. Não podemos destruir a pretensão do mal apenas virando-lhe as costas ou fazendo de conta que nada está acontecendo. Devemos orar para nos libertar desta falsa crença.

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Definindo O Magnetismo Animal
 
Do Gênesis ao Apocalipse, o mal é chamado por muitos nomes: serpente, adversário, mal, satanás, dragão vermelho etc.. Estes nomes indicam, entre outras coisas, mesmerismo do mal , esperteza, duplicidade, falsa sabedoria, sutileza, ódio e sagacidade. Na experiência humana, parece ser a fonte misteriosa de todas as provações e calamidades da humanidade.

Cristo Jesus falou do mal como uma força mental a ser combatida, quando disse: “Retira-te Satanás”(Mateus 4: 10). Ele o repreendeu severamente naqueles que odiavam seus ensinamentos e obstruíam seu trabalho de cura, dizendo-lhes, “Vós sois do diabo, que é vosso pai e quereis satisfazer-lhe aos desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade. Quando ele profere a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (João 8: 44) Ele também alertou seus seguidores para estarem atentos com respeito à agressividade do mal. “O que porém vos digo, digo a todos: Vigiai” (Marcos 13: 37). Ele enfrentou o mal no deserto, no Jardim de Getsêmani, na cruz e no túmulo. Como o Guia, ele nos ensinou a necessidade de lutar contra e de superar a crença no poder do mal.

Ao seguir os ensinamentos de Jesus, os primeiros líderes cristãos muitas vezes alertavam seus seguidores a não ignorar ou subestimar a influência que o mal parece exercer sobre a mente humana. Paulo escreveu aos Efésios, “A nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestes.” (Efésios 6: 12). Aos cristãos em Roma ele escreveu, “Porque não faço o bem que eu prefiro, mas o mal que não quero, esse faço…Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim.” (Romanos 7: 19-21)

Tiago também instruiu os primeiros trabalhadores, “Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós,” enquanto que Pedro admoestou, “Sede sóbrios e vigilantes: o diabo, vosso adversário, anda em derredor, como um leão que ruge, procurando alguém para devorar.” (I Pedro 5: 8) Estes homens eram sábios com relação à natureza e influência do mal.

Estes homens começaram a ensinar outros sobre a capacidade de nos libertar do mal através do poder da oração. Muitas curas espirituais continuaram por cerca de três anos depois da missão de Jesus, indicando que os primeiros cristãos passaram de uma geração para outra algumas instruções claramente definidas sobre como curar como Ele curou. Entretanto, se tal conhecimento existiu, não foi feito registro algum. Eventualmente, este poder de cura perdeu-se. O cristianismo começou a considerar estes trabalhos de cura como milagres.

Em 1866 a Sra. Eddy descobriu o princípio das leis espirituais da cura. Fundamental em sua descoberta foi o fato esclarecedor de que toda doença, discórdia, falta e adversidade são ilusões hipnóticas. A Sra. Eddy deu o nome de “magnetismo animal” para todo mal. Ela fez clara distinção entre o bem e o mal, o Espírito e a matéria, a mortalidade e a imortalidade, a realidade e a irrealidade, a Verdade e o erro. Ela registra o fato de que Deus é tudo e o mal é nada.

Como o Mestre, a Sra. Eddy alertou seus alunos para serem sábios e fortes, resistindo às sugestões hipnóticas do magnetismo animal. Ela ensinou a necessidade de reconhecê-lo pelo que ele é, e a resistir com a Verdade até que seja destruído. Muitos dos primeiros adeptos da Ciência Cristã compreenderam como lidar com o mal e eles o faziam com tal autoridade que os tornavam extremamente bem sucedidos na cura.

A descoberta da Sra Eddy está permanentemente registrada em seus escritos, de forma que a explicação científica dos trabalhos de cura de Jesus não possa ser novamente perdida. Estes livros dão instruções completas sobre como curar através da oração. Seus livros podem, portanto, educar uma pessoa na Ciência e na arte da cura espiritual, de forma que essa pessoa possa realizar os trabalhos de cura dos tempos antigos.

Com o início do segundo século da Ciência Cristã, temos diante de nós o desafio de desenvolver o talento da cura espiritual. Nossa época superou muito da superstição, ignorância e limitação do passado, através da ciência e da tecnologia. Mas, a luta final com o magnetismo animal está apenas começando.

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Que É O Magnetismo Animal?
 
  Nestes “últimos dias”, como podemos combater as crescentes influências do mal que se espalham através do mundo? Como os esforços humanos falham em resolver os complexos problemas dessa época, muitas vezes somos envolvidos em circunstâncias sobre as quais temos pouco ou nenhum controle. O Cristão de hoje necessita de uma forma de oração que lhe dê domínio sobre o antiCristo que ameaça aniquilar sua religião, sua civilização e até sua existência.

