“SE ESTE HOMEM FOSSE UM PROFETA…!”

Por mais que Jesus demonstrasse “sinais”, curando, perdoando pecadores e ressuscitando “mortos”, por mais que fosse criativo em pregar a Verdade através de parábolas, nem assim conseguia cumprir sua intenção de “testemunhar a Verdade que somos”!

A atração do vazio “mundo fenomênico”, até hoje aparenta ser real para a maior parte da “sombra” chamada “existência terrena”. Cega para a Verdade, segue a maioria lutando para “conservar um corpo feito de nadas”, confundindo Suprimento com “dinheiro e posses materiais”, e agindo como fariseus,  assim como aquele que convidara Jesus a comer em sua casa e a sentar-se à sua mesa, enquanto uma conhecida mulher de má vida, que soube da presença de Jesus no local,  foi até ele com um frasco de alabastro cheio de perfume puro. Pôs-se atrás de Jesus e, chorando muito, molhava-lhe os pés com as lágrimas e enxugava-os com os cabelos, beijando-os e deitando-lhes perfume. Vendo aquilo, o fariseu disse consigo mesmo: “Se este homem fosse um profeta devia saber que espécie de mulher é esta que lhe está a tocar nos pés, pois é uma pecadora.”

Assim julgando pelas “aparências fenomênicas”, acreditava o fariseu que um “profeta verdadeiro” deveria agir como ele próprio! Em vez de entender o “juízo justo”, que Jesus pregava, em oposição ao “juízo pelas aparências fenomênicas”, adotado pelo fariseu, passou ele a desacreditar de Jesus, por NÃO SABER QUE ESPÉCIE DE MULHER ERA AQUELA!

Há tempos, tendo tido conhecimento de que um cristão italiano,

 filiado à Renovação Carismática, faria uma palestra sobre “cura espiritual” em Campinas. Interessei-me por ouvi-lo e fui ao Liceu, local em que seria feita a palestra. A igreja estava lotada, as ruas próximas ficaram todas tomadas pelos carros, de tanta gente que veio ao local. O palestrante começou a falar, e houve um grande silêncio. De repente, um homem começou a gritar dentro da igreja, dando ares de insanidade, e, para minha grande surpresa, o palestrante interrompeu sua fala, chamou os seguranças, e ordenou que retirassem o homem do local. Enquanto era retirado, disse ele a todos os presentes: “Deus é Deus da Paz, não de confusão!”

O homem foi retirado e eu também me retirei! Só me vinha à mente que JAMAIS JESUS FARIA AQUILO! E cristão que age como Jesus não agiria, não tem moral para falar sobre “cura espiritual”. A meu ver, deveria conduzir o homem à frente, e ORAR POR ELE, INCITANDO OS PRESENTES A ACOMPANHÁ-LO.

Como disse Mary Baker Eddy, “a cura é o sermão maior!”.

Atualmente, a pressão coletiva que o erro faz  contra a Verdade requer muito mais dedicação e disciplina do que em tempos atrás, àquele que se interessa pelas curas divinas, pois a humanidade, com seus tablets, celulares e a mídia toda, recebe uma “carga cavalar” de ideias e pensamentos contrários à Verdade!

TREINAR A PRÁTICA DO “JUÍZO JUSTO”, QUE SIGNIFICA “CADA UM SE HONRAR COMO HONRA O PAI”, pode se iniciar com um uso muito disciplinado dos atuais “meios de comunicação”, para que possamos, como desejava Jesus, “dar testemunho da Verdade”, sem “julgarmos o mundo, e aqueles que o habitam” pelas APARÊNCIAS!

Ao fariseu, assim disse Jesus::

“Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para os pés, mas ela lavou-mos com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. Não me recebeste com um beijo, mas ela, desde que entrou, não deixou de me beijar os pés. Não me deste óleo perfumado para a cabeça, mas ela deitou-me perfume nos pés. Digo-te que os seus muitos pecados lhe foram perdoados, por isso mostrou muito amor. A quem pouco se perdoa, pouco amor mostra.” Depois disse à mulher:

“Os teus pecados estão perdoados” (Lucas cap.7).

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