A Falsa Crença em “Personagens”

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A FALSA CRENÇA EM
“PERSONAGENS”
Dárcio

Walt Disney, criador de Mickey Mouse, inspirou-se, ao criá-lo, num camundongo que convivia com ele no simples quarto em que morava, antes da fama e da fortuna. Teve a ideia de “dar vida ao rato”, fazendo-o “existir” nas histórias em quadrinhos. Porém, jamais este “rato dos quadrinhos” esteve sendo o rato original!

Há crenças dualistas que falam em “personagens”, associando-as com o ser que somos! São infinitos os truques engendrados pelo “mesmerismo” para nos induzir a crer em algo ou alguém ao lado de Deus! E é quando ouvimos frases que nos identificam direta ou indiretamente com “personagens” das meras aparências fraudulentas! O homem não é personagem de nenhuma ficção e de nenhuma ilusão! O homem é a totalidade do Verbo divino expresso como Ser individual, ou, como diz a Bíblia, o homem é FILHO DE DEUS!

Assim como a humanidade nunca vê o “Mickey” real, que Walt Disney conheceu e viu, a humanidade, como humanidade, nunca verá o “VOCÊ” real, que Deus conhece! E enquanto você acreditar que “personagem” é VOCÊ, ou que tenha, de qualquer maneira, vínculo com sua existência, estará desviado do foco real, que é DEUS sendo VOCÊ, nunca em “crenças de ficção”, mas no Reino do Absoluto, a Realidade onipresente que cobre toda a Realidade infinita!

“Eu e o Pai somos um”, disse Jesus! Nunca disse estar sendo “personagem do mundo”, exercendo papel de filho de Maria e José, ou exercendo  profissão de carpinteiro! Ficando desaparecido, ao ser encontrado por eles, disse-lhes: “Não sabíeis que deveria estar cuidando dos negócios de meu Pai?”

Não dê sinônimos para a vida ilusória! Assuma, de uma vez por todas,  a Verdade eterna de que Deus é TUDO e este Deus é o Verbo do Qual TUDO se faz e é permanente! Você é o que DEUS É! Deus é o que VOCÊ É! Sem personagens, sem ilusão e sem mais nada! Não há “personagens”! DEUS É TUDO!

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5 Comments

  1. Dárcio,

    Porque Jesus disse, na oração de João 17, “Pai, não peço que os tire do mundo, mas que livre-os do mal”?

    Esse “mundo” não seria o mundo dos personagens? Não estaria ele pedindo para que Deus não tirasse as pessoas do mundo dos personagens, mas apenas que os livrasse da crença do bem e do mal, de modo que as pessoas continuassem vivendo no mundo, mas sob a Graça de Deus?

    Jesus não estava se referindo ao mundo absoluto, mas ao mudo dos personagens. Do contrário ele não diria “mas que livre-os do mal”, porque no mundo absoluto o mal não existe.

    Talvez o mundo dos personagens tivesse algum valr, mesmo para Jesus.

    Poderia comentar estes pontos?

    Grande Abraço.

  2. Olá!

    Acredito que o contexto da palavra “mundo” a que Jesus se referia era o mundo da ilusão, mesmo… mundo dos personagens.

    No versículo 11, ele diz assim: “E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti.”

    E nos versículos seguintes, ele continua:

    12. Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse.

    13. Mas agora vou para ti (ou seja, ele está “deixando o mundo”), e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos.

    14. Dei-lhes a tua palavra, e o mundo (o mundo da ilusão, da crença falsa, que é inimiga da Verdade) os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.

    15. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.

    Ou seja, Jesus diz claramente que assim como ele não é do mundo, os discípulos dele também não são. Mas ocorre que, na oração, ao proferir a palavra “mundo”, parece que ele quis dizer “mundo da ilusão, da crença, dos personagens. E mesmo assim ele diz: “não te peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal”. Para os discípulos, ainda não era chegada a hora de “ir para o Pai” (deixar o mundo), como Jesus estava fazendo.

    Eu compreendo perfeitamente que, à Luz do absoluto não existe mundo de crença alguma. É só que, na passagem bíblica, parece que Jesus fez menção ao “mundo dos personagens” ao invés do Reino.

    Abraços!!!

  3. Oks!

    Eu não estou colocando em dúvida a verdade ou efcácia do ensinamento absoluto.

    Eu apenas procuro entender qual era a visão de Jesus sobre esse mundo. Eu sempre percebo todo tipo de ensinamento “puxando a corda” pra si, aproveitando as palavras da Bíblia ou de Jesus. Sempre que eles podem eles fazem isso. Existem mil e uma interpretações sobre as palavras de Jesus, porque todo ensinamento faz uma intrpretação “puxando a corda” pra si, a fim de garantir reconhecimento perante os outros. Assim, se um ensinamento diz: “Jesus falou isso e aquilo”, Esse ensinamento ganha crédito/reconhecimento perante os outros. A meu ver, essa é uma postura egoísta e injusta.

    Assim, em se tratando da doutrina absoluta, eu também fico de olho nisso. Não julgo a veracidade ou validade do ensinamento absoluto, até porque eu gosto dele e o pratico, mas acho que, se Jesus via neste mundo de crenças algum valor (mesmo que mínimo), deve haver alguma razão para isso. E eu gostaria de saber que razão é essa.

    Acredito que Jesus era absoluto em seu ensinamento (pois encontramos isso em várias passagens), mas que também via algum valor neste mundo, e por isso o amava. Por isso, não sei se é certo os ensinamentos Absolutos dizerem: “Jesus era todo absoluto, e todo o seu ensinamento era também.Não há nem uma passagem no qual ele se refira ao mundo dos personagens”.

    Quando um ensinamento procede assim, muitas vezes ele é obrigado a forçar a interpretação das palavras apenas para que elas se ajustem às idéias que o ensinamento gostaria de disseminar. É nisso que eu fico de olho. Uma atitude dessas por parte dos ensinamentos é ego, é o mesmo que dizer: “por favor, sigam-me, pois eu não estou dizendo isso de mim mesmo, foi Jesus quem disse, então essa é a verdade. Sigam-me porque euquero ser reonchecido”. O que é que Jesus realmente pensava ou sabia, afinal? Pra mim esse é um assunto sério. Eu gostaria de entender Jesus do início ao fim, completamente, em toda a sua totalidade.

    Abraços.

  4. Só para completar:

    Mesmo se a Verdade absoluta não tivesse sido explicada por Jesus, isso não me incomodaria; eu continuaria gostando, estudando, e pondo-a em prática sem ver nisso problema algum.

    Mas Jesus, no mundo dos personagens, foi um personagem notável. Por isso, eu gostaria de entendê-lo real e puramente, sem a mínima distorção.

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