Para responder a isso, a Ciência Cristã proporciona um método de oração que realmente destrói o mal. Aqueles que captam a metafísica desta Ciência adquirem poder sobre o magnetismo animal, desconhecido para a humanidade desde o início do Cristianismo. Uma compreensão desta Ciência pode reduzir a nada as mais agressivas formas do mal, através unicamente de meios espirituais.

A mente humana, ignorante em Ciência Cristã, não pode fazer isto. O intelecto humano não pode detectar os métodos camuflados do mal nem tem o poder espiritual para aniquilá-los. De fato, quanto mais sofisticado se torna o conhecimento da estrutura material do homem, mais distante está de Deus e mais suscetível a todo tipo de discórdia.

Hoje em dia o mal não é enfrentado pelos princípios cristãos como o foi no passado. Por causa da perda da fé em Deus pela humanidade, o antiCristo está invadindo o mundo com enormes ondas de problemas individuais e universais, mostrando os efeitos do mal sobre a civilização quando a base moral do homem está enfraquecida.

A bondade humana sozinha não é suficiente para contratacar as muitas formas agressivas da discórdia e da adversidade que estamos enfrentando. Intelectualismo, tecnologia científica, fé cega em Deus, vontade humana, otimismo superficial e pensamento positivo, não resolvem efetivamente estes problemas.

A agressividade do antiCristo requer de nós esforços mais consagrados para compreender os ensinamentos de Cristo Jesus. O Cristão devotado necessita ser melhor informado sobre a natureza de Deus e a natureza do mal. Então ele saberá como orar cientificamente para superar o mal com o bem. A destruição do mal através da oração é possível quando a Bíblia é estudada em conjunto com o livro-texto da Ciência Cristã – Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria de Mary Baker Eddy.  

Por que a Ciência Cristã é tão eficaz para destruir o mal? Qual é o segredo de seu poder de cura? Mary Baker Eddy, em seu descobrimento desta Ciência, encontrou uma forma nova e diferente para enfrentar o antigo conflito entre o bem e o mal, Esta Ciência dá uma análise completa do mal e então fornece a metafísica divina que ensina como detectá-lo e destruí-lo. Uma vez que a natureza do mal é compreendida, descobrimos que a oração científica não é meramente uma forma melhor ou uma forma diferente de superar o magnetismo animal. É a única forma.

Através dos séculos o homem tem lutado contra o mal como se este fosse uma realidade ou um poder oposto a Deus. A Sra. Eddy descobriu que o mal não é uma realidade, mas uma ilusão da mente mortal. Ela menciona em seu livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Para compreender a realidade e a ordem do ser na sua Ciência, tens de começar por considerar Deus como o Princípio divino de tudo o que realmente existe…Toda substância, inteligência, sabedoria, existência, imortalidade, causa e efeito pertencem a Deus.” Ela também nos diz, “A noção de que tanto o mal quanto o bem sejam reais, é uma ilusão do sentido material, que a Ciência aniquila. O mal não é nada, não é coisa, não é mente, nem é poder.” (p. 275: 10-13. 330: 25-38)

A totalidade de Deus e o nada do mal podem ser provados quando o estudante desta Ciência compreende até certo ponto a metafísica divina e usa então seu conhecimento para orar de maneira científica.

Apesar que a Ciência Cristã define o mal como uma irrealidade, a rejeição superficial do mal ou magnetismo animal como “nada”, dá um falso sentido de segurança que falha em curar quando necessário. Obtemos domínio sobre o mal quando nos disciplinamos a orar cientificamente até que a cura espiritual se efetue. A cura ocorre quando algum elemento mental dessemelhante do bem é destruído através do desdobramento espiritual, inspiração e regeneração, ocorrendo assim uma mudança mental ou purificação do pensamento.

A oração científica dissolve o domínio do mal na consciência humana porque esta oração é mais que uma petição passiva pelo auxílio de Deus. Este trabalho metafísico requer o arrazoamento inteligente sobre a totalidade de Deus e o nada do mal. É a oração da afirmação e negação através da qual argumentamos a favor do bem e contra o mal em nosso próprio pensamento.

As declarações afirmativas da Verdade usadas nesta oração são baseadas nas Escrituras e na metafísica contida em Ciência e Saúde e outros escritos da Sra. Eddy. Esta Ciência ilumina a consciência com a compreensão de Deus. Define acuradamente a Mente infinita ou Princípio divino, o Amor, que cria e governa o universo e o homem. Revela a natureza espiritual do homem na semelhança de Deus, despertando a consciência do homem para sua identidade divina. Dá uma dimensão espiritual do universo que transcende as ilusões da matéria e descortina um ponto de vista mais elevado da Criação.

As declarações positivas sobre o bem, extraídas desta metafísica, contêm a afirmação da Verdade usada na oração científica. Tais declarações são tão poderosas, que muitas vezes são suficientes para curar até os mais persistentes problemas. A maior parte da oração na Ciência Cristã consiste em afirmações da Verdade, pois é pela compreensão da Verdade que se alcança a cura.

