VOCÊ NÃO TEM NENHUM PODER SOBRE MIM! – 3

III

É assim que todos os cristãos sensatos precisam agir ao lidar com as pretensões agressivas do mal. As mentiras têm de ser combatidas, vencidas e comprovadas como irreais. É insensato ignorá-las. Não é sábio fingir que elas não existem ou depreciá-las como se fossem mera imaginação, uma paranoia. Podemos aplicar esta afirmação de Eddy: “A humanidade precisa aprender que o mal não é poder” (Ciência e Saúde, p. 102), a todos os argumentos do mal, inclusive a presunção astuta de que ele pode tramar, planejar e causar dano. O mal não é um poder oposto a Deus. Ele não é um outro poder no universo contra o qual temos de lutar. Ele é uma mentira que tem de ser vista como falsidade. Essa verdade precisa ser compreendida e demonstrada para percebermos e vivenciarmos sua promessa de liberdade.

Tal como Davi enfrentou Golias sem pestanejar (ver 1 Samuel, capítulo 17), temos de enfrentar as pretensões do magnetismo animal maligno destemidamente. Davi sabia que Deus estava no controle da situação. Ele não fugiu na direção contrária. Davi não ignorou as ameaças do gigante. Davi não fingiu que Golias não existia. Ao contrário, ele correu para encontrar Golias e atirou sua pedra na parte mais vulnerável de Golias, um ponto fraco na testa e o feriu de forma mortal. Metaforicamente, Golias é o símbolo das más intenções e dos propósitos maus de todas as pretensões do magnetismo animal maligno. Podemos encontrar o mesmo “ponto fraco” do magnetismo animal maligno quando enfrentarmos nossos Golias. O ponto fraco é a pretensão de que o magnetismo animal tenha poder. O mal não tem poder. Com todas as suas tagarelices, exibição do ego, suas ameaças fraudulentas, seus gritos e berros estridentes, lamúrias e rangidos, ele é uma fraude da maior magnitude. Diante da Verdade divina, o mal se espatifa e cai no eterno esquecimento.

Por isso, quando uma voz ameaçadora declarar: “Alguém está fazendo má prática contra mim e me causando o mal”, não aceite a premissa de que o mal possa prejudicá-lo. Ele não pode. A possibilidade de dano é apenas uma sugestão, não a verdade.

Quando o pensamento sussurra: “Acho que vou ficar doente e até piorar”, não aceitemos a premissa de que uma irresistível causa subjacente de doença exista.

Quando a imaginação nos leva a falar em alta voz: “Minha igreja está em declínio” e a mente humana justifica isso assim: “Minha igreja está em declínio devido à resistência e ao ódio à verdade que existe no mundo de hoje”, não concordemos com o ponto de partida da lógica do erro de que o mal tem poder para deter o progresso da Verdade e negar seu efeito sanador. Reconheçamos que o mal não pode pôr a igreja de Deus em declínio e que não tem nenhum poder para solapar uma edificação espiritual de vitalidade e força.

Se enquanto estivermos analisando nossas finanças ouvirmos: “Não tenho mais nenhum dinheiro e vou ser colocado em um abrigo para pobres”, não diga sim com a cabeça, com a insinuação de que a carência é inevitável e causa sofrimento. Despertemos para a verdade de que Deus tem recursos infinitos para nos abençoar, e que eles estão presentes agora mesmo! Saibamos que o mal não é um profeta e que ele não delineia nosso futuro econômico.

As pretensões do magnetismo animal maligno podem ser combatidas com êxito mediante a compreensão de que Deus é a única Mente que governa o universo inteiro, e que nessa Mente não há nenhum poder nem influências destrutivos. Tudo é bom. Na Mente divina, não há nenhum mal em ação, nenhuma inteligência maligna dominante, nenhum tirano implacável, nenhuma espécie de organização mafiosa, nem agentes ilegais escondidos agindo secretamente, enfim, nenhum inimigo para se temer. “Nada há encoberto que não venha a ser revelado” (Lucas 12:2), prometeu Jesus. Compreender a bondade onipresente de Deus e sua exclusão de todo mal, expõe as falsas pretensões do magnetismo animal maligno, conduzindo-as para uma obscuridade sem retorno e excluindo quaisquer danos.

Eddy escreveu: “Para o Amor infinito, sempre presente, tudo é Amor, e não há erro, nem pecado, nem doença, nem morte”. Em seguida, ao explicar o retorno do mal ao seu nada inicial, ela continua: “Contra o Amor, o dragão não luta por muito tempo, pois o dragão é morto pelo Princípio divino. A Verdade e o Amor prevalecem sobre o dragão, porque o dragão não os pode guerrear” (Ciência e Saúde, p. 567).

O magnetismo animal maligno é o dragão que a Verdade e o Amor divinos matam, comprovando assim sua falta de poder. Armado com a Verdade, o soldado cristão alerta pode marchar em frente, na confiança de que, por meio do Cristo, toda pretensão do magnetismo animal pode ser combatida e vencida. Cada um de nós pode destemidamente enfrentar qualquer atitude maligna do mal com esta declaração: “Você não tem nenhum poder sobre mim”!

F I M

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