“DEIXA O TEU CÂNTARO!”-1

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Por que o mundo continua aparentemente com os mesmos problemas de sempre? Faltaria alguma mensagem libertadora? A busca pela Verdade tem se mostrado infrutífera? As pessoas acham que a vida é dura demais, cheia de problemas, e quando leem artigos da Verdade, chegam a dizer: “Estes princípios são difíceis demais de serem praticados”, e transformam o estudo num problema a mais! Algumas se sentem culpadas, pois, diante das mensagens iluminadoras apresentadas ao mundo em todas as épocas, elas se colocam numa posição de quem “recebeu a Verdade, mas não se dedicou a praticá-la”.

Há séculos que a humanidade vem se perdendo em autocríticas, autoanálises, exames de consciência, por acreditar possuir a mente ilusória que pode errar e acertar; desse modo, justamente a Verdade que a libertaria é deixada de lado! Se as pessoas a buscam, fazem-no exatamente ao contrário do recomendado, ou seja, aceitam que a Verdade, Deus, esteja em qualquer parte, menos SENDO elas próprias.

Os fracassos na percepção da Verdade podem ser explicados, em suma, da seguinte forma: não podemos buscar a Verdade fora do nosso ser; não podemos nos tornar algo que já somos.

Disse-lhe pois a mulher samaritana: “Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?” Jesus respondeu, e disse-lhe: “Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva” (João 4: 9-10).

Você, que lê este texto, conhece o DOM DE DEUS? Quando falamos da VIDA PELA GRAÇA, não falamos de um conto de fadas! A samaritana, ao perceber que a “água viva” estava jorrando eternamente da FONTE DIVINA e dela própria, percebeu também que jamais voltaria a ter sede. Que fez ela? DEIXOU O SEU CÂNTARO! Isso mesmo: DEIXOU O SEU CÂNTARO!

“Deixou pois a mulher o seu cântaro e foi à cidade…”(João 4: 28).

A Verdade faz com que cada um “deixe o seu cântaro”. Teria Jesus dito à samaritana que a acompanharia pessoalmente até ser ela capaz de receber a “água viva”? Não! Ela lançou fora o cântaro por ter discernido A QUEM Jesus pedira de beber, quando ELA estava no poço de Jacó. A mulher disse-lhe: “Eu sei que o Messias vem; QUANDO ELE VIER, nos anunciará tudo”. E Jesus disse-lhe: “EU O SOU, EU QUE FALO CONTIGO” (João 4: 25-26). Revelava-lhe o “EU SOU” único e onipresente, a verdadeira identidade DELA!

Continua..>

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