Mas e se a cura não acontece? Então a negação do mal se torna essencial. Apesar de ser possível curar através das afirmações da Verdade sem a negação do mal, há muitas ocasiões em que a oração de cura requer que façamos ambos. A negação do mal é usualmente a menor parte da oração, porém se necessário, deve ser feita com entendimento e convicção. Uma negação fraca do mal deixa suas mais destrutivas energias intactas e a cura não acontece.

Se ignoramos a natureza do mal, não estamos protegidos de sua influência maligna. Em Ciência e Saúde lemos: “Um conhecimento do erro e de suas maquinações tem que preceder aquela compreensão da Verdade que destrói o erro, até que o inteiro erro mortal, material, finalmente desapareça e a verdade eterna, isto é, o homem criado pelo Espírito e proveniente do Espírito, seja compreendido e reconhecido como a verdadeira semelhança do seu Criador.” (p.252: 9-15)

Precisamos ter um claro discernimento do erro e de suas manifestações a fim de podermos argumentar com sucesso contra eles. O magnetismo animal precisa ser negado sem medo e em profundidade. A oração completa que inclui a ambos, a afirmação do bem e a negação do mal, é uma forma tão inteligente da metafísica espiritual que pode curar os problemas mais persistentes.

Descobri o poder dessa oração há alguns anos,  quando estava trabalhando sobre alguns problemas muito difíceis que desafiavam a cura. Tinha obtido no passado muitas curas através da aplicação da Ciência Cristã. Porém, quando apliquei o mesmo trabalho da oração nestes desafios, estes permaneceram sem solução.

Só pude concluir que estes problemas não estavam sendo resolvidos porque era necessário um conhecimento mais profundo da Ciência Cristã. Voltei-me para a Bíblia e para os escritos da Sra. Eddy e os estudei minuciosamente durante meses. Deste estudo, compreendi, entre outras coisas, que não estava negando o erro com a suficiente compreensão. Pude ver que meus problemas eram magnetismo animal não enfrentado e que era essencial negar o mal a fim de curá-los. Pela afirmação vigorosa da totalidade de Deus e negação do poder e realidade do mal, comecei a ganhar domínio sobre o medo, ressentimento, mágoas e animosidade dentro de minha própria mente. O amor, o poder e a presença de Deus tornaram-se para mim mais reais do que os problemas. À medida que persistia neste trabalho os problemas foram gradativamente desaparecendo.

Esta experiência ilustra como a oração científica pode ser praticada. Mostra a importância de se negar a realidade do mal a fim de destruí-lo. Em seu livro Retrospecção e Introspecção, a Sra. Eddy escreve: “É científico permanecer na harmonia consciente, na Verdade e no Amor imorredouros e salutares. Para fazer isso, os mortais precisam primeiramente abrir os olhos a todas as formas, métodos e sutilezas enganadoras do erro, a fim de que a ilusão, o erro, possa ser destruída; se não fizerem isso, os mortais se tornarão vítimas do erro.” (p.64: 26-32)

Para provar o domínio que Deus nos deu sobre o mal, devemos investigar profundamente o magnetismo animal – o que é, como somos mesmerizados, como nos impede de orar; e como pode ser destruído através da oração científica.

Continua no próximo domingo …
 

 

Curando O Que Não Foi Curado

Vezes sem conta, curas baseadas na confiança em Deus, iluminada pelos ensinamentos da Ciência Cristã*, têm sido rápidas e permanentes. Às vezes, porém, um seguidor devoto dos ensinamentos de Cristo Jesus talvez se encontre lutando durante meses para obter a cura de algum problema em particular que não tenha cedido à oração. Surge a pergunta: “Que mais poderá ser feito para provar o poder curativo de Deus?”

A resposta pode estar em aprofundar nossa capacidade de adorar “o Pai em espírito e em verdade”1, como Jesus indicou. Isso implica em fazer novas descobertas acerca da natureza incorpórea de Deus como Espírito infinito, e de Sua perfeição como Verdade todo-poderosa. Leva-nos a uma percepção ampliada da espiritualidade atual do homem como exata expressão de Deus – indestrutível, sadio e completo. Expandir dessa maneira nossa compreensão espiritual acerca de Deus e do homem leva-nos ao domínio dado por Deus sobre tudo quanto parece ser material.

Talvez a dificuldade esteja em que continuamos a procurar vida, saúde e felicidade na matéria, em vez de desenvolver a convicção de que o homem é desde já espiritual dentro da totalidade de Deus. Em vez de continuar a nutrir o ponto de vista popular de ser a vida material e limitada, de estar ela sujeita  à doença e à discórdia de toda espécie, e em vez de tentar mudar a coitada da matéria em matéria melhor, permaneçamos firmes e alegremente com a compreensão esclarecida de que a individualidade imortal e perfeita do homem está completamente fora da matéria.

