A EXTINÇÃO DO DUALISMO

No “Evangelho de Tomé”, Jesus  assim declara com clareza:“…Os mortos não vivem, e os vivos não morrerão”. Que maravilhosas palavras da Verdade! Estas figuras do aparente “desenho animado”, pequenas, distorcidas, não são vivas, pois não consistem de Mente consciente, amorosa e viva. São apenas uma aparência de morte. Porém, Amado, esta aparência é a única morte que há, ou que pode haver. Entretanto, nós estamos, exatamente aqui, conscientemente vivos, exatamente agora, no âmago destas falácias e falsas imagens; e o fato de estarmos vivos é prova de que não existe morte alguma. Naturalmente, a Mente consciente, eterna e viva, que somos, exatamente aqui e agora, não pode morrer.

Jesus prossegue: “Quando comíeis o que era morto, vós o tornáveis vivo”. Sim, foi somente nosso aparente reconhecimento e aceitação deste mundo de aparência que fê-lo aparentar ser vivo, ser inteligente ou consciente. Nós parecemos mantê-lo vivo pelo apego à ilusão de que ele seja real. Dessa maneira, nós parecemos alimentá-lo, mantê-lo e sustentá-lo. Uma ilusão requer alguém para ser iludido por ela, para que possa inclusive constituir uma ilusão. Quando estamos plenamente iluminados, sequer aparentaremos estar iludidos. Desse modo, a ilusão com nada conta para alimentá-la, sustentá-la ou mantê-la. E então, inevitavelmente, ela se desvanece: deixando inclusive de aparentar existir.

Ao final da citação, Jesus indaga: “Quando éreis um, vos tornastes dois; mas, quando fordes dois, que fareis?”

 Sim, que iremos nós fazer? Amado, nós faremos exatamente o que estamos fazendo, exatamente aqui e exatamente agora; nós prosseguiremos em nossa realização do fato de que eternamente somos Um, e não dois. Desse modo, esta fase aparente de dualismo é extinta.

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