Todos nós podemos adquirir esse ponto de vista mais elevado e científico que inevitavelmente traz a cura. Para isso talvez seja de proveito estudar a Bíblia novamente numa atitude mental atenta. Persista em se conscientizar de que o ser verdadeiro, espiritual, do homem é de fato demonstrável. Jesus compreendia que o homem tem sua origem em Deus. Por isso ele estava certo da espiritualidade presente do homem. Essa compreensão da unidade do homem com Deus e de sua semelhança a Deus era o alicerce de seus notáveis trabalhos de cura. Sua ressurreição mostrou a natureza indestrutível do “Homem Cristo”.

Depois da ressurreição do Mestre, alguns dos seus seguidores ainda estavam tão convictos de que a materialidade é a base da vida, que deixaram de captar o significado espiritual das obras de Jesus. Maria, no entanto, a primeira a ver o Mestre depois da ressurreição, discerniu a condição perfeita de homem espiritual, pura e sem jaça, que Jesus estava demonstrando. Falando na fidelidade do ponto de vista espiritual de Maria e na materialidade dos inimigos de Jesus, Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, escreve em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Esse materialismo perdeu de vista o verdadeiro Jesus; mas a fiel Maria o viu, e para ela Jesus  representava mais do que nunca a verdadeira ideia de Vida e de substância.”2 

Apreciar mais profundamente as convicções espirituais que sublinham a obra da vida de nosso Mestre ajudar-nos-á a desenvolver convicções semelhantes acerca de nossa própria espiritualidade  no presente. Ajudar-nos-á a nos identificarmos com o Cristo, “a verdadeira ideia de Vida e de substância”, que traz cura.

A convicção que Jesus tinha de sua completa espiritualidade, ficou revelada nos seus ensinamentos, em magníficas obras de  cura que redimiram a humanidade das várias limitações do materialismo. Jesus mostrou desdém pela pretensão de que há poder na matéria, ao silenciar as tempestades, andar em cima das ondas, curar os doentes desenganados e ressuscitar os mortos. Essas ações mostraram o elevado nível espiritual de seu pensamento e sua recusa em se deixar impressionar pelas pretensas leis da matéria.

Embora não fosse mundano, Jesus transformou o mundo. Sua lealdade a Deus e sua unidade com a Verdade infinita deram-lhe domínio sobre o que o rodeava. Deu prova do poder todo-poderoso de Deus e da substancialidade ilimitada do homem como ideia espiritual que representa exclusivamente a Deus.  Em vez de se desesperar diante de alguma suposta ameaça material à sua vida, Jesus calmamente seguiu avante, confiante no controle de Deus e na espiritualidade do homem, o que o exime de todas as discórdias da existência física.

Certo dia, na sinagoga, Jesus leu para o povo, o livro de Isaías. Depois de ter lido o trecho que profetizava a vinda do Cristo, profecia que se cumpria na sua própria experiência, começou a repreender a falta de receptividade deles. Então o povo se enfureceu. Agarraram-no, arrastaram-no para fora da sinagoga, levaram-no pela cidade até à beira de um monte, onde planejaram lançá-lo penhasco abaixo. O ódio do pensamento material que resistia ao Cristo, a Verdade, era tão grande que momentaneamente Jesus parecia estar sendo presa dos materialistas ao seu redor. A Bíblia conta-nos que “Jesus, passando por entre eles, retirou-se”3. É claro que Jesus nem sequer por um instante abandonou sua elevação espiritual de pensamento. Estava continuamente dando testemunho de Deus, insistindo em demonstrar a totalidade e o poder que tem Deus de libertar a outros, e de livrar a ele mesmo. O poder de sua confiança crística concretizou-se à beira do abismo para o qual o povo o havia levado, e Jesus foi libertado.

Às vezes uma condição física assustadora e desanimadora procuraria nos levar até à beira de um abismo, isto é, de uma situação material extrema, desde a qual parece que seremos lançados morro abaixo. Todavia, aí mesmo, num suposto precipício de materialidade, também nós podemos passar pelo meio das crenças materiais ao nosso redor. Podemos reconhecer nossa espiritualidade, reivindicar nosso domínio e nossa cura, e seguir nosso caminho – o caminho do Cristo – com alegria.

Há alguns anos sofri de um distúrbio físico grave que me causava grandes dores. Orei com fidelidade, e fui ajudado pelas orações de um consagrado praticista da Ciência Cristã. Mas o problema persistiu por muitos meses. Sua gravidade aumentou a ponto de me ser difícil caminhar ou ficar de pé.

Certa feita, durante essa experiência, fui tentado a procurar conselho médico. Entre meus colaboradores militares havia vários médicos. A tentação era a de pedir a opinião de um desses amigos quanto à natureza da doença. No entanto, recusei ceder a tal tentação, pois eu era capaz de discernir que seria impossível ao diagnóstico médico dar-me qualquer informação sobre uma ideia de Deus, espiritual e perfeita. E eu estava determinado a não remexer no entulho da materialidade à procura do verdadeiro ser do homem. Estava-me claro que o  único modo certo de achar e comprovar minha condição de homem em Cristo era o de adquirir compreensão melhor a respeito de Deus e desenvolver convicção mais sólida da indestrutível espiritualidade do homem.

Procurando pela luz divina, fui inspirado a tornar a ler o relato da vida de Jesus e suas curas, sua espiritualidade vital, sua firme obediência a Deus e sua capacidade de vencer todos os obstáculos. Certa noite meu estudo da Bíblia me levou ao Salmo 139, que diz em parte: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? (…) Se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares: ainda lá me haverá de guiar a tua mão e a tua destra me susterá.”4  De repente, fiquei convencido de que, apesar do que me acontecesse materialmente, eu nunca poderia ficar separado de Deus. Eu era de fato uma ideia espiritual de Deus e nunca poderia ser destruído. Discerni que esta convicção espiritual de que a vida está em Deus, abandonando toda fé na assim chamada vida da matéria, era uma lei de restauração para o corpo físico – uma lei de cura. Embora não ocorresse mudança física imediata, eu sabia que estava curado.

A enfermidade física ainda continuou esporadicamente por mais ou menos dois meses;  mas a consciência, libertada pelo poder de Deus, desenvolvia melhor sentido de identidade, ou corpo. Foi-me muito proveitosa em relação a este caso uma referência que se encontra em Ciência e Saúde: “A consciência constrói um corpo melhor quando vencida a fé na matéria. Se corriges a crença material pela compreensão espiritual, o Espírito formar-te-á de novo. Nunca mais voltarás a ter medo, a não ser de ofender a Deus, e nunca mais acreditarás que o coração ou qualquer parte do corpo possa destruir-te.”5 

Prossegui com intrepidez e alegria, na convicção de ter sido curado. Não levou muito tempo, todos os sintomas da doença desapareceram, para nunca mais voltar. Desde aquela ocasião até o presente tenho participado normal e vigorosamente de vários esportes — tênis, natação, caminhadas pelas montanhas, corridas — sem a menor dificuldade.

Dessa cura ficou claro que era preciso descartar-me do medo e da preocupação com aquilo que poderia acontecer a uma individualidade material. Quando o poder da presença contínua de Deus foi trazido à luz, viu-se que a materialidade é irreal. A dificuldade foi dominada pelo poder do Cristo, a Verdade, a transformar a consciência humana.

Em aditamento à própria cura, senti devoção mais profunda por melhor apreciar e compreender como as curas do Mestre do cristianismo transformavam a consciência, elevando-a de uma base material para uma espiritual. Jesus discernia que o controle todo-poderoso de Deus alcançava cada faceta da vida, subjugando a matéria. Podia dizer impunemente: “Destruí este santuário,  e em três dias o reconstruirei.”6

A identidade espiritual, proveniente de Deus, que Jesus viveu e ensinou, é o Cristo, a ideia divina da espiritualidade perfeita. Esta é a verdadeira natureza de cada um de nós. No entanto,  a influência divina do Cristo parecerá oculta enquanto basearmos nossa vida e nossas expectativas nas limitações da materialidade. A Ação libertadora do Cristo vem à luz na proporção em que raciocinarmos desde o ponto de vista de ser o homem verdadeiramente a expressão da totalidade do Espírito e da bondade, da onipresença e da onipotência da Mente.

Que ânimo curativo se desenvolve quando raciocinamos com a certeza de que Deus é Espírito, e o homem é espiritual; que Deus é Vida, e o homem é imortal; que Deus é Amor, e o homem é desprendido e amoroso; que Deus é Verdade, e o homem é perfeito, ilimitado. Podemos insistir em que Deus – Mente, Espírito, Princípio, Verdade, Amor, Alma, Vida – é a lei irresistível do bem, que expulsa toda e qualquer pretensão da mortalidade. Finalmente, segue-se a gloriosa compreensão de que, sendo Deus e Sua ideia, o homem espiritual, inseparáveis, isso constitui-se em lei de cura e regeneração para toda necessidade humana específica. Satisfeitos e serenos nessas convicções, podemos ter confiança em que Deus está realizando Sua santa obra.

Ciência e Saúde declara: “A individualidade do homem não é menos tangível por ser espiritual e por não estar sua vida à mercê da matéria. A compreensão de sua individualidade espiritual torna o homem mais real, mais formidável na verdade, e o habilita a vencer o pecado, a doença e a morte.”7

Deixando de estar preocupados com a materialidade e de dela depender, ficamos cônscios de que o homem já é espiritual no presente. Podemos comprovar progressivamente, pela redenção e pela cura, “a verdadeira ideia de Vida e de substância”. Tal espiritualidade desenvolvida nos trará saúde, vigor e vitalidade — o reino do céu dentro de nós.

1João 4:23, 2Ciência e Saúde, p. 314, 3Lucas 4:30, 4Salmos 139:7, 9, 10, 5Ciência e Saúde, p. 425, 6João 2:19, 7Ciência e Saúde, p. 317.

Verdades Divinas Que Detêm O Crime

Ao caminhar pela calçada em frente ao prédio onde moro, vi do outro lado da rua dois meninos assaltarem uma mulher e saírem correndo.  Não tive reação imediata. Só observei que a mulher se recompôs e voltou a seguir seu caminho. Depois fiquei triste comigo mesmo, pois achei que devia ter corrido atrás dos garotos gritando “pega ladrão” ou ter ligado pra polícia imediatamente.

Mas lembrei do trecho da Bíblia: “as armas de nossa milícia não são carnais e sim poderosas em Deus” (2 Corintios 10:4).  Senti que Deus estava me convidando para ter uma reação mais elevada e eficiente contra o crime: a oração.

Voltei pra casa e comecei a orar, mas com uma dúvida: será que minha oração poderia abençoar aquela situação? Será que aqueles meninos continuariam a andar pelo meu bairro assaltando outras pessoas? Como minha oração poderia ajudar a detê-los? Apesar das dúvidas, voltei-me de todo o coração a Deus em oração, tentando ouvir o que Ele me diria.

Lembrei de um trecho do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy, que diz em relação a alguém que age como um criminoso: “Deus o prenderá. A justiça divina o manietará” (p.105). Eu afirmei essas duas verdades em minha oração, porém percebi que não estava tendo fé no que afirmava. Pensei: será que eu realmente acredito que Deus tem poder de prender esses dois criminosos e algemá-los?

Por que não? Deus é onipresente, portanto eles não podem estar fora da presença de Deus. Deus é onipotente, ou seja, tem todo o poder para detê-los e impedi-los de cometerem mais crimes. Deus é Mente, Ele é a única fonte de ideias para aqueles garotos. Tudo o que eles pensam vem de Deus, a Mente única. E dessa Mente só podem vir pensamentos bons, que os guia a fazerem coisas boas e corretas. Eles não existem separados da Mente divina. Eles não têm mentes próprias, que caem em tentação de fazer o mal, iludidos de que se beneficiarão com o prejuízo de outros. Não. Eles só podem pensar o que Deus pensa, só podem ter pensamentos de amor.

Lembrei de outro trecho de Ciência e Saúde que diz: “A Ciência Cristã revela que a Verdade e o Amor são as forças motrizes do homem” (p. 490). Reconheci em minha oração que aqueles meninos são movidos e impulsionados pela Verdade e o Amor, portanto não tinham poder para fazer algo ruim. Cada pensamento e ato deles só pode provir de Deus, portanto eles só podem fazer o bem.

Eles não têm mente separada de Deus, para pensar errado. Eles não têm vida separada de Deus para agir errado.  Eles não têm poder separado de Deus, para fazer o mal. Eles não tem nada que não lhes provenha de Deus. Eles não são nada sem Deus. E com Deus eles só podem fazer o bem.

 O que eu tinha presenciado era um não-evento, um sonho mortal de que exista três pessoas separadas de Deus, girando em órbita própria: dois perpetradores e uma vítima de um crime. Em realidade nada pode separá-los do amor de Deus. A mulher estava revestida com a armadura do Amor e não foi tocada pelo ódio. E os meninos são incapazes de expressar uma qualidade que não venha de Deus, pois eles também estão unidos a Deus. Os três vivem, se movem e existem em Deus, o Bem, portanto não podem ser vítimas nem perpetradores do mal.

Eu estava me “apressando em compreender que a Vida é Deus, o bem, e que em realidade o mal não tem lugar nem poder na economia, quer humana, quer divina” (Ciência e Saúde, p. 327). O mal não tem lugar nem poder na minha rua, nem em qualquer outro lugar do planeta, pois Deus, o bem, é tudo e enche todo o espaço.

Também tive a certeza de que “o Amor divino corrige e governa o homem” e que “só esse Princípio divino reforma o pecador”. Sei que os dois garotos estão sendo constantemente corrigidos, reformados e governados pelo Amor onipresente, portanto estão impedidos de cometer mais erros, mas são compelidos por Deus a acertar, a fazer o bem.

Com toda essa oração eu fiquei em paz, e convicto de que Deus, o Amor onipotente, realmente estava atuando e que prendera aqueles dois meninos, ou seja, prendera o pensamento deles à verdade de que eram filhos de Deus, capazes de fazer somente o bem. Essa verdade os liberta do crime.

Todas as verdades espirituais reconhecidas nessa oração são potentes para deter o crime em nossas ruas e em todos os escalões do governo de nosso país. É a Verdade que liberta o nosso pensamento de todo erro, e destrói toda crença no mal e todo medo do mal, e os substitui pela compreensão de que Deus, o Bem infinito, ocupa todo o espaço e tem todo o poder, pois Deus, o Amor, é Tudo-em-todos.

*

Escassez Ou Abundância?


No decorrer da história, desde os tempos mais remotos, a humanidade tem lutado corajosamente contra a doença, a pobreza, a ignorância, a guerra e a corrupção. Entretanto, uma simples leitura de qualquer jornal mostra-nos que, atualmente, continuamos a enfrentar esses mesmos problemas básicos. Por que não houve soluções permanentes? Talvez porque a humanidade as tenha buscado na materialidade, tentando guardar a matéria, criar ou destruir a matéria. Mas tudo que é material, por mais excelente que pareça, é sempre limitado, falível e incompleto. Encontramos soluções permanentes e definitivas somente à medida que colocamos nossa vida cada vez mais sob a orientação de Deus, a Mente divina, sob o governo do bem. Dessa forma, evitamos erros e as coisas se desenrolam progressivamente de forma mais harmoniosa, justa e eficiente.

Entretanto, para alcançar a verdadeira confiança em Deus, é necessário familiarizar-se com Ele e, assim, começar a compreender o seu poder. Sua sabedoria e especialmente Sua infinita ternura e amor para com cada um de nós, Seus filhos e filhas. Também podemos orar. A oração sincera faz com que nosso pensamento se espiritualize, adquira um conceito mais correto sobre Deus, o Espírito, e sobre o homem; isso por sua vez nos leva a abandonar gradualmente os pontos de vista limitados ou meramente pessoais e alcançar a ampla perspectiva do Espírito infinito, que abrange tudo.

A espiritualização do pensamento exige muito mais do que a mera repetição de petições ou de palavras. Exige a purificação da consciência. Em Provérbios lemos: “… como (o homem) imagina em sua alma, assim ele é”. Isso indica claramente que é necessário controlar o pensamento. Para isso, devemos eliminar a crença em tudo o que não vem de Deus ou é dessemelhante dEle, isto é, a crença na limitação, medo, hereditariedade física, catástrofe, enfermidade, terrorismo, pecado. Esse propósito é alcançado por meio de uma vigilância mental que rejeita as influências que não vêm de Deus.

Aquilo que pensamos a respeito de nós mesmos, do que nos cerca, de nosso país e do mundo, determina o que acontece conosco e o que ocorre em nosso mundo. A Sra. Eddy escreve em seu livro Unity of Good (A Unidade do Bem): “Tudo tem apenas a realidade que tu lhe dás, e não mais. Aquilo que vês, ouves, sentes, é uma forma de consciência e não pode ter outra realidade a não ser o conceito que dele guardas”.

Lembro-me que meu pai costumava dizer que para obter uma boa colheita, é necessário utilizar sementes da mais alta qualidade e plantá-las em terra bem arada. Posso confirmar que ele obteve colheitas maravilhosas seguindo seu próprio conselho! Perguntemo-nos: “Que tipo de semente estou plantando para colher bons frutos?” Precisamos de pensamentos altruístas, benevolentes, sábios, inspirados, juntamente com outras qualidades inerentes à espiritualidade. Esses pensamentos são verdadeiramente substanciais porque sua fonte é o Espírito que, em contraposição à matéria, nunca se corrompe, nem é destruído ou alterado; nunca pode oscilar nem faltar. “O Espírito inteligente, a Alma, é substância, muito mais segura e sólida do que a matéria, pois esta é temporal, enquanto aquele é eterno, a essência e a expressão dos ser”, explica a Sra. Eddy em Miscellaneous Writings (Escritos Diversos).

Deus, a Mente, é o único Ego, o eterno Eu que tudo conhece, tudo faz e é ativo desde o princípio e por toda a eternidade. Aquilo de que necessitamos já está incluído na Mente e não é escasso, prejudicial ou inadequado. O alimento que Cristo Jesus deu à multidão faminta, tal como consta nos evangelhos, era apropriado para todos, sem exceção, independentemente de idade, sexo, clima ou condição social. Só havia uma pequena porção de pão e peixe, perceptível aos sentidos físicos, mas foi o suficiente para satisfazer o apetite de mais de cinco mil pessoas. E ainda restaram sete cestas cheias de alimento, muito mais do que parecia haver no início.

Deus, a Alma, satisfaz constantemente tudo o que Ele criou. Uma vez que Deus é infinito, a verdadeira satisfação é infinita e se evidencia de diferentes modos, tanto em suprimento necessário para alimentação e vestuário, como em amizade, emprego adequado, oportunidades para estudo, lar estável e até mesmo férias oportunas. Sabendo disso, podemos começar a libertar-nos do materialismo que sugere: “Você tem recursos insuficientes, pouca inteligência, atividade medíocre, pouco afeto”. Na verdade, isso é ignorância espiritual, ignorância acerca da imensa abundância de bem que incessantemente flui do Amor divino.

Podemos colher frutos abundantes, plantando sementes de pensamento espiritual numa consciência elevada, confiante e honesta. O arrependimento é vital nessa linha ascendente de correção e regeneração.

Será necessário, às vezes, fazer a nós mesmos algumas perguntas e, é claro, responder com o maior cuidado e sinceridade. Por exemplo: em que medida expresso integridade e respeito pelos outros, em minha vida diária? Quanta tolerância, caridade, perdão e justiça demonstro para com meu próximo? Eu permito que críticas mesquinhas, intolerância, sexualidade, violência controlem meu pensamento? Reconheço o valor genuíno dos outros e o meu próprio? Ou considero-me superior (ou inferior), tendo mais (ou menos) habilidade e mérito do que os demais?

As respostas honestas nos mostrarão que tipo de pensamento necessita ser reavaliado, que defeitos devem ser corrigidos, assim como quais virtudes e talentos devem ser desenvolvidos e cultivados como dádivas de Deus. A correção e o desenvolvimento surgem à proporção que aprendemos mais sobre nossa verdadeira natureza como Filhos de Deus, sempre sob o governo do Amor divino.

Cristo Jesus disse: “O reino de Deus está dentro em vós”. Isso significa que a riqueza que buscamos já está aqui, na consciência. O homem, como expressão da Mente, é suprido de todo o bem, agora. Nada lhe falta. O homem, a idéia de Deus, é—por reflexo—criativo, dinâmico, substancial, eternamente no momento da oportunidade infinita.

Agora podemos olhar e ver que nossa colheita não é limitada, nem são escassos nossos recursos. Podemos começar a compreender que a Vida dá de si em profusão, que a Alma preserva para sempre a harmonia e a beleza e que o Amor expressa amor sem falta, incluindo a todos. Verdadeiramente, cada um é abençoado de forma abundante, agora mesmo.

 

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã—Julho 1992)

O Corpo Espiritual

corpo espiritual5

Pensamos que nosso corpo é material e substancial, não é mesmo? Essa é a impressão, a convicção, que nós temos. Porém, algumas pessoas descobriram que não é bem assim.

Uma delas foi Mary Baker Eddy, uma pensadora religiosa que descobriu a Ciência Cristã. Ela descobriu que o corpo responde à influência positiva ou negativa do pensamento. Depois foi mais além e descobriu que o corpo é a exteriorização do pensamento.

Ela descobriu, praticou e comprovou a eficácia do método de cura da Ciência Cristã, que atua exclusivamente no pensamento, corrigindo as crenças errôneas da pessoa, eliminando seus medos e suprindo-a com uma compreensão espiritual a respeito de si mesma. Essa prática mental resulta na cura do corpo. Isso porque o que chamamos de corpo é na verdade pensamento exteriorizado.

Em seu livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Eddy escreve que o homem “possui esse corpo e o torna harmonioso ou discordante, segundo as imagens de pensamento que nele imprime” (p.208). Por isso, a Ciência Cristã ensina a acalentar pensamentos de saúde, que se manifestam num corpo saudável. Mas isso não é simplesmente pensamento positivo. É o pensamento fundamentado na compreensão espiritual de Deus, e do homem feito à imagem e semelhança de Deus. É o pensamento fundamentado na realidade divina, que é totalmente harmoniosa.

Na química e na física quântica, os cientistas pesquisaram a fundo a matéria decompondo-a a seu grau mínimo, e descobriram que o átomo é composto de um núcleo, que tem 0,01% de sua massa, e de elétrons que giram em torno do resto de sua massa, composta 99,9% de espaço vazio. Ou seja, a matéria é basicamente um espaço vazio.

Então se perguntaram: o que nos dá a aparência de que a matéria é sólida e substancial? E concluíram que é o pensamento que nos dá essa impressão de solidez, pois na verdade a matéria não tem substância em si mesma. Ou seja, descobriram exatamente o que Mary Baker Eddy descobrira muitos anos antes. E ela ainda descobriu como curar o corpo somente através do pensamento, algo que os cientistas de hoje ainda não descobriram.

Em outro trecho de Ciência e Saúde, a autora fala do  “corpo, do qual ‘Deus é o arquiteto e edificador’” (p.428). Será que ela está falando do corpo material? Eu acho que não. O homem é o edificador do corpo material. Mas o corpo do qual “Deus é o arquiteto e edificador” é o corpo espiritual. Existe isso? Corpo espiritual?

Sim. Pensemos no outro uso comum da palavra “corpo” para designar conjunto. Por exemplo: corpo de bombeiros (conjunto de bombeiros de um determinado local), corpo de baile (conjunto de bailarinos de uma instituição), corpo docente (conjunto de professores de uma instituição).

Nesse sentido, podemos pensar que nosso corpo espiritual é o conjunto de nossas qualidades espirituais dadas por Deus, como saúde, santidade, vitalidade, integridade, harmonia, paz, inteligência, força, domínio, perfeição, etc. O corpo espiritual é o conjunto de todas as nossas qualidades divinas, cuja fonte infinita é Deus. Esse corpo nunca pode ficar doente, nunca pode sofrer acidentes, nunca pode ser perpetrador ou vítima de violência, nunca pode sofrer, nunca pode envelhecer, nunca pode morrer. Esse corpo espiritual é o corpo do qual Deus é o arquiteto e edificador. Esse é nosso verdadeiro corpo.

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